Batatinha, quando sobra, vira pão na minha mão

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ok, eu sei, esse título foi péssimo. Prometo melhorar numa próxima oportunidade.

No dia em que preparei costelinhas ao molho barbecue, decidi acompanhá-las com umas batatas divinas que vi no blog da Karen, cortadas em rodelas mais finas, gratinadas com creme de leite fresco e queijo (eu usei queijo do reino e parmesão). Ficam deliciosas.

Batatas gratinadas com queijo

O problema é que eu sou exagerada e acabei fazendo mais batatas do que daríamos conta de comer. Para que elas não se transformassem numa sobra interminável, decidi dar um fim bem digno a elas: transformei-as em pão!

Pão de batatas gratinadas

Enquanto preparava o pão, anotei as quantidades dos ingredientes, mas como ainda não repeti a receita, não tenho certeza se dá certo ou se foi sorte de principiante. Assim, deixarei azamigas com a inspiração.

Molho barbecue trabalhado na laranja

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Senta que lá vem história. Ou, ainda, faz rolagem, que a receita está mais embaixo.

Quando eu era bem pequena, minha irmã, mais velha, ganhou um Kit do Químico Mirim. Era muito divertido: beques, tubos de ensaio e um bando de líquidos coloridos em frasquinhos com conta-gotas. Com eles, era possível fazer tinta invisível, sangue de mentirinha e vários líquidos fedorentos. Mas era necessário seguir as receitas com muita precisão e jamais substituir, suprimir ou acrescentar ingredientes.

Muitos anos depois, estava eu, recém-casada. Eu queria provar a mim mesma que era capaz de me virar na cozinha sem recorrer à ajuda da mamãe. Assim, me armei de alguns poucos livros de culinária e comecei a enfrentar as panelas sozinha. Mas as coisas não pareciam correr bem: as receitas não ficavam com gosto que eu esperava... e havia muitas receitas para a mesma coisa!

Só então percebi que a cozinha não funciona como o Kit do Químico Mirim. É claro que há proporções que precisam ser seguidas (especialmente para confeitaria), mas cozinha tem a ver com experimentação, e com gosto pessoal. Por isso é que há tantas receitas de bolo de fubá. Por isso é que cada família tem a sua fórmula para o molho da macarronada.

Contei tudo isso para finalmente chegar à semana passada, quando eu me preparava para cozinhar costelinhas de porco ao molho barbecue. Passei os olhos na receita de molho que costumo usar e fiquei meio... cuén. Queria algo novo. Foi quando descobri uma receita diferente no livro da Ana Maria Braga. A primeira coisa que me veio à cabeça foi ‘cadê o açúcar mascavo?’, seguida de ‘como assim, laranja?’. Respirei fundo, mandei a química mirim para fora da cozinha e preparei a receita. Com pequenas adaptações, como deve ser :-)

Costelinhas ao molho barbecue
Receita adaptada de Mais Você 10 Anos, de Ana Maria Braga

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

1/2 xícara de azeite
2 colheres (sopa) de manteiga
1 cebola grande bem picadinha
3 dentes de alho picadinhos
1/4 de xícara de raspas de casca de laranja (usei as raspas de 1 laranja grande)
5 cravos-da-índia moídos (como o sabor é meio forte, usei 2)
2 colheres (sopa) de mostarda de Dijon
Sal a gosto (usei shoyu a gosto)
1/2 colher (chá) de pimenta-do-reino moída (usei metade do que foi pedido)
2 xícaras de ketchup
2 colheres (chá) de molho inglês
1/2 colher (chá) de molho de pimenta
2 colheres (sopa) de vinagre
Suco de 3 laranjas suculentas

Modo de preparo:

Numa panela, refogue a cebola e o alho em azeite e manteiga até dourar. Em seguida, adicione os demais ingredientes e deixe ferver por 5 minutos até a mistura ficar homogênea.

Desligue o fogo. Se quiser, peneire o molho para que ele não fique pedaçudo. Eu não peneirei dessa vez, mas poderia fazer da próxima - fica mais lisinho e bonito.

Bolo de banana do Panelinha

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Não é segredo para ninguém que eu sou fã da Rita Lobo. Também, tem como não admirar uma moça linda desse tanto, doce desse tanto, que cozinha desse tanto - e que ainda compartilha o que sabe?

Imagine, então, a festa que foi ganhar o livro "Panelinha - receitas que funcionam". Comecei a folhear agitada, mal contendo a vontade de correr pra cozinha.

A primeira receita que fiz foi um bolo de banana. Como filha de minha mãe, que sou, mexi um pouco aqui e ali (eu até tento conter meus genes, mas é muito difícil).

O resultado? Um bolo cheirosíssimo, úmido e fofo. O meu não ficou bem apessoado como o da foto do livro, mas meus colegas de trabalho, os primeiros a prová-lo, nem repararam: comeram até que não restassem migalhas.

Bolo de banana
Receita adaptada de Panelinha - Receitas que Funcionam, de Rita Lobo

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Ingredientes:

2 bananas-prata (usei 3, como você vai ver)
100g de manteiga em temperatura ambiente (a minha estava no fim e eu acabei usando margarina)
1 xícara (chá) de açúcar
2 ovos
1 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de essência de baunilha (usei as raspas de uma fava de baunilha)
Manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar
*incluí 1 colher (chá) de canela em pó e 1 pitada de sal

Modo de preparo:


Preaqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma de bolo inglês com manteiga e polvilhe com farinha de trigo.

Descasque e amasse as bananas com um garfo. Eu amassei duas das minhas bananas. A terceira, piquei em cubinhos e polvilhei com canela em pó.

Na batedeira, junte a manteiga com o açúcar, em velocidade alta, batendo até obter um creme fofo.

Sem parar de bater, adicione os ovos, um a um, batendo entre cada adição. A mistura vai ficar com cara de que desandou, mas tenha fé e siga em frente, juntando as bananas amassadas. Reduza a velocidade e adicione, aos poucos, a farinha, devidamente peneirada (e a pitada de sal, se você quiser). Por fim, acrescente o fermento (e a banana em cubinhos, se quiser me seguir) e misture delicadamente com uma colher de pau.

Transfira a massa para a forma untada e leve ao forno para assar. Como meu forno é meio fraco, demorou uns 50 minutos ou mais. O importante é que o bolo passe no teste do palito.

Deixe esfriar antes de desenformar.

Bolo de maracujá

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Eu e J. trabalhamos juntos há mais de um ano. Ele sempre me falava dos incríveis maracujás produzidos no sítio dos seus sogros, mas trazer maracujá pra mim, que é bom, nada. Outro dia, finalmente, ele se redimiu. Trouxe um pote de polpa maduríssima e uma encomenda: um bolo de maracujá.

Eu, que já estava de olho em uma receita publicada pela Rosaly, do Quitandas de Minas, corri para a cozinha logo cedo para bater meu bolinho. O resultado foi um bolo muito fofo e úmido, doce e azedinho na medida certa, e com um cheiro delicioso, de perturbar o juízo do Dalai Lama.

Rosaly, obrigada por compartilhar essa delícia com a gente!

Bolo de maracujá

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Ingredientes:

3 ovos em temperatura ambiente (claras separadas das gemas)
2 xícaras de açúcar
100g de manteiga ou margarina em temperatura ambiente (usei margarina, mesmo)
3/4 xícara de polpa de maracujá (com sementes e tudo)
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento químico

Calda de maracujá para derramar sobre o bolo:
⅓ de xícara de polpa de maracujá (com sementes)
4 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de essência de baunilha (opcional - eu usei a que fiz em casa e achei simpático)

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180 ºC e prepare uma forma de anel untando-a com manteiga e polvilhando com farinha. Reserve.

Feito isso, bata a manteiga com o açúcar, adicionando as gemas aos poucos, uma a uma. Acrescente a polpa dos maracujás (com as sementes) e continue batendo - a mistura vai ficar com cara de desandada, mas tenha fé, tudo há de se acertar. Adicione a farinha de trigo aos poucos, misturando bem. Por fim, acrescente as claras de neve e o fermento, misturando delicadamente.

Despeje a massa cuidadosamente na forma e leve para assar por 50 minutos (o tempo pode variar, dependendo da potência do seu forno. Confie no seu nariz e no teste do palito). Depois de assado, deixe o bolo esfriar sobre uma grade, protegido de correntes de ar.

Bolo de maracujá

Depois de assado o bolo, faça uma calda de maracujá para cobri-lo. Aqui, eu fiz diferente da Rosaly: preferi levar ao fogo a polpa de maracujá, o açúcar e um pouco de essência de baunilha, mexendo até obter uma consistência de xarope. Despejei sobre o bolo morninho.

Financiers

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Minha temporada no Rio de Janeiro em 2009 foi breve, mas muito intensa - com todos os significados que ‘intenso’ pode ter. Dos dias loucos que passei por lá, levei algumas lembranças muito queridas - a convivência com os queridos colegas petroleiros, os passeios pelo Rio Antigo... e os financiers que provei pela primeira vez no café do CCBB, pertinho da Igreja da Candelária.

Foi engraçado, até, o meu primeiro contato com esses bolinhos de claras e amêndoas. Não os achei especialmente bonitos. Provei e não ouvi anjos cantarem. Mas, quando dei por mim, já estava no fim do terceiro pacotinho de financiers, já pensando em comprar mais.

A receita a seguir é de um livro que ganhei há alguns anos e que resolvi colocar em uso. Eu a segui o mais literalmente possível e obtive bolinhos muito gostosos. Mas, da próxima vez que os fizer, vou usar manteiga com sal. Ou acrescentar uma pitada de sal à receita (recomendo que você faça o mesmo).

Financiers
Receita adaptada do livro The Essencial Baker, de Carole Bloom

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Ingredientes:


1/2 xícara de amêndoas em lâminas (não usei)
170g de manteiga sem sal
1 colher (sopa) de extrato de baunilha (usei as raspas das sementes de uma fava de baunilha)
4 claras de ovos grandes
1/2 colher (chá) de cremor de tártaro
1 1/3 xícaras de açúcar de confeiteiro peneirado
1 xícara de farinha de trigo
3/4 xícara de amêndoas moídas

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 170ºC. Forre uma assadeira para muffins com forminhas de papel (eu usei uma assadeira para 24 mini muffins e 4 cavidades de uma assadeira de muffins de tamanho normal).

Disponha as amêndoas laminadas em uma assadeira e leve ao forno para tostar por 5 minutos, até que fiquem levemente douradas (eu não tinha amêndoas laminadas em casa e suprimi essa etapa). Tire do forno e deixe esfriar em uma grade.

Numa panela, coloque a manteiga picada em pedaços pequenos e a baunilha. Leve ao fogo médio até que a manteiga espume e fique castanha. Despeje a mistura em uma tigela e deixe amornar.

Na tigela da batedeira, junte as claras e o cremor de tártaro e bata em velocidade alta até obter picos moles. Adicione lentamente o açúcar de confeiteiro às claras e continue batendo até que eles formem picos firmes e brilhantes.

Adicione a farinha à mistura de claras em 3 tempos, batendo entre eles até incorporar. Faça o mesmo com as amêndoas moídas e a manteiga, já morna.

Com o auxílio de uma colher de sopa, despeje a mistura em cada forminha de muffin, enchendo até 2/3 da capacidade. Salpique com as lâminas de amêndoa tostadas (eu não o fiz).

Asse os financiers por 12 a 15 minutos, até que estejam coradinhos e que passem no teste do palito.Deixe os financiers esfriarem em uma grade e sirva à temperatura ambiente.

Financier comido

Dicão:

O livro sugere substituir as amêndoas por outras castanhas, como nozes, pecãs ou avelãs. Acho que vou testar com castanhas-do-pará moídas :-)

Sablés de castanha-do-pará

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Não sei se tem sido assim para todo mundo, mas o meu 2011 começou quente. Muito trabalho, muita correria, muito pouco sossego para sentar diante do computador e escrever posts compartilhando tudo que tem saído da minha cozinha.

Assim, para não deixar que o mês termine com apenas um post, trago aqui uma sugestão de adaptação da receita delícia de sablés que postei aqui há algum tempo. Em vez de usar amêndoas moídas, experimente substitui-las por castanhas-do-pará trituradas no liquidificador. Para o acabamento dos biscoitos, antes de cortá-los, pincele a massa com uma clara de ovo levemente batida e role-a nas castanhas moídas. Fica um espetáculo.

Sablé de castanha do pará

Solidariedade às vítimas das chuvas no Brasil

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011



Oi, pessoal. Queria que a minha primeira postagem do ano fosse motivada por flores, amores e cores, mas infelizmente há uma grande tragédia em andamento no Brasil - em especial, na região serrana do Rio de Janeiro: as chuvas torrenciais e suas terríveis consequências para a população.

Nem vale a pena entrar em detalhes quanto ao número de mortos, desaparecidos e desabrigados - ele parece crescer a cada minuto. Além disso, os telejornais e portais de notícias podem informar melhor sobre o assunto. O que eu gostaria, mesmo, é de deixar aqui algumas informações para quem quer ajudar, mas não sabe como.

Se você quer fazer doações em dinheiro, pode depositar qualquer valor nas contas abaixo:

Defesa Civil do Rio de Janeiro
Caixa Econômica Federal
Agência: 0199
Conta corrente: 2011-0
Cód. da operação: 006

Prefeitura de Teresópolis
Banco do Brasil
Agência: 0741-2
Conta-corrente: 110.000-9

Prefeitura de Nova Friburgo

Banco do Brasil
Agência: 0335-2
Conta-corrente: 120.000-3

Prefeitura de Petrópolis
Banco do Brasil
Agência: 0080-9
Conta-corrente: 76.000-5

Também é possível doar dinheiro para uma entidade que está cuidando de resgatar os animais desabrigados:

Defensores dos Animais (CNPJ 04.363.242/0001-09)
Bradesco
Agência: 279-8
Conta-poupança: 172813-0

Se você está em Brasília e quer doar material de higiene e limpeza, roupas e alimentos não perecíveis, a Câmara dos Deputados está recebendo donativos. É só deixá-los nos postos de coleta em qualquer uma das entradas dos prédios.

A todos que estão passando por tanta dor, as minhas orações e solidariedade.

:: Veja a página do Portal G1 sobre doações

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