Salada de amaranto e quinoa

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Tabule de quinoa e amaranto

Gente, já estou com vergonha de postar tantas saladas seguidas. É que, como a grande gulosa que eu sou, estou sempre tentando me redimir dos meus excessos comendo saladinhas.

Essa é uma salada que lembra outra que eu já fiz por aqui - também tem cebola, tomate e pepino picados em cubinhos. Não tem hortelã nem salsinha porque eu não os tinha em casa (se tivesse, certamente usaria). A grande diferença é o fato de eu ter usado, no lugar de trigo partido, amaranto e quinoa cozidos. Temperei com sal, azeite e suco de limão e servi com folhas verdes.

Salada de amaranto

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Salada de amaranto

É, mais uma salada. Esta tem receita formal, com quantidade precisa de ingredientes. Saiu de um boletim impresso da loja de produtos naturais Mundo Verde, que eu li na sala de espera da minha fisioterapeuta.

É um jeito gostoso de usar o amaranto, esse grãozinho tão badalado entre os adeptos dos alimentos funcionais.

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

2 xícaras (chá) de amaranto em grãos (usei 1 xícara, só)
2 xícaras (chá) de água filtrada (tenho impressão de que usei o dobro da quantidade de água)
1/2 xícara (chá) de cenoura orgânica ralada (ralei 1 cenoura média)
1 tomate orgânico sem sementes picado
1/2 lata de ervilha cozida no vapor (usei ervilhas frescas congeladas)
1 dente de alho amassado (preferi usar um pouquinho de cebola picadinha)
1/2 xícara (chá) de cebolinha orgânica ralada (não tinha em casa, não usei)
1/2 xícara (chá) de salsa orgânica picada (não tinha em casa - no lugar, usei erva-doce fatiada finamente)
1 colher (chá) de açafrão (cúrcuma)
3 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem orgânico
1 colher (sopa) de suco de limão orgânico
Sal marinho a gosto

Modo de preparo:

Vou contar como eu fiz (que é um poucodiferente da receita original). Primeiro lavei os grãos, adicionei a água e coloquei para cozinhar. Quando o líquido levantou fervura, deixei por 10 minutos, apaguei o fogo e deixei esfriar naturalmente. Escorri o restante do líquido em uma peneira e reservei.

Numa tigela grande, juntei todos os vegetais, adicionei o amaranto cozido e misturei delicadamente. Feito isso, num potinho, adicionei os ingredientes do molho (cúrcuma, limão, azeite e sal), misturei bem e despejei sobre a salada. Mais uma mexidinha para espalhar bem o gosto e pronto! Servi com folhas de alface.

Rendimento: 10 porções
Valor calórico: 47,65 kcal por porção

Salada de erva-doce, tomate e maçã

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Salada de erva-doce, tomate e maçã

Eu sei, eu sei, o tempo esfriou aqui no Hemisfério Sul e saladinhas refrescantes estão longe de apetecer por estas bandas.

Mas há alguns meses, fiz uma salada tão besta e boa que achei que deveria compartilhá-la aqui, mesmo estando na estação errada. Quem sabe o pessoal do Hemisfério Norte não aproveite?

Já adianto que nunca tenho medida certa de ingredientes na salada. Vou colocando um pouquinho disso, um pouquinho daquilo, até que os meus olhos gostem do resultado. Depois tempero assim, sem medida, também. Dito tudo isso, vamos à salada, que é ótema.

Ela levou tomate maduro cortado em tirinhas; fatias de maçã cortadas ao meio e deixadas de molho em água com suco de limão para não ficarem escuras; e erva-doce (funcho, finocchio, fennel, não sei como você conhece essa belezinha) - a parte branca cortada em tirinhas, os talos cortados em rodelas. Tive o cuidado de deixar a erva-doce de molho em água bem gelada para continuar crocante até a hora de temperar a salada.

Depois, foi só escorrer bem quem estava de molho, colocar todos os ingredientes numa vasilha grande, misturá-los delicadamente e temperá-los com azeite de oliva, sal, suco de limão e pimenta-do-reino moída na hora. Só isso? Só isso. E fica uma coisa louca, de tão boa.

A propósito, vale uma dica que eu aprendi na marra há alguns anos (vai que alguém ainda não sabe): a salada de vegetais crus deve ser temperada quase na hora de servir. Se a gente tenta ganhar tempo temperando antecipadamente, os vegetais perdem muito líquido e ficam num desânimo só.

Bolo molhadinho de milho e coco

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Este bolo foi feito em circunstâncias felizes. Pelo menos, no início.

Enquanto esperava ansiosamente o início do jogo Brasil x Holanda, pelas quartas de final da Copa do Mundo, resolvi preparar a massa e colocá-la para assar. Durante o intervalo, em meio à euforia de um primeiro tempo animador, tirei o bolo do forno, lindo e cheiroso.

Terminado o jogo, restou aquela ressaca moral horrorosa.

Felizmente, nem tudo foi decepção. O bolinho é bom demais.

Bolo de milho e coco
Receita livremente adaptada daqui


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Ingredientes:

1 lata de milho verde em conserva
1 xícara (chá) de fubá
2 xícaras (chá) de açúcar
1 garrafinha de 200ml de leite de coco
100ml de iogurte natural
1/2 xícara (chá) de óleo de canola
3 ovos
1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de preparo:

Preparei no multiprocessador – facim, facim. Primeiro processei os ovos até misturá-los bem. Depois adicionei o milho verde, e processei até triturá-lo. Acrescentei os ingredientes líquidos e processei mais um pouco. Juntei, então, o açúcar e o fubá e processei até ficar bem misturadinho. Por fim, somei o fermento e pulsei rapidinho, só até misturar.

Despejei a massa em uma forma com um buraco no meio, untada e polvilhada com açúcar, e levei para assar em forno preaquecido a 180ºC até que o bolo passasse no teste do palito.

Blooming tea

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Há algumas semanas, o hômi fez uma viagem a trabalho à China. Chegou cheio de histórias, de roupa suja para lavar... e cheio de chás. Um dos mais legais foi o blooming tea, de que eu já tinha ouvido falar, mas que nunca tinha provado.

De cara, a impressão que ele causa não é grande coisa: o chá não passa de uma bolota esquisita, cinzenta, do tamanho de uma noz. Mas experimente colocá-la em uma jarra e e cobri-la com 1 litro de água bem quente para ver o que acontece.

Blooming tea

Estão vendo que há três tipos de flores na água? Este chá é isso: 3 tipos de flores secas cuidadosamente encaixadas e amarradas. Quando entram em contato com a água quente, essas flores se abrem e giram lentamente, como se fossem vivas. É um espetáculo.

Segundo os chineses que venderam o chá ao hômi (na Xuyou Teahouse, Xangai), a água quente pode ser reposta por um dia inteiro, sempre rendendo um chá delicado e saboroso. No dia seguinte, a flor deve ser usada apenas com fins ornamentais.

Sopa de abóbora com couve e frango desfiado

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Quem nunca pegou aquele resfriado quando brigou com um amigo, ou quando o amor viajou, ou quando sofreu uma perda ou uma grande decepção?

Minha acupunturista me contou algo interessante a respeito disso. Segundo ela, a energia do pulmão é sensível a tristezas, e costuma cair quando não estamos bem. O resultado é que, além de infelizes, ficamos naquele estado miserável.

A sugestão dela, para esses momentos, é comer abóbora japonesa e salsinha. A abóbora, com sua polpa de cor forte, ajuda a recuperar a energia do pulmão. A salsinha reforça as defesas do organismo.

Pensando nisso, fiz a minha versão de abóbora com salsinha. Cozinhei um bom pedaço de abóbora japonesa com um pouco de caldo de legumes (usei água e um pouquinho de caldo industrializado em pó). Quando a abóbora ficou macia, processei-a com líquido e tudo no passe-vite. Numa panela com um fio de azeite de oliva, refoguei dois dentes de alho picadinhos e deitei a abóbora processada. Adicionei uma sobra de frango assado bem desfiado e misturei um pouco. Em seguida, acrescentei couve crua, picada fininho, que cozinhou até amaciar. Um pouquinho de molho de pimenta, uma acertada no sal e pronto. Servi com um fio de azeite e muita salsinha fresca picada por cima.

Que eu saiba, não há evidências científicas de que essa combinação de ingredientes funciona. Mas rende uma sopinha pra lá de reconfortante.

Sopa de abóbora com frango e couve

Comentários finais:

* Como deu pra notar, sopa, para mim, é uma excelente oportunidade de aproveitar tudo aquilo que está se sentindo solitário na geladeira. Então raramente faço receitas formais, com quantidades precisas de ingredientes.
* Meninas do Brasil, já viram o comercial de caldo líquido de galinha estrelado pelo Alex Atala? Alguém já provou? Estou bem curiosa.
* A cores da sopa vieram a calhar, nesses tempos de Copa do Mundo. Espero que eu não precise tomá-la para me consolar depois de algum jogo da seleção brasileira :-P

Bolo de maçãs (que deveriam ser verdes)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Bolo de maçã na forma

Minha irmã costuma dizer que a minha mãe lê receitas só para fazê-las completamente diferente. E sabe do que mais? Descobri que cozinho que nem ela :-)

Esta receita foi copiada de um caderno de receitas da mamãe. Seguindo a tradição familiar, substituí alguns ingredientes. O único que eu não recomendo que você o faça é o principal: a maçã verde. Usei maçãs gala simpáticas, que conferiram umidade e textura à massa, mas senti falta de um sabor mais intenso da fruta. Creio que maçãs verdes fariam um efeito melhor.

Ah, aproveito também para agradecer a companhia das ‘minhazamiga’ de fogão (#PalmirinhaFeelings) nos últimos três anos de No calor do fogão. Que bom que vocês não desistiram de me visitar! :-D

Bolo de maçã cortado


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Ingredientes:

4 maçãs verdes descascadas e raladas (usei maçã gala com casca, mas tentarei novamente com maçã verde)
2 xícaras de açúcar (usei açúcar mascavo)
1/2 de óleo (usei óleo de canola)
1 xícara de castanhas picadas (usei castanha do pará)
1 xícara de uvas passas (não tinha em casa)
2 ovos
2 colheres (sobremesa) de bicarbonato de sódio
2 colheres (sobremesa) de canela em pó e essência de baunilha (usei extrato de baunilha e uma colher de sobremesa de especiarias para pão de mel)
1 pitada de sal
2 xícaras de farinha de trigo (usei farinha de trigo integral)

Modo de preparo:

Peneire todos os ingredientes secos juntos. Reserve. Numa tigela, misture os demais ingredientes começando por óleo, ovos e açúcar. Acrescente maçãs, passas e castanhas. Por fim, adicione os ingredientes secos, mexendo até obter uma mistura homogênea.

Despeje em assadeira untada e enfarinhada (usei uma forma de bolo inglês) e leve ao forno preaquecido a 180ºC por aproximadamente 40 minutos.

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