Bolo de maracujá com sementes de papoula

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Já contei antes, mas vale a pena relembrar: o primeiro blog em língua portuguesa com que tive contato foi o Trem Bom, da querida Valentina, há bons 10 anos. Desde então, é um dos meus preferidos. As receitas, as viagens, as imagens e textos, tudo é incrivelmente poético e me transporta a uma bolha de calma e contemplação.

Inacreditavelmente, eu ainda não havia publicado aqui nenhuma receita de lá. Aproveitei o feriado de 7 de setembro para corrigir essa falta. E em grande estilo: com um bolo de maracujá perfumado e lindo. Queria muito ter água de flor de laranjeira para perfumar minha calda, mas mesmo assim ficou delicioso, muito fofo, com massa de sabor suave e calda densa e azedinha, quase como uma geleia.

Como a polpa de maracujá que tenho no freezer é coada e sem sementes, tive que compensar a falta de croc-croc da massa com sementes de papoula. Ficou incrível.

Bolo de maracujá Trem Bom
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

220 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
220 g de açúcar refinado
3 ovos grandes em temperatura ambiente
300 g de farinha de trigo comum
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (chá) de fermento em pó
160 ml de buttermilk*
80 ml de polpa de maracujá (pode ser com sementes)
2 colheres (sopa) de sementes de papoula (opcional, só se a polpa de maracujá que você usar não tiver sementes)

Calda:
250 ml de água fervente
1 saquinho de chá de hortelã (usei de erva-cidreira porque o de hortelã tinha acabado)
125 ml de polpa de maracujá (pode ser com ou sem sementes)
Açúcar a gosto - fiz com 100 g de açúcar
1 colher (chá) de água de flor de laranjeira (deve ficar delicioso, mas eu não tinha em casa)

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180ºC. Unte caprichosamente com manteiga e polvilhe com farinha uma forma de anel com capacidade para 10 xícaras de massa (eu pincelei a forma com desmoldante caseiro). Reserve.

Com a batedeira equipada com o batedor em forma de raquete, bata a manteiga com o açúcar por 5 minutos, em velocidade média, até obter um creme fofo e branco. Acrescente os ovos, um a um, batendo bem a cada adição.

Com a batedeira em velocidade lenta, adicione, a mistura de farinha em três vezes, intercalando com o buttermilk, em duas vezes. Desligue a batedeira, raspe as laterais da tigela com uma espátula de silicone e adicione o suco de maracujá e as sementes de papoula. Incorpore delicadamente.

Transfira a massa para a forma preparada e leve ao forno até que o bolo passe no teste do palito (comece a testar com uns 40 minutos de forno).

Enquanto o bolo está no forno, pode preparar a calda. Deixe o saquinho de chá em infusão na água fervente por 5 minutos. Descarte o saquinho e coloque o chá em uma panela, junto com o açúcar e a polpa de maracujá. Leve ao fogo, mexendo até ferver e o açúcar dissolver. Abaixe então o fogo e deixe a calda reduzir à metade do volume, mexendo ocasionalmente (demora bastante, viu - acho que precisei de 30 minutos). Retire a calda do fogo, acrescente a água de flor de laranjeira, mexa bem e deixe esfriar.

Depois que retirar o bolo do forno, deixe-o esfriar na forma por, pelo menos, 15 minutos - eu deixei por mais de 1 hora. Desenforme no prato de servir ainda quente e cubra com a calda fria.

Bolo de maracujá Trem Bom

Observações finais:

A Tina deu uma dica interessante: bolo quente, calda fria. Calda quente, bolo frio. Assim, a calda flui com mais facilidade sobre o bolo (se bolo e calda estão quentes, ela é sugada pela massa e não fica bonita. Se os dois estão frios, ela não espalha direito).

Eu não tinha buttermilk nem iogurte em casa, mas tinha soro de iogurte. Fiz então uma mistura de 100 ml de leite e 60 ml de soro de iogurte, que deixei descansar na pia por 1 hora antes de usar.

Barrinhas de chocolate branco e glacê de limão

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Manter este blog me faz aprender muito, todos os dias - novas técnicas, novas habilidades, novas combinações de sabores, novas preferências. Mas também me deixa meio 'besta' - tem sido cada vez mais frequente eu provar algo na rua e pensar "hum, isso eu faço melhor na minha cozinha".

Por isso, quando eu encontro fora de casa alguma comidinha que me desperte a atenção, eu fico completamente obcecada. Foi o caso de um bolo de chocolate branco e limão que provei no Lá em Casa Cuisine, um traiteur* incrível que fica pertinho da minha casa. Sério: eu não consigo manter a compostura diante dele. A textura rica do chocolate branco, a leveza do limão, a combinação perfeita de doce e azedo, gente, não dá pra explicar.

Daí que eu comecei a pesquisar por aí por receitas que pudessem reproduzir a delícia da dobradinha do chocolate branco com o limão. Caí em uma promissora receita do David Lebovitz. Qualquer receita que ele dá é, no mínimo, o máximo. E essas barrinhas não foram diferentes.

De textura, lembram um bom brownie fudgy. De sabor, lembram muito o bolo (ou seja - são maravilindas). O preparo é muito fácil e elas ficam tão bonitas...

Se eu fosse você, faria uma fornada dessas belezinhas hoje mesmo. E, desde já, de nada ;-)

Brownies de chocolate branco e limãoReceita minimamente adaptada daqui

Ingredientes:

150 g de manteiga sem sal, em cubos (usei com sal)
170 g de chocolate branco picado
1 pitada de sal (omiti)
Raspas de um limão (a receita original pede siciliano, mas eu quis usar tahiti)
150 g de açúcar
2 ovos grandes, em temperatura ambiente
150 g de farinha

Para o glacê de limão:
120 g de açúcar de confeiteiro (usei impalpável)
2 colheres (sopa) de suco de limão espremido na hora (a receita original pede siciliano, mas eu quis usar tahiti)
Opcional - mais raspas de limão para decorar

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 190ºC. Unte uma assadeira quadrada de 20 cm com manteiga e forre fundo e laterais com papel manteiga, deixando sobrar 5 cm para fora (eles vão servir como 'alças' mais adiante).

Derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria (eu levei os dois juntos ao fogo bem baixinho, numa panela de fundo grosso, mexendo sempre, até derreter, afastando do calor a qualquer sinal de superaquecimento). Acrescente as raspas de limão e misture bem. É possível que a mistura não esteja com uma cara muito homogênea, com a manteiga líquida meio separada do chocolate derretido. Não se preocupe, é assim mesmo. Retire do fogo e deixe amornar.

Em uma tigela média, com o auxílio de um fouet, bata os ovos com o açúcar até espumar. Em seguida, acrescente a mistura de chocolate branco derretido, mexendo bem até ficar uniforme. Adicione então a farinha, misturando delicadamente com uma espátula de silicone até que ela fique incorporada à massa (cuidado para não mexer demais).

Verta a massa na forma preparada e leve ao forno por 30 a 35 minutos, até que um palito inserido no centro do... ahn... bolo (vamos chamá-lo assim) saia limpo.

Retire a forma do forno e deixe esfriar um pouco sobre uma grade. Assim que estiver mais fria, segure as 'alças' de papel manteiga e remova o bolo. Vire-o sobre um prato grande, remova o papel manteiga do fundo e desvire-o sobre a grade. Deixe esfriar completamente.

Prepare então o glacê: em uma tigelinha, combine o suco de limão e o açúcar até obter um creme ralo e homogêneo. Com o auxílio de uma colher, derrame-o delicadamente sobre o bolo. Espalhe a cobertura com uma espátula de confeiteiro ou faquinha pra passar patê. Se quiser, rale por cima um pouquinho de casca de limão tahiti para dar um toque aromático e verdinho.

Quando o glacê ficar durinho, corte o bolo em 9 ou mais pedaços.

Observação final:

Tô phyna, né, mandando um francês logo no segundo parágrafo. Eu explico: traiteur é o que a gente conhece em português como tratoria - um estabelecimento que vende pratos prontos pra gente fazer a festa em casa. Além do bolo divino de chocolate branco com limão, o Lá em Casa tem tortas salgadas deliciosas, a melhor mousse de chocolate de vida e um monte de outras delícias francesas. Se você for de Brasília, recomendo demais dar um pulo lá. E não, não estou recebendo nadinha por falar bem deles. Eu realmente sou fã de carteirinha.

Galinhada da Rita Lobo

sábado, 17 de setembro de 2016

Todo dia, enquanto dirijo de volta para casa com as crianças, procuro saber como foi o seu dia na escola fazendo um monte de perguntas: "hoje teve balé?", "o que você gostou de desenhar?", "qual foi a brincadeira mais legal?", "qual foi a comidinha mais gostosa que você comeu?". À última pergunta, Alice normalmente responde "Nadinha", para minha tristeza (e das nutricionistas da escola). A coisa só muda de figura quando é dia de 'arroz amarelo' - também conhecido como galinhada.

Sabendo do gosto da pequena por esse prato, quis prepará-lo em casa. Sabia que a Rita Lobo havia feito galinhada em um episódio do Cozinha Prática e fui atrás da receita. Pareceu tão simples que reproduzi de memória, adaptando quantidades e acrescentando meus pitacos. Gabriel e minha mãe aprovaram. Já a Alice... :-/

Galinhada da Rita Lobo
Receita livremente adaptada daqui

Ingredientes:

2 fios de azeite
1 filé de peito de frango cortado em cubinhos de 1 cm
1 cebola média picadinha
2 dentes de alho picadinhos
1/4 de colher (chá) de cúrcuma em pó
1/4 de colher (chá) de cominho em pó
1 pitada de páprica picante
1 xícara de arroz branco cru
Suco de 1/2 limão espremido na hora
1 cenoura média ralada no ralo fino
1 xícara de milho verde (pode ser em conserva, fresco ou congelado)
2 1/2 xícaras de água quente
1 colher (chá) de sal
2 tomates sem sementes, em cubinhos
Salsinha e cebolinha a gosto ao servir

Modo de preparo:

Numa panela média, aqueça um fio de azeite. Doure os cubinhos de frango (faça em duas levas, pelo menos, para que os cubinhos de frango fiquem dourados e suculentos, e não cozidos e borrachentos). Retire o frango da panela e reserve num prato.

Na sequência, acrescente mais um fio de azeite e doure a cebola, seguida do alho e das especiarias. Some então o arroz e deixe refogar por um minuto. Acrescente o suco de limão e misture com uma colher de pau para 'descolar' os restinhos do fundo da panela. Adicione a cenoura e o milho, devolva o frango à panela e misture tudo muito bem. Junte a água quente e o sal, mexa e prove - acerte o tempero, se achar necessário.

Abaixe o fogo e deixe o arroz cozinhar com a panela semitampada até quase secar. Quando isto acontecer, apague o fogo, acrescente o tomate picado, misture delicadamente e tampe a panela. Deixe descansar por 5 minutos.

Transfira a galinhada para a travessa de servir. Ou, para um esquema mais autêntico, deixe na panela mesmo e salpique cheiro verde picado por cima. Para acompanhar, eu iria de couve à mineira, mas vale uma saladinha verde.

Bolo Negro de Chocolate Chocolatria

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Bolo negro de chocolate

Fazer bolo pro hômi é fácil #sóquenão. Não pode fruta (ok, cítricos são exceção). Não pode castanha. Não pode especiarias. Se puder pegar leve na lactose, melhor - então, não pode leite, doce de leite, creme de leite fresco, chantilly ou cream cheese.

Modos que, quando ele me pediu um bolo para comemorar a conclusão de um projeto importante no trabalho, eu já me programei para dedicar um bom tempo a pesquisar por uma receita. Fucei Pinterest, fucei Eat Your Books, fucei Google, mas nada me parecia bombástico o suficiente. Ah, sim, tinha esse detalhe: o bolo não podia ser numa assadeira comunzinha. Tinha que ser forma trabalhada. Um bolo daqueles que a gente até segura a respiração quando está diante dele.

Já estava me conformando em repetir alguma receita quando bati o olho no livro da Si, a diva do chocolate. Não podia ser melhor: os ingredientes são presença certa na minha despensa; "a massa é perfeita para formas decoradas metálicas"; e a receita é da Simone, gente. Não tem erro.

O preparo foi bem simples. Fiz na batedeira porque estava com saudade de colocar a Ferrari pra trabalhar. Mas acho que dá para fazer à mão também, basta um fouet e algum esforço. Deixei o bolo esfriar de um dia para outro, morrendo de medo de ele não desenformar direito depois de tanta espera. Mas ele saiu da forma feito mágica, lindo, perfeito. Como o hômi tem o lance dele com a lactose, fiz uma calda simples de cacau e açúcar e pincelei no bolo todo para obter esse efeito lustroso.

Infelizmente, não posso dizer o que achei do bolo, pois só provei a massa crua (meodeos, dá vontade de comer de colherzinha) e a calda (é a que sempre faço, deliciosa). Mas o hômi e os colegas de trabalho disseram que era

Faça esse favor a você. Prepare esse bolo. Você não vai se arrepender. E agradeçam a Si por gentilmente ter autorizado a publicação dessa receita aqui.

Bolo negro de chocolate
Receita ligeiramente adaptada daqui

Ingredientes:

Cacau em pó e manteiga para a forma
160 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
280 g de açúcar
3 ovos grandes batidos
50 g de cacau em pó (usei o 100% extra brute da Barry)
120 ml de espresso ou café forte feito na hora (fiz uma cápsula de café lungo descafeinado)
280 g de farinha de trigo
8 g de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
240 g de iogurte natural integral

Calda de cacau:
125 ml de água
100 g de açúcar
15 g de cacau em pó

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte caprichosamente uma forma de anel com capacidade para 10 xícaras de massa. Polvilhe com cacau em pó. Reserve (deixei a minha na geladeira).

Numa tigelinha, misture o cacau, peneirado, e o café fresco até que não haja grumos. Reserve.

Numa tigela média, peneire juntos a farinha, o sal e o bicarbonato. Misture com um fouet e reserve.

Na tigela da batedeira, junte a manteiga e o açúcar e bata até obter um creme claro. Adicione os ovos aos poucos. Com uma espátula de silicone, raspe as laterais da tigela da batedeira e adicione, alternadamente, a mistura de farinha, a mistura de cacau e café e o iogurte, batendo em velocidade média a cada adição, até obter uma massa homogênea.

Verta massa na assadeira preparada e leve ao forno por cerca de 1 hora ou até que o bolo passe no teste do palito. Retire-o do forno e deixe que esfrie por, pelo menos, 1 hora.

Quando o bolo estiver mais frio, desenforme-o cuidadosamente no prato de servir. Se quiser, polvilhe cacau em pó por cima dele e já estará lindão.

Mas, se quiser, faça a calda de cacau que eu sugeri: em uma leiteira grande, leve ao fogo alto os ingredientes da calda, misturando bem até ferver. Não se assuste: a calda sobe quando ferve. Quando isso acontecer, abaixe o fogo e continue mexendo. Ela vai continuar fervendo, mas sem tanta fúria.

A partir daí, mexa ocasionalmente até perceber que ela adquiriu consistência de calda de chocolate industrializada (uns 10 a 15 minutos). Desligue o fogo e regue o bolo. Se quiser espalhá-la em toda a superfície, como eu fiz, pode ser conveniente dobrar a receita (foi o que eu fiz). Use um pincel culinário para ajudar na tarefa.

Bolo negro de chocolate

Mix de castanhas temperadas

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Castanhas temperadas são o petisco preferido do meu pai. Assim, quando topei com a receita da Renata, guardei com carinho para usar no Dia dos Pais. O preparo é muito fácil - difícil é manter o autocontrole e não comer tudo de uma vez só.

Para que o meu pai pudesse comer mais à vontade, aumentei a quantidade de castanhas e diminuí um pouco o açúcar e o sal. Também peneirei as castanhas, depois de prontas, para remover o excesso de tempero. Continuaram deliciosas e viciantes.

Castanhas temperadasReceita adaptada daqui 

Ingredientes: 

4 xícaras (chá) do seu mix de castanhas preferidas - usei amêndoas e amendoins crus com pele, castanhas-de-caju tostadas e pistaches sem casca, tostados (todos sem sal)
2 colheres (sopa) de alecrim fresco, picado (usei seco, pois era o que havia em casa)
1/2 colher (chá) de pimenta-caiena
2 colheres (chá) de açúcar mascavo (usei 1 e 1/2)
2 colheres (chá) de sal (usei 1 e 1/2)
1 colher (sopa) de manteiga sem sal, derretida

Modo de preparo: 

Vou explicar como procedi, já que usei parte das castanhas crua, parte tostada.

Em uma assadeira, coloquei as amêndoas e os amendoins crus e levei-os para assar em forno pré-aquecido a 180ºC, por cerca de 10 minutos, até que ficassem levemente dourados. Enquanto isso, em uma tigela grande, misturei os ingredientes do tempero - manteiga, sal, açúcar mascavo, alecrim picado e pimenta caiena.

Retirei as castanhas assadas do forno, misturei a elas as castanhas torradas e adicionei tudo à tigela, revolvendo bem até que ficassem recobertas pelo tempero. Deixei esfriar, passei por uma peneira para retirar o excesso de sal e servi.

Cuca de banana com doce de leite

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Gosto muito de doces não tão doces, que tenham notas de acidez vindas de frutas cítricas e maracujá, ou que explorem sabores mais amargos como café ou chocolate escuro. Especiarias também atiçam a minha curiosidade.

Mas há dias em que tudo que eu quero é um doce doce pra valer, sem sutileza nenhuma - um doce arrasa-quarteirão. Como esta cuca de banana com uma inacreditável quantidade de doce de leite e farofinha de canela por cima.

Eu a preparei numa rara tarde em casa, enquanto velava o sono do meu menino convalescente. Como não tinha a menor intenção de ficar com um trem desses em casa, deixei para prová-la no dia seguinte, com meus colegas de trabalho.

O que eu achei? Um exagero de doce - em qualquer sentido que se possa imaginar. Tem, sim, o seu valor, mas não é algo que eu gostaria de comer todos os dias. Mas, veja, esta é a minha humilde opinião, definitivamente não partilhada pelos meus convivas.

Se você gosta de doces bem doces, vale a pena experimentar!

Cuca de banana com doce de leite_
Receita adaptada daqui

Ingredientes:

Para a massa:
2 ovos grandes
180 g de açúcar
30 g de manteiga em temperatura ambiente (usei com sal)
1 colher (chá) de extrato de baunilha
280 g de farinha de trigo
1 pitada de sal
180 ml de leite (usei desnatado)
2 colheres (chá) de fermento químico em pó

Recheio:
1 lata de leite condensado cozido na panela de pressão
6 bananas (usei 4 pratas maduras)

Farofa: (se quiser, pode fazer só metade, é mais do que suficiente)
200 g de farinha de trigo
90 g de açúcar
85 g de manteiga gelada (usei com sal)
1 colher (chá) de canela em pó (usei o dobro da quantidade #YOLO)
1 pitada de sal

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180ºC. Unte com manteiga uma assadeira retangular de 21 cm X 29 cm. Forre-a com papel manteiga, deixando sobras de 5 cm para cada lado (servirão como alças na hora de desenformar). Unte o papel também.

Prepare já a farofinha: com as pontas dos dedos ou um garfo, combine os ingredientes em uma tigela até obter uma mistura que lembra areia molhada, pontuada de gruminhos. Reserve na geladeira.

Agora, vamos ao bolo. Em uma tigela grande, bata os ovos com o açúcar até obter um creme mais claro. Adicione a manteiga e o extrato de baunilha e bata até ficar uniforme.

Em outra tigela, peneire juntos a farinha e o sal. Acrescente essa mistura à tigela dos ovos em 3 adições, alternando com o leite, na seguinte sequência: 1/3 da farinha - 1/2 do leite - 1/3 da farinha - 1/2 do leite - 1/3 da farinha. Bata bem a cada adição, raspando as laterais da tigela da batedeira sempre que necessário. Por fim, adicione o fermento e misture delicadamente.

Verta a massa na assadeira previamente preparada. Ela é um pouco densa, vai ser preciso espalhá-la com uma colher para que fique bem distribuída. Adicione as bananas cortadas em rodelas de cerca de 2 cm. Nos intervalos entre os pedaços de banana, acrescente pelotas de doce de leite. Use todo o doce, sua generosidade vai ser recompensada com fatias cheinhas de doce de leite. Por cima de tudo, distribua a farofinha.

Leve ao forno por 40-50 minutos ou até a farofa dourar e um cheiro incrível invadir a casa. Faça o teste do palito, se conseguir (o objetivo é que o palito saia limpo, mas pode ser difícil encontrar um ponto sem banana ou sem doce de leite, e isso pode dar uma falsa impressão de massa crua).

Retire a cuca do forno e deixe esfriar sobre uma grade, ainda na assadeira. Quando estiver em temperatura ambiente, tire-a na assadeira erguendo o papel manteiga pelas alças. Corte em pedaços, acomode em um prato de servir e vá ser feliz.

Observações finais:

- Você pode usar 400 g de doce de leite comprado pronto, se preferir.

- Não sabe cozinhar leite condensado na panela de pressão? A Rita ensina!

- Modifiquei a receita da farofinha porque a quantidade de manteiga original não me pareceu suficiente - não ficava com a textura que eu normalmente vejo nessas farofas.

- De verdade, recomendo que você faça metade da receita da farofinha doce. Fui generosa ao distribui-la sobre a cuca e ainda assim sobrou muito. O consolo é que dá para congelá-la e usar em outra oportunidade. Qualquer bolo de maçã ou banana ganha um tchans com farofinha ;-)

Bolo de chocolate com autocobertura de coco

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Não sei se acontece com você, mas há receitas bicho-papão na minha cozinha - aquelas que, por mais que eu me esforce, não saem do jeito que eu gostaria. Este bolo é o mais novo bicho-papão daqui. É simples de tudo de fazer, mas não há meio eu conseguir que ele fique com a aparência esperada: um bolo de chocolate com cobertura de coco em duas camadas perfeitamente distintas, como as da receita original, lindamente executada pela talentosa Paula Cinini, do The Cookie Shop.

De qualquer forma, é tão gostoso e faz tanto sucesso cada vez que eu preparo que eu resolvi mostrar aqui. Vou tentar fazer novamente seguindo outro procedimento e, dependendo do resultado, atualizo as fotos e o modo de preparo da receita.

Ah, sobre a cor da camada superior, ficou assim porque usei leite condensado sem lactose, que frequentemente tem cor mais escura - quase como doce de leite. Se usar leite condensado comum, o creme de coco vai ficar mais clarinho.

Bolo Prestígio_H
Receita um pouco adaptada daqui

Ingredientes:

Para o creme de coco:
1 lata de leite condensado sem lactose*
100 ml de leite de coco*
100 g de coco ralado
1 ovo
1 colher (sopa) de farinha de trigo

Para o bolo de chocolate:
300 ml de leite de coco*
150 g de manteiga sem sal
2 ovos
1 colher (chá) de extrato de baunilha
140 g de chocolate em pó (com 50% de cacau)
190 g de açúcar
190 g de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 pitada de sal

Modo de preparo:

Ligue o forno a 200ºC. Unte com manteiga e polvilhe com açúcar uma forma de anel com 25 cm de diâmetro (com capacidade para 10 a 12 xícaras). Acomode-a sobre uma assadeira redonda de uns 30 cm de diâmetro e 5 cm de altura. Leve ao fogo para ferver uma chaleira com, pelo menos, 1 L de água.

Prepare o creme de coco: em uma tigela, misture todos os ingredientes com um fouet até ficar bem homogêneo. Despeje o creme na forma de anel e reserve na geladeira.

Agora prepare o bolo: leve o leite de coco ao forno até ficar bem quente. Desligue o fogo e some a manteiga, misturando com uma colher de pau até derreter.

Com a mistura de leite de coco e manteiga já morna, acrescente o extrato de baunilha e os ovos, um a um, batendo bem a cada adição.

Em uma tigela grande, peneire juntos todos os ingredientes secos. Misture bem com um fouet até ficar uniforme. Adicione a mistura líquida e misture até obter uma massa lisa e homogênea.

Com muito cuidado e aos poucos, derrame a massa de chocolate sobre o creme de coco - faça-o com uma concha de sopa ou xícara medidora.

Leve o bolo ao forno: coloque as duas assadeiras juntas no forno, despeje a água quente na assadeira inferior até, pelo menos, metade da forma de anel, e deixe assar até que o bolo passe no teste do palito (a receita original prevê de 40 a 50 minutos).

Deixe o bolo esfriar sobre uma grade, em temperatura ambiente, antes de desenformar. Se quiser, polvilhe coco ralado por cima para decorar. Sirva em temperatura ambiente.

Bolo Prestígio_V

Observações finais:

* Eu descrevi o procedimento, mas ficou faltando dar nome ao boi: esse modo de assar o bolo com a forma dentro de uma assadeira com água quente é o banho-maria de forno.

* Como havia entre meus convivas alguns intolerantes, usei leite de coco e leite condensado sem lactose. A manteiga, usei comum, mesmo (manteigas costumam ser bem pobrinhas em lactose). Mas a receita original usa leite de vaca e leite condensado comum.

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