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Onde foi que eu errei?

sábado, 3 de novembro de 2007

Queria fazer um pãozinho integral para comer no café da manhã. Resolvi tentar uma receita já testada e aprovada pela Ka, do Wikifood. Fiz tudo certinho: medidas dos ingredientes, temperatura do forno... tudo seguido à risca.

Mas, pra minha surpresa, não deu certo de jeito nenhum. A começar pela massa, que ficou muito oleosa e não cresceu bem.

Depois de assado, então, ficou pior ainda: a massa ficou abiscoitada, farelenta. Mas como eu sou brasileira e não desisto nunca, vou tentar novamente, só que reduzindo a quantidade de óleo.

Ingredientes:


1 tablete de fermento biológico fresco (usei 1 envelope de fermento biológico seco)
1 colher (sopa) de mel
1 xícara (chá) de leite desnatado
1 xícara (chá) de óleo de canola
1 colher (chá) de sal
2 xícaras (chá) de farinha integral
1 xícara (chá) de aveia em flocos
Mais ou menos 2 xícaras (chá) de farinha de trigo

Modo de preparo:

Dissolva o fermento com o mel e o leite morno. Adicione o óleo, a farinha de trigo integral, a aveia e o sal e vá colocando a farinha de trigo e mexendo até formar uma massa firme. Sove bem sobre uma superfície enfarinhada. Coloque em uma tigela untada, cubra e deixe crescer por cerca de 1 hora ou até dobrar o volume. Torne a sovar a massa. Você pode moldar dois filões ou oito bolas e acomodá-los em assadeira untada. Se preferir, também pode dividir a massa em duas formas de bolo inglês médias untadas. Deixe crescer mais 20 minutos e asse em forno médio baixo, preaquecido, por cerca de 40 minutos. Os últimos 10 min podem ser com o tostador superior ligado.

Desastres acontecem...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Preciso preparar alguma coisa doce e gostosa que não me dê culpa. Devo assar ainda hoje uma fornada de muffins de banana com aveia. Acho que vou botar um coquinho em flocos e umas castanhas de caju só para variar.

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Tem horas que a gente deve esperar a vontade de cozinhar passar. Tem que ficar deitadinha, no sofá, sem dar um pio, até ela se distrair e ir embora. Eu não esperei. Resolvi que tinha porque tinha de fazer uns muffins.

Veja o prenúncio da desgraça: fermento vencido; bananas menores do que o ideal; ovo menor do que o ideal; uva-passa em quantidade menor que o recomendável. Pra piorar, alguém deixou a minha grade preferida do forno desencaixada, e eu tive que assar meus muffins no lugar mais complicado. Por fim, eu não respeitei a hora boa de assar bolinhos aqui em casa (é o período da tarde - à noite as correntes de ar frio fazem os bolos solarem).

Que que deu? Porcaria, claro! Os muffins ficaram feios de dar dó. Com uma textura seca e pouco macia. Menos doces do que deveriam. E ainda teve uma porqueira de uma castanha passada no meio de tudo que deixou o muffin que eu provei com gosto de livro velho. Ah, que droga. É bom pra eu aprender.

Dia das mães

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Vou publicar aqui minhas desventuras no dia das mães (a data já passou, eu sei, mas é bom lembrar lições aprendidas).

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Neste fim de semana, depois de assistir a um programa de culinária chamado Good Eats, consegui decidir o que fazer para o almoço de dia das mãe da mamãe. O cardápio: salada de erva-doce e rabanetes com molho de limão, arroz com champagne, castanha de caju e sultanas (um nome besta para uva-passa branca) e um franguinho assado, temperado com raspas de limão e tomilho, deitado sobre uma caminha de aipos, cenouras, cebolas e ervilhas-tortas. De sobremesa, sorvete de goiaba, capim-santo, figo, chocolate belga, amarena e tapioca (o sorvete, eu não fiz - aí já era demais).

Os preparativos começaram no dia anterior - fui à quitanda japonesa e ao supermercado para comprar tudo que era necessário. Chegando em casa, chegou a hora de preparar o mise-en-place (mais um nome besta do vocabulário culinário que significa deixar os ingredientes todos organizados e prontos para uso antes de começar a cozinhar). Limpei os vegetais todos e cortei o rabanete em rodelas não muito finas, a erva-doce em tirinhas, a cenoura e o aipo em palitos. A ervilha-torta só ficou sem os cabelinhos. Ah, e cortei as cebolas em gomos. Com as aparas dos vegetais, preparei uma sopa de legumes.

No dia seguinte, raspei meu limão, moí sal e pimenta na hora, lavei e desfolhei meu tomilho. Bati tudo junto no pilão, acrescentei azeite de oliva e pronto: já tinha meu tempero do frango. Aí veio o momento de lidar com o galináceo. Comprei um frango inteiro, com cabeça, pés, miúdos... aquela coisa horrorosa de sempre. Tive um semi-chilique tirando os pertences de dentro do bicho - não aguento comida que me olha de volta quando eu olho para ela. Aí, fiz que nem o homem do programa de culinária ensinou: fiz o corte do frango atropelado. Depois disso, separei a pele da carne do frango e enfiei o tempero ali. Massageei o bicho com um azeitinho, deitei-o na caminha de legumes e forno nele. Enquanto isso, fiz o arroz e preparei o molho da salada.

Relatada toda a parte bonitinha da história do almoço, vem a parte feia - eu não tenho mais preparo físico para cozinhar! Agora só posso fazer pratos rápidos - se demorar muito (foi o que aconteceu na hora de limpar os vegetais), meu quadril fica bichado e eu fico pra morrer de dor. Fiquei bem ruinzinha na noite de sábado, tomei um remédio forte para aliviar a dor e acordei meio passada. E assim fiquei o dia inteiro.

Bom, quanto à comida, a salada não ficou do jeito que eu queria. Como eu tirei os vegetais da geladeira, queria devolvê-los para o frio para eles ficarem crocantes. Só que eu já tinha temperado. Resultado: ao tirá-los da geladeira, tinha meio litro de líquido que eles tinham soltado. O frango também poderia ter ficado mais salgadinho. E poderia ter passado mais tempo no forno - junto de um osso, o papai (claro) achou um pedaço meio mal assado. O arroz... ah, o arroz ficou ótimo :-)

Sobrou crítica (minha) até para o sorvete - ele poderia ter passado mais tempo fora do freezer para chegar à mesa mais macio. Mas eu sou esganada e não aguentei esperar.

A mamãe é legal e aparentemente gostou de tudo. O papai e o hômi... não sei dizer. O papai, porque ele não fala nada. O hômi, porque ele sempre fala que gosta de tudo. E ele é suspeito - tem a coragem de dizer que eu estou linda assim que eu acabo de acordar, com marca de lençol na cara e cabelo para cima.

Ah, os presentes: eu dei uma camisola fofa pra mamãe, e o hômi deu um box de DVDs do Chico Buarque.

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