Kohaku Namasu da Marisa (conserva de nabo e cenoura)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Há algum tempo eu contei para vocês do meu gosto por nabo em conserva, e do profundo desgosto que ele causa no hômi cada vez que ele abre a geladeira. Cheguei a fazer uma trégua em nome da saúde do meu casamento, mas um dia desses não resisti e testei uma nova receita, que vi no Delícia, da Marisa Ono.

Aliás, sobre a Marisa, valem algumas observações, caso vocês ainda não a conheçam: primeiro, ela é uma referência na blogosfera em culinária japonesa e em comida boa, de um modo geral; segundo, ela é produtora do alho negro, ingrediente que tem arrancado suspiros nos restaurantes mais badalados do Brasil; terceiro, que eu saiba, nós não somos parentes, apesar de termos o mesmo sobrenome (mas eu adoraria ser).

A conserva é deliciosa, muito suave e crocante. Como toda conserva de nabo, tem aquele cheiro característico. Mas nada que um pote plástico hermeticamente fechado, guardado dentro de um saco plástico bem amarrado, não possam resolver.

Kohaku Namasu da Marisa

Receita adaptada daqui

Ingredientes:

1 nabo japonês médio
3 cenouras médias
1 boa pitada de sal

Para o sambaizu:

1 1/2 colher (sopa) de saquê mirin ou açúcar (estava sem mirin e usei saquê kirin e açúcar)
1/2 xícara de vinagre de arroz
2 colheres (sopa) de shoyu
2/3 de xícara de dashi (estava sem ingredientes para dashi em casa, por isso usei 2/3 de xícara de água, mais 1 colher de chá de molho de peixe)

Modo de preparo:

Lave bem os legumes com uma escovinha e retire a camada superficial deles com o descascador de legumes. Aproveite o embalo e, com o próprio descascador, faça fitas não muito longas com os legumes.

Acomode as fitas num recipiente grande, adicione uma boa pitada de sal e misture com as mãos para que ele se espalhe bem. Deixe descansar por 15 minutos para soltar líquido (e ficar flexível, sem perder a crocância).

Enquanto isso, prepare o sambaizu: numa panelinha, misture todos os ingredientes dele e leve ao fogo até ferver.

Agora é só espremer a cenoura e o nabo com as mãos, para que eles soltem o máximo de líquido possível, acomodá-los em um pote ou tigela e despejar um pouco do sambaizu, misturando delicadamente.

Segundo a Marisa, pode ser consumido depois de meia hora de descanso, mas eu fiz como ela e esperei até o dia seguinte para comer.

Observações finais:

* O sambaizu pode ser guardado na geladeira por alguns dias. Assim, se sobrar um pouco dele dessa receita, você pode aproveitá-lo em outras conservas no mesmo estilo.

* Marisa, se você chegar a ler este post, espero sinceramente que as adaptações que eu fiz não tenham sido muito hereges. Não tinha todos os ingredientes à mão e tive que improvisar :-/

4 comentários:

Gina disse...

Tenho que confessar que do nabo só gosto das esculturas que se pode fazer com ele...
Já comentei que fiz um curso de carving com nabos? Ui, ficava com as mãos cheirando a nabo todo dia.
Não consigo comê-lo.
Outro que não fica atrás no cheiro é o tal do molho de peixe. Esse eu já usei em comida thai, é só prender a respiração, usar, fechar bem e pronto...rs!
Bjs.

Marisa Ono disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marisa Ono disse...

Na falta de mirim, é melhor usar glucose (Karo) ou açúcar. Não substitua por sake, são coisas diferentes. Na falta de ingredientes para um dashi, uso um dashi instantâneo diluído em água ou umas pitadas de glutamato. Aliás, Brasil afora, o ajinomoto é bem mais popular que um dashi...
Fico feliz que tenha gostado do resultado.

Marisa Ono disse...

Ah, e menos, né? Referência é exagero, só reproduzo receitas tradicionais e apresento adaptações da colônia japonesa no Brasil, além de umas experiências...

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