Domingo é dia de macarronada

domingo, 2 de setembro de 2007

Ravióli

Na casa dos meus pais, domingo não era dia de macarronada – mas era um dia em que a probabilidade de comermos macarronada era muito maior do que no resto da semana. Além de gostar de variar os pratos que preparava, minha mãe também costumava ficar impaciente com os discursos que o meu pai fazia quando comia macarrão mais de uma vez em quinze dias (papai implica com o macarrão de trigo comum – para ele, uma comida ineficiente, que não tem nada além de carboidratos).

Nas minhas lembranças de infância, dia de macarronada era dia feliz. Minha mãe cozinhava um bom talharim ou um espaguete, preparava um molho de tomate bem espesso, com acidez no ponto certo, e servia tudo bem misturadinho, com bastante queijo ralado. Fico com água na boca só de lembrar.

Não sei se foi por todas essas memórias gostosas que eu me apaixonei por massas. Foi a primeira comida de verdade que eu aprendi a preparar (miojo, ovo frito e misto quente não contam). Hoje, prefiro preparar massas curtas, que fazem menos sujeira na hora de comer. Mas molho bom, para mim, é, mesmo, o de tomate com manjericão fresco, bem pedaçudo. Uma proteína animal no molho também vai bem: pode ser bacon em cubos, frango desfiadinho, carne moída (ou almôndegas, como as que a minha mãe gostava de acrescentar às suas macarronadas).

No último domingo, meu almoço preparado rapidinho foi um ravióli comprado pronto, recheado com frango, com molho vermelho caseiro e muito queijo. Comi feliz, com aquela sensação de dia de festa, que nem nos domingos de macarronada da minha mãe.

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