Bolo de banana sem "frescurinhas"

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Oi, pessoal! Acho que agora estou de volta de vez. Ainda não estou 100%, mas desisti de esperar pelo momento perfeito para voltar. Primeiro, porque pode ser que esse momento nunca chegue. Segundo, porque estar aqui é tão bom que deve ajudar na minha recuperação.

Nesses últimos tempos, retomei minhas reinações na cozinha. Meio devagar, mas retomei. E fiz alguns bolos muito gostosos, que queria compartilhar com vocês.

O de hoje é o bolo de banana sem "frescurinhas". É sem "frescurinhas" porque não leva castanhas, nem passas, nem caramelo, nem especiarias - é só banana e pronto. E, ainda assim, fica úmido, fofíssimo, delicioso.

A receita original não leva nem gotas de chocolate, mas eu não resisti e acrescentei por conta própria. De qualquer forma, tenho a impressão de que as gotas não fazem falta, de tão boa que a massa é sozinha.

Ah, cada vez que repeti a receita, fui fazendo modificações aqui e ali a fim de obter um bolo que me deixasse menos culpada de cair matando :-P. As mudanças estão entre parênteses, ao lado de cada ingrediente.

Bolo de banana sem frescurinhas
Receita adaptada daqui

Quer salvar esta receita no Pinterest ou nos seus bookmarks? Encontre-a no novo endereço do blog: nocalordofogao.com.br
O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

125g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
3/4 de xícara de açúcar (também testei usando a mesma quantidade de açúcar mascavo)
1 ovo (eu uso caipira orgânico)
2 colheres (sopa) de leite (usei desnatado)
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 1/2 xícaras de farinha de trigo (usei 3/4 de xícara farinha de trigo comum, 1/2 de farinha de trigo integral e 1/4 de farinha de linhaça)
1 colher (chá) de fermento em pó
3 a 4 bananas maduras, amassadas

Opcionais - as frescurinhas: se quiser, pode adicionar 1 xícara de gotas de chocolate meio amargo, ou de passas, ou castanhas picadas. Vai ficar bom, também.

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno a 180oC. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma assadeira redonda de uns 20 cm de diâmetro.

Numa tigelinha, misture o leite com o bicarbonato e reserve.

Numa tigela média, bata a manteiga com o açúcar até obter um creme homogêneo. Adicione o ovo e o leite e bata mais um pouco. Acrescente as bananas e misture bem. Por fim, adicione a farinha e o fermento e incorpore-os delicadamente. Se quiser adicionar alguma frescurinha, a hora é agora.

Pronto! Agora é só deitar a massa na assadeira e deixar que o bolo asse por uns 40 minutos ou até que ele passe no teste do palito (verifique quando o bolo tiver 30 minutos de forno, pode ser que o seu forno seja mais potente que o meu).

Rende um bolo pequeno (imagino que seis pessoas munidas de xícaras de café fresquinho possam dar cabo dele num lanche da tarde).

O pulso ainda pulsa

sábado, 29 de agosto de 2009


Oi, pessoal! Desculpem pelo novo sumiço. Tentei voltar no mês passado, mas um tsunami passou na minha vida e eu realmente não consegui.

O motivo que me fez ficar afastada por tanto tempo - e que vai me deixar algum tempo sem poder atualizar o blog com regularidade - foi uma cirurgia de emergência para corrigir uma hérnia de disco gigante. Agora já está tudo bem, estou em franca recuperação, mas ainda não posso passar muito tempo na mesma posição - se for sentada diante do computador, pior ainda.

Assim, perdoem a ausência de resposta aos comentários. Eu leio tudinho, mas ainda está meio complicado responder. Às cozinhas amigas, não vejo a hora de poder voltar a visitá-las do jeito que se deve - parando para tomar um cafezinho e saborear tudo de gostoso que saiu do forno :-)

Beijos a todos, e obrigada pela compreensão! Já, já, eu volto!

Hoje é dia do padeiro!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Esta ainda não é o meu retorno definitivo, mas um bilhetinho para dizer que estou viva e que já, já estarei de volta. Enquanto isso, aproveite que é dia do padeiro e vá assar alguma coisinha gostosa. Minha sugestão: faça o pão branco da fazenda, mas troque 50g de farinha por 50g de gérmen de trigo (para um pão de 500g). Fica uma delícia!

Pão com gérmen de trigo

Eu fiz e ficou assim :-)

Sinal de vida e um bolo pra fazer agora, djá, imediatamente

terça-feira, 23 de junho de 2009

Olá, pessoal! Apareci para agradecer o carinho de vocês em relação à última postagem. Como eu comentei no final dela, há épocas em que um blog parece não caber direito nas nossas vidas. E eu estou atravessando um momento assim. Assim, não sei se conseguirei fazer posts com regularidade. Mas, sempre que der, eu dou um pulo por aqui.

Não podia ir embora sem comentar que, dia desses, fiz aqui em casa o melhor bolo de banana ever: o da Pat Scarpin. Segui a receita direitinho (tão direitinho quanto eu consigo, vai) - só dobrei a quantidade de bananas e não coloquei as nozes.

Bolo de banana caramelado

O bolo é úmido, é doce na medida certa, é lindo. É perfeito.

No calor do fogão - 2 anos

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"No calor do fogão" nasceu de uma grande paixão: a comida. E de uma curiosidade sem fim - como pode o modesto chuchu ficar com gosto de 'quero mais'? Como uma mistura melequenta vira um bolo cheiroso? De onde vêm as madeleines, o doce de leite, o pão de forma?

Mas o impulso, mesmo, foi uma crise profissional. O ano era 2006. Workaholic confessa, eu trabalhava feito louca até tarde da noite e durante feriados e finais de semana. Mas, por uma série de motivos, tanta dedicação não parecia mais fazer sentido.

Numa noite qualquer daquele ano, voltei para casa arrasada depois de um dia ruim de trabalho. Tudo que eu precisava era de um bolinho de chocolate para me confortar. Mas qual bolinho? A receita de sempre já não me agradava. Resolvi perguntar ao Google.

A primeira resposta a me chamar a atenção foi o Trem Bom, da Valentina. Até então, nem me ocorria que alguém pudesse escrever sobre comida em um blog de língua portuguesa. Fiquei encantada! Com a receita, claro. Mas, principalmente, com o carinho com que ela escrevia. Com a alegria e a beleza que havia naquele compartilhar de experiências. Aquilo, sim, fazia sentido.

De lá, conheci outros blogs incríveis, como o Kafka na Praia, da Karen; o Pecado da Gula, da Akemi; o Chucrute com Salsicha, da Fer; o Cinara’s Place, da Ci; e tantos outros. Já não importava tanto se o dia no trabalho tinha sido difícil – tudo passava quando eu me recostava no calor do fogão para testar mais uma receita.

E assim, em junho de 2007, comecei a escrever "No calor do fogão". Desde então, foram mais de duzentos posts, muitos erros e acertos, alguns gigabytes de fotos de comida de todos os ângulos possíveis... e, claro, montanhas de louça suja para lavar.

Provei muita coisa nova, aprendi horrores, fiz amigos queridos. E acho que os próximos anos têm tudo para ser ainda mais gostosos.

Minha Ferrari

Esta é a mais nova tripulante dessa cozinha :-)


PS.: Para quem notou, “No calor do fogão” não comemorou seu primeiro aniversário porque quase morreu antes disso. Manter um blog é trabalhoso e, em determinadas épocas, parece não caber direito na nossa vida. Mas ele escapou, está bem e saudável :-)

Ciabatta para acalmar as borboletas no estômago

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ciabatta

Estou passando por um momento de incertezas – tantas que nem dá para contar. Nessas horas, prefiro me recolher e ficar quietinha. E contar com a acolhida calorosa de um pãozinho recém saído do forno, como esta ciabatta.

Essa não é uma ciabatta legítima, daquelas que exigem sovas demoradas e que levam mais de um dia inteiro para ficarem prontas. Mas é bem gostosa e fácil de fazer.

Ciabatta
Receita d’O Livro dos Pães, de Sara Lewis

Quer salvar esta receita no Pinterest ou nos seus bookmarks? Encontre-a no novo endereço do blog: nocalordofogao.com.br
O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes (para 2 pães):

Para o substituto do fermento ou biga:
125g de farinha de trigo
½ colher (chá) de açúcar
½ colher (chá) de fermento biológico seco instantâneo
150 ml de água morna

Para o segundo estágio:

1 colher (sopa) de leite em pó
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
375g de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de açúcar refinado
1 colher (chá) de fermento biológico seco instantâneo
250 ml de água morna

Modo de preparo:

Esta receita é bem simples de preparar – não precisa sovar nem nada. O que faz com que ela pareça complexa é o tempo de preparo: a biga deve ser feita na noite anterior ao preparo do pão. Além disso, a massa descansa bastante (quase 3h, no total).

Agora que eu já fiz o alerta, vamos ao preparo da biga: numa tigela grande, coloque o fermento, a farinha e o açúcar. Acrescente gradualmente a água morna e misture com uma colher até formar uma massa macia. Cubra com um pano de prato limpo e deixe descansar em local quente (dentro de um forno desligado ou de um armário) de um dia para o outro.

No dia seguinte, comece o segundo estágio: adicione o leite em pó, o azeite, a farinha, o sal, o açúcar e o fermento à biga. Gradualmente, despeje a água morna e vá misturando com a colher até obter uma massa grossa e macia. Cubra e deixe em local quente por duas horas, até que a massa triplique de tamanho.

Prepare uma assadeira grande (ou duas médias) untando-a e polvilhando-a com farinha de aveia ou de trigo. Com o auxílio de uma colher, coloque a massa na assadeira, formando dois montes (um para cada pão). Passe bastante farinha nas mãos e estique delicadamente a massa, formando dois pães compridos, de cerca de 25 cm de comprimento.

Deixe a assadeira em local quente, descoberta, por 45 minutos ou até crescer uns 50% novamente. Leve para assar em forno pré-aquecido a 200ºC por 20 a 25 minutos, até que fiquem dourados e pareçam ocos ao receber batidas com as pontas dos dedos.

Retire os pães da assadeira com cuidado e deixe que esfriem em uma grade antes de comê-los.

Observação final:

Esta receita foi publicada especialmente para querida e talentosa Cy, que faz aniversário nessa sexta. Amiguete, todas as palavras positivas que existem são insuficientes para expressar o bem que desejo a você. Que você continue brilhante, luminosa, calorosa – o sol da praia de todos que a rodeiam.

Padre-nosso com molho cremoso de salmão e alcaparras

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Padre-nosso ao molho cremoso de salmão

Imagine que você está com vontade de comer uma massinha com um molho simpático. Ao investigar a despensa, descobre que só tem macarrão para sopa. O que você faz?

a) Deita e espera a vontade de comer massa passar
b) Improvisa com o macarrão para sopa

É claro que eu fui de opção 'b'. Cozinhei uma xícara de padre-nosso em água fervente com sal até ficar al dente. Enquanto isso, em outra panela, deitei um fio de azeite e refoguei um alho picadinho, uma colher de sopa de alcaparras escorridas e um resto de salmão assado desfiado (o equivalente a um filé médio). Acrescentei uma colher de sopa bem generosa de requeijão cremoso e temperei com um nadinha de sal e pimenta calabresa. Juntei o padre-nosso escorrido à massa, acrescentei um bocado de parmesão ralado e misturei delicadamente. Ai, ficou tão bom...

Post scriptum

Depois que terminei de escrever esse post, fiquei imaginando os ancestrais do hômi se contorcendo em seus túmulos lá na Toscana - imagina só, usar macarrão para sopa como se fosse penne ou spaghetti. Assim, numa tentativa de me retratar com eles, indico a seguir alguns posts bem legais do blog do Saul Galvão, que ensinam combinar massas e molhos. Vale a pena conferir!

:: Cada massa com seu molho - Parte I - Massas secas
:: Cada massa com seu molho - Parte II - Massas com ovos
:: Cada massa com seu molho - Parte III - Massas recheadas

Printfriendly