Mini-bombocados de coco (outra receita pititica)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Mini-bombocado de coco_1

Quem visita essa cozinha com frequência já deve ter notado: tenho uma dificuldade considerável de seguir receitas à risca. Quase sempre mexo aqui e ali, substituindo ingredientes, acrescentando alguma frescurinha, modificando proporções, diminuindo ou aumentando a escala da receita ou subvertendo alguma coisa no preparo. Faço isso para adaptar os pratos ao gosto de quem vai comê-los, à minha despensa, à minha disponibilidade de tempo e energia. E claro, à minha curiosidade.

Os bolinhos de coco da minha prima Bibi não passaram incólumes pelas minhas mãos. Na verdade, da primeira vez que os fiz, diminuí perigosamente a quantidade de farinha e de fermento da receita. E, ao assá-los, fiquei receosa de que ficassem ressecados e acabei tirando-os do forno mais cedo (ao espetá-los com um palito, algumas migalhas levemente úmidas ainda apareciam).

Resultado: assim que saíram do forno, meus bolinhos de coco abaixaram. Continuavam simpáticos, mas bem baixinhos. Confesso que fiquei desanimada, mas mesmo assim, resolvi cobri-los com uma caldinha e salpicá-los com coco ralado.

Ficaram umas gracinhas... por que não provar, né. AI, GENTE, PARA TUDO. Quem trem perigosamente delicioso. O interior é muito úmido, de uma suavidade que nem sei descrever. O sabor de coco é bem marcante, mas não enjoativo. E a texturinha que o coco ralado dá é incrível. Como a massa não é muito doce, a calda complementa a doçura. 

Fazia tempo que eu não comia algo que fazia anjinhos cantarem. Ai, ai :-)

Mini-bombocado de coco_2
Receita livremente adaptada daqui

Ingredientes:

1 ovo
1/2 xícara de leite de coco
1/4 de xícara de óleo de coco (pode usar qualquer óleo vegetal de sabor discreto, como girassol, canola...)
1/4 de xícara de açúcar
1/2 xícara de farinha de trigo
1/4 de xícara de coco ralado não adoçado
1/2 colher (chá) de fermento químico em pó

Para finalizar:
2 colheres (sopa) de leite de coco + 1 1/2 colher (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de coco ralado não adoçado 

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Prepare as forminhas que vai utilizar - se usar forminhas de metal, recomendo que você as unte com um pouco de óleo. Ou use forminhas de silicone e não unte nada :-)

Numa tigela média, misture juntos o leite de coco, o óleo e o ovo (um fouet pequeno dá conta do recado). Peneire por cima dessa mistura o açúcar e a farinha de trigo. Misture com o fouet até a massa ficar bem homogênea. Por fim, acrescente o coco ralado e o fermento, mexendo delicadamente até incorporar. 

Pronto, acabou! Agora é só despejar a massa nas forminhas, enchendo até 2/3 da capacidade, e levar ao forno até que os bolinhos pareçam crescidos e levemente rachados no topo (no teste do palito, pode haver uma ou outra migalha úmida).

Retire-os do forno e deixe que esfriem um tiquinho sobre uma grade enquanto prepara a calda. 

Em uma panela pequenina, leve ao fogo baixo o leite de coco e o açúcar, mexendo até que a mistura ferva e engrosse ligeiramente. Faça alguns furinhos na superfície dos bolinhos e deite um tiquinho de calda sobre cada um. Salpique coco ralado por cima. Sirva morno ou em temperatura ambiente.

Rendimento: 8 bombocadinhos (feitos em forminha de silicone com capacidade para até 1/3 de xícara) 

Mini-bombocado de coco_3

Observações finais:

Esta receita não leva leite e derivados. Sigam-me, os intolerantes à lactose!

Molho de tomate enriquecido à moda da casa

domingo, 16 de novembro de 2014

Molho de tomate enriquecido

Já contei que sou esposa e mãe de gente enjoada muito seletiva para comer, né. Como argumentação racional, aviãozinho ou decoração divertida por enquanto não surtem efeito, tenho apelado para a introdução de legumes como parte dos ingredientes de bolos, no recheio de salgados assados... mas uma das formas que acho mais legal é no molho de tomates para macarrão.

Esse molho tem dois aspectos que acho especialmente interessantes: primeiro, é uma forma adorável de fazer picky eaters comerem legumes. Segundo, como utiliza legumes adocicados, a acidez do tomate fica corrigida naturalmente, sem a necessidade de adicionar açúcar. Quando o preparo, gosto de fazer uma quantidade maior - reservo um pouco para uso imediato e congelo o resto.

É bem verdade que meus pequenos não são os maiores fãs de macarrão do mundo (pode isso, Arnaldo?), mas gostam de molho. Então, a gente prepara com carinho, capricha na apresentação, respira fundo e tenta de novo. Uma hora, vai dar certo. Com o pai deles, já deu ;-)

Molho de tomate enriquecido_
Receita da casa ;-)

Ingredientes:

1/4 de abóbora japonesa descascada, sem sementes, cortada em cubos (240 g)
1 cenoura pequena cortada em cubos (150 g)
1 beterraba média descascada e cortada em cubos (200 g)
1 abobrinha média cortada em cubinhos (140 g)
1 cebola média picadinha
1 dente de alho bem gordinho, picadinho
1 lata de 400 g de tomate pelado picado (para um sabor mais tomatudo, use 2 latas)
1 fio de azeite para refogar a cebola e o alho
Sal a gosto
Se quiser, pimenta-do-reino ou calabresa a gosto (não usei porque meu público não come)

Modo de preparo:

Já preparei este molho de duas formas (e ambas deram certo). Vou explicar as duas e você decide qual atende melhor às suas necessidades.

Os legumes cozinham junto: 

Este foi o método que eu usei para o molho das fotos.

Numa panela grande, deite um fio de azeite e refogue cebola e alho até dourarem levemente. Acrescente os legumes, o conteúdo da lata de tomates e 300 ml de água fervente. Deixe cozinhar com a panela semi-tampada até que os legumes fiquem macios.

Desligue o fogo e deixe que os legumes esfriem um pouco. Passe-os então pelo multiprocessador ou pelo passe-vite - ou triture no liquidificador ou mixer de mão, se não fizer questão de um molho mais pedaçudo. O molho da foto passou pelo multiprocessador e, em seguida, pelo mixer de mão, muito ligeiramente, só para ficar mais denso e uniforme.

Devolva o molho para a panela e leve ao fogo baixinho para que os sabores se integrem. E, agora, sim, tempere com sal e, se quiser, pimenta-do-reino ou calabresa.

Os legumes foram cozidos previamente:

É relativamente comum que eu tenha legumes cozidos no vapor na geladeira. Costumo prepará-los separadamente, de acordo com o tempo de cozimento de cada um. Dá um certo trabalho, mas compensa - a textura deles fica bem melhor. Fora que eu tempero do jeito que quiser e rapidamente tenho um acompanhamento novo.

Pois bem, depois que cozinho os legumes, separo as porções que pretendo usar para o molho de tomates e passo tudo, legumes e tomates, pelo processador. Se for o caso, acrescento um pouco de água para deixar a mistura com uma consistência que me agrade.

A partir daí, é só refogar no azeite a cebola e o alho picadinhos, acrescentar o molho batido, temperar a gosto e deixar em fogo baixo até ferver. Ferveu? Misture bem e use como preferir :-)

Observações finais:

As quantidades dos ingredientes listadas acima são as do molho que fotografei. Foram definidas em função da disponibilidade da despensa e da gaveta de legumes da geladeira. Fique à vontade para usar um pouco mais disso ou daquilo de acordo com o seu gosto - só recomendo que você não carregue muito na quantidade de beterraba para o molho não ficar magenta, em vez de vermelho. 1 parte de beterraba para 2 de cenoura + abóbora é uma boa pedida. Recomendo, ainda, que você mantenha a abóbora. Ela dá corpo ao molho (além de ser um delícia).

Não usei ervas frescas porque não tinha, mas recomendo fortemente que você use! Um molhinho fresco com manjericão, orégano, um toquezinho de alecrim... hummmmm...

Bolinhos de coco fofíssimos (mais uma receita pequena)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Se deu certo uma vez, por que não tentar de novo? Foi com esse pensamento que decidi adaptar mais uma receita bem sucedida de bolo de caneca de micro-ondas para o forno convencional. Dessa vez, a receita é da minha linda prima Bibi, uma entusiasta dos bolinhos de caneca - segundo ela, é "o melhor bolo de caneca do mundo".

Não preparei na caneca, nem no micro-ondas, por isso não sei dizer se essa informação procede. Mas, com certeza, é a melhor receita pequena de bolo de coco de todos os tempos ;-)

O sabor é tão delicado, tão bom... e o que é a textura dele, gente. A sensação é de comer uma nuvenzinha fofa e clarinha, com gostinho de coco. Mas é relativamente fácil que eu goste de um bolo. Difícil é entusiasmar meus filhotes. E foi esta a façanha que esse bolinho fez - as crianças se atracaram a ele feito vikings, comendo até as migalhinhas.

Bolo de coco fofinho
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

1 ovo
1/2 xícara de leite de coco
1/4 de xícara de óleo de coco (se não tiver, use um óleo vegetal de sabor suave)
1/4 de xícara de açúcar
1/2 xícara + 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1/4 de xícara de coco ralado
1 colher (chá) de fermento químico

Para a cobertura:
1 colher (sopa) de leite de coco
1 colher (chá) de calda de agave (se não tiver, use açúcar na quantidade que gostar)
Coco ralado para polvilhar (1 colher de sopa é suficiente)

Bolo de coco fofinho_

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Prepare as forminhas que vai utilizar - se usar forminhas de muffin, forre-as com forminhas de papel ou unte-as e enfarinhe-as. Se usar forminhas de silicone, como eu, não faça nada ;-)

Numa tigela média, misture juntos o leite de coco, o óleo e o ovo (um fouet pequeno dá conta do recado). Peneire por cima dessa mistura o açúcar e a farinha de trigo. Misture com o fouet até a massa ficar bem homogênea. Por fim, acrescente o coco ralado e o fermento, mexendo delicadamente até incorporar.

Despeje a massa nas forminhas, enchendo até 2/3 da capacidade, e leve ao forno até que os bolinhos estejam crescidos e levemente corados (é possível que alguns cheguem a rachar ligeiramente no topo). No meu forno, isso levou cerca de 20 minutos. Faça o teste do palito para se certificar de que estão prontos.

Retire os bolinhos do forno e deixe que esfriem em uma grade enquanto prepara a calda.

Se usar calda de agave como adoçante, basta misturá-la bem ao leite de coco. Do contrário, leve o leite de coco e o açúcar ao fogo em uma panela pequenininha ou ao micro-ondas, num potinho adequado. O objetivo desse aquecimento é dissolver o açúcar mais facilmente.

Pronto, agora é só pincelar cada bolinho com essa caldinha de leite de coco e polvilhar coco ralado por cima. Rende 9 bolinhos deliciosos (feitos em forminha de silicone com capacidade para até 1/3 de xícara).

Bolinhos de chocolate (receita pequena para poucas boquinhas)

sábado, 8 de novembro de 2014

Se você está atrás de uma receita diferente, com ingredientes inusitados ou recomendada para dietas especiais, chegou ao post errado. A receita é de bolo de chocolate daqueles mais comuns, com leite e derivados, farinha de trigo, açúcar e ovo. E o que ela tem de especial? O título do post já dá uma dica ;-)

Apesar de muito simples, esse bolinho é cheio de qualidades: é fofo, úmido, doce na medida, cheiroso até não poder mais. E tem aquela habilidade que só as melhores guloseimas têm: aprende rapidinho o seu nome. Basta sobrar um pedacinho dele sobre a bancada da cozinha que a magia acontece - o danado fica chamando, chamando, até que você não resiste e se dobra ante a sua gostosura.

Ele só não é um total estraga-dieta porque a receita é pititica de tudo: rende 6 forminhas de muffin com capacidade para 1/3 de xícara - ou umas 4 de tamanho padrão. Você prepara e assa num instantinho, a família come e não sobra nada. Pronto, cabô tentação. A não ser que você invente de fazê-lo todo dia.

Vixe, não devia ter dado ideia, né.

Bolinhos de chocolate para um lanchinho
Receita adaptada do livro Panelinha, da diva Rita Lobo

Ingredientes:

3 colheres (sopa) de manteiga sem sal
1/4 de xícara de iogurte natural
1 ovo
Gotinhas de extrato de baunilha
1/4 de xícara de açúcar
Uma pitadinha de sal
3 colheres (sopa) de cacau em pó
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
1/2 colher (chá) de fermento em pó
1/4 de xícara de gotas de chocolate ao leite partidas em pedacinhos

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC e prepare a(s) forma(s) que pretende usar para essa receita. Tenha em mente que a receita é pequena - 4 formas de cupcake de tamanho padrão devem ser suficientes.

Em uma panela, leve a manteiga ao fogo baixo, somente até derreter. Retire do fogo e espere esfriar um pouco. Em seguida, junte o iogurte, o extrato de baunilha e o ovo, misturando bem com um fouet (vai ficar com uma aparência talhada, mas tenha fé!).

Peneire sobre a panela o açúcar, o sal, o cacau e a farinha. Misture vigorosamente até a massa ficar homogênea.

Por fim, some o fermento, mexendo somente até incorporar. Se for usar gotinhas de chocolate, é nesse ponto que você as acrescenta também.

Deite a massa na(s) forma(s) preparada(s) e leve ao forno. Se eu fosse você, já ficaria de nariz atento por volta de 15 minutos depois (no meu louco forno, 18 minutos foram suficientes). Faça o teste do palito pra confirmar se eles estão prontos.

Deixe que esfriem sobre uma grade antes de comer (cuidado pra não liquidar a fornada toda de uma vez, hein?).

Observação final:

* Antes de vir para esta cozinha, essa receita era de bolo de caneca, para preparar no micro-ondas. Gostou da ideia? Então acesse a receita original aqui, no site Panelinha.

* As gotinhas de chocolate foram picadas por causa da minha pequena, que detesta pedaços grandes de qualquer coisa em seus bolinhos - mesmo que sejam de chocolate.

Pãezinhos de taro

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Veja se você conhece alguém assim: a pessoa diz que está com sede e que vai pegar um copo d'água. Você pensa que ela estará de volta num instante, mas ela começa a demorar, demorar... quando você resolve resgatá-la na cozinha, descobre que a criatura está colocando uma travessa no forno. Meio sem graça, ela explica:

-"Ahn, é que eu queria água gelada. Quando abri a geladeira, vi umas abobrinhas tão tristinhas, mais esse pedaço de queijo solitário... resolvi preparar um gratinadinho".

- "E a água?"

- "Ah, é! Já tinha me esquecido."

Se você ainda não conhecia ninguém assim, prazer! Eu sou a Letícia, tudo bem com você? ;-)

Pois é. Sou essa pessoa que só precisa de um pretexto para ir para a cozinha. E outro dia, excepcionalmente, eu tinha muitos:

- Estava de bobeira em casa por conta de uma licença médica (consegui a ridícula façanha de quebrar um dedo do pé numa topada);

- Precisava sair da sala porque ela estava sendo limpa;

- Não tinha decidido até então qual seria o lanche das crianças.

Era só o que eu precisava. Catei no freezer um bocado de inhame (taro) cozido congelado, fucei a Internet para encontrar uma receita de pão e voilà, pãezinhos de inhame para o lanche dos pequenos. A receita é da Neide Rigo - por si só, um bom indício de que vem coisa boa por aí.

Reduzi a receita a 1/3 do tamanho original, mas não pude manter a mesma proporção de farinha sugerida pela Neide - meu inhame estava muito úmido.

De antemão, aviso que esta é uma massa chatinha de trabalhar. Ela fica um tanto pegajosa - talvez porque o inhame o seja, também. Mas resista à tentação de adicionar um horror de farinha para corrigir esse problema. Bote fé nessas mãozinhas e força na peruca e vá com calma.

Ah, os pãezinhos! São fofos, leves e bem gostosos. E, o que é importante aqui em casa, passaram no rigoroso teste de qualidade da Alice. Ela, que não é muito de pão, comeu satisfeita um inteirinho, recheado com requeijão cremoso.

Pãezinhos de inhame
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

1 colher (chá) de fermento biológico seco instantâneo
200 ml de leite morno
1 colher (sopa) de açúcar
1 ovo
1 colher (chá) de sal
225 g de inhame cozido, passado no espremedor de batatas, já frio
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal (pode estar fria, em pedaços)
500 g de farinha de trigo + quanto baste para dar ponto (para mim foram necessários mais 150 g)

Modo de preparo:

Prepare as assadeiras que vai usar untando-as e enfarinhando-as.

Em uma tigela grande, adicione 450 g da farinha de trigo e a manteiga. Com as pontas dos dedos, esfregue os pedacinhos de manteiga na farinha até obter uma textura meio 'farofenta'. Reserve.

No copo do liquidificador, adicione o fermento, o leite morninho e o açúcar e deixe quietinho por uns 5 minutos. Passado esse período, adicione o ovo e o sal e bata até misturar. Por fim, some o inhame cozido, aos poucos, batendo até obter um creme espesso e homogêneo.

Faça uma cova no centro da mistura de farinha e manteiga e despeje o líquido batido ali. Vá misturando com uma colher de pau até que fique difícil de mexer. Nesse ponto, é hora de colocar a mão na massa - literalmente. Em uma superfície de trabalho previamente limpa e levemente enfarinhada, sove a massa com as mãos, juntando mais farinha (com parcimônia, hein?) até conseguir uma massa lisa e flexível, que não grude nas mãos.

Acomode a massa em uma tigela levemente untada, cubra com filme plástico e deixe crescer até dobrar de volume.

A massa cresceu? É hora de ligar o forno a 180ºC.

Murche a massa pressionando-a com o punho fechado, transfira-a para a superfície de trabalho levemente enfarinhada e trabalhe-a um pouco, só para extrair as bolsas de gás acumulado. Divida-a em quantas porções desejar, modele como preferir e acomode nas assadeiras preparadas. Eu dividi a massa em porções de 25 g e modelei bolinhas (deu um trabalho medonho - imagine se eu tivesse feito a receita inteira).

Cubra os pãezinhos com um pano de prato limpo e levemente umedecido e deixe que eles cresçam de  novo por mais uns 30 minutos. Leve-os ao forno por 15 a 20 minutos ou até que ganhem uma bela cor dourada. No meu forno, foram necessários 17 minutos.

Espere esfriar um pouco antes de comer. Passe manteiga, requeijão ou geleia e (como já diz a Neide) NHAC ;-).

Rendimento: 41 pãezinhos de 25 g.

Bolo de banana, aveia e damasco (sem glúten, sem lactose, sem açúcar)

sábado, 1 de novembro de 2014

Bolo de banana e damasco

Já imagino você, aí do outro lado da tela, virando os olhos de preguiça de ver o começo do título desse post. MAIS. UM. BOLO. DE. AVEIA. E. BANANA. Aí você prossegue e quase dorme de tanto ler "sem". Sem glúten. Sem lactose. Sem açúcar. Sem essa, fia.

Calma, respire fundo e conte até três comigo:

1. É receita "bico" - você prepara a mão ou no liquidificador, bem rapidinho, e pode assar em forminhas de muffin, forradinhas com papel, pra não ter nem o trabalho de untar;

2. Rende bolinhos fofos, úmidos e saborosos, mesmo com tantos "sem";

3. Tem 140 calorias*, gente. É menos do que dois biscoitos recheados, por exemplo. E bem mais nutritivo.

Convenci você não ir embora? Então, vamos ver esses bolinhos com carinho. A receita original, eu encontrei no Panelaterapia. Preparei-a à mão porque comecei a fazer esses bolinhos tarde da noite, com as crianças já dormindo. E fiquei feliz, pois estava morta de preguiça de lavar o liquidificador.

A combinação de sabores foi mais uma questão de necessidade - não tinha passas na despensa - do que um desejo, mas fiquei satisfeita com o resultado.

A propósito, se estiver preparando este bolo para alguém com doença celíaca, utilize uma aveia sem glúten certificada (por enquanto, só conheço desta marca aqui). Se estiver preparando para alguém que só está evitando glúten, mas que não vai passar mal caso haja algum vestígio dele no bolo, qualquer aveia vai bem.

Bolo de banana e damasco mordido
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

3 bananas prata bem maduras
2 ovos pequenos
1/4 de xícara de óleo de canola
Opcional - 1 colher (sopa) de calda de agave
Raspas da casca de 1 limão siciliano
1/2 xícara de damascos secos bem picadinhos
1 xícara de aveia em flocos
1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Forre as 12 cavidades de uma assadeira para muffins com forminhas de papel (se preferir, unte com óleo e polvilhe com aveia uma assadeira média para bolo inglês).

Amasse as bananas com um garfo em um prato. Em uma tigela média, adicione as bananas amassadas, os ovos, o óleo (e a calda de agave, se usar). Misture bem com um fouet ou colher de pau até obter uma massa mais ou menos homogênea.

Acrescente então a aveia, os damascos e as raspas de limão, mexendo bem. Por fim, adicione o fermento e mexa até incorporar.

Deite a massa nas forminhas preparadas e leve ao forno até que os bolinhos fiquem douradinhos e passem no teste do palito.

Retire a assadeira do forno, remova os bolinhos cuidadosamente dela e deixe que esfriem numa grade.

Ah, quer preparar usando o liquidificador? É mole. Bata primeiro as bananas com ovos, o óleo e a calda de agave até obter um creme homogêneo. Some as raspas de limão e os damascos, pulsando brevemente só para misturá-los à massa. Por fim, acrescente a aveia (se o seu liquidificador for medroso, misture a mão) e o fermento (misture a mão ou pulse muito rapidinho).

Observações finais: 

* A quantidade de calorias é uma estimativa, não foi feito nenhum teste de laboratório para comprovar.

* Como minhas bananas não estavam super maduras e o damascos estavam um pouco azedinhos, usei um pouco de calda de agave para deixar a receita mais doce. Mas dá para usar mel, melado, açúcar mascavo ou o adoçante de sua preferência no lugar. Ou, simplesmente, usar bananas mais maduras e frutas secas mais doces e suprimir esse docinho a mais.

* Os bolinhos murcham um pouco ao sair do forno, mas isso não parece ter impacto em sua textura.

Doce cremoso de goiaba (e senta, que lá vem divagação)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Um dos meus principais defeitos sempre foi o perfeccionismo. Não, não encare isso como aquelas qualidades disfarçadas de defeito que a gente conta em entrevista de emprego quando nos perguntam nossos pontos fracos. É um ponto fraco mesmo - algo que pode me paralisar ou me fazer perder um tempo enorme.

Sou dessas que desmancha carreiras e carreiras de tricô porque lá no meio do cachecol um ponto 'correu'; dessas que deixa de servir um bolo porque a aparência dele deixou a desejar; dessas que sentem vontade de apagar toda a vida pregressa do blog porque as fotos são medonhas; dessas que se martirizam por muito tempo por conta de um erro, mesmo que pouco significativo.

Epa, será que essa ainda sou eu?

Depois que as crianças entraram na minha vida, minhas prioridades mudaram muito. De um dia para outro, eu deixei de ser o centro das minhas atenções. Não que eu fosse muito egocêntrica, mas eu tinha muito mais tempo para dedicar a me torturar. Hoje em dia, não dá perder tempo com ninharias, com elucubrações, com refazimentos. Eu preciso tentar fazer o melhor possível, dentro do que a ocasião oferece.

Eu custei a entender que agora, mãe de gêmeos pititicos, já não poderia mais esperar por condições ideais de temperatura e pressão para fazer o que quer que fosse: uma foto, um texto, um doce, um carinho. Teria que ser no tempo que desse, nas condições que se apresentassem.

O que, no começo, foi um sofrimento, de repente se transformou em libertação. A vida ficou mais leve! O texto não está saindo? A gente salva e termina mais tarde. Não dá para passear no parque? A gente brinca no jardim do prédio. A voz saiu gritada na hora de chamar a atenção? A gente pede desculpa e se corrige. Não dá tempo para preparar a receita cheia de eetapas? A gente tenta uma versão mais simples. Isso não significa se conformar com qualquer porcaria. Mas parar de almejar o opressor MELHOR em nome de uma constante - e estimulante! - MELHORIA.

"O ótimo é inimigo do bom" foi uma das frases que eu mais odiei na vida. Mas só até entender o que ela realmente significava.

Foi dentro desse novo espírito que preparei esta receita. Não havia tempo para que eu preparasse uma geleia de goiaba caseira para adoçar o lanchinho dos pequenos - e, confesso, eu não estava nem um pouco a fim de dedicar meus poucos minutos livres a uma panela de doce fervente. Foi quando me lembrei de ter visto um jeito super diferente de preparar doce cremoso de goiaba.

Revi a receita. Era realmente simples, levava pouco açúcar e não tomava muito tempo. Valia a pena tentar. Foi o que eu fiz.

O resultado foi um creme de cor alaranjada viva e brilhante, com consistência boa para espalhar numa fatia de pão, misturar no iogurte ou comer com queijo fresco. O sabor é suave - doçura discreta e muita 'goiabice'.

Não é a geleia de goiaba com que eu cobriria um bolo ou rechearia biscoitinhos. Mas é justinho o doce de que eu precisava para oferecer aos meus pequenos. E isso é BOM. De verdade.

Doce cremoso de goiaba
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

6 goiabas vermelhas grandes e bem maduras (quanto mais maduras, mais vermelho será o doce)
1/4 de xícara de açúcar
Uma pitada de sal

Modo de preparo:

Higienize as goiabas. Descasque-as e corte-as em pedaços médios. Acomode-as em uma panela com fundo grosso, adicione o açúcar e o sal e misture bem. Leve ao fogo baixo, com a panela tampada. Vigie até começar a ferver e, então, destampe a panela.

As goiabas soltarão líquido. Quando isso ocorrer, retire a panela do fogo e bata goiabas e líquidos no liquidificador. Em seguida, coe em uma peneira grossa para descartar as sementes.

Leve novamente ao fogo baixo e deixe ferver por 5 a 10 minutos, mexendo ocasionalmente até dar ponto de geleia. E como é mesmo que se verifica o ponto da geleia, você me pergunta. Eu explico: pingue um pouquinho num pires (gelado ou não) e incline - se não escorrer, está no ponto.

Distribua em vidros esterilizados (quer aprender a esterilizar os vidros? A Akemi ensinou aqui). Aqui em casa, rendeu 2 vidros com capacidade para 300g não muito cheios.

Observação final:

* Nem ia postar esta receita - achei que a cor estava meio desmaiada e o sabor um tanto mais discreto do que eu gostaria. O que me fez mudar de ideia foi a duplinha, que amou o doce. Virou o acompanhamento preferido para o iogurte natural caseiro.

* Para um doce mais corado, utilize goiabas mais vermelhas. Ou, ainda, adicione mais açúcar e cozinhe por mais tempo. Só tome cuidado para não perder os grandes atrativos da receita - a quantidade reduzida de açúcar e a rapidez com que fica pronto.