Rosca de coco e canela

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Esta é uma daquelas receitas nascidas do desastre e que acabam dando certo. Tudo começou no dia em que preparei os yeast rolls postados logo abaixo. No começo da receita, há uma mistura de água morna, fermento e açúcar que é deixada em repouso até que o fermento aja. Pois é, só que, da primeira vez em que eu fiz a mistura, o fermento ficou mortinho da silva. Esperei por 15 minutos e nada.

Deixei então essa mistura de lado e fiz uma nova. E não é que a mistura velha ‘vingou’ assim que a nova foi adicionada à farinha? Para não jogar fora ingredientes bons, resolvi guardar o líquido fermentado na geladeira para usar durante a semana.

E foi o que eu fiz. Pensando em fazer uns rolinhos de chocolate que apareceram num livro do Jamie Oliver, separei todos os ingredientes, dei uma olhada rápida no pote de farinha e pensei comigo: “ah, vai dar”. Não deu.

Tive um princípio de pânico quando vi a massa ainda grudenta e nada de farinha em toda a casa. Felizmente, a ajuda veio de um improvável pacote de coco ralado, que há tanto tempo esperava um fim digno. O resto é história...

Rosca de coco e canela

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

250ml de água morna
5g de fermento biológico seco instantâneo
1 xícara (de 200ml) de açúcar
450g de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
100g de coco ralado não-adoçado
Manteiga derretida (2 colheres de sopa devem dar)
Canela e açúcar para polvilhar
1 gema peneirada com 1 colher (chá) de água para pincelar

Modo de preparo:

Misture fermento, água e açúcar e deixe descansarem até que essa mistura espume. Tenha fé – se o fermento for bom e estiver na validade, uma hora ele espuma.

Enquanto isso, peneire sal e farinha juntos numa tigela. Faça um buraco no meio e despeje dentro dele o líquido fermentado. Com os dedos, vá incorporando o líquido à farinha. Misture tudo até obter uma massa lisa e um pouco grudenta.

Feito isso, polvilhe a sua superfície de trabalho com o coco ralado e despeje lá a massa. Este é o momento em que a receita fica diferente do normal. O que vai fazer a sua massa dar ponto é o coco ralado. Sove por uns 10 minutos, adicionando mais coco, sempre que precisar.

Quando a massa estiver no ponto, forme uma bola com ela e coloque-a em uma tigela untada com óleo vegetal (vire-a dentro da tigela para que toda a sua superfície fique untada). Cubra-a com filme plástico ou pano de prato e deixe-a descansar até que dobre de volume.

A massa cresceu? É hora de extrair o ar dela, apertando-a um pouco. Feito isso, abra-a na sua superfície de trabalho com a ajuda de um rolo de macarrão (dessa vez, o óleo da tigela onde a massa cresceu é que vai impedi-la de grudar). Estique-a até obter um retângulo com cerca de 1 cm de espessura. Pincele então a superfície da massa com um pouco de manteiga derretida e, por cima dessa manteiga, salpique coco ralado, canela e açúcar (devo ter usado uns 25g de coco ralado, 1 colher de sopa de açúcar e ½ colher de sopa de canela).

Enrole a massa que nem rocambole, apertando bem, mas com cuidado para não rompê-la. Enfie uma ponta do rocambole na outra para formar uma rosca. Disponha essa rosca em uma assadeira untada e enfarinhada e deixe-a crescer (faça uns talhos na superfície da rosca, se quiser – fica bonito). Enquanto isso, ligue o forno a 180ºC e deixe-o aquecer.

Quando a rosca tiver dobrado de volume, pincele-a com a gema, salpique mais canela, açúcar e coco e leve ao forno por cerca de 40 minutos ou até que ela fique douradinha.

Deixe-a esfriar numa grade por uns 30 minutos, antes de comer. Fica boa pura, com manteiga, com requeijão...

Notas finais:

Creio que seja possível misturar o coco (uns 60g) à farinha e ao sal peneirados. Neste caso, é bom separar um pouco da farinha para a hora de sovar a massa.

Essa massa provavelmente serve para fazer rolinhos – aqueles pãezinhos em espiral. Para isso, é preciso dividi-la em porções menores (2 ou 3) e abrir uma por uma, repetindo em todas o processo de pincelar manteiga, salpicar coco, canela e açúcar e enrolar como rocambole. Feito isso, pode-se cortar cada rocambole em fatias de 3 cm de espessura. Se quiser fatias bem bonitas, use uma linha para cortá-las (dica da Cinara e da Akemi!).

Rosca de coco e canela cortada

Roadhouse Yeast Rolls (nova versão) - a saga que não termina

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Como eu já devo ter contado aqui, tenho verdadeira obsessão por um pãozinho adocicado que é servido no Roadhouse Grill, um restaurante tex-mex daqui de Brasília. Passei o ano passado testando diversas receitas até que encontrei uma que, embora fosse chatíssima de fazer (pense numa massa grudenta...), dava pães bem parecidos com os originais.

Depois da quarta vez que fiz a tal receita, comecei a pensar se ela era assim, tão boa, quanto eu imaginava. Dava trabalho demais. Resolvi então tirar a prova-dos-nove. Passei no restaurante e comprei quatro pãezinhos. Levei pra casa, fiz a receita mais chata do mundo e depois comparei um com o outro.

O veredito? A receita que eu fazia podia - e devia - mudar. Havia água, fermento e açúcar demais. Daí o motivo de os meus pães não serem tão fofos quanto os originais. E de a massa ser essa coisa molenga e irritante.

A fornada mais recente
Carolina, esta é a receita que eu fiz! Espero que dê certo para você! 

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Ingredientes:

250 ml de água morna
1 xícara de açúcar
500 g de farinha de trigo
5 g de fermento biológico seco instantâneo
2 colheres (chá) de sal
4 colheres (sopa) de manteiga derretida

Modo de preparo:

Numa tigela, misture a água morna, o açúcar e o fermento e reserve. Em outra (grande), misture o sal e a farinha, fazendo uma cova no meio. Despeje então os ingredientes líquidos dentro – a manteiga derretida e a mistura de fermento. Com os dedos, vá incorporando o líquido à farinha.

Feito isso, transfira a massa para a sua superfície de trabalho devidamente limpa e enfarinhada e sove-a até que ela fique lisa e elástica (se necessário, acrescente um pouquinho mais de farinha, mas é pouquinho, mesmo – 50 g são suficientes).

Quando tiver terminado, forme uma bola com a massa e coloque-a numa tigela untada com óleo vegetal. Vire a parte da massa que ficou untada para cima e deixe-a crescer em local quentinho até dobrar de volume.

Terminado o crescimento da massa, aperte-a para extrair o gás que se acumulou. Modele os pães da maneira que desejar – dessa vez, fiz bolinhas lindas graças à técnica da Laila (beijos, Laila, obrigada!).

Disponha os pães em assadeiras untadas e enfarinhadas, pincele-os com um pouco de manteiga derretida (sempre esqueço essas pinceladas) e deixe crescer novamente.

Leve os pães para assar em forno preaquecido a 180°C por cerca de 25 minutos ou até que eles fiquem coradinhos. Pincele com manteiga novamente (eu não pincelei) e deixe esfriar numa grade.

A opinião do crítico:

O hômi, como era de se imaginar, é cobaia e crítico das minhas criações. Segundo ele, essa nova versão é muito melhor do que todas as anteriores. “Está mais gostoso do que os pães do Roadhouse”. Se ele falou, está falado! ;-)

Tabule (ou quase isso)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Uma das minhas saladas preferidas é o tabule. Com um pãozinho árabe ou acompanhando uma kafta, hummm...

Minha receita de tabule não é muito fiel à clássica, que leva pimenta síria e cebolinha e não tem pepino. As medidas dos ingredientes também são as que eu gosto. Mas vale como inspiração para quem quiser fazer, também.

Tabule

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Ingredientes:

½ xícara de trigo partido
½ cebola roxa picadinha
1 tomate em cubinhos
1 pepino japonês em cubinhos
Suco de 1 limão pequeno
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 colheres (chá) de sal
Salsinha e hortelã picadinhos, a gosto

Modo de preparo:

Deixe o trigo de molho em 1 xícara de água filtrada por 20 minutos (ele ficará inchado e macio). Escorra-o em uma peneira fina, espremendo um pouco para tirar o excesso de umidade.

Coloque-o em uma tigela e junte os tomates, a cebola e o pepino. Misture um pouco e, em seguida, tempere com o azeite, o suco de limão e o sal (ajuste o tempero às suas preferências!).

Como eu gosto de comer o tabule mais geladinho, levo-o à geladeira neste ponto. E deixo para acrescentar a salsinha e o hortelã antes de servir, para que eles não fiquem murchos por causa do tempero.

Essa porção dá para 2 pessoas com fome. Ou, no meu caso, para uma só, por duas ou três refeições (o hômi não é tão fã de tabule quanto eu).

Tô devagar, mas tô na área

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Tenho cozinhado pouco ultimamente. Não sei bem por quê. Preguiça, falta de inspiração... mas hoje pretendo retomar minhas atividades culinárias.

Não poderia deixar passar em branco um carinho que recebi da querida Luciana Macêdo, do Cafezinho das Cinco. Ela me indicou para receber o prêmio que já vi em vários blogs que freqüento:


Obrigada, Luciana!

1 - Este prêmio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons. Entende-se como "bom" os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários;

2 - Só se recebeu o "É um blog muito bom sim senhora", deve escrever um post incluindo:.a pessoa que lhe deu o prêmio com um link para o respectivo blog;.a tag do prêmio;.as regras;.e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prêmio;

3 - Deve exibir orgulhosamente a tag do prêmio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.

Quanto às indicações, vou ficar devendo. Há tantos blogs fantásticos que visito regularmente que seria impossível eleger apenas 7.

Pão de arroz integral

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Aqui em casa temos baixa adesão ao arroz integral (só eu como, para ser mais precisa). Tinha feito uma boa porção e estava comendo quase todo dia, mas no ritmo em que eu estava, não ia conseguir evitar que ele estragasse.

Resolvi dar uma de doida e testar fazer pão com ele. Tomei como referência uma receita de pão de batata, fiz ajustes aqui e ali e cruzei os dedos para dar certo. E não é que deu?

Pão de arroz integral

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Ingredientes:

500 g de farinha de trigo branca
250g de farinha de trigo integral
1 colher (chá) de sal (a quantidade vai depender de quanto sal houver no seu arroz integral)
600 g de arroz integral cozido
1 colher (chá) de fermento biológico instantâneo
1 xícara de água morna
2 colheres (chá) de açúcar
1 ovo
1/2 xícara de óleo de canola

Modo de preparo:


Em uma tigela pequena, misture meia xícara de água morna com o fermento e o açúcar e deixe agir.

Enquanto isso, em outra tigela, misture o restante da água, o óleo, o ovo e o arroz integral cozido. Mexa até formar um mingau grosso e, em seguida, utilize o mixer para afiná-lo um pouco. (eu não afinei demais porque não me importava de encontrar uns grãozinhos inteiros no pão). Por fim, adicione o líquido fermentado ao mingau e misture bem.

Misture os sal e as farinhas e forme um monte com eles na sua superfície de trabalho. No meio do monte, faça uma cova e despeje o mingau. Incorpore os ingredientes até formar uma bola de massa que desprenda das mãos.

Sove a massa por uns 10 minutos até que ela fique lisa (tanto quanto possível) e elástica. Feito isso, coloque-a numa bacia untada com óleo vegetal. Gire-a dentro da bacia para que toda a sua superfície fique ligeiramente oleosa. Cubra com um pano e deixe crescer até dobrar de volume.

Depois que a massa crescer, extraia o gás acumulado dentro dela dando-lhe uns apertões. Espere 10 minutos para que ela se recomponha. Feito isso, modele os pães e acomode-os em assadeiras untadas e enfarinhadas (fiz um pão de forma e um mais achatado, grande). Cubra e deixe crescer até dobrar de volume.

Leve ao forno preaquecido a 180ºC até que os pães fiquem com uma coloração castanha no topo (isso leva aproximadamente 1h).

Desenforme e deixe esfriar sobre uma grade.

Observação final:


O hômi, que torceu o nariz para o pão quando ouviu falar que levava arroz integral, tem comido generosas fatias todo dia. E sempre elogiando a maciez e o sabor. HA!

Bolo quádruplo de chocolate da Nigella

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Nas férias do ano passado, tive a oportunidade de assistir a um canal de TV por assinatura cheio de programas interessantes – muitos deles, de culinária (o GNT).

Foi quando eu tive meu primeiro contato com a Nigella Lawson. Até então, só sabia que era uma moça que lambia os dedos e a colher enquanto cozinhava. Hoje, sei que ela também tem um jeito afetado de falar, que é roliça e bonita (eu acho) e que tem uma mente gorda criminosa. ;-)

Um exemplo disso é esse bolo, que recebe o nome de bolo quádruplo de chocolate porque tem chocolate de quatro formas diferentes (em pó, em calda, em gotas, em raspas). Resolvi testá-lo como sobremesa na orgia de pizzas e foi sucesso absoluto. Por incrível que pareça, ele não é muito doce. E é um excelente companheiro para o sorvete de creme.

A receita foi anotada às pressas, durante um programa. Há uma seqüência de inclusão dos ingredientes, mas eu não me lembro direito.

Bolo de chocolate quádruplo
Receita adaptada do programa Nigella’s feasts

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Ingredientes:


1 2/3 xícara de farinha de trigo
1 1/3 xícara de açúcar
1/2 colher (chá) de fermento
175g de manteiga amolecida
1/2 xícara de cacau em pó não adoçado
1/3 de xícara de sour cream (usei coalhada; também é possível usar iogurte)
2 ovos
½ colher (chá) de essência de baunilha
1/2 xícara de água quente
1 xícara de gotas de chocolate

Modo de preparo:

Comece forrando uma forma de bolo inglês com papel alumínio e preaquecendo o forno a 170°C.

No processador de alimentos, bata a farinha, o açúcar, a manteiga, os ovos e a essência de baunilha. Adicione em seguida o cacau e a água quente e bata mais um pouco. Junte então o sour cream (ou a coalhada, ou o iogurte) para uma última batida.

Feito isso, é hora de acrescentar o fermento e misturá-lo delicadamente, à mão (não me lembro se a Nigella fez isso, mas acho que é recomendável – fermento não gosta muito de agito). Por fim, acrescente as gotas de chocolate e misture-as à massa.

Despeje a massa na forma de bolo e leve para assar por uma hora (faça o teste do palito para ver se está bom).

Tire o bolo do forno e prepare uma calda para despejar sobre ele – leve ao fogo ½ xícara de água, ½ xícara de açúcar e 1 colher (chá) de cacau eu pó. Misture bem e deixe ferver um pouco até engrossar. Despeje no bolo ainda quente.

Para terminar a perdição, espere que o bolo esfrie um pouco e salpique raspas de chocolate meio amargo em cima dele.

Observações:


* A dica de forrar a forma com papel alumínio é muito boa. Não é preciso untar nada, o bolo sai facinho da forma... e, claro, não tem assadeira para lavar!
* A Nigella fez o bolo no processador de alimentos, mas é bem provável que você possa fazer num liquidificador potente, ou com a batedeira, ou à mão, mesmo.
* Estou desconfiada de que o marcador de temperatura do meu forno não é confiável. O bolo demorou quase o dobro do tempo para assar.
* Não sei se foi porque ele assou por muito tempo, ou porque precisou esperar muito para ser comido. O fato é que se formou uma casca grossa e crocante sobre o bolo. Eu achei ótimo ;-)
* A massa do bolo que eu assei ficou com uma consistência que lembrava o brownie, uma delícia.
* Fuçando os blogs amigos, descobri que o Vitor Hugo, do Prato Fundo, também fez esse bolo, com pequeníssimas diferenças. Vale a pena conferir (o dele ficou mais bonito que o meu!).

Festival de pizzas

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A tão esperada orgia de pizzas que o hômi queria promover aqui em casa aconteceu nesta terça-feira de carnaval. Novamente usamos a receita do Jamie Oliver. E, novamente, foi um sucesso. Fizemos pizzas de quatro sabores: mozzarella (a preferida do hômi), calabresa, alho com alcaparras e margherita. Nossos convidados até ficaram tristes de tanto comer ;-)

Como um dos casais não pôde vir, sobrou massa de pizza na geladeira. E essa massa, claro, virou pizza no café da manhã do dia seguinte.

Pizza
Breakfast of the champions

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