Como amanhã é Sexta-Feira Santa, dia tradicional em que se comem esses pãezinhos, resolvi testar uma receita deles. A cruz sobre os pães, que nos tempos pagãos simbolizava as quatro estações do ano, hoje em dia serve para nos lembrar da Paixão de Cristo.
De qualquer forma, mesmo que você não creia em nada disso, acredite: esses pãezinhos são especiais. Macios, doces na medida certa, perfumados de especiarias. Além de tudo, ficam muito bonitinhos.
A receita saiu daquele livro que traz receitas em versão para fabricação manual e para MFP (já publiquei um pãozinho dele aqui). Assim, quem quiser saber o modo de preparo para MFP, me escreva, que eu mando por e-mail :-)
Receita adaptada de O livro dos pães, de Sara Lewis
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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.
Ingredientes:
500g de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de açúcar refinado
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de canela em pó
¼ de colher de chá de pimenta inglesa (como eu não tenho loção de que pimenta é essa, usei a pimenta-da-jamaica, conhecida como allspice)
¼ de colher (chá) de noz-moscada
1 ½ colher de chá de fermento seco instantâneo
1 ovo batido
275ml de leite morno
125g de passas (usei uma mistura de castanhas de caju e de caju-passa e ficou incrível)
Para a cruz:
125g de farinha de trigo
8 a 9 colheres (sopa) de água
(acrescentei por conta própria o equivalente a 1 colher de chá de açúcar refinado)
Para pincelar:
4 colheres (sopa) de leite
2 colheres (sopa) de açúcar refinado
Modo de preparo:
Em uma tigela grande, peneire a farinha e acrescente a manteiga. Com os dedos, incorpore a manteiga à farinha até ficar que a textura lembre migalhas de pão. Acrescente as especiarias, o sal, o açúcar e o fermento e misture bem. Forme uma cova no centro da mistura e despeje nela o ovo batido e o leite, aos poucos, misturando com as mãos até obter uma massa macia e homogênea (pode ser que não seja necessário todo o leite).
Transfira a massa para a sua superfície de trabalho levemente enfarinhada e sove por 5 minutos, até que ela fique macia e elástica (quando transferi, a massa ainda estava meio grudenta, mas a sova e o nadica de farinha da minha bancada foram suficientes para ela tomar jeito). Acrescente as passas e as castanhas e incorpore-as à massa.
Coloque a massa em uma tigela grande, levemente untada com óleo, vire-a lá dentro para que ela também fique untada por todos os lados, cubra com filme plástico e deixe crescer em algum local quentinho da cozinha.
Depois que a massa tiver dobrado de volume, extraia o gás que se acumulou apertando-a com o punho. Transfira-a novamente para a área de trabalho, sove mais um tiquinho e, então, divida-a em 12 partes (fiz meia receita e consegui 7 bolinhas de 65g, mais ou menos). Modele-as em forma de bola e disponha em uma assadeira untada e enfarinhada, com bastante espaço entre elas. Cubra com um pano de prato ligeiramente úmido e deixe crescer novamente por 30 minutos.
Agora, prepare a mistura para fazer a cruz: numa tigela, peneire a farinha (e o açúcar, se quiser) e acrescente gradualmente a água até obter uma pasta homogênea. Faça então as cruzes nos pãezinhos. A autora pede que se use um saco de confeitar de papel, mas eu preferi usar uma colherzinha, mesmo (ainda me falta tutano para usar saco de confeitar). Leve-os para assar em forno pré-aquecido a 200°C por 15 minutos ou até que fiquem dourados.
Enquanto isso, numa panelinha, dissolva o açúcar no leite e leve ao fogo. Deixe ferver por 2 a 3 minutos, até virar um xarope. Pincele ainda quente sobre os pãezinhos recém-saídos do forno.
Observações finais:
*A Cláudia também tem uma receita especial desses pãezinhos,
vá lá ver!
* Gosto cada vez mais deste livro de pães. Já testei 4 receitas dele – 1 ficou meio sem graça, mas as demais ficaram excelentes.
* Desculpem a demora em responder comentários, ando muito mais enrolada do que o de costume.