Quinoa marroquina

domingo, 21 de agosto de 2016

Daí que eu renovei meus votos de amor à quinoa depois de repetir algumas vezes aquele tabule. E resolvi preparar outra receita com ela - desta vez, com uma pegada marroquina. A inspiração veio de um sem-número de referências da Internet - e que, claro, como eu não salvei, não consegui reencontrar (com exceção desta receita do Caldeirão da Bruxa Solar).

Ai, gente, que delícia. É dessas comidinhas que fazem a gente perder a compostura e repetir mais vezes do que havia planejado. Eu comi com um franguinho grelhado salpicado com cominho e pimenta caiena. Mas acho que vai bem com qualquer prato com ares marroquinos.

Quinoa ao estilo marroquino
Receita inspirada nesta daqui e em muitas outras

Ingredientes:

1/2 xícara (chá) de quinoa comum
2 colheres (sopa) de azeite
1/4 de colher (chá) de sementes de erva-doce
1/8 de colher (chá) de pimenta calabresa
1/4 de colher (chá) de pimenta-da-jamaica moída
1 cravo-da-índia ou 1/8 de colher (chá) de cravo moído
1/4 de colher (chá) de cominho moído
1/4 de colher (chá) de sementes de coentro
1/8 de colher (chá) de gengibre moído
1/8 de colher (chá) de pimenta-do-reino moída na hora
1/4 de colher (chá) de canela
1/2 cebola média picadinha
1 dente de alho picadinho
1 abobrinha média ralada do ralo grosso
1 cenoura média ralada no ralo grosso
2 colheres (sopa) de uvas-passas pretas
1/2 pimentão amarelo médio em cubinhos
Sal a gosto

Modo de preparo:

Lave a quinoa - acomode-a em uma peneira grande e esfregue-a sob água corrente por uns 2 minutos. Escorra e acomode e uma panela com 2 xícaras de água. Leve ao fogo médio até ferver. Quando isto acontecer, abaixe o fogo e deixe que a quinoa cozinhe por 15 minutos com a panela semitampada. Devolva a quinoa para a peneira e deixe que ela esfrie enquanto a água residual é drenada.

Enquanto isso, acomode todas as especiarias juntas em um pilão (ou mini-processador de alimentos) e triture até tudo ficar muito bem combinado e o mais fininho possível. Não tem nenhum dos equipamentos? Pique as sementes beeeeeeem picadinhas em uma tábua de corte e combine com os ingredientes em pó, que dá certo também.

Em uma frigideira grande, aqueça o azeite, adicione as especiarias e deixe que elas tostem até liberar seu perfume (é rápido, menos de 1 minuto). Some o alho e a cebola e refogue até que fiquem murchos.

Adicione então a cenoura, o pimentão e a uva-passa e refogue por 5 minutos. Some então a abobrinha e continue refogando até que os legumes fiquem macios (mas não moles).

Acrescente a quinoa, revolvendo-a com um garfo. Mexa com cuidado até que ela fique soltinha e bem distribuída. Dê então uma boa misturada final, prove e verifique se precisa de mais pimenta, sal ou azeite. Quando a quinoa ficar quentinha, retire a panela do fogo e sirva.

Teste de ingrediente - amêndoa de cupuaçu em pó

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Como filha de paraense, sempre tive o cupuaçu entre os sabores familiares. Conhece? É um fruto ovalado de casca dura (o tamanho deve ser semelhante ao de uma manga bem grande). A polpa mole e amarelada envolve amêndoas também ovaladas do tamanho de uma moeda de 25 centavos.

O cupuaçu é azedinho e tem um perfume intenso, inconfundível. É o tipo de sabor sem meio-termo: ou você ama, ou você odeia. EU AMO.

Vendor handing us some freshly cut Cupuacu
Olha o cupuaçu aí! Foto do usuário do Flickr cupuacu-fruit

Daí que, em 2012, Neide Rigo me fez ligar lé com cré:
"Se você não sabe, o cupuaçu (Theobroma grandiflorum) é parente do cacau, porém com polpa muito mais gostosa, com aroma e sabor muito marcantes (o perfume é tão forte a ponto de não se recomendar viajar de avião). As sementes, no entanto, têm composição parecida com as do cacau e delas também pode se fazer produto similar ao chocolate."
Eita! Eu já havia comido cacau (Theobroma cacao) - a fruta tirada do pé, de polpa branca e adocicada -, e não tinha reparado no parentesco. Depois que ela falou, pude atinar para as semelhanças.

A cocoa pod in a farmer’s hand
Esse é o cacau. A casca, mais grossa e lisa, é dividida em gomos. Mas a apresentação da polpa e das amêndoas é bem parecida. Foto da Nestlé no Flickr.

Atinei, mas esqueci. Até que, em julho deste ano, já de malas prontas para viajar, minha mãe perguntou: Quer algo do Pará?. Sem nem pensar direito, respondi - quero chocolate de cupuaçu!

Semanas depois, recebi minha encomenda: 'chocolate branco' de cupuaçu e amêndoa de cupuaçu em pó. O 'chocolate' branco, comi rapidinho (contei a experiência aqui). Ficou faltando o pó das amêndoas, que é o que eu vou contar pra vocês agora.

O pó de amêndoa de cupuaçu é bem mais claro do que o de cacau, com um cheiro que lembra a fruta e, meio de longe, chocolate. Cogitei provar o pó puro, mas resolvi partir direto para o teste de fogo (ou, melhor, de forno): preparei brownies, apenas trocando um primo pelo outro.

Brownies de cupuaçu

O cupuaçu em pó pareceu se dissolver mais facilmente à massa do que o cacau em pó. A massa ficou mais clara e densa e, depois de assada, mais ressecada e quebradiça.

O que mais me impressionou positivamente foi o cheiro. Enquanto misturava a massa crua, tinha a nítida sensação de estar sentindo perfume de cupuaçu. Quando o brownie ficou pronto, ainda podia sentir o cheiro lá, um pouco mais discreto.

Também me surpreendeu o sabor: o pó de cupuaçu é bem mais amargo que o de cacau. Depois de comer um quadradinho desses brownies, fica-se com um amargo residual que persiste por alguns minutos na boca. Um amargo agradável, ainda mais para mim, que adoro um amarguinho. Mas, para os paladares menos preparados, talvez não seja tão legal assim.

Veredito final? Gostei. Incorporaria à minha vida se fosse mais fácil de encontrar e com preço mais próximo do cacau em pó (é praticamente o dobro do preço do cacau em pó belga que eu costumo usar).

Quer provar também? A fábrica que produz tanto o tablete de amêndoa de cupuaçu (é assim que eles chamam o 'chocolate' de cupuaçu) quanto o pó de amêndoas de cupuaçu se chama Nayah. Há vários revendedores em Belém/PA e, também, uma loja virtual.

Observação final:

Este não é um post publieditorial. Os produtos foram comprados pela minha mãe e testados por mim de forma isenta e independente.

Tabule de verão (com quinoa)

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Como é difícil voltar à rotina depois de férias escolares. As crianças que o digam. Este blog também precisou de férias forçadas durante o recesso da creche - cuidar de dois pequenos de 3 anos e meio e cozinhar são atividades difíceis de conciliar. O que importa é que estamos de volta! E com receitinha leve, já que muita água rolou embaixo da ponte (na verdade, água foi o que menos rolou - em compensação, teve bolo, biscoito, pão, sorvete, chocolate...).

Esta é uma salada que me encantou pelas cores e pela combinação de sabores - ingredientes naturalmente doces, como pimentão e tomatinhos-uva, o frescor do suco de limão e das ervinhas, a picância suave do nabo, o toque especial da pimenta síria. E, para ficar ainda mais nutritiva, ela tem quinoa.

Aliás, minha história com a quinoa é curiosa. Há uns 6, 7 anos, eu consumia muita quinoa em grãos, especialmente em saladas e pães (volte às postagens de 2009/2010 e comprove). Foi tanta quinoa que eu acabei cansando e precisei dar um tempo. O cansaço passou e eu quis voltar aos grãozinhos andinos - só para encontrá-los vencidos e cheios de bichos, na despensa. Morri de raiva e nunca mais comprei. #quemadura #sóquenão

Esta receita sela o meu reencontro com a quinoa. Tive de reaprender a cozinhá-la - e, de verdade, acho que agora os resultados estão ainda melhores.

Tabule de quinoaReceita adaptada daqui, modo de preparar a quinoa reaprendido aqui

Ingredientes:

1 xícara de quinoa em grãos (da cor que você preferir, eu usei a mais comum)
2 colheres (sopa) de azeite extra virgem
1/4 de colher (chá) de pimenta síria
Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
1 pimentão amarelo médio
1 talo grande de salsão
450 g de tomate-uva
1 pepino japonês médio
1 nabo pequeno
1/2 cebola média
Suco de 1/2 limão taiti
1 xícara de salsinha fresca picada
1/2 xícara de hortelã fresco picado

Modo de preparo:

Lave a quinoa - acomode-a em uma peneira grande e esfregue-a sob água corrente por uns 2 minutos. Escorra e acomode e uma panela com 2 xícaras de água. Leve ao fogo médio até ferver. Quando isto acontecer, abaixe o fogo e deixe que a quinoa cozinhe por 15 minutos com a panela semitampada. Devolva a quinoa para a peneira e deixe que ela esfrie enquanto a água residual é drenada.

Enquanto isso, pique o pimentão, o salsão, o pepino, o nabo e a cebola em cubinhos de 0,5 cm. Corte os tomatinhos-uva ao meio (se forem muito pequenos, deixe-os inteiros; se forem muito grandes, corte em 4 partes). Pique também o hortelã e a salsinha.

Numa tigela grande, despeje a quinoa e afofe-a com um garfo para que ela se solte. Adicione os ingredientes que acabou de picar. Acrescente o azeite, o suco de limão, a pimenta síria, o sal e a pimenta-do-reino. Misture, prove e acerte o tempero ao seu gosto.

Sirva imediatamente com pão sírio ou sobre folhas de alface acompanhando pratos árabes ou, mesmo, um grelhadinho.

Observação final:

- Esta receita fica deliciosa com erva-doce (funcho) no lugar do salsão. Eu tinha feito assim da primeira vez em que a preparei, mas não achei para comprar agora. Mas não se preocupe - qualquer um dos dois fica bom.

- Para diminuir um pouco a quantidade de azeite usado na receita, pulei uma etapa de preparo. Mas a recomendação da Stephanie, autora da receita, e da Karen, do Eu Como Sim, é que a gente toste a quinoa levemente antes de cozinhar. É bem simples - aqueça na panela 1 colher de sopa de azeite, despeje a quinoa e mexa sempre, por 1 minuto, até que ela fique mais sequinha (se quiser, pode colocar a pimenta-síria para tostar junto - ela vai ficar mais aromática ainda). Adicione então a água e siga com o processo de cozimento até o fim.

Faça você mesmo - iogurte caseiro

terça-feira, 26 de julho de 2016


Nem estava pensando em publicar este passo a passo aqui - ia deixar só para o Instagram. Mas, como você sabe, eu sou detalhista e gosto de deixar tudo bem explicadinho.

Esta foto aí de cima, como a legenda explica, é a minha iogurteira no momento. Até ganhei de presente uma iogurteira industrializada com caixinha térmica especial, potinhos para porções individuais, termômetro embutido e tudo mais. Mas acabei deixando de lado e optando por um esquema mais tosco rústico prático. E é esse esquema, mais o meu modo de preparo, que eu quero apresentar pra você.

Para preparar 1L de iogurte, você precisa dos seguintes ingredientes:

- 1L de leite - 'Qual leite?' O integral é o que dá os melhores resultados. - 'Saquinho, garrafinha ou caixinha?' Já usei dos três tipos. Na minha opinião, o que faz o iogurte mais cremoso e saboroso é o Leitíssimo. - 'Dá para usar leite desnatado ou semidesnatado?' Que dá, dá. Eu faço para mim por uma questão de necessidade. Mas o resultado é um iogurte meio ralo. Se você também precisa que o seu iogurte seja desnatado, acrescente 2 colheres (sopa) de leite em pó desnatado ao leite, depois de aquecê-lo. E dessore, vale a pena.

- Fermento lácteo - 'Onde encontro isso?'

  • Nos iogurtes industrializados: Certifique-se de que o iogurte seja composto apenas de leite e fermento lácteo. Duas colheres (sopa) já são suficientes para essa quantidade de leite. 
  • Em pacotinhos industrializados: Em lojas de produtos naturais ou na Internet, é possível encontrar fermento lácteo em pacotinhos. Tudo que você precisa fazer é acrescentá-lo ao leite e misturar bem. O meu preferido é da TopTherm (da Aracy, aquela que fala de coisa boa :-D).
  • No iogurte que você acabou de preparar: É isso mesmo. Se você já tem iogurte caseiro pronto, reserve duas colheres (sopa) dele puro para usar como fermento lácteo para a próxima leva. Na minha experiência, isso dá certo por umas cinco levas, mais ou menos. Depois, a consistência não fica tão boa e o sabor fica mais ácido. Neste ponto, é melhor recomeçar do zero com iogurte industrializado ou fermento de pacotinho.

Uau, complexo, né #sóquenão. A lista de equipamentos também é das mais complicadas #atéparece:

- Leiteira com capacidade para mais de 1L e um fouet ou colher comprida para misturar o leite.

- Recipiente(s) para o iogurte - Você pode usar vários potinhos, 1 potão ou 1 jarra, sempre com tampa.

- Termômetro culinário - Interessante, mas não indispensável. Eu tenho mais de um termômetro culinário em casa, por isso, uso. Mas o que você está procurando é deixar o leite a uma temperatura que seja confortável para mergulhar o dedo mindinho por três segundos. Conseguiu? Então, está valendo.

- Iogurteira - O que estou chamando de iogurteira é um local quentinho e protegido onde a mistura de leite e fermento lácteo possa agir e virar iogurte. Se você tem uma caixa térmica própria para isso, vá em frente! Se não, basta uma toalha seca e felpuda (ou uma manta pequena) e uma bolsa térmica ou caixa de isopor com tampa.

Tudo pronto para a a ação? Então, é só despejar o leite na leiteira e levar ao fogo. Já li que é importante deixá-lo ferver porque, além de matar eventuais bactérias, isso muda a estrutura da proteína do leite, favorecendo um resultado mais cremoso. Eu sou impaciente e frequentemente não deixo o leite ferver. Também fica bom.

Agora, espere o leite esfriar até chegar à temperatura de 46ºC (se não tiver termômetro, faça o teste do dedo mindinho). Adicione então o iogurte ou o fermento lácteo e misture suavemente com um fouet ou com a colher comprida. Despeje a mistura no(s) recipiente(s) reservado(s), tampe-o(s), envolva na toalha ou na manta e acomode na caixa/bolsa térmica. Deixe por, pelo menos, 6 horas (se estiver frio, pode deixar por mais tempo - 8 a 10 horas, por exemplo). Depois de pronto, conserve na geladeira.

Se quiser um iogurte grego incrível e sem aditivos químicos, é só despejar o iogurte que você preparou em uma peneira coberta com um tecido fininho ou pano de prato limpo, acomodada sobre uma tigela (eu uso o filtro para café reutilizável da foto). Deixe dessorar por duas horas ou mais, na geladeira.

Dicão para o happy hour: Deixe o iogurte dessorar por 24 horas. Você obterá um produto bem consistente, como um queijo cremoso. Tempere com sal e modele bolinhas com o auxílio de duas colheres de chá. Banhe em um bom azeite, moa pimenta por cima, salpique folhinhas de manjericão fresco e tchanans, você tem um queijinho de iogurte espetáculo para espalhar na torrada ou no pãozinho. Se preferir, faça como o gênio David Lebovitz. que também parece ótimo.

Observação final:

Este post não é publieditorial. Mencionei as marcas que eu efetivamente uso e prefiro.

Pamonha de forno

terça-feira, 19 de julho de 2016

Mais um encontrinho com azamiga. Como uma delas está há anos fora do Brasil, morre de saudade dos sabores da terrinha - saudade que aperta especialmente nesta época do ano. Pensando nela, escolhi uma receita que é a cara das festas juninas. E, pensando na amiga intolerante, eu fiz adaptações para ficar sem lactose (sem glúten, ela originalmente já era).

Foi um sucesso! O preparo não podia ser mais fácil - liquidificador e pronto. E o resultado, que delícia. O sabor é purinho de pamonha, só que com uma textura mais suave, como a de um bolo um pouco mais denso e muito úmido.

A receita é do Panelinha, da deusa Rita Lobo. Credencial melhor não há ;-)

Pamonha de forno
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

300 g de milho verde congelado (ou 2 xícaras (chá) de milho cru debulhado)
250 mL de leite de coco
2/3 de xícara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de ghee em temperatura ambiente 
2 ovos 
1/4 de xícara (chá) de fubá 
1 colher (sopa) de fermento em pó 
Ghee e fubá para polvilhar 
Canela em pó a gosto para polvilhar (opcional - não usei)

Modo de Preparo:

Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média). Unte com manteiga um refratário pequeno que comporte 1,3 litros (usei uma assadeira de alumínio descartável com capacidade para 1,5 L). Polvilhe com fubá e chacoalhe bem para enfarinhar. Bata sobre a pia para tirar o excesso (se usar assadeira descartável, esse processo é desnecessário).

No liquidificador, bata o milho, o leite de coco, o açúcar e a manteiga, até triturar bem os grãos. Acrescente os ovos e bata apenas para misturar. 

Junte o fubá e o fermento e bata novamente - a consistência é bem líquida, mesmo. Transfira a massa para o refratário preparado e leve ao forno para assar por 45 minutos ou até a superfície começar a dourar. Retire do forno e, se quiser, deixe esfriar. Quente, ele também fica delicioso!

Brownies de chocolate sem glúten

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Recebi algumas amigas em casa uma noite dessas. Como uma delas descobriu-se moderadamente intolerante a glúten e a lactose, preparei um chili con carne, que servi com Doritos Dippas (sabia que eles não têm glúten)? De sobremesa, recorri ao maravilhoso David Lebovitz, de quem sou cada vez mais fã.

Claro que não me decepcionei. Além de super bem explicadas, todas as receitas dele têm resultados divinos, para dizer o mínimo. A única coisa que eu mudaria das próximas vezes em que preparar é usar uma assadeira menor para obter brownies ligeiramente mais altos.

Tem problema com glúten? Faça. Não tem problema com glúten? Faça também. Você não vai se arrepender.

Brownies sem glútenReceita adaptada daqui

Ingredientes:

85 g de manteiga sem sal
1 pitada de sal
225 g de chocolate amargo picado
150 g de açúcar
2 ovos grandes, à temperatura ambiente
1 colher (sopa) de cacau em pó não adoçado
30 g de amido de milho

Opcional:
135 g de pecãs, tostadas e picadas grosseiramente (não usei)
2 a 3 colheres (sopa) de nibs de cacau

Modo de preparo:

Forre o interior de uma assadeira quadrada com 23 cm com papel alumínio, deixando sobrar alças dos lados. Unte levemente o papel alumínio com manteiga ou spray para untar (usei uma assadeira de alumínio descartável e não precisei fazer nada). Preaqueça o forno a 180ºC.

Numa panela média, em fogo beeeem baixinho, derreta a manteiga seguida do chocolate, mexendo sempre para não queimar. Quando a mistura ficar homogênea, retire do fogo e misture o açúcar. Em seguida, acrescente os ovos, mexendo bem a cada adição.

Peneire o cacau em pó e o amido de milho em uma tigela pequena e adicione-os à mistura de chocolate. Bata a massa vigorosamente durante pelo menos um minuto, até que a massa fique homogênea, não granulada e quase lisinha. Ela vai descolar um pouco das laterais da panela.

Envolva as pecãs e os nibs de cacau, se usar, e verta a mistura na assadeira preparada. Asse por 30 minuto ou até que o brownie pareça firme no centro (toque-o com a mão, de leve, para saber). Cuidado para não assar demais.

Retire do forno e deixe esfriar completamente antes de retirar da assadeira e cortar. Os brownies podem ser armazenados à temperatura ambiente durante até 4 dias. No freezer, duram pelo menos 1 mês.

Brownies sem glúten

Observação final:

- A fase de bater vigorosamente a massa é muito importante. Faça-o por pelo menos 1 minuto como se não houvesse amanhã. Do contrário, há grandes chances de os seus brownies ficarem esfarelando. Se isso ocorrer, nem tudo está perdido - você usá-los como farofinha sobre um sorvete.

- Esqueci de acrescentar os nibs de cacau à massa, acabei espalhando um pouquinho por cima. Os nibs acrescentam crocância, mas não são indispensáveis.

- Usei manteiga sem sal comum e chocolate amargo (70%) nestes brownies. Ficaram inofensivos para quem tem intolerância leve a moderada a lactose. Mas pra intolerâncias mais severas, recomendo usar ghee e chocolate kosher parve.

Faça você mesmo - desmoldante caseiro

terça-feira, 12 de julho de 2016

Como você já deve ter percebido, amo bater um bolinho. E se puder assá-lo em uma forma trabalhada estonteante, melhor ainda. O problema é que eu não tenho muito talento para untar formas. Sempre fica faltando um pedacinho sem manteiga ou sobra farinha acumulada. Já tentei untar com óleo, com manteiga derretida, com ghee... sempre com resultados um tanto pífios.

Estava quase me rendendo aos sprays desmoldantes industrializados até que topei com uma receita de desmoldante caseiro (valeu, Escola de Bolo!). Guardei-a até que, neste fim de semana, surgiu a oportunidade de testar.

A receita é bem simples: óleo de cozinha, margarina (ou gordura vegetal) e farinha de trigo em partes iguais. Combine os ingredientes e bata até obter um creme homogêneo. Pode ser com fouet, com batedeira ou com um garfinho, que foi como eu fiz.

Uma foto publicada por Blog No Calor do Fogão (@blognocalordofogao) em

Para testar o desmoldante, repeti a receita do bolo de banana com gotas de chocolate na forma deusa que ganhei de uma amiga muito querida.


Com um pincel, apliquei o desmoldante caseiro em toda a forma. Gostei da consistência - espalha fácil, não escorre e dá para enxergar se ficou faltando algum espaço sem aplicar. E não precisa polvilhar farinha de trigo.

Ok, você pensa, é fácil de aplicar. Mas funciona bem? Eu respondo com uma imagem.

Uma foto publicada por Blog No Calor do Fogão (@blognocalordofogao) em

Funciona bem demais. O bolo quase escorrega da forma, de tão soltinho que fica. As pequenas falhas que você vê na superfície dele foram causadas por bolhas de ar que restaram na massa (eu esqueci de bater a forma para eliminá-las antes de levar ao forno - shame on me). Se não fosse por elas, o bolo ficaria completamente liso, perfeitinho, sem crosta alguma de farinha.

O veredito: recomendo demais! De agora em diante, não vai mais faltar desmoldante na minha cozinha!

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