Pão da Tia Zeci

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pão da tia Zeci

Não é a primeira vez que escrevo sobre a tia Zeci. Há quase dois anos, ela não está entre nós – mas só fisicamente. Não há um só dia em que ela não frequente as nossas lembranças.

Este pão saiu do caderninho de receitas dela. Eu o preparei atendendo a um pedido de minha comadre, para que ela pudesse relembrar como se sova uma massa de pão.

Fiquei feliz por ser uma padeira um tiquinho mais experiente – se eu tivesse testado essa receita há alguns anos, ficaria apavorada com a massa enorme e grudenta e estragaria a textura do pão usando mais farinha do que o necessário.

No final, deu tudo certo. Três pães enormes, fofíssimos e muito cheirosos saíram do forno e fizeram a alegria do nosso lanche.

À noitinha, enquanto guardávamos o pedaço restante do pão, é que atentamos para o dia em que preparamos esta receita – 2 de novembro, o dia em que se homenageiam aqueles que já partiram. Quer melhor forma de homenagear uma cozinheira de mão cheia do que preparar uma de suas receitas preferidas? ;-)

Pão da tia Zeci cortado
As cores das fotos estão bem diferentes porque elas não foram tiradas nas mesmas condições de luz (há um lapso de um dia entre elas). Mas é o mesmo pão :-P

Ingredientes (para 3 pães de aproximadamente 800g, cada):

600ml de leite morno (usei leite semidesnatado)
50g de fermento biológico fresco (usei 17g de fermento biológico seco instantâneo)
3 ovos inteiros (usei de ovos de galinha caipira orgânica)
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de óleo (usei canola)
1 colher (sopa) rasa de sal
1 kg de farinha de trigo peneirada (e mais um pouco para ajudar na sova - devo ter usado uns 100g)
Manteiga e farinha de trigo suficientes para untar as formas

Para pincelar os pães antes de levar ao forno:
1 gema misturada a 1 colher (sopa) de água

Modo de preparo:

Numa tigela grande, peneire a farinha, faça uma cova no meio e reserve.

Feito isso, no liquidificador, bata os seis primeiros ingredientes da lista – leite, fermento, ovos, açúcar, óleo e sal.

Despeje o líquido batido no meio da farinha e vá misturando com os dedos ou com uma colher de pau até obter uma massa grudenta. Feito isso, transfira a massa para uma superfície enfarinhada e capriche na sova. No começo dá desespero porque a massa é muito volumosa e gruda até na alma, mas força na peruca. Se quiser, peça ajuda ao Bertinet, que ele sabe das coisas. O importante é resistir à tentação de encher de farinha. Eu acabei acrescentando um pouco mais – perto de 100g.

Quando a massa estiver lisinha e elástica, coloque-a novamente em uma tigela grande levemente untada com óleo. Cubra com filme plástico e deixe crescer até que a massa dobre de tamanho.

Passado esse tempo, retire a massa da tigela, divida-a em partes e extraia o ar de dentro delas. Por que dividir em pedaços? Porque a massa é gigante, se não dividir, não dá para extrair o ar devidamente. Depois disso, é hora de modelar o pão do jeito que você preferir. A tia fazia um montão de pãezinhos redondos. Eu, que sou preguiçosa, dividi a massa em 3 partes iguais e modelei três pães de forma, que acomodei em formas de 31cm x 12,5cm untadas e enfarinhadas. Cobri os pães com um pano de prato úmido e deixei crescer novamente até que eles se projetassem para fora da forma.

Antes de levar os pães ao forno, pincele-os com a gema misturada com água. Não exagere nesse banho de ovo, senão o pão gruda na forma. Asse-os em forno preaquecido a 190ºC por mais ou menos 50 minutos. Assim que tirá-los do forno, desenforme-os e verifique se eles emitem um som oco quando levam pancadinhas no fundo. Se não fizerem, devolva ao forno por mais uns 10 minutos. Deixe esfriar sobre uma grade por, pelo menos, meia hora antes de comer.

2 comentários:

ameixa seca disse...

Ficou um pão lindo, assim como deveriam ser todas as memórias :)

moranguita disse...

esta mesmo bonito o pao
uam bela homenagem sem duvida
beijinhos e boa semana

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