Smoothie da Lica

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Smoothie de banana e amora

Como eu já devo ter choramingado aqui antes, estou travando uma luta árdua com a balança. Árdua e desleal - a balança conta com a ajuda de poderosos aliados: a minha paixão por sorvetes e o calor que faz lá fora, que está de doer.

Depois de subir e descer pelas paredes diversas vezes (de tanta vontade de qualquer coisa doce, gelada e substanciosa), vi uma idéia simples, mas genial, da queridíssima Lica: congelar bananas bem maduras antes que elas estraguem e depois usá-las em smoothies, no lugar do sorvete. Para congelar as bananas, basta descascá-las, picá-las em pedaços e acomodar em um saquinho de congelamento. Creio que, em duas horas de freezer, elas já estejam prontas para usar (eu as esqueci lá de um dia para o outro).

Para este smoothie da foto, você precisará de 1 copo de leite desnatado (240ml), 2 bananas congeladas e 1 bom punhado de amoras frescas ou congeladas (as minhas também estavam no freezer). Daí, é só bater num bom liquidificador e servir num copo grande, decorando com umas amorinhas.

Fica super cremoso, bem fresquinho e não precisa adoçar (as bananas maduras dão conta do recado).

Vale dizer que o sabor dominante é o da banana (o que, para mim, não tem o menor problema ;-)). Assim, se você quiser um gosto mais pronunciado de outra fruta no seu smoothie, use mais amoras ou uma frutinha com mais personalidade. De preferência, uma de cor forte e bonita, para que fique bem coloridão.

Lica, obrigada por dividir essa idéia tão legal com a gente! Você é o máximo!

Ah, falando em gente que é o máximo, antes que eu termine esse post, quero agradecer a Simone e a Téia, que me presentearam com este selinho aqui, ó:

Meninas, vocês são uns amores - além de serem poderosas fontes de inspiração :-) Obrigada!

O que vem por aí...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ontem, Brasília viveu o dia mais quente desde a sua fundação, há quase 49 anos: indecentes 35,8ºC. A umidade ficou em 13%. Nessas condições climáticas, não dá a menor vontade de passar perto da cozinha (só para beber algo gelado e olhe lá). Mas, para não dizer que eu não tenho feito nada comestível, vou mostrar algumas das delícias que devem aparecer por aqui daqui a alguns meses:

Meus futuros pés de manjericão gigante

Meus futuros tomateiros

Meus futuros pés de erva-doce (meio judiados pelo calor)

Além dessas belezinhas, plantei salsinha, tomilho e estragão. Mas esses, a minha câmera sem-vergonha ainda não consegue captar.

Um dia hei de ter um quintalzinho. Aí, ninguém me segura ;-)

Biscoitos de macadâmia

quinta-feira, 23 de outubro de 2008


Como eu já devo ter contado aqui antes (e vocês já devem ter comprovado pelos meus posts), biscoito não é exatamente o meu forte. Eu tenho as mãos muito quentes e deixo a massa mole enquanto a trabalho. Além disso, sou meio estabanada, e os biscoitos não costumam gostar disso. Mas eu continuo insistindo.

Ontem, tive a chance de teimar mais um pouco. Resolvi assar alguns biscoitos para uma colega de trabalho do hômi, que viajou ao Japão e trouxe para mim uma porção de papéis de origami, um mais fofo que o outro.

Para isso, tomei como referência essas lindas bolachas recheadas da Marizé. Adaptei a receita aos ingredientes que tinha em casa e às minhas parcas habilidades.

Biscoitos de macadâmia
Receita adaptada de Marizé, do Tachos de Ensaio, que por sua vez utilizou uma receita do Le Cordon Bleu.

Quer salvar esta receita no Pinterest ou nos seus bookmarks? Encontre-a no novo endereço do blog: nocalordofogao.com.br

O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:


90g de macadâmias torradas, sem sal
220g de farinha de trigo sem fermento
90g de manteiga gelada
1 colher (chá) de extrato de baunilha (usei o que eu fiz, seguindo orientações da Ci!)
90g de açúcar de confeiteiro (caster sugar)
1 ovo batido

Modo de preparo:

Para preparar esta receita, usei o multiprocessador. Primeiro, moí as macadâmias nele até obter uma farinha grossa. Em seguida, troquei a lâmina pelo batedor de massa, acrescentei os ingredientes secos previamente peneirados e, por cima, a baunilha, o ovo batido e a manteiga cortada em pedaços. Pulsei até obter uma massa consistente, que pudesse ser moldada.

Tirei a massa do copo do multiprocessador, modelei em forma de bola, enrolei em filme plástico e levei à geladeira por 1h. Enquanto isso, forrei algumas assadeiras com papel manteiga.

Decorrido esse tempo, começou o trabalho de formiguinha. Para não deixar a massa esquentar, mantive-a na geladeira o tempo todo, tirando pequenas porções de cada vez. Cada porção foi colocada entre duas folhas de papel manteiga e aberta com rolo de massa até atingir a espessura de 5mm. Depois de cortados, os biscoitos iam para as assadeiras preparadas e as aparas de massa voltavam para a geladeira para resfriarem de novo. Segui esse processo até toda a massa acabar.

Levei ao forno preaquecido a 180ºC e assei até que as bordas dos biscoitos ficassem levemente douradas (de 15 a 20 minutos). Rendeu 21 corações grandes.

Impressões finais:

- Como a Marizé avisou, a massa fica meio mole. Assim, se a sua cidade está quente, é melhor seguir o procedimento de formiguinha que eu fiz.
- Os biscoitos ficaram incríveis. O sabor é suave, delicado, doce na medida certa. São crocantes, mas parecem derreter na boca. E o cheiro? Affff...

Um pão sem receita (ainda)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Pão integral cortado
Perdoem o visual sinistro, coisa de foto tirada à noite...

Sou viciada em cheiro de pão saindo do forno. Por isso, adoro quando tenho um pretexto para assar um pãozinho. E o pretexto do momento é a dieta. Sim, eu e o hômi estamos encarando firmemente as nossas dietas, já que não suportamos mais encarar nossas panças. O problema é que o hômi é louco por carboidratos. Ele não suporta a idéia de ficar sem um biscoitinho, um pãozinho, um sanduichinho à noite. Dos males, o menor: que o pão seja integral, feito em casa.

Daí que ontem eu fiz um pão integral usando uma receita tirada do caderninho da mamãe. Estranhei o fato de não haver nenhum comentário nela - minha mãe gosta de deixar sua avaliação nas receitas, bem como as alterações que fez. Mas segui em frente. Logo vi que a receita não tinha anotações porque nunca tinha sido testada. Isso explicava o desequilíbrio dos ingredientes.

Bom, depois de rebolar mais do que pirulito em boca de banguela para salvar a receita, acabei conseguindo um bom resultado: um pão saboroso, cheirosíssimo, de casquinha crocante e miolo macio. O problema é que mexi tanto que não sei dizer precisamente quanto, de fato, foi usado de cada ingrediente.

Assim, o pão de ontem por ora vai aparecer sem receita, mas com a promessa de voltar aqui com receita acertada.

Fogaça de azeitonas

domingo, 19 de outubro de 2008

Essa receita saiu de um livro lindo, português, chamado “Pães, pãezinhos e bolinhos”. Imagino que a fogaça seja uma parenta da focaccia italiana e da fougasse francesa. De qualquer forma, é um pão muito gostoso e que merece um repeteco aqui em casa. Ah, com uma ressalva: tem que ter mais azeitonas (reivindicação do hômi, que é louco por azeitonas).

Fogaça de azeitonas
Receita extraída de “Pães, pãezinhos e bolinhos”, da coleção Guias Verbo de Culinária.

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Ingredientes:


450g de farinha de trigo (pode ser que você não use tudo isso – eu devo ter usado no máximo 400g)
5g de fermento biológico seco instantâneo
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de açúcar
3 colheres (sopa) de azeite

Para cobrir:

10-12 azeitonas verdes descaroçadas (drene bem as azeitonas – depois de tirá-las do vidro, deixe que elas escorram uns 15 minutos dentro de uma peneira)
Sal grosso (se usar o de churrasco, quebreoe em pedaços menores)
Folhinhas de alecrim (opcional)

Modo de preparo:


Numa vasilha grande, deite a farinha, o fermento, o açúcar e o sal e misture-os bem. Faça uma cova no meio deles e despeje ali 250ml de água morna e 1 colher (sopa) de azeite. Misture até que a massa comece a se formar. Transfira-a para a sua superfície de trabalho levemente enfarinhada e sove até que ela fique lisa e elástica.

Forme uma bola com a massa e coloque-a numa tigela grande, coberta com filme plástico. Deixe assim até que a massa dobre de volume.

Feito isso, devolva a massa para a superfície de trabalho e sove novamente por 3 a 4 minutos.

Unte uma forma redonda (eu usei uma média retangular) com 1 colher (sopa) de azeite. Coloque a massa na forma e pressione-a com a ponta dos dedos, espalhando-a até deixá-la com uma espessura de uns 2cm. Para adiantar o processo, você pode abrir um pouco a massa com um rolo antes de colocá-la na assadeira. Cubra com um pano e deixe crescer por 30 minutos – aproveite e coloque o forno para aquecer a 200ºC.

Antes de levar a fogaça ao forno, faça pequenas covas com a ponta dos dedos em toda a superfície da massa. Pincele com o azeite restante. Distribua as azeitonas pela fogaça, calcando-as. Polvilhe com sal grosso. Se quiser, finque as folhinhas de alecrim pela superfície da fogaça (onde não houver buraco nem azeitona ;-)).

Asse por 30 minutos ou até que a fogaça fique dourada. Deixe esfriar um pouco sobre uma grade antes de comer.

Aqui em casa, nós cortamos a fogaça em quadradinhos e servimos ao lado de um prato fundo com uma mistura de azeite, vinagre balsâmico, pimenta rosa e alecrim. Assim, quem quisesse podia passar o pedaço de fogaça nesse ‘molho’ antes de comer.

Fogaça de azeitonas

Brownie da Rita Lobo

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Minha irmã me presenteou com um livro da Rita Lobo, “Cozinha de Estar”, e eu o levei para uma viagem curtinha que fiz com o hômi. Grande erro – fiquei na maior fissura de cozinhar e só reencontraria meu fogão em uma semana.

Mas assim que chegamos, resolvi: testaria uma receita do livro na primeira oportunidade que tivesse. A ocasião foi um almoço para a minha sogra, que estava na cidade passando uns dias. E a receita testada foi brownie.

Ficou delicioso. Daqueles que dá medo de ter em casa, porque só se pára de comer quando (todo) o fundo da assadeira aparece. Precisei fazer algumas adaptações: a receita original pedia nozes e passas, que o hômi detesta. Para não deixar o brownie tão simplesinho, resolvi enterrar quadradinhos de chocolate amargo na massa assim que ele saiu do forno. É de comer rezando.

Brownie com sorvete
Receita adaptada de Cozinha de Estar, da Rita Lobo.


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Ingredientes:


200g de manteiga
200g de chocolate meio amargo picado (usei um com quase 70% de cacau)
3 ovos
1 ½ xícara de açúcar refinado
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó (cheia)
*50g de chocolate amargo ou meio amargo em pedacinhos para enterrar no brownie quente (opcional, mas altamente recomendado)

Modo de preparo:


Preaqueça o forno a 180ºC. Unte uma assadeira retangular média com manteiga e polvilhe-a com farinha de trigo.

Derreta o chocolate meio amargo picado com a manteiga numa panela em fogo bem baixo, mexendo sem parar. Assim que derreter, transfira para uma tigela grande.

Bata os ovos com o açúcar na batedeira até que a mistura fique esbranquiçada. Com uma colher de pau, misture os ovos abatidos e o chocolate derretido.

Em uma outra tigela, peneire juntos a farinha e o fermento. Adicione-os aos poucos à mistura de ovos e chocolate, mexendo delicadamente para incorporar tudo.

Despeje a massa na assadeira (ela é densa, por isso, sinta-se à vontade para espalhá-la melhor usando uma colher). Leve ao forno e asse por 30 minutos.

Retire o brownie do forno (não se assuste com o aspecto úmido). Enterre nele ainda quente os pedacinhos de chocolate. Sirva morno, com sorvete de creme.

Considerações finais:

- Sempre li que brownie não leva fermento. Bom, essa receita leva um tiquinho. Como esse é meu primeiro brownie, não sei nem dizer se faz diferença ou não ter essa colherzinha de fermento. Vou testar outras receitas para descobrir.
- A Rita Lobo é um espetáculo. Linda, viajada, talentosa e amigona das panelas. Se eu fosse criança, ia querer ser que nem ela quando crescesse. Mas agora é tarde :-P

Voltando...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Como trabalhadora autônoma, eu não tenho férias em um período determinado. Todo dia pode ser um dia de trabalho. E todo dia pode ser um dia de folga. Assim, aproveitei o último mês para descansar um pouco ao lado do hômi, que esteve em férias de fato no último mês - daí as postagens minguadas. Mas agora estou de volta!

Logo, logo, virão as postagens do que eu cozinhei neste período. Mas, por ora, vou agradecer a lembrança carinhosa da Juliana, do blog Que tal um risoto?, que me indicou para o selo "Esse blog vicia!". Obrigada, Ju! Adorei!

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