Salada de cenoura à moda oriental

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Salada de cenoura

Oi, pessoal! Estou de volta com mais uma salada. É bem simples: só cenoura crua em tirinhas (fiz com meu Benriner). O que faz a diferença é o molho, preparado com óleo de canola, shoyu, vinagre de arroz e uma borrifada de alho e de gengibre em pó. As quantidades dos ingredientes ficam a critério do freguês - eu nunca meço, vou adicionando um pouquinho de cada coisa até achar que está bom. Despeje o molho sobre a cenoura em tirinhas, misture bem e, se puder, leve um pouco à geladeira. Assim, a cenoura absorverá melhor o sabor e ficará mais flexível, sem perder a crocância. Sirva com um monte de gergelim preto bem esfregado* em cima.

*Este é um truque da minha ba-chan para que o gergelim solte o seu aroma: friccioná-lo no meio de um pano de prato ou de um guardanapo de pano antes de servir. Se funciona ou não, eu não tenho certeza. Mas sempre faço.

Bolo 'deu zebra'

sábado, 25 de setembro de 2010

Sempre achei os bolos zebra lindos, mas nunca tive coragem de fazer porque não tenho lá muita habilidade. Mas quando topei com esta receita, achei-a tão simples, com a não necessidade de manteiga em pomada ou de ovos separados, que resolvi arriscar. E, claro, arriscar inventando de colocar pedacinhos de chocolate na massa, porque eu sou cabeça-gorda (ok, não só cabeça).

Bolo 'deu zebra' da segunda vez

Nem preciso dizer que as zebras mandaram um postal lá da África avisando que não puderam vir, né. Da primeira vez, o bolo ficou com cara de cutia - marrom, com umas parcas pintas brancas. Da segunda vez... ficou assim, como vocês veem na foto.

Bolo 'deu zebra' cortado

Apesar dessa aparência nada zebrística, o bolo ficou delicioso, úmido, doce na medida certinha. A melhor forma de saboreá-lo é morninho, para que os pedaços de chocolate derretam. Mas vale aquecer no micro-ondas - o hômi tem feito isso sempre que tira um naco do bolo. E ele tira vários, todos os dias...

Receita um pouco adaptada daqui.

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

4 ovos grandes em temperatura ambiente
250 g de açúcar refinado (não tinha em casa, usei cristal)
250 ml de óleo de milho (usei canola)
250 ml de leite integral (usei semidesnatado)
300 g de farinha de trigo
1 colher de café de extrato de baunilha (usei 1 colher de chá porque meu extrato caseiro ainda está apurando)
1 colher de chá de fermento químico
2 colheres de sopa de cacau em pó
100g de chocolate com 70% de cacau picado em cubinhos (invencionice minha)
100g de chocolate branco picado (invencionice minha)

Modo de preparo:

Bata os ovos até que espumem. Adicione lentamente o açúcar e bata mais um pouco. Por fim, acrescente os ingredientes líquidos (leite, baunilha e óleo).
Retire da batedeira e, com auxílio de um fouet, agregue a farinha e o fermento peneirados até que tudo esteja homogêneo. Não bata demais para não desanimar o fermento!

Feito isso, divida a massa em duas partes iguais e adicione o cacau em pó a uma delas. Na massa de cacau, adicione o chocolate com 70% de cacau. Na massa branca, adicione os pedaços de chocolate branco.

Agora vem a parte ninja: numa assadeira redonda de fundo falso com 23 cm de diâmetro, untada e forrada com papel manteiga, vá despejando alternadamente 3 colheres de massa escura, três colheres de massa clara. Continue firme e constante até as massas acabarem.

Uma dica importante é não parar de colocar as colheradas em hipótese alguma, não bater a assadeira para a massa 'assentar', não inclinar, não mexer, não alisar e nem fazer nada que comprometa a formação natural das listras. Eu não fui muito hábil nessa parte :-/

Asse em forno preaquecido a 180ºC por aproximadamente 40 minuto ou até que o bolo passe no teste do palito.

Deixe esfriar em uma grade antes de desenformar.

A abobrinha do Curtis Stone

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ainda no clima das comemorações pelos 60 anos da televisão brasileira, não resisto e parafraseio Chacrinha, o Velho Guerreiro, rei das perguntas sem pé nem cabeça:

- QUEM QUER A ABOBRINHA DO CURTIS STONE?

Agora que eu fiz a piada sem graça e não mais morrerei de comichão, vamos a um jeito delicioso de preparar abobrinha, que eu encontrei num livro do Curtis Stone, o apresentador boa pinta do programa Chef a Domicílio, do Discovery Home & Health. É um jeito delicioso de saborear a abobrinha. Recomendo apenas que você use tomates bem maduros - os meu estavam meio verdes e ácidos.

Abobrinha do Curtis
Receita adaptada de Cooking with Curtis, de Curtis Stone

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Ingredientes:
6 abobrinhas
25 ml de azeite de oliva
25g de sal
3 ramos de tomilho fresco, mais um pouco para decoração (eu não tinha, usei 1 colher de chá de tomilho seco)
2 folhas de louro
1/2 pimenta dedo de moça, sem sementes, fatiada (não tinha em casa, adicionei algumas gotas de tabasco para tentar compensar)
1 dente de alho descascado, picadinho
30 ml de vinagre balsâmico branco (nunca vi nem comi, eu só ouço falar - usei o escuro, mesmo)
50 ml de azeite de oliva extravirgem
2 tomates sem pele fatiados (estava morta de preguiça e não tirei as peles)
Sal e pimenta-do-reino moída na hora

Modo de preparo:
Corte as abobrinha em fatias grossas no sentido do comprimento - 3 fatias para cada abobrinha. Salgue-as com os 25g de sal e coloque-as numa assadeira para que elas soltem líquido por 20 minutos. Passado esse tempo, enxague-as e seque-as com papel toalha, sem esfregar.

Aqueça a sua grelha. Enquanto ela esquenta, cubra as fatias de abobrinha com um pouco dos 25ml de azeite de oliva. Coloque-as então para grelhar e deixe-as até que elas fiquem com as marquinhas da grelha. Deixe-as esfriar e então corte-as na diagonal em pedaços de 2,5 cm de largura. Coloque-as em um tigela e mantenha-as aquecidas.

Aqueça o restante do azeite em uma frigideira, adicione as ervas, a pimenta e o alho e salteie por 30 segundos. Adicione essa mistura às abobrinhas, misture bem e adicione o vinagre, o azeite extravirgem e os tomates. Tempere com sal e pimenta a gosto.

Agora é só transferir para a tigela de servir, enfeitar com folhinhas de tomilho e servir morninha. Bom demais.

Observação final:
Só agora, transcrevendo a receita, percebi que são usados dois tipos de azeite. Eu só usei extravirgem de cabo a rabo.

O dono da abobrinha

Bolo de iogurte e limão siciliano

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Olá, minhas amiguinhas*!
(*homenagem à querida Palmirinha Onofre, que deixou de apresentar seu programa na TV Gazeta)

Por pouco não completei dois meses de desaparecimento. Nesse intervalo, trabalhei muito e fiz uma viagem curta. Mas o que realmente me manteve afastada daqui foi uma dieta mais rigorosa para um problema de saúde. Desde então, reduzi muito a quantidade de carboidratos (e de alegria) na minha vida.

Até que eu sobrevivi bem às restrições alimentares e à introdução de alimentos exóticos, como a farinha de banana verde. O blog é que passou por maus bocados, coitado - não cozinhei nada que fosse suficientemente interessante para postar.

Mas na semana passada, resolvi quebrar o jejum de baking goods e preparei um bolinho de limão siciliano. E que bolinho. Úmido, azedinho, delicioso. O cheiro dele se espalhando pela casa é matador. Foi um dos bolos mais perigosos que eu já assei na vida – mandei-o embora de casa assim que provei o segundo pedaço, pois sabia que não ia parar de comê-lo até não restar migalha.

Bolo de limão e iogurte
Receita ligeiramente adaptada daqui

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Ingredientes:

Para o bolo:
1 ½ xícara de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento químico em pó
½ colher (chá) de sal
1 xícara de iogurte integral (eu usei iogurte desnatado que eu fiz aqui em casa, mesmo)
1 xícara de açúcar
½ xícara de óleo de canola
3 ovos
Raspas de 2 limões sicilianos (usei raspas de três limões)
¼ de colher (chá) de extrato de baunilha (ih, esqueci)
¼ a ½ colher (chá) de extrato de limão (ingrediente desconhecido para mim – usei ½ colher de chá de suco de limão)

Para a calda de limão:
1/3 de xícara de áçúcar
1/3 xícara de suco de limão fresco

Para a cobertura de limão: (eu dispensei, não deu tempo de fazer)
2 colheres (sopa) de suco de limão fresco
1 xícara de açúcar de confeiteiro
¼ de colher (chá) de extrato de baunilha
Leite (opcional)

Bolo de limão e iogurte

Modo de preparo:

Peneire a farinha, o fermento e o sal em uma tigela média. Em outra tigela maior, combine o iogurte, o açúcar e o óleo de canola. Acrescente os ovos um de cada vez, mexendo bem até incorporá-los. Adicione as raspas de limão, a baunilha (que eu esqueci) e o extrato de limão (que eu não conheço e não usei – se você usar, adicione um pouquinho e prove – se achar necessário, acrescente mais um pouquinho até estar do seu gosto). Por fim, junte os ingredientes peneirados à mistura líquida (tudo de uma vez) e misture até ficar homogêneo.

Despeje a massa em uma forma de bolo inglês bem untada (eu untei com manteiga e polvilhei farinha de trigo) e leve ao forno preaquecido a 180ºC por 50 minutos ou até que o bolo passe no teste do palito.

Nos últimos 5 a 10 minutos de forno, leve ao fogo médio os ingredientes da calda de limão até que o açúcar se dissolva totalmente. Deixe que essa calda esfrie um pouco enquanto você tira o bolo do forno.

Tire o bolo do forno e deixe-o esfriar na assadeira mesmo, sobre uma grade, por alguns minutos. Feito isso, desenforme o bolo no prato de servir e despeje sobre ele a calda de limão (eu fiz o seguinte: antes de desenformar o bolo, dei umas espetadelas nele com uma faca e derramei sobre essas fendas a caldas de limão. Depois de um tempo, desenformei o bolo).

(A partir desse ponto, eu não tenho muito a acrescentar, pois não fiz a cobertura – e, confesso, não senti falta. Mas imagino que fique bom, também. Da próxima vez, farei com cobertura)

Deixe que o bolo esfrie completamente. Quando isso acontecer, faça a cobertura misturando o suco de limão, o açúcar de confeiteiro e o extrato de baunilha. Se a mistura ficar muito grossa, afine-a com um pouquinho de leite ou de suco de limão. Despeje sobre o bolo e deixe assentar antes de servir.

Bolo de limão e iogurte

Salada de amaranto e quinoa

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Tabule de quinoa e amaranto

Gente, já estou com vergonha de postar tantas saladas seguidas. É que, como a grande gulosa que eu sou, estou sempre tentando me redimir dos meus excessos comendo saladinhas.

Essa é uma salada que lembra outra que eu já fiz por aqui - também tem cebola, tomate e pepino picados em cubinhos. Não tem hortelã nem salsinha porque eu não os tinha em casa (se tivesse, certamente usaria). A grande diferença é o fato de eu ter usado, no lugar de trigo partido, amaranto e quinoa cozidos. Temperei com sal, azeite e suco de limão e servi com folhas verdes.

Salada de amaranto

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Salada de amaranto

É, mais uma salada. Esta tem receita formal, com quantidade precisa de ingredientes. Saiu de um boletim impresso da loja de produtos naturais Mundo Verde, que eu li na sala de espera da minha fisioterapeuta.

É um jeito gostoso de usar o amaranto, esse grãozinho tão badalado entre os adeptos dos alimentos funcionais.

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Ingredientes:

2 xícaras (chá) de amaranto em grãos (usei 1 xícara, só)
2 xícaras (chá) de água filtrada (tenho impressão de que usei o dobro da quantidade de água)
1/2 xícara (chá) de cenoura orgânica ralada (ralei 1 cenoura média)
1 tomate orgânico sem sementes picado
1/2 lata de ervilha cozida no vapor (usei ervilhas frescas congeladas)
1 dente de alho amassado (preferi usar um pouquinho de cebola picadinha)
1/2 xícara (chá) de cebolinha orgânica ralada (não tinha em casa, não usei)
1/2 xícara (chá) de salsa orgânica picada (não tinha em casa - no lugar, usei erva-doce fatiada finamente)
1 colher (chá) de açafrão (cúrcuma)
3 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem orgânico
1 colher (sopa) de suco de limão orgânico
Sal marinho a gosto

Modo de preparo:

Vou contar como eu fiz (que é um poucodiferente da receita original). Primeiro lavei os grãos, adicionei a água e coloquei para cozinhar. Quando o líquido levantou fervura, deixei por 10 minutos, apaguei o fogo e deixei esfriar naturalmente. Escorri o restante do líquido em uma peneira e reservei.

Numa tigela grande, juntei todos os vegetais, adicionei o amaranto cozido e misturei delicadamente. Feito isso, num potinho, adicionei os ingredientes do molho (cúrcuma, limão, azeite e sal), misturei bem e despejei sobre a salada. Mais uma mexidinha para espalhar bem o gosto e pronto! Servi com folhas de alface.

Rendimento: 10 porções
Valor calórico: 47,65 kcal por porção

Salada de erva-doce, tomate e maçã

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Salada de erva-doce, tomate e maçã

Eu sei, eu sei, o tempo esfriou aqui no Hemisfério Sul e saladinhas refrescantes estão longe de apetecer por estas bandas.

Mas há alguns meses, fiz uma salada tão besta e boa que achei que deveria compartilhá-la aqui, mesmo estando na estação errada. Quem sabe o pessoal do Hemisfério Norte não aproveite?

Já adianto que nunca tenho medida certa de ingredientes na salada. Vou colocando um pouquinho disso, um pouquinho daquilo, até que os meus olhos gostem do resultado. Depois tempero assim, sem medida, também. Dito tudo isso, vamos à salada, que é ótema.

Ela levou tomate maduro cortado em tirinhas; fatias de maçã cortadas ao meio e deixadas de molho em água com suco de limão para não ficarem escuras; e erva-doce (funcho, finocchio, fennel, não sei como você conhece essa belezinha) - a parte branca cortada em tirinhas, os talos cortados em rodelas. Tive o cuidado de deixar a erva-doce de molho em água bem gelada para continuar crocante até a hora de temperar a salada.

Depois, foi só escorrer bem quem estava de molho, colocar todos os ingredientes numa vasilha grande, misturá-los delicadamente e temperá-los com azeite de oliva, sal, suco de limão e pimenta-do-reino moída na hora. Só isso? Só isso. E fica uma coisa louca, de tão boa.

A propósito, vale uma dica que eu aprendi na marra há alguns anos (vai que alguém ainda não sabe): a salada de vegetais crus deve ser temperada quase na hora de servir. Se a gente tenta ganhar tempo temperando antecipadamente, os vegetais perdem muito líquido e ficam num desânimo só.

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