Tô devagar, mas tô na área

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Tenho cozinhado pouco ultimamente. Não sei bem por quê. Preguiça, falta de inspiração... mas hoje pretendo retomar minhas atividades culinárias.

Não poderia deixar passar em branco um carinho que recebi da querida Luciana Macêdo, do Cafezinho das Cinco. Ela me indicou para receber o prêmio que já vi em vários blogs que freqüento:


Obrigada, Luciana!

1 - Este prêmio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons. Entende-se como "bom" os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários;

2 - Só se recebeu o "É um blog muito bom sim senhora", deve escrever um post incluindo:.a pessoa que lhe deu o prêmio com um link para o respectivo blog;.a tag do prêmio;.as regras;.e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prêmio;

3 - Deve exibir orgulhosamente a tag do prêmio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.

Quanto às indicações, vou ficar devendo. Há tantos blogs fantásticos que visito regularmente que seria impossível eleger apenas 7.

Pão de arroz integral

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Aqui em casa temos baixa adesão ao arroz integral (só eu como, para ser mais precisa). Tinha feito uma boa porção e estava comendo quase todo dia, mas no ritmo em que eu estava, não ia conseguir evitar que ele estragasse.

Resolvi dar uma de doida e testar fazer pão com ele. Tomei como referência uma receita de pão de batata, fiz ajustes aqui e ali e cruzei os dedos para dar certo. E não é que deu?

Pão de arroz integral

Quer salvar esta receita no Pinterest ou nos seus bookmarks? Encontre-a no novo endereço do blog: nocalordofogao.com.br
O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

500 g de farinha de trigo branca
250g de farinha de trigo integral
1 colher (chá) de sal (a quantidade vai depender de quanto sal houver no seu arroz integral)
600 g de arroz integral cozido
1 colher (chá) de fermento biológico instantâneo
1 xícara de água morna
2 colheres (chá) de açúcar
1 ovo
1/2 xícara de óleo de canola

Modo de preparo:


Em uma tigela pequena, misture meia xícara de água morna com o fermento e o açúcar e deixe agir.

Enquanto isso, em outra tigela, misture o restante da água, o óleo, o ovo e o arroz integral cozido. Mexa até formar um mingau grosso e, em seguida, utilize o mixer para afiná-lo um pouco. (eu não afinei demais porque não me importava de encontrar uns grãozinhos inteiros no pão). Por fim, adicione o líquido fermentado ao mingau e misture bem.

Misture os sal e as farinhas e forme um monte com eles na sua superfície de trabalho. No meio do monte, faça uma cova e despeje o mingau. Incorpore os ingredientes até formar uma bola de massa que desprenda das mãos.

Sove a massa por uns 10 minutos até que ela fique lisa (tanto quanto possível) e elástica. Feito isso, coloque-a numa bacia untada com óleo vegetal. Gire-a dentro da bacia para que toda a sua superfície fique ligeiramente oleosa. Cubra com um pano e deixe crescer até dobrar de volume.

Depois que a massa crescer, extraia o gás acumulado dentro dela dando-lhe uns apertões. Espere 10 minutos para que ela se recomponha. Feito isso, modele os pães e acomode-os em assadeiras untadas e enfarinhadas (fiz um pão de forma e um mais achatado, grande). Cubra e deixe crescer até dobrar de volume.

Leve ao forno preaquecido a 180ºC até que os pães fiquem com uma coloração castanha no topo (isso leva aproximadamente 1h).

Desenforme e deixe esfriar sobre uma grade.

Observação final:


O hômi, que torceu o nariz para o pão quando ouviu falar que levava arroz integral, tem comido generosas fatias todo dia. E sempre elogiando a maciez e o sabor. HA!

Bolo quádruplo de chocolate da Nigella

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Nas férias do ano passado, tive a oportunidade de assistir a um canal de TV por assinatura cheio de programas interessantes – muitos deles, de culinária (o GNT).

Foi quando eu tive meu primeiro contato com a Nigella Lawson. Até então, só sabia que era uma moça que lambia os dedos e a colher enquanto cozinhava. Hoje, sei que ela também tem um jeito afetado de falar, que é roliça e bonita (eu acho) e que tem uma mente gorda criminosa. ;-)

Um exemplo disso é esse bolo, que recebe o nome de bolo quádruplo de chocolate porque tem chocolate de quatro formas diferentes (em pó, em calda, em gotas, em raspas). Resolvi testá-lo como sobremesa na orgia de pizzas e foi sucesso absoluto. Por incrível que pareça, ele não é muito doce. E é um excelente companheiro para o sorvete de creme.

A receita foi anotada às pressas, durante um programa. Há uma seqüência de inclusão dos ingredientes, mas eu não me lembro direito.

Bolo de chocolate quádruplo
Receita adaptada do programa Nigella’s feasts

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Ingredientes:


1 2/3 xícara de farinha de trigo
1 1/3 xícara de açúcar
1/2 colher (chá) de fermento
175g de manteiga amolecida
1/2 xícara de cacau em pó não adoçado
1/3 de xícara de sour cream (usei coalhada; também é possível usar iogurte)
2 ovos
½ colher (chá) de essência de baunilha
1/2 xícara de água quente
1 xícara de gotas de chocolate

Modo de preparo:

Comece forrando uma forma de bolo inglês com papel alumínio e preaquecendo o forno a 170°C.

No processador de alimentos, bata a farinha, o açúcar, a manteiga, os ovos e a essência de baunilha. Adicione em seguida o cacau e a água quente e bata mais um pouco. Junte então o sour cream (ou a coalhada, ou o iogurte) para uma última batida.

Feito isso, é hora de acrescentar o fermento e misturá-lo delicadamente, à mão (não me lembro se a Nigella fez isso, mas acho que é recomendável – fermento não gosta muito de agito). Por fim, acrescente as gotas de chocolate e misture-as à massa.

Despeje a massa na forma de bolo e leve para assar por uma hora (faça o teste do palito para ver se está bom).

Tire o bolo do forno e prepare uma calda para despejar sobre ele – leve ao fogo ½ xícara de água, ½ xícara de açúcar e 1 colher (chá) de cacau eu pó. Misture bem e deixe ferver um pouco até engrossar. Despeje no bolo ainda quente.

Para terminar a perdição, espere que o bolo esfrie um pouco e salpique raspas de chocolate meio amargo em cima dele.

Observações:


* A dica de forrar a forma com papel alumínio é muito boa. Não é preciso untar nada, o bolo sai facinho da forma... e, claro, não tem assadeira para lavar!
* A Nigella fez o bolo no processador de alimentos, mas é bem provável que você possa fazer num liquidificador potente, ou com a batedeira, ou à mão, mesmo.
* Estou desconfiada de que o marcador de temperatura do meu forno não é confiável. O bolo demorou quase o dobro do tempo para assar.
* Não sei se foi porque ele assou por muito tempo, ou porque precisou esperar muito para ser comido. O fato é que se formou uma casca grossa e crocante sobre o bolo. Eu achei ótimo ;-)
* A massa do bolo que eu assei ficou com uma consistência que lembrava o brownie, uma delícia.
* Fuçando os blogs amigos, descobri que o Vitor Hugo, do Prato Fundo, também fez esse bolo, com pequeníssimas diferenças. Vale a pena conferir (o dele ficou mais bonito que o meu!).

Festival de pizzas

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A tão esperada orgia de pizzas que o hômi queria promover aqui em casa aconteceu nesta terça-feira de carnaval. Novamente usamos a receita do Jamie Oliver. E, novamente, foi um sucesso. Fizemos pizzas de quatro sabores: mozzarella (a preferida do hômi), calabresa, alho com alcaparras e margherita. Nossos convidados até ficaram tristes de tanto comer ;-)

Como um dos casais não pôde vir, sobrou massa de pizza na geladeira. E essa massa, claro, virou pizza no café da manhã do dia seguinte.

Pizza
Breakfast of the champions

Muffins salgados de legumes e lingüiça calabresa

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Acho que já comentei aqui que não é muito comum que eu me deixe arrebatar por uma receita. Normalmente, tenho uma fase de ‘flerte’ com ela – olho e olho para ela, até que o interesse supere a inércia ( e isso às vezes pode ser bem demorado).

Mas com os muffins de legumes da Joaninha, não teve jeito: fiquei doida para fazer! Tive de me esforçar para não fazer na mesma hora em que os vi.

O que mais gostei na receita é que ela é muito versátil – você pode substituir os legumes por outros de consistência semelhante, na mesma proporção; pode usar o queijo que tiver em casa; pode usar bacon, lingüiça calabresa defumada e, provavelmente, outros tipos de carne. Recomendo!

Muffin de legumes
Receita (muito) adaptada de Joaninha, do Chef Haruki

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Ingredientes:

175g de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 ovos
80 ml de leite
120g de queijo ralado (usei queijo canastra, mas você pode usar emental, mozzarela, cheddar...)
1 lingüiça calabresa de 100g picada em pedaços pequenos
1 cebola picadinha (usei uma roxa)
1 dente de alho picadinho
1/3 de cenoura ralada
½ batata média descascada e ralada
Salsinha picada a gosto
Sal e pimenta-do-reino moída na hora

Modo de preparo:

Aqueça o forno a 180°C e prepare 12 forminhas de muffin untando-as e salpicando-as com farinha (se preferir, use forminhas de papel e poupe-se deste trabalho).

Numa panela, refogue a lingüiça calabresa na própria gordura. Quando os cubinhos de lingüiça estiverem douradinhos, acrescente a cebola e o alho e deixe refogar um tempo. Quando eles estiverem macios, acrescente a cenoura e a batata raladas. Refogue mais uns minutinhos, acerte o tempero com sal e pimenta-do-reino, desligue o fogo e deixe esfriar.

Numa tigela pequena, misture o leite, os ovos e a salsinha. Reserve. Em outra maior, peneire a farinha e o fermento, adicione o queijo e misture bem. Em seguida, acrescente o refogadinho de legumes e lingüiça. Mais uma misturada. Por fim, adicione os ingredientes líquidos batidos e misture delicadamente, só para incorporá-los.

Encha 2/3 das forminhas com essa mistura e leve ao forno por cerca de 25 minutos ou até que fiquem douradinhos. Se quiser, salpique um pouquinho de parmesão ralado sobre os bolinhos antes de levá-los ao forno (não é realmente necessário, mas fica bonito).

Muffin de legumes

Swedish saffron buns

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Esta receita é típica da Suécia. Eles comem estes pãezinhos de açafrão no dia de Santa Lúcia (ou Santa Luzia), 13 de dezembro. A comemoração por lá é cheia de tradições interessantes, as moças usam ornamentos que lembram castiçais na cabeça... se quiser saber mais, clique aqui.

Bom, fiz a receita fora de hora, mas tenho uma boa desculpa para isso: sou filha de uma Lucia.

Ah, detalhe importante: este é um pão de fazer de um dia para o outro (a massa precisa passar a noite na geladeira).

Swedish saffron buns
Receita adaptada da Chanit, do blog My mom's recipes and more

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Ingredientes:


¼ de xícara de água quente
¼ de colher (chá) de pistilos de açafrão esmagados (o gosto fica forte, se quiser, use menos)
½ xícara de leite
¼ de xícara de açúcar
3 colheres (sopa) de manteiga
1 ¼ de colher (chá) de sal
1 ovo grande
1 gema grande (guarde a clara)
1 colher (sopa) de fermento biológico instantâneo
3 xícaras de farinha de trigo

Para pincelar os pãezinhos:
1 clara mais 1 colher (sopa) de água
¼ de xícara de açúcar granulado – opcional (eu não tinha e usei açúcar baunilhado)
Sultanas – opcional

Modo de preparo:


Coloque os pistilos de molho na água quente por 10 minutos (a água ficará quase vermelha).

Misture junto a água com açafrão, o leite, o açúcar, a manteiga, o sal, o ovo, a gema de ovo e a farinha. Trabalhe a massa até que ela fique macia e elástica. Depois disso, coloque-a numa tigela e deixe-a crescer em temperatura ambiente até ficar fofa, por 60 a 90 minutos (não precisa deixá-la dobrar de volume).

Terminado este descanso, tampe a tigela e leve à geladeira para passar a noite (não se preocupe, ela continuará crescendo, mas devagar).

No dia seguinte, extraia o ar da massa gentilmente e divida-a em 12 porções. Modele e enrole cada porção entre suas mãos para formar salsichas gorduchas, com cerca de 10 cm. Deixe-as descansar, cobertas, por 15 minutos. Unte e enfarinhe assadeiras enquanto espera.

Role cada salsicha na sua superfície de trabalho até obter uma ‘cobra’ de 38 cm (ela vai resistir e encolher um bocado, mas não se preocupe, é normal). Modele cada ‘cobra’ como um ‘8’ ou como um ‘S’ com as pontas bem enroladinhas.

Disponha os pãezinhos nas assadeiras e cubra com filme plástico ligeiramente untado e deixe crescer por 1h ou até que dobrem de volume. Na Antes que os pães terminem de crescer, aproveite para ligar o forno a 180°C.

Pincele os pães com a clara de ovo batida. Salpique açúcar granulado, se quiser. Asse os pães por 20 minutos ou até que adquiram uma cor dourada clara. Tire do forno e ponha passas no miolo da curva do ‘S’ (ou no buraquinho do ‘8’). Deixe esfriar em uma grade e sirva morno ou à temperatura ambiente.

Swedish saffron buns

Penne ao molho de lagarto na cerveja

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Penne ao molho de lagarto na cerveja

Sou totalmente avessa a jogar comida fora. Sempre que sobra um restinho de comida que está com cara de que não vai ter muita adesão numa próxima refeição, já fico com a cabeça fervilhando de idéias, pensando na forma de aproveitá-lo.

Depois de muito sanduíche de lagarto ao molho de cerveja preta, sobrou uma única fatia de carne e um tantão de molho. Poderia fazer um novo sanduíche e jogar o molho no lixo. Jogar o molho no lixo? Nem a pau, Juvenal!

Fiz assim: piquei em cubos pequenos uma lingüiça calabresa defumada e fritei-a na própria gordura. Acrescentei 1 cebola roxa e dois dentes de alho bem picados. Juntei 2 tomates picados (com pele e sementes, mesmo) e deixei apurar. Depois, foi só adicionar o molho do lagarto, a fatia de carne picadinha, misturar bem e deixar reduzir uns 40%.

Enquanto isso, cozinhei 180g de penne em água fervente com um pouquinho de sal. Quando ficou al dente (ou “autêntico”, como já dizia uma cozinheira por aí), escorri a massa, despejei no molho reduzido, misturei e servi, salpicado com folhas frescas de manjericão.

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