A ciência do queijo

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Tenho pensado firmemente em fazer queijadinhas. Até porque ganhei um queijo minas enorme, com uma cara muito simpática. O problema é que os queijos minas são mais difíceis de classificar do que a gente imagina.

Queijo Minas Tipo Frescal - esse é fácil. É aquele que não é maturado, nem curado, nem nada. É molinho, branco e muito perecível. Costuma fazer parte das dietas porque não é dos mais gordos.

Queijo Minas Tipo Meia Cura - pelo que andei lendo, não há uma especificação muito precisa desse queijo. Há quem diga que ele matura por 1 a 5 semanas, há quem diga que são 10 a 20 dias. Reza a lenda que ele é bom para ralar, pois tem boa consistência para isso. E que fica entre o Queijo Minas Padrão e o Queijo Prato. Parece que dá para entender, né? Então, aguarde.

Queijo Minas Tipo Curado ou Padrão - é um queijo que é mais maturado que o Meia Cura (ou não?), mais duro (ou não?) e que, na verdade, é a mesma coisa que Meia Cura (ou não?). Ah, fala sério.

Vou ficar sem fazer a diaba da queijadinha enquanto não souber que ser é aquele que está morando na minha geladeira. Se alguém tiver uma luz sobre o assunto, será muito bem-vinda.

Resumão da produção de hoje

sábado, 23 de junho de 2007

Eu adoro cozinhar. Se for para gente que eu amo, então, o prazer é dobrado. Hoje no almoço recebi a Cy aqui em casa e fiz um penne com molho de tomate e almôndegas de chester, bem singelo. Mas tão bom! Como foi tudo meio às pressas, nem deu tempo de fazer sobremesa. Mas não ia caber, mesmo... também vou ficar devendo foto para este prato.
Em tempo: hoje de manhã, refiz os muffins de banana e aveia. Só que eu esqueci de ajustar o timer do jeito que eu gosto - 10 minutos antes do pedido na receita, só para conferir o estado do assado - e coloquei o tempo total. Resultado: alguns deles queimaram. :(
Ah, hoje também fiz uns croutons com a ciabatta que estava fora da geladeira e acabou pegando bolor (alimento sem conservante tem dessas coisas). Preciso aprender o pulo do gato disso. Na hora que saem do forno, eles ficam gostosos, crocantes na medida certa. Depois, ficam... crocantes demais, fazem um barulho assustador na hora de morder e dão um certo pavor de quebrar os dentes. Onde foi que eu errei? Vou perguntar pro Google.

Pizza!

Ontem à noite ia sair com duas amigas queridas, mas estávamos meio desanimadas por causa do frio - ia ser duro enfrentar bares ao ar livre. Resolvemos, então, passar em um supermercado para comprar um vinho e alguns ingredientes e fizemos pizza lá em casa. A receita saiu do livro do Jamie Oliver (a Itália de Jamie, Editora Globo).

Fiz meia receita enquanto botávamos os assuntos em dia (dá de 3 a 4 pizzas médias), mas você pode fazer inteira, se tiver mais bocas para alimentar.

Quer salvar esta receita no Pinterest ou nos seus bookmarks? Encontre-a no novo endereço do blog: nocalordofogao.com.br
O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

800g de farinha de trigo
200g de semolina de trigo
1 colher (sopa) rasa de sal marinho (usei sal grosso moído na hora)
14g de fermento biológico seco
1 colher (sopa) de açúcar de confeiteiro dourado (não tinha, usei açúcar refinado)
650ml de água morna

Modo de preparo:

É parecido com fazer pão: primeiro, misture a água morna, o açúcar e o fermento numa vasilha e deixe descansar um pouquinho. Enquanto isso, na sua superfície de trabalho, misture as farinhas e o sal e faça um monte com um furo no meio. Dentro do furo, despeje a água com fermento e mexa aos poucos com um garfo, até que a farinha fique bem saturada. Feito isso, é hora de trabalhar a massa com as mãos enfarinhadas. Amasse até que os ingredientes sejam incorporados pela massa - ela ficará no ponto quando desgrudar das mãos. Forme uma bola com a bicha, sove por 10 minutos (isto é, 10 minutos de estica-puxa-amassa) e depois deixe-a descansar por 15 minutos, enfarinhada e coberta com um filme plástico.

A massa descansou? Então divida-a em pedaços. Salpique farinha no pedaço de massa e na sua superfície de trabalho e abra-o em um disco com cerca de 0,5 cm de espessura (use um rolo de macarrão, uma garrafa de vinho tinto vazia e limpíssima ou - se você for como eu - o seu socador feito de granito, que é cilíndrico e lisinho).

Convém dizer que, nesta parte da receita, há um conflito entre o livro de receitas e a (minha) prática. Jamie Oliver diz que você deve colocar a sua massa recém modelada em uma folha de papel alumínio untada e enfarinhada. E que, depois, deve assá-la em uma superfície de granito, dentro do seu forno convencional.

Mas como eu não tinha granito, não sabia o que fazer com o papel alumínio nem estava conseguindo mover a massa de pizza depois de aberta, fiz o seguinte: forrei minha assadeira com papel alumínio, untei com azeite (nessa altura do campeonato, até esqueci de enfarinhar), botei minha massa ali, semiaberta, e terminei de abri-la por lá.

Depois, a parte fácil e divertida: coberturas! Camada fina de molho de tomate (usei um honesto pomarola), queijo mussarela fatiado por cima e:
* rodelas de tomate temperadas com sal e pimenta, folhas frescas de manjericão - margherita!
* linguiça calabresa cortada em rodelas finas e orégano - calabresa!
* pedacinhos de provolone e orégano - dois queijos!

Forno preaquecido a 250ºC por uns 15 minutos e estava pronta uma pizza de massa macia, gostosa, com uma borda tão boa que ninguém quis jogar fora. Queria ter tirado fotos, mas estávamos com tanta fome que eu esqueci. Da próxima vez, prometo tirar.

Canja do meu jeito

sexta-feira, 22 de junho de 2007

É engraçado como uma receita besta feito canja pode ter variações de ingredientes e modos de preparar. A minha canja leva batata em cubinhos, cenoura - às vezes em tiras, às vezes em cubos, depende do meu humor -, arroz e peito de frango.

Mas o meu jeito de preparar que é meio weird. Eu gosto de preparar a canja com caldo de galinha, mas feito em casa. Aí, o que eu faço? Preparo o meu caldo com o frango da canja. O meu caldo leva cebola e alho em flocos, salsinha, cebolinha e alecrim desidratados. E quando eu estou com frio, leva umas boas pitadas de curry. E, claro, sal e pimenta, moídos na hora no meu pilão feliz. O frango fica nadando calmamente nesse caldo, até que fique bem cozidinho.

Depois disso é só picar o frango em cubinhos, coar o caldo onde ele nadou e começar a diversão. Ponha alho e cebola picadinhos junto com um fio de azeite na panela, dê uma boa refogada, junte as batatas e a cenoura, mais uma refogada, adicione o seu frango para que todo mundo se conheça e se integre. Todos devidamente apresentados? Adicione o seu caldo de frango, um punhado de arroz cru e pronto. Deixe cozinhar até que batatas, cenouras e arroz fiquem macios.

Comfort food

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Comfort food

Jantarzinho reconfortante depois de um dia de trabalho: sopa cremosa de abóbora com um fio de azeite e pimentinha seven spices; duas fatias finas de ciabatta torrada, também com gotinhas de azeite.

A sopa é moleza de fazer (desde que você seja esperta e compre a sua kabochá já limpinha e cortada em cubos). Refogue cebola e alho picadinhos num pouquinho de azeite, acrescente suas abóboras cortadinhas, deixe que elas brinquem um pouco com os temperos e depois mande todo mundo para o banho acrescentando água ou caldo de frango pronto (se você estiver com preguiça, use o caldo em pó e não tenha nem o trabalho de dissolver o cubinho).

Quando a abóbora estiver molinha, tire a panela do fogo e bata a bicha no mixer - só espere esfriar um pouquinho para não correr o risco de derreter o pobre do eletrodoméstico. Devolva seu purê de abóbora para o fogo, acrescente mais líquido, se achar necessário, acerte o tempero e sirva assinzinho, do jeito da foto. É bão...

Ciabatta

domingo, 17 de junho de 2007

Ciabatta

Essa receita de Ciabatta saiu do livro do Jamie Oliver. É fácil, rápida e muito gostosa.

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

500 g de farinha de trigo
500g de semolina de grano duro
30g de sal
30g de açúcar ou mel
30 g de fermento biológico fresco ou 21g de fermento biológico seco
600 ml de água morna
6 colheres de sopa de azeite

Modo de preparo:

Misture a semolina, a farinha e o sal e faça um morrinho com na sua bancada ou na sua bacia. Em outra tigela, misture o fermento, o açúcar e 300 ml de água até obter um líquido homogêneo. Feito isso, faça um furinho no meio do seu morro e despeje lá dentro esse líquido. Misture bem até que a farinha fique meio saturada, Depois disso, pode acrescentar o resto da água. Misture bem até incorporar os ingredientes. Você vai se surpreender com a rapidez com que a massa dá ponto (ou seja, solta das mãos).

Sua massa deu ponto? É hora de sovar. Você pode fazer isso na sua bancada de mármore limpíssima e enfarinhada ou dentro da sua bacia. Depois de uns 5 minutos de sova, passe farinha em toda a volta da massa, faça uns talhos nela com uma faca e deixe-a descansando para ela crescer.

Quando ela dobrar de volume, sove-a de novo para retirar o ar. Depois, acrescente o azeite e trabalhe a massa até que o líquido seja incorporado. Modele então a sua ciabatta, coloque-a em assadeira com bastante semolina, faça alguns cortes sobre ela e salpique farinha. Deixe descansar por ums 20 minutos - enquanto isso, preaqueça o forno a 200ºC.

Asse por 20 minutos ou até ficar com uma cor dourada (confira como está o seu pão quando der 15 minutos de forno). Quando ele estiver pronto, retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade por meia hora.

Enquanto isso, quer uma dica? Num prato, misture um bom azeite de oliva, um pouco de aceto balsâmico, alecrim e pimenta rosa. Abra um vinho tinto, corte o pão em fatias e coma-as molhando levemente na mistura de azeite. É bom demais.

Coisas que eu descobri:

Pode colocar o azeite antes na minha massa, junto com a água? Poder, pode. Mas o gosto não fica tão bom.

Carreteiro do meu jeito



Cheguei em casa cheia de fome numa noite dessas e fui consultar minha geladeira. Tinha arroz com alho e salsinha, meio bife de picanha, vinagrete, um embutido de frango.

Poderia ter esquentado tudo no microondas, mas resolvi inventar moda. Piquei a picanha em cubinhos, fiz o mesmo com o pedaço de embutido de frango. Numa panela, fritei as carnes em sua gordura, junto com um pouco do vinagrete (sem o líquido). Depois, acrescentei o arroz, misturei bem e deixei esquentar.

De volta à geladeira, encontrei um queijo do reino tão triste que resolvi pegar um pedaço dele, picar em cubinhos e acrescentar à mistura.

Os mais tradicionalistas podem alegar que isso não é carreteiro de verdade, pois não tem linguiça suína, nem charque. Ainda tem a invencionice da salsinha e do queijo. Mas ficou bom demais.

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