Picadinho à Heineken

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sempre olhava com uma certa desconfiança para esses pratos em que a gente não tem que fazer muita coisa. ‘Como assim, não precisa nem refogar a cebola?’. Até que, um dia, tomei coragem e fiz o lagarto na cerveja preta que a Dani e a Akemi fizeram (receita mais do que repetida aqui em casa).

Esta é mais uma variação dessa idéia, aproveitando o que eu tinha em casa. Fica deliciosa! Como o molho rende bastante, recomendo que você retire o excesso dele antes de servir a carne e que o congele, para depois usar como base em molhos de tomate. Certeza de que você não vai se arrepender.

Picadinho à Heineken

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Ingredientes:

500g de coxão mole cortado em tirinhas
1 lata de molho de tomate pronto (tipo Pomarola)
1 pacote de sopa de cebola
1 cebola cortadas em gominhos
3 dentes de alho espremidos
6 batatas pequenas cortadas em 4 pedaços, cada
1 lata de cerveja (usei uma Heineken, mas use a que preferir)

Modo de preparo:

Há duas formas de fazer essa receita. A de preguiçoso é assim: deite um fiozinho de azeite na panela de pressão frite a carne até dourar. Feito isso, adicione o restante dos ingredientes, mexa com uma colher para distribuí-los na panela, tampe e aguarde formar pressão. Quando isso acontecer, abaixe o fogo e conte 40 minutos. Terminado esse tempo, apague o fogo, deixe a pressão sair e sirva.

Como eu tinha esquecido de tirar a carne do freezer e estava com muita, muita preguiça, fiz assim: coloquei meu blocão de carne congelada na panela de pressão, adicionei os demais ingredientes em volta, mexi um pouquinho só para distribuir tudo, tampei e levei ao fogo alto. Quando a pressão se formou, abaixei o fogo e contei 40 minutos. Ao final desse tempo, deixei a pressão sair naturalmente da panela e pronto.

Considerações finais:

Se você prefere a batata mais durinha, recomendo que a acrescente nos 10 minutos finais do cozimento (siga todos os procedimentos de segurança com a panela de pressão, hein? Nada de abrir a danada sem ter feito a pressão sair todinha).

Pessoalmente, adorei poder amassar as batatinhas ultramacias com o garfo e fazer um purê no meu prato, mesmo.

(Mais um) antepasto de berinjela

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Adoro berinjelas. Em antepasto, então... mas, como boa inventadeira de moda, cada vez faço de um jeito diferente. Dessa vez, usei anchovas e pimenta calabresa. Ficou muito bom!

Antepasto de berinjela

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Ingredientes:


2 berinjelas grandes
Sal
1 fio de azeite
1 colher (chá) de alho desidratado granulado (também serve alho fresco, picadinho)
2 filés de anchova em conserva
1 pitada de pimenta calabresa
Orégano a gosto

Modo de preparo:

Corte as berinjelas em tirinhas, polvilhe-as com sal e coloque-as em um escorredor de massas, com um peso em cima, para que elas soltem líquido e percam o amargor. Deixe assim por uns 20 minutos.

Feito isso, escorra as berinjelas e enxágüe para tirar o excesso de sal. Feito isso, aqueça um fio de óleo em uma frigideira grande, leve as berinjelas ao fogo e deixe que elas refoguem por uns 5 minutos, mexendo de vez em quando.

Abra um espaço no meio da frigideira e coloque lá os filés de anchova, partindo-os em pedacinhos com o auxílio de uma colher de pau. Misture as berinjelas com a anchova partidinha. Acrescente o alho, a pimenta e o orégano e mexa bem. Depois de mais uns 5 minutos, prove o tempero e veja se é necessário acrescentar mais sal. Apague o fogo e, se quiser acrescente um fio de azeite, misturando bem.

Deixe esfriar antes de servir para que o sabor se intensifique.

Bolo de milho

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Bolo de milho

Como já dizia Pedro Bial, estamos de volta!

Ah, eu adoro o meu multiprocessador. Confesso, antes não tínhamos relações muito amistosas. Pra falar a verdade, eu morria de medo dele – nunca esqueço do dia em que moí amêndoas e fugi que nem galinha levando passa-fora por causa do barulho que ele fez.

Essa receita foi toda feita nele. É um bolo tão gostosinho, tão molhadinho, daqueles que nasceram para uma xícara de café!

Bolo de milho
Receita adaptada d’O Grande Livro de Receitas de Claudia

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Ingredientes:

1 lata de milho cozido no vapor em conserva (a receita original pedia 2 espigas de milho verde, mas eu infelizmente não as tinha)
¼ de xícara de leite
1 xícara de açúcar
¾ de xícara de manteiga em temperatura ambiente
2 ovos
½ xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento químico em pó

Modo de preparo:


Se usar o multiprocessador, faça assim: coloque no copo do multiprocessador o milho e o leite e processe até ficar homogêneo. Acrescente então a manteiga e o açúcar e, novamente, processe até homogeneizar. Acrescente os ovos e pulse mais um pouco até misturar bem. Acrescente a farinha e o fermento e bata até que a mistura fique... ahn, homogênea (não estou boa em achar sinônimos hoje).

Depois disso, é só deitar a massa a uma assadeira com furo no meio com 20cm de diâmetro, untada com manteiga e enfarinhada. E levar ao forno preaquecido a 200ºC até que ele passe no teste do palito.

Se não tiver multiprocessador, o processo de preparo da massa muda um pouco. Primeiro, bata o milho e o leite no liquidificador até ficar homogêneo. Reserve.

Na tigela da batedeira, bata a manteiga e o açúcar até obter um creme claro. Acrescente os ovos e bata bem. Por fim, adicione o milho batido, a farinha e o fermento e bata mais, até obter uma mistura homogênea (última vez que uso essa palavra, prometo).

Espero que gostem!

Já está ficando chato...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008


Já estou com vergonha de fazer isso de novo neste ano, mas é preciso - melhor avisar do que preocupar os amigos, né. Vou passar uns 10 dias meio (ou totalmente) ausente dessas bandas resolvendo algumas questões pessoais (nada de grave ou terrível - o problema é só a urgência). Depois disso, volto com carga total! Beijos, obrigada pela compreensão e até lá!

Pão integral de batata e aveia

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Pão integral de aveia e batata

Se existe uma atividade que exercita a minha humildade, esta atividade é fazer pão. Depois de uma seqüência de fornadas bem sucedidas, eu começo a pensar: agora sim, acho que já sei fazer o básico, talvez dê pra tentar massas mais desafiadoras, como aquelas de fermentação natural (que me dão arrepios só de pensar).

Aí, eu tropeço em algum passo elementar. E me vêm à cabeça as sábias palavras do Sr. Miyagi: “primeiro pintar a cerca, depois aprender caratê”. Ainda tenho muita cerca para pintar até conseguir fazer pão que nem gente grande.

Bom, este pão foi aquele cuja foto eu publiquei há alguns dias, sem receita. Hoje resolvi fazê-lo como deve ser. Medi todos os ingredientes, trabalhei a massa, deixei crescer, modelei... e aí, na segunda fermentação, pus tudo a perder - fui fazer outra coisa e esqueci dos pães, que descansaram por um tempo longo demais, em um ambiente quente demais. Resultado: enquanto estavam no forno, os pães cresceram um tanto e pfffff... desabaram. Encolheram e ficaram com a superfície meio enrugada.

Apesar disso, o miolo continuou macio. E o gosto de uma fatia quentinha com um pouco de manteiga me fez querer tentar de novo, até ficar perfeito. Sr. Miyagi se orgulharia de mim ;-)

Pão integral de aveia e batata
Receita retirada do caderninho da mamãe

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Ingredientes:


2 xícaras de farinha de trigo integral
1 ½ xícara de farinha de trigo branca*
½ xícara de batatas cozidas e espremidas (usei duas batatas pequenas)
½ xícara de aveia em flocos
1 colher (chá) de sal
1 ½ xícara de leite
¼ de xícara de mel
¼ de xícara de manteiga
1 colher (sopa) de fermento biológico seco instantâneo
Trigo partido e fubá para polvilhar os pães

Modo de preparo:

Numa panela, leve a manteiga e o mel ao fogo baixo até que derretam. Junte o leite e o sal a eles e mexa bem. Por fim, acrescente as batatas amassadas e misture até incorporar. Reserve.

Em uma tigela grande, coloque a farinha de trigo integral, a aveia e o fermento e misture bem. Faça uma cova no centro dos ingredientes e despeje aí a mistura líquida de batatas. Com um garfo (ou com as pontas dos dedos), misture os ingredientes até obter uma massa grudenta. Enfarinhe a sua superfície de trabalho com ¼ de xícara de farinha de trigo branca e transfira a massa para ela.

À medida que trabalha a massa com as mãos, esticando-a e empurrando-a, acrescente mais farinha de trigo branca, ¼ de xícara de cada vez, até completar a quantidade total recomendada (1 ½ xícara). Nessa altura, a massa já deve estar lisa e elástica. Se ainda estiver grudenta, acrescente mais farinha (¼ de xícara de cada vez) e trabalhe a massa novamente.

Forme uma bola com a massa, passe farinha em toda a sua superfície, coloque-a em uma tigela grande e cubra com filme plástico. Leve-a para crescer em um lugar quentinho e protegido de correntes de ar até que ela dobre de volume (entre 1h30 e 2h).

Enquanto isso, unte duas assadeiras de bolo inglês (26 cm X 12 cm) e polvilhe-as com fubá e trigo partido. Reserve-as.

Massa crescida, murche-a com um murro, transfira-a para a superfície de trabalho e extraia todo o ar acumulado nela. Trabalhe-a mais um pouco e divida-a ao meio. Abra cada metade em um retângulo de uns 37 cm X 22 cm. Enrole-a pelo lado mais curto, aperte as pontas e acomode-a dentro da forma preparada. Cubra os pães com um pano de prato levemente úmido e deixe crescer novamente por uns 40 minutos (aqui, eu deixei o pão crescer num calor danado e só me lembrei dele quase 2h depois – não faça isso!). Aproveite para ligar o forno a 180ºC.

Pincele os pães com um pouco de água e polvilhe-os com fubá e trigo partido. Asse-os por 30 a 40 minutos. Para verificar se estão bons, tire-os da assadeira e dê uma pancadinha neles com os nós dos dedos. Se o som for oco, já pode tirá-los do forno. Caso ainda não estejam bons, devolva-os ao forno diretamente na grade para assar por mais 5 minutos.

Deixe os pães esfriarem sobre uma grade por meia hora antes de comer.

Observações finais:


* A receita original levava uma quantidade muito maior de farinha de trigo branca – até 3 xícaras, o dobro do que usei. Eu aconselho a tentar só com 1 ½ xícara, primeiro. E a ter força na peruca – trabalhar a massa com toda a coragem e fé que há no coração. Se ainda assim ficar muito grudenta, acrescente um pouquinho mais de farinha (vá com calma, é pouquinho, mesmo).

Smoothie da Lica

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Smoothie de banana e amora

Como eu já devo ter choramingado aqui antes, estou travando uma luta árdua com a balança. Árdua e desleal - a balança conta com a ajuda de poderosos aliados: a minha paixão por sorvetes e o calor que faz lá fora, que está de doer.

Depois de subir e descer pelas paredes diversas vezes (de tanta vontade de qualquer coisa doce, gelada e substanciosa), vi uma idéia simples, mas genial, da queridíssima Lica: congelar bananas bem maduras antes que elas estraguem e depois usá-las em smoothies, no lugar do sorvete. Para congelar as bananas, basta descascá-las, picá-las em pedaços e acomodar em um saquinho de congelamento. Creio que, em duas horas de freezer, elas já estejam prontas para usar (eu as esqueci lá de um dia para o outro).

Para este smoothie da foto, você precisará de 1 copo de leite desnatado (240ml), 2 bananas congeladas e 1 bom punhado de amoras frescas ou congeladas (as minhas também estavam no freezer). Daí, é só bater num bom liquidificador e servir num copo grande, decorando com umas amorinhas.

Fica super cremoso, bem fresquinho e não precisa adoçar (as bananas maduras dão conta do recado).

Vale dizer que o sabor dominante é o da banana (o que, para mim, não tem o menor problema ;-)). Assim, se você quiser um gosto mais pronunciado de outra fruta no seu smoothie, use mais amoras ou uma frutinha com mais personalidade. De preferência, uma de cor forte e bonita, para que fique bem coloridão.

Lica, obrigada por dividir essa idéia tão legal com a gente! Você é o máximo!

Ah, falando em gente que é o máximo, antes que eu termine esse post, quero agradecer a Simone e a Téia, que me presentearam com este selinho aqui, ó:

Meninas, vocês são uns amores - além de serem poderosas fontes de inspiração :-) Obrigada!

O que vem por aí...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ontem, Brasília viveu o dia mais quente desde a sua fundação, há quase 49 anos: indecentes 35,8ºC. A umidade ficou em 13%. Nessas condições climáticas, não dá a menor vontade de passar perto da cozinha (só para beber algo gelado e olhe lá). Mas, para não dizer que eu não tenho feito nada comestível, vou mostrar algumas das delícias que devem aparecer por aqui daqui a alguns meses:

Meus futuros pés de manjericão gigante

Meus futuros tomateiros

Meus futuros pés de erva-doce (meio judiados pelo calor)

Além dessas belezinhas, plantei salsinha, tomilho e estragão. Mas esses, a minha câmera sem-vergonha ainda não consegue captar.

Um dia hei de ter um quintalzinho. Aí, ninguém me segura ;-)

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