Blooming tea

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Há algumas semanas, o hômi fez uma viagem a trabalho à China. Chegou cheio de histórias, de roupa suja para lavar... e cheio de chás. Um dos mais legais foi o blooming tea, de que eu já tinha ouvido falar, mas que nunca tinha provado.

De cara, a impressão que ele causa não é grande coisa: o chá não passa de uma bolota esquisita, cinzenta, do tamanho de uma noz. Mas experimente colocá-la em uma jarra e e cobri-la com 1 litro de água bem quente para ver o que acontece.

Blooming tea

Estão vendo que há três tipos de flores na água? Este chá é isso: 3 tipos de flores secas cuidadosamente encaixadas e amarradas. Quando entram em contato com a água quente, essas flores se abrem e giram lentamente, como se fossem vivas. É um espetáculo.

Segundo os chineses que venderam o chá ao hômi (na Xuyou Teahouse, Xangai), a água quente pode ser reposta por um dia inteiro, sempre rendendo um chá delicado e saboroso. No dia seguinte, a flor deve ser usada apenas com fins ornamentais.

Sopa de abóbora com couve e frango desfiado

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Quem nunca pegou aquele resfriado quando brigou com um amigo, ou quando o amor viajou, ou quando sofreu uma perda ou uma grande decepção?

Minha acupunturista me contou algo interessante a respeito disso. Segundo ela, a energia do pulmão é sensível a tristezas, e costuma cair quando não estamos bem. O resultado é que, além de infelizes, ficamos naquele estado miserável.

A sugestão dela, para esses momentos, é comer abóbora japonesa e salsinha. A abóbora, com sua polpa de cor forte, ajuda a recuperar a energia do pulmão. A salsinha reforça as defesas do organismo.

Pensando nisso, fiz a minha versão de abóbora com salsinha. Cozinhei um bom pedaço de abóbora japonesa com um pouco de caldo de legumes (usei água e um pouquinho de caldo industrializado em pó). Quando a abóbora ficou macia, processei-a com líquido e tudo no passe-vite. Numa panela com um fio de azeite de oliva, refoguei dois dentes de alho picadinhos e deitei a abóbora processada. Adicionei uma sobra de frango assado bem desfiado e misturei um pouco. Em seguida, acrescentei couve crua, picada fininho, que cozinhou até amaciar. Um pouquinho de molho de pimenta, uma acertada no sal e pronto. Servi com um fio de azeite e muita salsinha fresca picada por cima.

Que eu saiba, não há evidências científicas de que essa combinação de ingredientes funciona. Mas rende uma sopinha pra lá de reconfortante.

Sopa de abóbora com frango e couve

Comentários finais:

* Como deu pra notar, sopa, para mim, é uma excelente oportunidade de aproveitar tudo aquilo que está se sentindo solitário na geladeira. Então raramente faço receitas formais, com quantidades precisas de ingredientes.
* Meninas do Brasil, já viram o comercial de caldo líquido de galinha estrelado pelo Alex Atala? Alguém já provou? Estou bem curiosa.
* A cores da sopa vieram a calhar, nesses tempos de Copa do Mundo. Espero que eu não precise tomá-la para me consolar depois de algum jogo da seleção brasileira :-P

Bolo de maçãs (que deveriam ser verdes)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Bolo de maçã na forma

Minha irmã costuma dizer que a minha mãe lê receitas só para fazê-las completamente diferente. E sabe do que mais? Descobri que cozinho que nem ela :-)

Esta receita foi copiada de um caderno de receitas da mamãe. Seguindo a tradição familiar, substituí alguns ingredientes. O único que eu não recomendo que você o faça é o principal: a maçã verde. Usei maçãs gala simpáticas, que conferiram umidade e textura à massa, mas senti falta de um sabor mais intenso da fruta. Creio que maçãs verdes fariam um efeito melhor.

Ah, aproveito também para agradecer a companhia das ‘minhazamiga’ de fogão (#PalmirinhaFeelings) nos últimos três anos de No calor do fogão. Que bom que vocês não desistiram de me visitar! :-D

Bolo de maçã cortado


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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

4 maçãs verdes descascadas e raladas (usei maçã gala com casca, mas tentarei novamente com maçã verde)
2 xícaras de açúcar (usei açúcar mascavo)
1/2 de óleo (usei óleo de canola)
1 xícara de castanhas picadas (usei castanha do pará)
1 xícara de uvas passas (não tinha em casa)
2 ovos
2 colheres (sobremesa) de bicarbonato de sódio
2 colheres (sobremesa) de canela em pó e essência de baunilha (usei extrato de baunilha e uma colher de sobremesa de especiarias para pão de mel)
1 pitada de sal
2 xícaras de farinha de trigo (usei farinha de trigo integral)

Modo de preparo:

Peneire todos os ingredientes secos juntos. Reserve. Numa tigela, misture os demais ingredientes começando por óleo, ovos e açúcar. Acrescente maçãs, passas e castanhas. Por fim, adicione os ingredientes secos, mexendo até obter uma mistura homogênea.

Despeje em assadeira untada e enfarinhada (usei uma forma de bolo inglês) e leve ao forno preaquecido a 180ºC por aproximadamente 40 minutos.

O nabo da discórdia

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Foto de ludouke, publicada no Flickr sob uma licença CC

Há quem diga que eu seja uma descendente de japoneses meio fajuta porque não gosto de ozoni nem manju. Mas se existe algo que eu adoro, é conserva de daikon, aquele nabo branco e comprido.

Já cheguei a preparar aquela conserva mais elaborada, que leva anilina cor-de-rosa, saquê e açúcar (fica lindinha). Mas, ultimamente, tenho optado por fazer algo mais simples: simplesmente corto o nabo em rodelas de 1 mm e tempero com sal e vinagre (ou suco de limão). O nabo fica maleável, sem perder a crocância.

O problema é que a conserva fica com aquele cheirinho... peculiar. E quando eu a preparo, ouço lamentos cada vez que se abre a porta da geladeira. Como não posso abrir mão nem do marido, nem do nabo, resolvi preparar pequenas quantidades, pra comer imediatamente. Não é tão bom quanto o nabo geladinho e já curtido, mas paciência.

E na sua casa, há alguma comidinha que você prepara que ninguém mais aprecia?

Pão de aveia e soro de iogurte

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Pão de aveia e soro de iogurte
Minha câmera está precisando de revisão. Dá pra notar? :-P

VH-San é um menino sabido e cheio de boas ideias. Há uns meses, ele ensinou a fazer iogurte natural na garrafa térmica. Eu aprendi e agora tenho sempre uma garrafinha cheia na geladeira. Foi ele também que me deu uma dica preciosa de como usar um bocado de soro de iogurte que sobrava na geladeira.
No twitter:
- “Você que é um menino sabido, existe algum uso digno para o soro do iogurte?”
- “Eu nunca usei, mas é comum no preparo de drinks (smoothies, lassi), beber direto e pra assados (bolachas/biscoitos)”
- “Como se fosse buttermilk?”
- “Isso! só que o soro do iogurte é mais ralinho”
Depois disso, saí à caça de uma receita que usasse buttermilk. A que me fisgou, claro, foi de pão :-)

Fiz algumas adaptações na receita original (a principal delas foi trocar buttermilk por soro de iogurte :-P). O resultado foi justinho como a autora da receita contou: um pão de forma muito cheiroso, perfeito para sanduíches e para torradas.

Pão de aveia e soro de iogurte - cortado
Receita adaptada de Antonia James, que a publicou no food 52.

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Ingredientes:


1 colher (chá) bem cheia de fermento biológico seco instantâneo
240 ml de soro de iogurte
75 g de aveia em flocos médios
20 g de manteiga sem sal
60 ml de mel
1 ½ colher (chá) de sal
425 g de farinha de trigo
¼ de colher (chá) de bicarbonato de sódio – não deixe de usar
Azeite de oliva para besuntar a massa antes de assar
Fubá e manteiga para a assadeira

Modo de preparo:


Numa tigela grande, misture a farinha, o sal e a aveia. Adicione a manteiga, ainda sólida, e misture com as mãos até obter uma farofinha. Em seguida, some o bicarbonato e o fermento, misturando bem. Reserve.

Em outro recipiente, dissolva o mel no soro de iogurte. Feito isso, despeje esse líquido na mistura de farinha de trigo. Trabalhe a massa com as mãos até obter uma massa bonita e lisa. Forme uma bola com ela e deixe crescer em um recipiente untado com azeite, coberto com filme plástico, até dobrar de volume.

Com o punho fechado, extraia o ar da massa crescida. Abra-a como um retângulo e enrole-a como um rocambole bem apertadinho. Besunte o ‘rocambole’ com azeite e coloque-o numa assadeira de bolo inglês untada com manteiga e polvilhada com fubá (polvilhe o topo da massa com um pouquinho de fubá, se quiser. Fica bonito).

Deixe crescer novamente até encher a assadeira. Leve para assar em forno preaquecido a 190ºC até que fique moreninho. Desenforme e deixe esfriar sobre uma grade.

De volta...

sexta-feira, 7 de maio de 2010


Num piscar de olhos, quase três meses se passaram.

Ia me desculpar mais uma vez por ter sumido, mas acho que isso já não cabe mais aqui. Aliás, caber é o tema deste post.

Acho que todo mundo passa por fases em que as coisas parecem não caber na vida, por mais importantes que elas sejam. E eu estou saindo de um momento assim, em que o novo emprego e os cuidados com uma coluna bichada tomaram todos os espaços existentes.

Estou de volta, mas não prometo estar ‘ao vivo e em definitivo’, como fiz outras vezes. Finalmente entendi que, por mais prazeroso que seja viver “No calor do fogão”, eventualmente eu precisarei deixá-lo um pouco de lado.

Conto com a paciência de vocês quanto aos sumiços. E, agora, vamos às panelas!

Pão integral com tomilho

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Eu busco sinceramente, do fundo do meu coração, comer de maneira mais saudável. Mas, digamos assim, a adesão aqui em casa nem sempre é das melhores. Por isso, quando um pão integral recebe um “que gostoso!” e é comido mais de uma vez ao dia, fico com vontade de dividir a receita com vocês :-)

Acho que o ‘tchans’ desse pão é o tomilho seco. Tomilho, aliás, é uma das minhas ervas preferidas. Tem folhas pequeninas, mas muita personalidade. Ainda hei de cultivá-lo em casa (os que eu plantei morreram, coitados). Se você não gostar de tomilho (como assim, Bial? :-P), recomendo usar outra ervinha seca, como o orégano.

Pão integral com tomilho

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Ingredientes:

300g de farinha de trigo comum
200g de farinhas integrais (eu usei 100g de farinha de trigo integral, 70g de farinha de aveia e 30g de linhaça dourada)
1 colher (sopa) de manteiga
300ml de água
1 colher (chá) bem cheia de açúcar mascavo
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de fermento seco instantâneo
2 colheres (sopa) de óleo de castanha do pará (também dá para usar azeite de oliva)
1 colher (sopa) de tomilho seco

Modo de preparo:


Em uma tigela grande, coloque as farinhas e a manteiga. Com os dedos, vá incorporando a manteiga às farinhas até que fique parecendo uma farofa. Feito isso, despeje os demais ingredientes na tigela e misture até obter uma massa. Transfira-a para a superfície de trabalho bem limpinha e sove até que ela fique lisa e elástica. Modele-a em forma de bola, coloque-a em uma tigela grande (coloque azeite no fundo da tigela e ‘rebole’ a massa lá dentro até que ela fique toda untada). Cubra a tigela com um filme plástico e deixe crescer até dobrar de volume.

Depois que a massa crescer, soque-a para extrair o gás que se formou e modele-a como preferir. Ultimamente, tenho usado sempre o mesmo método: modelar a massa em formato de bola e deixar crescer dentro de uma forma refratária com tampa (a forma foi untada com azeite e polvilhada com fubá). Enquanto a massa cresce, ligar o forno a 230ºC . Quando ela dobrar de volume, levar para assar tampada, por 25 minutos. Passado esse tempo, tirar a tampa e devolver ao forno por mais 20 minutos.

Deixe que o pão esfrie por meia hora sobre uma grade antes de comer.

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