Crackers de parmesão, alho e alecrim

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Crackers de parmesão, alho e alecrim

No post passado ,eu falei das maravilhas da massa de pastel que vira cestinha crocante e permite criar umas entradas ou lanchinhos muito charmosos. Mas ela é ainda mais versátil, gente! Também vira biscoito :-)

Se não quiser aproveitar as massinhas para mais cestinhas (ou, mesmo, para pastéis), você pode fazer o seguinte: corte os discos de massa em tiras não muito finas e pincele-as com azeite. Depois passe-as por uma mistura de queijo parmesão ralado, alho granulado e alecrim. Disponha as tirinhas em uma grade que possa ir ao forno e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC. Deixe lá até que elas fiquem douradinhas.

A massa vira um biscoitinho crocante e bem levinho que acompanha lindamente uma taça de vinho ou um bom copo de cerveja :-)

Cestinha de frango

terça-feira, 5 de maio de 2009

Não sei se isso acontece com vocês, mas eu tenho verdadeira compulsão por receitas. Podem vir no folheto do supermercado, no folder promocional do queijo, na embalagem da margarina: eu sempre guardo para, quem sabe um dia, testar. Foi assim que eu descobri as alegrias da massa de pastel que vai ao forno e vira cestinha.

Gente, que coisa prática. E realmente enche os olhos dos convivas. Eu recheei minhas cestinhas com frango e outras coisinhas, mas você pode usar o recheio que preferir: palmito e queijo, bacalhau, carne de siri, camarão, carne moída com feijão (pra quem gosta de chili)... invente o seu e depois conte como foi :-)

Cestinha de frango

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:


10 discos (15 cm de diâmetro) de massa de pastel fresca industrializada
1 colher (sopa) de manteiga
½ cebola média picada
1 dentinho de alho picado
½ xícara de leite
1 colher (sobremesa) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de requeijão cremoso
1 xícara de frango assado desfiado ou picado em cubinhos
12 azeitonas picadinhas
100g de champignons em conserva picadinhos
1 pitadinha de noz-moscada
3 colheres (sopa) de parmesão ralado (e mais um pouquinho para gratinar)

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Enquanto isso, em forminhas de muffin (ou formas grandes de empadinha), encaixe os discos de massa formando cestinhas – basta pressioná-los nas forminhas com delicadeza que eles se encaixam. Leve ao forno por uns 15 minutos ou até que eles formem bolhas de ar e fiquem levemente corados. Reserve.

Agora prepare o recheio. Numa panelinha refogue a cebola e o alho na manteiga. Numa tigelinha, misture bem a farinha ao leite e despeje na panela, acrescentando o requeijão em seguida. Mexa até que fique uniforme e engrosse um pouquinho. Acrescente os demais ingredientes e continue mexendo até obter uma consistência mais espessa do que a de um molho para massas. Desligue o fogo e deixe esfriar um pouquinho.

Pronto, é hora de rechear as cestinhas! Para isso, use uma colher de sobremesa. Distribua o recheio em cada uma delas, polvilhe com parmesão ralado e devolva ao forno até que as cestinhas dourem.

Cestinha de frango

Observações finais:

* Não foi necessário adicionar sal à receita porque as azeitonas e o queijo parmesão já salgam o suficiente. Mas se achar necessário, acrescente :-);
* Acredito que seja possível fazer essas cestinhas de massa de pastel caseira. Mas eu nunca fiz (e é bem provável que nunca faça :-P).

Pão branco da fazenda

sábado, 2 de maio de 2009

Se tem um pãozinho que virou figura cativa na minha cozinha, é esse da foto. Ele me lembra o pão francês* - o sabor, a textura do miolo, a casca mais crocantezinha. Mas não é igual, não. De qualquer jeito, é tão gostoso! Casa bem com frios, queijos, com uma manteiguinha honesta...

E sabe o que é melhor? Ele saiu daquele livro de pães que tem versões das receitas para MFP. Assim, se quiser testar na sua máquina, peça a receita que eu mando por e-mail :-)

Pão branco da fazenda
Receita d'O livro dos pães, de Sara Lewis

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Ingredientes:

300g (2 2/3 xícaras) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (chá) de açúcar
1/2 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de fermento seco instantâneo
175 ml (3/4 de xícara) de água morna

Modo de preparo:

Coloque a farinha em uma tigela grande, acrescente a manteiga e friccione bem com as pontas dos dedos até obter uma mistura que lembre vagamente migalhas de pão. Acrescente o açúcar, o sal e o fermento e misture bem. Por fim, adicione gradualmente a água morna até formar uma massa macia.

Transfira a massa para uma superfície levemente enfarinhada e trabalhe-a por 5 minutos, até que ela fique macia e elástica. Forme uma bola com ela, polvilhe-a com farinha e disponha em uma tigela grande. Cubra com filme plástico e deixe crescer até dobrar de volume.

Depois de a massa crescer, extraia o ar dela apertando-a com o punho e modele como quiser. Eu gosto de modelar como bolinhas de 50g (dá 10 bolinhas). Para fazer uma gracinha, faço dois cortes em cada uma, formando uma cruz. Disponha os pãezinhos em uma assadeira untada e enfarinhada e deixe crescer novamente por uns 40 minutos.

Pré-aqueça o forno a 220ºC e deixe uma assadeira com água na grade inferior. Quando a água estiver fervendo, coloque os pães na grade superior. Depois de 10 minutos, tire do forno a assadeira com água e diminua a temperatura para 180ºC. Os pãezinhos devem assar até ficarem dourados e parecerem ocos ao receber leves batidas com os dedos. Deixe-os esfriar em uma grade.

Pão branco da fazenda
Olha que miolo simpático!

Observações finais:


* Meninas portuguesas, pão francês é como chamamos o pão mais comum nas padarias brasileiras. Tem sabor suave, levemente salgado, miolo macio e crosta crocante - e não tem nada de francês.

Bolo de claras

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Quem vem sempre aqui sabe que eu tenho um problema com claras em neve - tenho o dom de fazer desandar qualquer receita que as tenha como ingrediente. Mas aconteceu de eu me ver com 8 claras sem rumo e uma vontade louca de um bolinho. Foi quando eu encontrei essa receita da Galinha Maria, d'As receitas lá de casa.

Parecia tão lindo que eu pensei: é hoje que eu aproveito as claras e ainda perco o meu trauma de clara em neve!

Segui rigorosamente a receita e a massa ficou com uma cara ótima - tinha tudo para dar certo. Mas - porém - contudo - todavia... a diarista havia limpado o forno e deixado a grade superior mais alta do que o de costume. É claro que eu só percebi quando o bolo cresceu e grudou no grill do forno :-/

Pela foto, não dá para ver que isso aconteceu (quando eu desenformei o bolo, a parte desastrada ficou escondida). Além disso, o gosto e a textura são muito bons - é um bolo perfeito para saborear com um café fresquinho. Mas fiquei frustrada - ainda não foi dessa vez que eu fui completamente feliz com as claras em neve :-(

Bolo de claras
Receita vista em As receitas lá de casa, adaptada do Baú da Conceição

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Ingredientes:

250g de açúcar
190g de farinha de trigo
125g de manteiga
8 claras
1 colher (chá) de fermento
suco de 1 laranja

Modo de preparo:


Em uma tigela, bata a manteiga e o açúcar até que fique cremoso. Adicione então a farinha, o fermento e o suco da laranja e misture bem (para não maltratar muito o fermento, usei um fouet). Por fim, bata as claras em neve e envolva-as na massa, sem bater. Para isso, use uma espátula e vá raspando as laterais da tigela com delicadeza*.

Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC numa forma untada e enfarinhada (eu polvilhei açúcar, em vez de farinha, por isso ficou com uma casquinha mais escura). Asse por uns 40 minutos ou até que o bolo passe no teste do palito.

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* esse sempre foi o grande mistério das claras em neve para mim - como incorporá-las às misturas sem que elas perdessem o ar, nem deixassem grumos. Minha mãe me ensinou outro dia, mas também dá para aprender com esse vídeo da Ana Maria Braga (a partir de 5:51).

Doce de banana

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sou uma entusiasta da banana. É docinha, macia, tem embalagem resistente e é fácil de abrir. É fonte apreciável de vitamina A, vitamina C, fibras e potássio, segundo a Wikipedia. E é só alegria - segundo a mesma Wikipedia, a danada ainda é rica em triptofano, o que aumenta os níveis de serotonina no organismo.

O problema é o fenômeno que acontece quando você compra uma quantidade maior delas - eu costumo chamá-lo de DESESPERO DA BANANA. As bananas amadurecem de uma hora para outra, todas de uma vez, e dar cabo delas vira um caso de polícia.

Nessas horas, vale tudo: cookies de banana, pão de banana, muffin de banana, torta de banana, smoothie... e, agora, doce de banana! Esse que eu fiz é muito fácil e é surpreendentemente bom. Quando bater desespero da banana na sua casa, testa e me diz se gostou :-)

Doce de banana
Receita adaptada de O Grande Livro de Receitas de Claudia

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Ingredientes:

6 bananas-prata maduras
1 xícara de açúcar mascavo
5 cravinhos da índia
1 pauzinho de canela quebrado em pedaços
1/4 de xícara de água

Modo de preparo:

Descasque as bananas, corte-as em pedaços e coloque-as em uma panela de fundo grosso. Junte o açúcar, o cravo, a canela e a água e cozinhe em fogo médio, mexendo às vezes, até que o doce engrosse e se solte do fundo da panela. Sirva com queijo branco, passe na torrada, coma puro...

Mousse de chocolate perfeita

terça-feira, 14 de abril de 2009


Sou fã assumida da linda Rita Lobo, como já contei antes aqui. E, no natal do ano passado, fui presenteada com mais um livro dela: A conversa chegou à cozinha. Logo na introdução, ela explica como associou histórias às receitas e, para exemplificar, menciona a mousse de chocolate – a melhor que ela conhece. É craro que eu pulei imediatamente para a receita da mousse, e não sosseguei até prová-la.

Mais uma vez, tenho que concordar com a Rita: é a melhor que eu já provei, também. Da segunda vez que preparei, fiz algumas modificações ao meu gosto. E ficou de chorar de emoção, ouvir anjinhos cantarem e tudo mais.

Com essa mousse, registro minha participação no evento Chá da Tarde, promovido pelas queridas Cris e Leila.

Mousse de chocolate
Receita adaptada de A conversa chegou à cozinha, de Rita Lobo

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Ingredientes:


8 gemas
170 g de chocolate meio amargo
1 xícara (chá) de açúcar
¾ de xícara de cacau em pó
200 g de manteiga
1 colher (sopa) de vodka aromatizada com baunilha (também pode ser conhaque)
500 ml de creme de leite fresco
170 g de pastilhas ou gotas de chocolate meio amargo com pelo menos 70% de cacau
Raspas de chocolate meio amargo para decorar

Modo de Preparo:

O primeiro passo é picar o chocolate meio amargo comum e, em seguida, derretê-lo no micro-ondas ou em banho-maria. Reserve.

Em uma tigela pequena, coloque as gemas e o açúcar e bata com a batedeira em velocidade alta por 3 minutos ou até obter uma gemada pálida e volumosa. Reserve também.

Numa panelinha, deite a manteiga e leve ao fogo baixo. Quando ela derreter, retire do fogo, acrescente o cacau em pó e a vodka e misture bem.

O próximo passo é reunir a mistura de cacau, a gemada e o chocolate em uma só tigela. Use um fouet para misturar.

Reta final – bata o creme de leite fresco na batedeira por 1 minuto em velocidade alta ou até que o creme comece a engrossar (não deixe chegar ao ponto chantilly). Adicione-o ao creme de chocolate e mexa delicadamente até obter uma mistura homogênea.

Por fim, misture as gotas de chocolate com 70% de cacau á mousse, transfira para o recipiente onde será servida e decore com as raspas de chocolate. Cubra com filme e leve à geladeira por no mínimo 3 horas. Sirva a seguir.

Observação final:

A receita original leva chocolate branco no lugar das gotas de chocolate com 70% de cacau. Talvez porque o meu chocolate branco fosse bem comum, achei que ele endureceu muito quando a mousse foi à geladeira. Embora endureçam também, as gotas de chocolate com alta porcentagem de cacau cedem rapidamente ao calor da boca e ficam molinhas e cremosas.

Hot cross buns

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Como amanhã é Sexta-Feira Santa, dia tradicional em que se comem esses pãezinhos, resolvi testar uma receita deles. A cruz sobre os pães, que nos tempos pagãos simbolizava as quatro estações do ano, hoje em dia serve para nos lembrar da Paixão de Cristo.

De qualquer forma, mesmo que você não creia em nada disso, acredite: esses pãezinhos são especiais. Macios, doces na medida certa, perfumados de especiarias. Além de tudo, ficam muito bonitinhos.

A receita saiu daquele livro que traz receitas em versão para fabricação manual e para MFP (já publiquei um pãozinho dele aqui). Assim, quem quiser saber o modo de preparo para MFP, me escreva, que eu mando por e-mail :-)

Hot cross buns
Receita adaptada de O livro dos pães, de Sara Lewis

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Ingredientes:

500g de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de açúcar refinado
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de canela em pó
¼ de colher de chá de pimenta inglesa (como eu não tenho loção de que pimenta é essa, usei a pimenta-da-jamaica, conhecida como allspice)
¼ de colher (chá) de noz-moscada
1 ½ colher de chá de fermento seco instantâneo
1 ovo batido
275ml de leite morno
125g de passas (usei uma mistura de castanhas de caju e de caju-passa e ficou incrível)

Para a cruz:
125g de farinha de trigo
8 a 9 colheres (sopa) de água
(acrescentei por conta própria o equivalente a 1 colher de chá de açúcar refinado)

Para pincelar:

4 colheres (sopa) de leite
2 colheres (sopa) de açúcar refinado

Modo de preparo:

Em uma tigela grande, peneire a farinha e acrescente a manteiga. Com os dedos, incorpore a manteiga à farinha até ficar que a textura lembre migalhas de pão. Acrescente as especiarias, o sal, o açúcar e o fermento e misture bem. Forme uma cova no centro da mistura e despeje nela o ovo batido e o leite, aos poucos, misturando com as mãos até obter uma massa macia e homogênea (pode ser que não seja necessário todo o leite).

Transfira a massa para a sua superfície de trabalho levemente enfarinhada e sove por 5 minutos, até que ela fique macia e elástica (quando transferi, a massa ainda estava meio grudenta, mas a sova e o nadica de farinha da minha bancada foram suficientes para ela tomar jeito). Acrescente as passas e as castanhas e incorpore-as à massa.

Coloque a massa em uma tigela grande, levemente untada com óleo, vire-a lá dentro para que ela também fique untada por todos os lados, cubra com filme plástico e deixe crescer em algum local quentinho da cozinha.

Depois que a massa tiver dobrado de volume, extraia o gás que se acumulou apertando-a com o punho. Transfira-a novamente para a área de trabalho, sove mais um tiquinho e, então, divida-a em 12 partes (fiz meia receita e consegui 7 bolinhas de 65g, mais ou menos). Modele-as em forma de bola e disponha em uma assadeira untada e enfarinhada, com bastante espaço entre elas. Cubra com um pano de prato ligeiramente úmido e deixe crescer novamente por 30 minutos.

Agora, prepare a mistura para fazer a cruz: numa tigela, peneire a farinha (e o açúcar, se quiser) e acrescente gradualmente a água até obter uma pasta homogênea. Faça então as cruzes nos pãezinhos. A autora pede que se use um saco de confeitar de papel, mas eu preferi usar uma colherzinha, mesmo (ainda me falta tutano para usar saco de confeitar). Leve-os para assar em forno pré-aquecido a 200°C por 15 minutos ou até que fiquem dourados.

Enquanto isso, numa panelinha, dissolva o açúcar no leite e leve ao fogo. Deixe ferver por 2 a 3 minutos, até virar um xarope. Pincele ainda quente sobre os pãezinhos recém-saídos do forno.

Observações finais:

*A Cláudia também tem uma receita especial desses pãezinhos, vá lá ver!
* Gosto cada vez mais deste livro de pães. Já testei 4 receitas dele – 1 ficou meio sem graça, mas as demais ficaram excelentes.
* Desculpem a demora em responder comentários, ando muito mais enrolada do que o de costume.

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