Cookies com pedaços de chocolate

domingo, 2 de setembro de 2007

Cookies com chocolate

Fiz cookies neste domingo. Como estou sem bananas em casa, não fiz a receita da Akemi. Em vez disso, testei uma outra, que encontrei no site do Mais Você. Pelos ingredientes, não fiquei muito confiante. Mas como todas as receitas feitas durante o programa são megatestadas, e a Ana é uma degustadora muito exigente, achei que tinha chances de ser bom.

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

2 xícaras (chá) de farinha de trigo
3/4 de xícara (chá) de açúcar mascavo
3/4 de xícara (chá) de açúcar cristal
2 ovos grandes
2 colheres (sopa) de margarina
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 pitada de sal
1 barra de chocolate meio amargo picada (180 g)

Modo de Preparo:

Numa vasilha, adicione a farinha de trigo, o açúcar mascavo, o açúcar cristal, os ovos, a margarina, o fermento em pó, a essência de baunilha e uma pitada de sal. Misture bem até ficar uma massa homogênea. Acrescente a barra de chocolate meio amargo picada e misture novamente. Numa forma untada e enfarinhada, coloque 1 colher (sopa) da massa para cada cookie e leve para assar a 180ºC por mais ou menos 25 min.

Impressões gerais: 

A receita dá cookies mais crocantes, bem gostosinhos. É moleza de fazer, e nem exige batedeira (eu bati minha massa com um fouet e algum esforço). O tempo de assar é bem próximo de 25 minutos no meu forno. Imagino que haja receitas mais saborosas do que essa, que é bem pouco elaborada. Mas fiquei bastante satisfeita pela relação esforço/sabor, que é superfavorável.

Rendimento: 

Fiz meia receita e obtive 19 cookies

Mais do mesmo

Nesta sexta, enquanto preparava umas bruschettas para comer bebericando um vinho, assei mais uma fornada de muffins com aquela mesma base de aveia, banana e semolina (ainda não conhece? Faça já, que é gostoso e muito saudável. Como todo dia, no café da manhã).

Dessa vez, substituí parte da aveia por coco ralado e usei damasco seco em pedacinhos e macadâmias torradas. Ficaram bonitões, mas ainda não tenho opinião formada em relação ao sabor – comi um hoje de manhã, mas esqueci de aquecê-lo um pouquinho para que ele soltasse mais o gosto. Vou provar outro no próximo café da manhã e conto como foi (aproveito e posto a foto dele).

Pão de leite caseiro

Pão de leite
Meu ajudante está vigiando o pão para não dar formiga.

Esta é aquela receita de pão que, pelos ingredientes, se parecia bastante com as receitas que eu já tinha visto por aí para o pãozinho servido no Roadhouse Grill. Mas ainda não é igual. Vou tentar fazer de novo, só que sem usar gema para pincelar, e acrescentando um pouco mais de açúcar pra ver se fica mais parecido.

Dito tudo isso, não deixem de prová-la, do jeito que ela está. Ela faz uns pães tão fofinhos, tão gostosinhos...

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Ingredientes:

1 kg de farinha de trigo
20g de fermento biológico seco
6 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) rasa de sal
500 ml de leite morno
4 colheres (sopa) de manteiga derretida
2 ovos inteiros
1 gema de ovo para pincelar

Modo de preparo:


Numa tigela, dissolva o fermento com leite e açúcar. Acrescente a manteiga e os ovos a essa mistura líquida. Adicione o sal e misture bem. Em seguida, vá acrescentando a farinha aos poucos até dar o ponto de desgrudar das mãos. Para fazer menos bagunça, recomendo que você ‘toque’ essa etapa numa bacia até que a massa não esteja mais líquida. Depois disso, pode transferi-la para a sua superfície de trabalho (uma bancada de granito bem lisa), limpíssima e enfarinhada. Cubra a massa pronta com um plástico de cozinha ou com um pano de prato úmido e deixe-a descansar.

Depois que a massa tiver crescido até dobrar de volume, trabalhe-a de novo, socando-a até que o ar saia de dentro dela. Modele os pãezinhos e deixe que eles cresçam novamente até dobrarem de volume. Pincele-os com gema e asse-os em assadeiras untadas e enfarinhadas, em forno preaquecido a 220°C, por 40 minutos ou até que fiquem douradinhos (fique de olho, não me lembro se baixei a temperatura do forno, mas certamente assei por menos tempo).

Rendimento:

A receita original fala em 15 pães pequenos. Minha experiência me mostrou que deve dar perto de 30.

A principal dica:

Atenção, paciência e tempo disponível são fundamentais para quem faz pães. Atenção aos ingredientes, à temperatura de preaquecimento, aos pães dentro do forno. Paciência para dar ponto na massa sem acrescentar mais farinha do que pede a receita. E tempo disponível para o pão crescer sossegado até dobrar de volume sempre que necessário.

Domingo é dia de macarronada

Ravióli

Na casa dos meus pais, domingo não era dia de macarronada – mas era um dia em que a probabilidade de comermos macarronada era muito maior do que no resto da semana. Além de gostar de variar os pratos que preparava, minha mãe também costumava ficar impaciente com os discursos que o meu pai fazia quando comia macarrão mais de uma vez em quinze dias (papai implica com o macarrão de trigo comum – para ele, uma comida ineficiente, que não tem nada além de carboidratos).

Nas minhas lembranças de infância, dia de macarronada era dia feliz. Minha mãe cozinhava um bom talharim ou um espaguete, preparava um molho de tomate bem espesso, com acidez no ponto certo, e servia tudo bem misturadinho, com bastante queijo ralado. Fico com água na boca só de lembrar.

Não sei se foi por todas essas memórias gostosas que eu me apaixonei por massas. Foi a primeira comida de verdade que eu aprendi a preparar (miojo, ovo frito e misto quente não contam). Hoje, prefiro preparar massas curtas, que fazem menos sujeira na hora de comer. Mas molho bom, para mim, é, mesmo, o de tomate com manjericão fresco, bem pedaçudo. Uma proteína animal no molho também vai bem: pode ser bacon em cubos, frango desfiadinho, carne moída (ou almôndegas, como as que a minha mãe gostava de acrescentar às suas macarronadas).

No último domingo, meu almoço preparado rapidinho foi um ravióli comprado pronto, recheado com frango, com molho vermelho caseiro e muito queijo. Comi feliz, com aquela sensação de dia de festa, que nem nos domingos de macarronada da minha mãe.

Paladar nada refinado

Tem gente que sonha com caviar. Que se emociona ao cheirar um azeite trufado. Que acha que lagosta é um prato dos deuses. Eu definitivamente não pertenço a essa gente.

A lagosta, eu acho só boazinha – acho que não tem muita graça. O caviar, para mim, é intragável. Não gosto da textura, do cheiro ou do sabor. E o azeite trufado... bom, ainda estou dando uma chance para ele. Mas cada vez que eu abro a garrafa em que ele está, penso que tem gás escapando na cozinha.

Não sou nada phyna.

Renovando risotos

Um dia, vendo um programa de culinária, ouvi o apresentador falar das coisas que não poderiam faltar na despensa. Ele mencionou funghi secchi – um ingrediente que dá um 'tchans' em qualquer prato, basta passar um tempinho na água quente e ele fica hidratado e pronto para uso.

Eu tenho pavor de funghi (aliás, não só eu, né Ka?). Mas gosto de shiitake, e tenho um pacote de shiitakes desidratados no armário. Pois foram eles que salvaram um resto do risoto do Jamie Oliver, que precisava ter uma cara mais atrativa, já que ia ser comido como prato principal, e não como acompanhamento.

Peguei uma porção de shiitakes secos, coloquei numa vasilha com água quente e deixei por uns dez minutos. Depois disso, piquei-os em tirinhas. Na hora de esquentar o resto do risoto, acrescentei aquela água que tinha servido para hidratar os cogumelos. Adicionei o shiitake picado, misturei bem até que tudo fosse incorporado e servi na mesma hora. Ficou bão...

Jamie Oliver e Anthony Bourdain juntos, na minha cozinha

Um encontro tão improvável só poderia acontecer na minha prateleira de livros de culinária. E, claro, no meu almoço. Tony, com seu temperamento forte, recomendou o sabor marcante dos bifes de cordeiro grelhado. Jamie, mais afável, entrou com as dicas para fazer um risoto bem cremoso.

Evidentemente, não tinha em casa o cordeiro, só uns bifes de picanha. Também não tinha salsão ou o caldo de galinha caseiro, por isso fiz a base do meu risoto só com cebolas e caldo de galinha preparado com pó instantâneo. Mesmo assim, ficou muito bom.

Bifes de cordeiro grelhado

Você vai precisar de 4 bifes de cordeiro tirados do pernil do bicho, com 225g, cada. Coloque-os numa fôrma refratária com alho em fatias, alecrim, tomilho e azeite e deixe marinar na geladeira de um dia para o outro.
Tire a carne da geladeira uns 20 minutos antes de grelhar, tendo o cuidado de pincelá-la para tirar o excesso de azeite ou ervas. Tempere os dois lados dela com sal e pimenta moídos na hora e coloque no grill ou na churrasqueira devidamente preaquecidos. Um pouco antes de tirar os bifes da grelha, coloque neles um molho composto de cebola, salsa, sal, pimenta e azeite.

Receita básica de risoto

O Jamie Oliver ama risotos, e dedica explicações longuíssimas sobre o prato. Vou tentar zipar isso. Bom, o risoto começa com salsão (aipo) e cebola picados finamente e refogados no azeite com um pouco de sal. Quando ficarem macios, acrescente o arroz de risoto (cerca de 70g por pessoa, faça as contas aí). A partir daí, fia, prepare o braço que você vai precisar dele. Mexa o arroz até que ele fique translúcido. Nesse ponto, acrescente um pouco de bebida – vermute ou vinho branco, por exemplo, para dar um gostinho. Mexa até evaporar. Aí, acrescente uma concha de caldo de galinha quente (já preparado). Mexa até absorver, depois acrescente outra concha. Vá repetindo o processo, provando para ver se o arroz está macio e acertando o tempero, se necessário. Quando estiver no ponto, desligue o fogo, acrescente manteiga e parmesão ralado na hora e coma. O sabor é bem suave, casa muito bem com a carne temperada com as ervas, de sabor mais forte.

Se quiser, acompanhe com um vinho, que deve ficar bom. A gente tomou cerveja da Dado Bier, que também funcionou bem.

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