Cookies de aveia, gotas de chocolate e macadâmia

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Olá! Estamos de volta à nossa programação normal!

Aproveito o meu retorno para contar que, aos poucos, estou superando um trauma: os cookies. Com raras exceções, não costumo ter muito sucesso nas fornadas que faço - e por incompetência minha, já que quase sempre uso receitas campeãs da Patrícia e Cinara, que dispensam apresentações.

Por um tempo, relutei em enfrentar os cookies de novo. Mas recobrei a coragem e ataquei outra vez, usando uma receita de um livro que ganhei de natal.

E não é que ficou bom? Os cookies ficaram fofos e muito gostosos. Da próxima vez que os fizer, acho que só vou reduzir um tiquinho a quantidade de açúcar.

Cookies de aveia, chocolate e macadâmia
Receita adaptada do livro "Receitas Caseiras - Biscoitos", de Le Cordon Bleu.

Quer salvar esta receita no Pinterest ou nos seus bookmarks? Encontre-a no novo endereço do blog: nocalordofogao.com.br
O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

125g de farinha sem fermento
½ colher (chá) de bicarbonato de sódio
½ colher (chá) de fermento em pó
½ colher (chá) de sal
100g de açúcar mascavo escuro
125g de manteiga sem sal
1 ovo, ligeiramente batido
1 colher (chá) de extrato ou essência de baunilha
1 colher (sopa) de leite
160g de flocos de aveia
60g de gotas de chocolate meio amargo
60g de macadâmia torrada e picada grosseiramente

Modo de preparo:


Aqueça o forno a 180°C. Peneire a farinha com o bicarbonato de sódio, o fermento em pó e o sal.

Forme um creme com os açúcares e a manteiga (pode usar a batedeira ou bater à mão, se estiver animada). Adicione o ovo, a baunilha e o leite, batendo bem até obter uma massa lisa. Misture os ingredientes peneirados e mexa bem. Por fim, junte os flocos de aveia, as gotas de chocolate e a macadâmia e misture até incorporá-los.

Com uma colher de sopa, forme bolotas com a massa e coloque-as em assadeiras forradas com papel-manteiga. Deixe uma distância de 5 cm entre elas (a massa espalha bastante). Leve ao forno durante 12 minutos ou até que fiquem moreninhos.

Neste ponto, há uma discordância entre o que eu fiz e o que o livro pedia para fazer. Eu deixei que os cookies descansassem um pouco na assadeira antes de removê-los para a grade onde eles esfriariam. Mas o livro pede que eles sejam levados imediatamente para a grade, assim que saem do forno. Da próxima vez, vou fazer como o livro indica só para saber o que acontece.

Notas finais:

* Hoje, relembrando os meus muitos fracassos, penso se não deveria ter deixado a massa por mais tempo na geladeira – preparei meus cookies em dias muito quentes. Bom, só testando mais para ver.

* A receita original levava raspas de laranja e, no lugar das gotas de chocolate e da macadâmia, 125g de uvas-passas. Imagino que fique bom também (só acho que é muita uva-passa, até para mim, que gosto).

* Essa receita é meio banal, fiquei pensando se valia a pena publicá-la. Depois cheguei à conclusão de que ela tem uma grande qualidade – se ela conseguiu ficar boa comigo, deve ficar boa com qualquer um ;-)

A partida dos que não voltaram

quarta-feira, 30 de abril de 2008


Este mês foi um sufoco. Muito trabalho, muito a estudar, diarista de licença médica... não sobrou tempo ou inspiração para a cozinha e, conseqüentemente, para este espaço.

E agora, quando eu resolvo postar, é para contar que ficarei afastada por mais alguns dias - vou visitar minha avó neste feriado, numa cidadezinha daquelas que você fala o nome e, em seguida, uma cidade de referência (Pereira Barreto, que é perto de Andradina, Araçatuba e Rio Preto).

Antes de sumir de novo, não podia deixar de agradecer o carinho da Mel, do Angu & Pirão, que me indicou para receber o selo "Este blog é um mimo". Adorei!

Aliás, não deixem que conhecer o Angu & Pirão! Além de ser uma cozinheira de mão cheia, a Mel coloca em toda a receita uma história interessante - de um ingrediente, do prato em si... é bom demais.

Agora vou arrumar as malas, pois vamos sair amanhã beeeeem cedo. Até mais!

Muffins para ele

segunda-feira, 31 de março de 2008

Dia desses, o hômi me viu colocar no freezer uns muffins de granola e veio logo perguntar:
- Não tem muffin para mim?
- Pode comer esses daqui, são nossos.
- Acho que você não entendeu. Não tem muffin PARA MIM?

Para ele, muffin não é de aveia, não é de frutas, não é de castanhas. É de chocolate – de preferência, com gotas de chocolate. Então, para mimá-lo um pouco (mais), resolvi fazer os Triple Chocolate Muffins da Cinara.

Triple Chocolate Muffin

Fiz a receita do jeitinho que a Ci ensinou – só substituí as gotas de chocolate branco (que eu não tinha) por gotas de um chocolate meio amargo com mais cacau. Ficou muuuuito bom. Eu só trocaria as forminhas que eu usei, que eram de papel comum, por aquelas que a Agdá me deu (os muffins saem fácil, fácil, delas).

Fisgada pelo Estômago

quarta-feira, 26 de março de 2008

Nos últimos dias vi tantos posts legais sobre o filme “Estômago” que não vejo a hora de ele estrear em circuito comercial.

Gostei especialmente dos posts da Neide, que contou suas impressões sobre o filme e, em seguida, postou receitas inspiradas nele. Entre elas, um linguine à puttanesca que povoou meus pensamentos por vários dias.

Outra noite, não resisti: preparei um espaguete com o tal do molho. Segui a receita dela de cabo a rabo, tirando só a pimenta, a contragosto (o hômi não come pimenta :-P).

Espaguete à Puttanesca

Neide, boa demais, a sua receita! Só não me animei a preparar a farofa de formigas porque as daqui de casa são pequenas e muito espertas ;-)

Minha dietética vida

segunda-feira, 24 de março de 2008

Quando eu passo muito tempo sem dar as caras por aqui, há uma grande probabilidade de eu estar fazendo dieta. Além de alguns gramas (e o bom humor), as dietas também me fazem perder a vontade de postar.

Mas isso não significa que eu não esteja cozinhando nada. Na segunda passada, por exemplo, fiz três sopas: carne com cenoura, batata, abobrinha, repolho e salsão; frango com berinjela, batata-baroa e abóbora; e creme de abóbora com batata-baroa e salsinha.

Sopas

Na noite de quarta, pincelei com azeite e grelhei fatias de abobrinha, berinjela e cebola. Servi com molho chimichurri, receita da sogra da Sylvia (obrigada, Sylvia! Adorei!).

Legumes grelhados com chimichurri

Em uma tarde modorrenta, preparei muffins de banana e granola para os momentos de desespero.

Muffin de granola

Mas, infelizmente, isso tudo ainda é pouco para a minha mente gorda e saudosa de carboidratos simples e lipídios.

Anchova, muito prazer!

sexta-feira, 14 de março de 2008


Anchovas são uma descoberta recente para mim. Como boa parte das pessoas da minha geração, eu aprendi a associá-las a horríveis pizzas de alici, feitas sem o menor critério, que ficavam muito salgadas e nos forçavam a beber litros de coca-cola (bom, dessa parte, eu até que gostava).

No ano passado, depois de ver várias receitas usando esses peixinhos, resolvi comprar um pote. E não me arrependi. Usadas em quantidades pequenas, elas conferem um sabor muito especial a qualquer prato.

Curiosa que eu sou, resolvi pesquisar um pouco sobre as minhas novas amigas. Compartilho com vocês as minhas descobertas.

A anchova (anchoveta, enchova, anchova européia) é um peixe marinho da família Engraulididae. Não mede mais do que 20 cm, é prateado e tem o dorso verde-azulado. Nada em cardumes compactos e pode ser encontrado no Mar Mediterrâneo, no Mar Negro e nos oceanos Atlântico e Pacífico.

Antes muito abundantes, as populações de anchova têm diminuído em todo o mundo, vítimas da indústria pesqueira.

Não é muito comum achar anchovas frescas para vender – as que encontramos no comércio normalmente já passaram por um processo de ‘cura’ – foram evisceradas e deixadas em salmoura para maturação. Vem daí o sabor forte e salgado, tão característico delas.

No comércio, é comum encontrá-las enlatadas ou em potes de vidro, envolvidas por um pouco de óleo. Podem estar inteiras, em filés ou enroladas em alcaparras. Também são encontradas sob a forma de pasta, dentro de potes de vidro ou bisnagas.

Não é de hoje que as anchovas estão presentes nas cozinhas européias. Na Roma antiga, elas eram utilizadas na preparação de um condimento conhecido como garum. Na Itália, são essenciais no bagna càuda (prato típico piemontês), como cobertura de pizzas e no molho à puttanesca. Elas fazem parte, ainda, do molho inglês Worcestershire e da manteiga Café de Paris (pelo menos, de algumas versões dela).

Nas minhas pesquisas, vi que as anchovas também são consumidas na Ásia, em preparações fermentadas ou salgadas e secas ao sol, mas não encontrei muitas informações a respeito disso.

Ah, por fim, vale uma explicação: há, pelo menos aqui no Brasil, um outro peixe conhecido como anchova, que é bem maior e não tem relação com a anchova européia. Esse peixão é da família Pomatomidae e é conhecido como bluefish, em inglês, e anjora, em espanhol. Também é bom demais.

Fontes usadas na minha pesquisa: Larousse Gastronomique e Wikipedia.

Tortilla de batatas - uma fritada muito da boa

quinta-feira, 13 de março de 2008

Outro dia, visitando o blog da Karen, deparei com tortillas de batatas. Eu morria de curiosidade em relação a elas desde que passei as férias em Buenos Aires, em 2006. Fui a vários bares/lanchonetes que tinham as tais tortillas no cardápio, mas sempre ouvia dos meus amigos que moram lá que não valia a pena pedir - era só uma fritada de batata e cebola.

Resolvi fazer aqui em casa - evidentemente, com adaptações e algumas invencionices. Como disse à Karen, no fundo, a tortilla é isso, mesmo: uma fritada de batata e cebola. Mas é tão bom!

Tortilla de batata
Receita adaptada - fonte: Karen (Kafka na Praia) e Lara Leal (Ratatouille)


Quer salvar esta receita no Pinterest ou nos seus bookmarks? Encontre-a no novo endereço do blog: nocalordofogao.com.br
O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

1 batata de 180g cortada em rodelas finas
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 ovos médios
1 cebola roxa cortada em cubinhos (pense na possibilidade de cortar em tirinhas, que fica bem bonito)
2 filés de anchova
1 bisnaguinha de pão branco em cubinhos (use pão de forma, que também funciona)
1 colher (chá) de alho desidratado granulado (um dente de alho picadinho também funciona)
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Salsinha picada a gosto
Queijo parmesão em lascas (era o que eu tinha em casa - usei 1/4 de xícara)

Modo de preparo:

Aqueça uma colher (sopa) de azeite numa frigideira antiaderente e coloque as rodelas de batata para fritar, tomando o cuidado de virá-las de vez em quando para que dourem por igual. Enquanto isso, esmague os filés de anchova num potinho e misture com a cebola. Adicione essa mistura à frigideira onde estão as batatas e deixe que cozinhe até as cebolas ficarem translúcidas. Quando esse refogado estiver pronto, tire-o do fogo, disponha numa tigela e reserve.

Na mesma frigideira em que preparou as batatas, aqueça mais uma colher de azeite e frite o alho e os cubinhos de pão até dourar. Tire do fogo e misture delicadamente às batatas (tente não partir as rodelinhas de batata, que elas ficam mais bonitas inteiras).

Pronto, agora é só bater os dois ovos e temperá-los com pimenta do reino, salsinha e sal a gosto (cuidado com o sal - o filé de anchova tem um pouco).

Arrume a mistura de batatas num refratário pequeno, despeje por cima a mistura de ovos e salpique com as lascas de parmesão.

Leve ao forno preaquecido a 200ºC por 10 minutos ou até que o queijo derreta. Rende uma porção para uma pessoa faminta ou para duas com menos fome.

Observações:

A receita original pede alho-poró e uma pitada de páprica picante para refogar junto com as cebolas e batatas. Também pede queijo gorgonzola, em vez de parmesão. Como não tinha todos os ingredientes em casa, improvisei e fiquei satisfeita com o resultado. Se eu fosse você, provava as duas versões - é o que eu vou fazer ;-)

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