Doce cremoso de goiaba (e senta, que lá vem divagação)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Um dos meus principais defeitos sempre foi o perfeccionismo. Não, não encare isso como aquelas qualidades disfarçadas de defeito que a gente conta em entrevista de emprego quando nos perguntam nossos pontos fracos. É um ponto fraco mesmo - algo que pode me paralisar ou me fazer perder um tempo enorme.

Sou dessas que desmancha carreiras e carreiras de tricô porque lá no meio do cachecol um ponto 'correu'; dessas que deixa de servir um bolo porque a aparência dele deixou a desejar; dessas que sentem vontade de apagar toda a vida pregressa do blog porque as fotos são medonhas; dessas que se martirizam por muito tempo por conta de um erro, mesmo que pouco significativo.

Epa, será que essa ainda sou eu?

Depois que as crianças entraram na minha vida, minhas prioridades mudaram muito. De um dia para outro, eu deixei de ser o centro das minhas atenções. Não que eu fosse muito egocêntrica, mas eu tinha muito mais tempo para dedicar a me torturar. Hoje em dia, não dá perder tempo com ninharias, com elucubrações, com refazimentos. Eu preciso tentar fazer o melhor possível, dentro do que a ocasião oferece.

Eu custei a entender que agora, mãe de gêmeos pititicos, já não poderia mais esperar por condições ideais de temperatura e pressão para fazer o que quer que fosse: uma foto, um texto, um doce, um carinho. Teria que ser no tempo que desse, nas condições que se apresentassem.

O que, no começo, foi um sofrimento, de repente se transformou em libertação. A vida ficou mais leve! O texto não está saindo? A gente salva e termina mais tarde. Não dá para passear no parque? A gente brinca no jardim do prédio. A voz saiu gritada na hora de chamar a atenção? A gente pede desculpa e se corrige. Não dá tempo para preparar a receita cheia de eetapas? A gente tenta uma versão mais simples. Isso não significa se conformar com qualquer porcaria. Mas parar de almejar o opressor MELHOR em nome de uma constante - e estimulante! - MELHORIA.

"O ótimo é inimigo do bom" foi uma das frases que eu mais odiei na vida. Mas só até entender o que ela realmente significava.

Foi dentro desse novo espírito que preparei esta receita. Não havia tempo para que eu preparasse uma geleia de goiaba caseira para adoçar o lanchinho dos pequenos - e, confesso, eu não estava nem um pouco a fim de dedicar meus poucos minutos livres a uma panela de doce fervente. Foi quando me lembrei de ter visto um jeito super diferente de preparar doce cremoso de goiaba.

Revi a receita. Era realmente simples, levava pouco açúcar e não tomava muito tempo. Valia a pena tentar. Foi o que eu fiz.

O resultado foi um creme de cor alaranjada viva e brilhante, com consistência boa para espalhar numa fatia de pão, misturar no iogurte ou comer com queijo fresco. O sabor é suave - doçura discreta e muita 'goiabice'.

Não é a geleia de goiaba com que eu cobriria um bolo ou rechearia biscoitinhos. Mas é justinho o doce de que eu precisava para oferecer aos meus pequenos. E isso é BOM. De verdade.

Doce cremoso de goiaba
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

6 goiabas vermelhas grandes e bem maduras (quanto mais maduras, mais vermelho será o doce)
1/4 de xícara de açúcar
Uma pitada de sal

Modo de preparo:

Higienize as goiabas. Descasque-as e corte-as em pedaços médios. Acomode-as em uma panela com fundo grosso, adicione o açúcar e o sal e misture bem. Leve ao fogo baixo, com a panela tampada. Vigie até começar a ferver e, então, destampe a panela.

As goiabas soltarão líquido. Quando isso ocorrer, retire a panela do fogo e bata goiabas e líquidos no liquidificador. Em seguida, coe em uma peneira grossa para descartar as sementes.

Leve novamente ao fogo baixo e deixe ferver por 5 a 10 minutos, mexendo ocasionalmente até dar ponto de geleia. E como é mesmo que se verifica o ponto da geleia, você me pergunta. Eu explico: pingue um pouquinho num pires (gelado ou não) e incline - se não escorrer, está no ponto.

Distribua em vidros esterilizados (quer aprender a esterilizar os vidros? A Akemi ensinou aqui). Aqui em casa, rendeu 2 vidros com capacidade para 300g não muito cheios.

Observação final:

* Nem ia postar esta receita - achei que a cor estava meio desmaiada e o sabor um tanto mais discreto do que eu gostaria. O que me fez mudar de ideia foi a duplinha, que amou o doce. Virou o acompanhamento preferido para o iogurte natural caseiro.

* Para um doce mais corado, utilize goiabas mais vermelhas. Ou, ainda, adicione mais açúcar e cozinhe por mais tempo. Só tome cuidado para não perder os grandes atrativos da receita - a quantidade reduzida de açúcar e a rapidez com que fica pronto.

Bolo de milho da Leili

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Daí que eu cismara de fazer um bolo de polenta com limão siciliano. Dediquei um tempo a procurar a receita que me parecia perfeita. Quando estava quase lá, o telefone tocou. Meu coração apertou - eu já sabia o que viria a seguir:

- Oi, Letícia, aqui é a fulaninha, enfermeira da creche... 

 O bolo de polenta teria de esperar. Dali a meia hora, Gabriel chegaria em casa, com febre (e com Alice, saudável e sem entender nada, a tiracolo). De todo modo, precisava de um bolo para o lanche das quianças. Um bolo rápido, certeiro, reconfortante - feito beijinho de mãe para sarar dodói. Um bolo da querida Leili.

Separei os ingredientes na despensa e, num instante, já estava com o bolo no forno. Provei-o assim que esfriou. Tão, tão bom. Fofo, úmido, com floquinhos de coco aqui e ali e um sabor que é um carinho no paladar. É ligeiramente mais doce do que eu costumo fazer, mas não é doce demais.

Em tempo: depois de um dia de descanso - e de uma boa fatia de bolo -, Gabriel já se recuperou :-)

Bolo de milho da Leili
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

1 lata de milho verde cozido no vapor
1 lata de leite condensado
3 ovos
2 colheres (sopa) de manteiga
1 pitada de sal
1 colher de sopa de fermento em pó
2 colheres de sopa de fubá
100 g de coco em flocos (usei flocos adoçados porque eram o que eu tinha na despensa)

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180ºC. Unte e polvilhe com fubá uma forma média com furo no meio.

No liquidificador, coloque o leite condensado, o milho, a manteiga, os ovos e o sal. Bata até que que o milho fique bem triturado e a mistura fique homogênea.

Agora é hora de adicionar os demais ingredientes - faça-o na seguinte sequência: fubá, coco e, por último, fermento. Basta pulsar a cada adição, somente até incorporar.

Coloque a massa na forma preparada e leve ao forno para assar até que o bolo fique com uma bela cor dourada e passe no teste do palito.

Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade. Quando estiver morno, desenforme no prato de servir.

Bolo de milho da Leili

Observações finais:

* Aqui em casa, bolo em assadeira grande não tem mais vez - acabo dividindo a massa entre várias assadeiras pequenas para poder congelar e poder retirar do freezer apenas as pequenas porções que os meus pequenos consomem a cada lanche. O bolinho da foto foi feito em uma mini-forma de anel.

* Usei flocos de coco, mas acho que poderia substitui-los com vantagem por coco ralado - seria bem mais fácil fazer fatias bonitas.

* A receita original leva queijo, o que deve deixar o sabor para lá de especial. Como não tinha em casa, não usei, mas fiquei com vontade de testar novamente com ele.

Iscas de fígado aceboladas

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Se você não suporta fígado bovino, ou qualquer outro fígado que não seja o seu mesmo, pode sair deste post, eu entendo. De verdade, até ter filhos, eu jamais pensaria que o fígado voltaria algum dia à minha mesa. Pior ainda: eu jamais pensaria que EUZINHA botaria minhas mãos nessa carne tão envolta em membranas esquisitas preconceito.

Acontece que o pediatra das crianças é old school e receitou fígado uma vez por semana para aumentar o aporte de ferro deles. E como praga de pediatra é tão braba quanto praga de mãe, resolvi encarar o inimigo de frente e fazer o tal do fígado.

Entrei na internet determinada a encontrar a fórmula do fígado perfeito. O que eu não gostava nos fígados da minha infância? Que eu me lembre, o cheiro (que era muito forte) e a textura (que era dura e borrachenta).

Recolhi muitas dicas interessantes por aí. E, como eu sou amiga suas, vou compartilhá-las:

* MARINA, MORENA, MARINA: Uma marinada pode fazer maravilhas pelo fígado. Mas não use sal, para não desidratá-lo - deixe para salgar já na frigideira. Da mesma forma, não carregue a mão nos ingredientes ácidos para não começar a cozinhá-lo antes da hora.

* GOT MILK?: Não é só Cleópatra que ficava toda gostosa depois de um banho de leite. O fígado também se beneficia - supostamente, fica mais macio e com cheiro mais suave.

* CHAPA QUENTE: Frigideira de fundo grosso, pelando de quente, para selar o fígado e manter a umidade dentro dele. Se a sua frigideira não for grande, trabalhe com pequenas porções de cada vez (do contrário, a frigideira vai esfriar e, até que ela volte a ficar quente, o fígado terá soltado um horror de líquido e cozinhado nele, ficando duro e ressecado - tudo que a gente não quer).

Gente, sabe que funciona? Hoje preparei iscas de fígado aceboladas para as crianças e tive que me conter para não "experimentar" demais. Só espero que eles gostem tanto quanto eu...

Iscas de fígado aceboladas
Dicas para a receita coletadas principalmente daqui, daqui e daqui

Ingredientes:

400 g de fígado bovino em filés (peça ao seu açougueiro para limpá-lo para você)
1/4 de colher (chá) de mostarda em pó
1/4 de colher (chá) de alho picadinho
1 colher (sopa) de vinagre de arroz (eu usei porque era o que estava aberto, mas use o que achar melhor - vinho tinto me parece uma boa opção)
Leite quanto baste (qualquer leite - usei desnatado porque estava aberto)
Óleo de canola - um fio
2 a 3 colheres (sopa) de shoyu
Sal a gosto (veja se é necessário, já que o shoyu é salgado)

Modo de preparo:

Corte o fígado em iscas (isto é, em tirinhas finas) e acomode em uma tigela de vidro. Ali, adicione o alho, a mostarda e o vinagre. Misture bem e reserve por uns minutinhos - tempo suficiente para descascar a cebola e cortar em tirinhas.

Na tigela do fígado, despeje leite em quantidade suficiente para cobrir a carne (não é muita coisa - para mim, menos de 100 ml foram suficientes). Cubra com filme plástico e leve à geladeira por 1 hora. Passado esse período, retire o fígado da geladeira e escorra o excesso do leite.

Leve ao fogo uma frigideira grande, de fundo grosso. Quando ela estiver bem quente, deite um fio de óleo e, em seguida, uma porção do fígado. Quando as iscas já estiverem douradas, empurre-as para os lados da frigideira e prepare mais uma porção no centro. Repita o procedimento até acabar com todas as iscas.

Adicione então o shoyu, misture bem e deixe o sabor apurar por 1 minuto. Some a cebola e deixe cozinhar até que ela fique macia. Prove e acerte o tempero, desligando o fogo em seguida.

Sirva com arroz, feijão e uma saladinha. Ou com palitinhos de dente espetados, para beliscar enquanto bebe uma cerveja gelada. Ou dentro de um pão francês fresquinho. Enfim, do jeito que quiser.

Observação final:

Em muitos sites gringos, encontrei a seguinte dica: o fígado bovino obrigatoriamente deve ser de vitelo (vitela?), isto é, de um animal jovem. Não me lembro de já ter encontrado isso no açougue. Você, já?

Muffins de banana e amêndoas

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Tenho uma lista de receitas a testar que aumenta todo dia. Também, pudera: se uma receita tem ingredientes que me despertam a curiosidade, entra para a lista; se é muito simples ou tem um método de preparo diferente, também; e se quem a recomenda é alguém em quem eu confio, aí o bicho pega.

E quando a receita tem esses três elementos? Ela vira fura-fila e passa na frente de todas as outras ;-)

Foi o caso desses muffins. Primeiro, são facílimos de preparar - basta um liquidificador e uma tigela. Segundo, levam diversos ingredientes saudáveis e bananas COM CASCA (só isso já seria suficiente para me deixar em brotoejas). Por fim, a receita é da Lena, doceira com mãos de fada, com quem aprendi a fazer curau (e, modéstia à parte, tô fazendo um curau bem bom - pergunte aos meus filhos ;-)).

Fiz metade da receita à noite, depois de colocar as crianças para dormir. Ia deixar para prová-los de manhã, mas eles estavam tão apetitosos que eu não resisti: provei assim que esfriaram. Gente, que achado! São úmidos, fofos e perfeitos para quem adora banana, como eu - as cascas deixam o cheiro e o sabor da fruta mais intensos. E passaram no teste mais difícil lá de casa: foram devorados com gosto por minha pequena, que é super chatinha difícil seletiva :-)

Bolo de banana com casca e tudo
Receita livremente adaptada daqui

Ingredientes (para 12 muffins*):

1/4 de xícara de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
1/2 xícara de açúcar mascavo
1/2 xícara de açúcar comum
2 colheres (sopa) de óleo de canola
2 ovos
3 bananas-nanicas grandes (1 delas com casca)
3/4 de xícara de farinha de amêndoas
1 xícara de farinha de trigo integral
1/2 colher (sopa) de canela em pó
1 pitada de sal
1/2 colher (sopa) de fermento em pó

Para a cobertura: 2 colheres (sopa) de açúcar mascavo fininho e amêndoas laminadas quanto baste

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 170ºC. Forre 1 assadeira para muffins (com 12 cavidades) com forminhas de papel. Reserve.

Corte as bananas sem casca em pedaços. Higienize a banana com casca, corte as pontas e pique em rodelinhas.

No liquidificador, bata as bananas (com e sem casca), a manteiga, o óleo, os ovos e os açúcares até obter um creme.

Numa tigela, com o auxílio de um fouet, misture a farinha integral, a farinha de amêndoas, o sal, o bicarbonatoe a canela. Acrescente o creme batido e misture até incorporar.

Distribua a massa entre as forminhas de papel. Por cima, polvilhe um pouco de açúcar mascavo e decore com lâminas de amêndoa.

Leve ao forno por 25/30 minutos ou até enfiar um palito e sair limpo. Retire os muffins da assadeira e deixe esfriar sobre uma grade. Sirva mornos ou frios.

Observações finais:

A receita original da Lena leva castanha-do-pará e aveia, ingredientes que eu amo. Mas, como tinha uma farinha de amêndoas da primeira era glacial dando bobeira no freezer, resolvi usá-la. Ficou incrível! Bananas e amêndoas combinam demais!

Com todas as alterações que fiz na receita original, acabei obtendo um bolinho a mais - deu 1 dúzia de padeiro ;-)

Doce de abóbora com coco diet

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ai, gente, eu sei que esse título já dá desânimo - pelo menos, em mim, dá um pouco. Mas pode ser uma boa pedida para quem precisa controlar a ingestão de açúcar e de calorias, mas não dá conta de viver sem sobremesa ou sem um docinho no meio da tarde.

Pode fazer com ou sem coco, e com o adoçante para forno e fogão de sua preferência (já fiz com sucralose, estévia e ciclamato e sacarina). Mas não abra mão de duas coisas:

1. use abóbora seca (ou de pescoço - testei a abóbora paulista e não ficou tão bom);

2. não use especiarias em pó - o cravo deve estar inteiro e a canela, em ramas ou pau (o sabor fica mais delicado e a cor do doce, mais bonita. E, se quiser, você pode retirá-los facilmente depois que o doce ficar pronto).

De resto, é só separar os ingredientes, reservar um tempinho na cozinha e preparar. O doce pode ser saboreado sozinho, com queijo branco ou cottage, ou recheando uma tapioquinha. Essas são as minhas formas preferidas de consumi-lo.

Doce de abóbora diet
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

800 g de abóbora seca descascada, sem sementes, cortada em cubos
1/4 de xícara de adoçante para forno e fogão (a receita original pedia um pouco menos)
1 pitada de sal (acréscimo meu)
2 paus de canela
3 cravos-da-índia inteiros
50 g de coco ralado desidratado, não adoçado (opcional)

Modo de preparo:

É simples de tudo: combine todos os ingredientes (exceto o coco, se for usar) em uma panela de fundo grosso e leve ao fogo baixo, mexendo sempre com o auxílio de uma colher de pau.

Logo a abóbora vai soltar líquido. Continue mexendo até perceber que todo o adoçante está dissolvido. Pronto, agora é só tampar a panela e misturar ocasionalmente. Quando a abóbora estiver macia, amasse-a com a própria colher, com um garfo ou com um amassador como esse daqui. Acrescente o coco (se for usar), misture bem e deixe cozinhar mais uns 5 minutos.

Retire do fogo e deixe o doce esfriar (pode ser até na panela em que você preparou - como não tem açúcar, ele não vai grudar). Descarte as especiarias (se quiser), acomode em um pote de vidro com tampa e guarde na geladeira.

Observações finais:

* Não espere que esse doce tenha a cor, o brilho e a calda espessa de um doce de abóbora comum - o que dá tudo isso é o açúcar.

* Enquanto tentava descobrir que abóbora usar para fazer doce, achei um artigo muito bom sobre o assunto.

* Não sei quanto tempo o doce dura na geladeira. Na minha experiência, sei que ele aguenta uma semana, no mínimo.

Bolo de chocolate incrivelmente bom

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Bolo de chocolate

Não, este não é um bolo que só suja uma só tigela, ou que possa ser preparado no liquidificador. Também não é bolo para quem tenha restrições alimentares: tem leite, manteiga, farinha de trigo, açúcar e achocolatado em pó.

Apesar de a receita ter vindo de um lugar muito especial, tem cara daquelas que a gente encontra no caderninho da vovó. Dito tudo isso, é o melhor bolo de chocolate que passou pela minha cozinha nos últimos tempos. Ganhou o coração de todos nós, adultos e quianças.

O motivo? Um sabor muito equilibrado - o chocolate brilha, mas não pesa, e o açúcar fica no ponto certinho, mesmo com achocolatado; e uma textura incrível, que combina a fofura de um bolo com a 'sustança' de um brownie. É um bolo que aceita cobertura, mas que nem precisa - fica excelente sozinho.

Dedico esse post à Bibi, adorável companheira de férias (e de muitos bolos gostosos!). Bibi, se estiver de bobeira hoje à tarde, vem que tem bolo!

Bolo de chocolate - ele e a fatia
Receita daqui, gentilmente cedida pela equipe de Alimentação e Bebidas e adaptada para menos bocas. A calda é daqui e dá muito certo! Era a calda que eu comia na infância, no bolo de cenoura, e que não sabia fazer.

Ingredientes:

200 g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
2 xícaras de açúcar refinado
4 ovos (separados, claras em neve)
1 colher (chá) de extrato de baunilha (adição minha)
2 xícaras de achocolatado em pó (usei um da Callebaut próprio para o preparo de bebidas achocolatadas)
3 xícaras de farinha de trigo
1 pitada de sal (adição minha)
1 xícara de leite (usei desnatado porque é o que eu sempre tenho à mão)
1/2 colher (sopa) de fermento em pó

Calda - opcional:
4 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de achocolatado em pó
1 colher (sopa) de leite
1 colher (sopa) de manteiga sem sopa

Bolo de chocolate - uma fatia generosa

Modo de preparo:

Unte e polvilhe com cacau ou açúcar refinado uma forma com capacidade para 10 xícaras de massa. Preaqueça o forno a 180ºC.

Numa tigela, peneire juntos o achocolatado, a farinha de trigo e o sal. Misture bem e reserve.

Quebre os ovos cuidadosamente, separando as claras das gemas. Bata as claras em neve e reserve também.

Na tigela da batedeira, adicione a manteiga, o açúcar, as gemas e o extrato de baunilha. Bata por uns 5 minutos, até obter um creme claro e fofo.

Feito isso, vamos àquele processo de adição intercalada de ingredientes secos e líquidos, que você já deve ter visto em algum bolo: adicione 1/3 da mistura de farinha e bata em velocidade lenta, até incorporar. Adicione metade do leite e incorpore lentamente, também. Repita o processo com mais 1/3 da mistura de farinha, seguido do resto do leite, terminando com o resto da farinha. A massa vai ficar bem densa - é assim mesmo.

Chegou a hora de incorporar as claras. Faça-o delicadamente, em movimentos circulares, de baixo para cima (esse vídeo pode ajudar, caso você tenha dúvidas de como fazer isso - eu aprendi não tem muito tempo). Por fim, adicione o fermento e mexa delicadamente.

Deite a massa na forma preparada e leve ao forno - não ouso dizer quanto tempo demora (até porque sou meio distraída quanto a horários), mas certamente levou mais de 45 minutos aqui em casa. Mas confie no seu forno e no seu nariz. Para um bolo mais denso, ao fazer o teste do palito, use o ponto de brownie (o palito deve vir com algumas migalhas úmidas).

Retire do forno e deixe esfriar por uns 15 minutos sobre uma grade, antes de desenformar. Sirva em temperatura ambiente.

Se quiser, pode cobrir com a calda sugerida, ganache, brigadeiro mole ou uma nuvenzinha de cacau ou açúcar de confeiteiro. Mas não precisa.

Observação final:

Esta receita pode ser dobrada ou repartida ao meio, que continua dando certo (testei os três tamanhos ;-)).

Bolo de banana com farinha de rosca

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Sou uma pessoa que gosta de bolo de banana. Só não sabia que gostava tanto: fiz as contas e descobri que há 11 receitas diferentes de bolo de banana no blog (uma delas com 4 versões diferentes), mais 6 bolinhos e muffins. Ainda assim, eu sentia que faltava um passo importante na minha formação bananabolística: o bolo de banana com farinha de rosca. Mas estava disposta a deixar quieto, até que...

Em casa, as crianças não costumam rejeitar bolo de banana, embora não seja o seu preferido. Mas, reza a lenda, na creche, elas comem até cair pra trás, não deixam sobrar um farelinho. Como assim, Bial? #maeloucaenciumadadetectada

Fui atrás de saber o que o bolo de banana da creche tinha de tão especial. A resposta: "ah, é um bolo normal, com farinha de rosca". Pronto, surgiu a motivação que faltava.

Pesquisei pelas internets uma boa receita de bolo de banana com farinha de rosca e deparei com a da caprichosa Marly, boleira de mão cheia (visitem o blog dela pra ver como eu não estou exagerando). Aproveitei uma raríssima tarde livre e preparei.

Finalmente entendi qual é o barato do bolo, gente. Ele é muito simples, sem cobertura ou recheio - mas é tão macio e úmido... as bananas têm o destaque que merecem. E o que é o cheiro dele assando, minha gente. Como gosto muito de passas no bolo de banana, eu as acrescentei, mas não precisa: ele é muito bom sem elas também.

Já entrou para a lista de receitas preferidas da galerinha de casa. Prove aí, que ele certamente vai entrar para a sua, também.

Bolo de banana com farinha de roscaReceita minimamente adaptada daqui

Ingredientes:

4 bananas bem maduras (uso prata)
3 ovos
1 e 1/2 xícara (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de farinha de rosca
1/2 xícara (chá) de óleo de cozinha (uso canola)
1 colher (sopa) de fermento em pó
Especiarias - 1 colher (chá) de canela em pó (ou mais, a gosto) + 1/2 colher (chá) de cravo em pó + 1/2 colher (chá) rasa de noz-moscada moída (uso 1 colher de chá do mix de especiarias para pão de mel da Bombay, que tem tudo isso + erva-doce)
Opcional - 1/2 xícara de passas sem sementes (eu e as crianças gostamos muito de passas)

Modo de preparo:

Ligue o forno à temperatura de 180ºC. Unte e enfarinhe (com farinha de rosca) uma forma redonda, de buraco no centro, com 20 cm de diâmetro (nas observações finais, eu explico porque meu bolo virou um monte de bolinhos - 18, para ser mais precisa).

Descasque e amasse as bananas num prato, com um garfo, e reserve-as.  Bata os ovos com o açúcar e o óleo (esta operação pode ser feita à mão, numa tigela, usando um fouet; na batedeira; ou no liquidificador).

Junte os demais ingredientes, misture bem e ponha a massa na forma preparada. Leve a forma ao forno por uns 25/30 minutos (ou até que o bolo passe no teste do palito).

Observações finais:

Como eu evito comer bolo com frequência (quem te viu, quem te vê, dona Letrícia) e as crianças costumam enjoar de um sabor se o comem seguidamente, gosto de assar os bolos de casa em forminhas de muffin revestidas com formas de papel. Assim que eles esfriam totalmente, acondiciono em caixas de congelamento e levo ao freezer.

Assim, não preciso untar nada e tenho pequenas porções de bolo fresquinho para o lanche deles - basta tirar do freezer pela manhã, antes de ir para o trabalho, e deixar na geladeira. À tarde, os bolinhos estão prontos para consumo (deixo 15 minutos em temperatura ambiente só para eles ficarem mais fofinhos ainda).