Batatas-doces assadas ao mel

terça-feira, 19 de abril de 2011

Batata-doce assada com mel

Das cozinhas virtuais que frequento (virtuais para mim, mas bem reais para quem as comanda), uma das que mais me inspira é a da Karen. Vira-e-mexe estou provando em casa as comidinhas que ela prepara.

Essa receita é uma delas. Simples demais: descasque e pique em cubos duas batatas-doces grandes. Acomode-as numa assadeira e nela adicione um fio de azeite e sal a gosto. Revolva as batatas-doces com as mãos até que azeite e sal fiquem distribuídos por igual. Leve ao forno a 180ºC, mexendo ocasionalmente para que dourem por igual.

Quando estiverem douradinhas, adicione um fio generoso de mel, misture bem e deixe mais uns minutinhos no forno. Sirva a seguir.

Se quiser, ao retirar as batatas-doces do forno, salpique-as com um pouco de gergelim preto torrado. Eu não estava no clima de gergelim (nem sei descrever que clima é esse), por isso não o fiz dessa vez.

Minha salada preferida de grão-de-bico

sábado, 16 de abril de 2011

Salada preferida de grão-de-bico

Como toda pessoa oprimida pela balança, eu preciso comer muita salada, todos os dias. Para não enjoar, costumo variar muito os ingredientes e formas de preparar.

Mas há uma salada que, vira-e-mexe, volta à minha mesa. É essa da foto, que tem como ingredientes básicos o grão-de-bico, o pepino, o tomate, a cebola e a salsinha.

O grão-de-bico é daqueles enlatados, prontos para usar (mas, se você quiser, pode usar grão-de-bico cozido em casa). O pepino entra em cubinhos, mas você pode variar e usá-lo em rodelinhas previamente salgadas e escorridas. O tomate pode ser comum, picado em cubinhos - se você tiver tomatinhos sweet grape, use-os inteiros, que fica ainda melhor. Use cebola bem picadinha ou cebolinha, se tiver à disposição. E capriche na salsinha.

O tempero é o mais simples possível: azeite, vinagre de vinho branco, sal e pimenta moída na hora. Eventualmente, uma pitada de açúcar, para corrigir a acidez dos tomates.

Essa salada é incrivelmente generosa, aceitando participações especiais de cenoura ralada, pimentão aferventado em cubinhos (os cubinhos vemelhos da foto são pimentões) ou hortelã em tirinhas. Se quiser, escorra uma lata de atum conservado em salmoura, despedace-o com um garfo e misture-o à salada. Vira almoço-delícia para os dias quentes :-)

Bolo de maçã com caramelo

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dá gosto cozinhar para os meus colegas de trabalho. Eles não têm frescuras em relação aos ingredientes - chocolate, coco, frutas, milho, tudo é bem-vindo. Comem com gosto e num instante já estão se acotovelando pelas migalhas finais.

Para uma festinha que fizemos por aqui, resolvi testar uma das receitas matadoras da Pat, do Technicolor Kitchen: um bolo de maçãs com casquinha de caramelo que eu namoro há anos.

Ingredientes separados para o bolo, descobri que o creme de leite fresco tinha acabado. E agora? Recorri a uma outra receita, do TK, mesmo, e ficou uma perfeição.

Um bolo para ser repetido muitas e muitas vezes...

A tentadora casquinha de caramelo do bolo de maçã
Receita adaptada daqui e daqui

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

Para o bolo:

3 xícaras (420g) de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 ¼ xícaras (300ml) de óleo
2 xícaras (400g) de açúcar granulado
3 ovos grandes (meus ovos não eram suficientemente grandes e eu usei 4)
2 maçãs verdes Granny Smith, descascadas, sementes e cabos removidos, picadas em cubinhos de 1 cm (usei maçã gala)

Para o caramelo (eu dobrei a receita abaixo):
½ xícara (88g) de açúcar mascavo – aperte-o na xícara na hora de medir
2 colheres (sopa) de leite integral
4 colheres (sopa) (56g) de manteiga sem sal picada

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 165ºC; unte com manteiga e enfarinhe uma forma de buraco no meio de 22cm de diâmetro (eu usei uma de 19 cm e uma de 15 cm).

Numa tigela média, peneire a farinha, o sal e o bicarbonato, misture e deixe reservado.

Numa tigela grande, misture o óleo e o açúcar, usando um fouet. Junte os ovos, um a um, batendo a cada adição. Acrescente os ingredientes secos e misture com uma colher de pau até homogeneizar (a massa é mais densa, mesmo, mas se estiver grossa demais, considere adicionar mais um ovo, como eu). Adicione então as maçãs e misture delicadamente.

Transfira a massa para a assadeira preparada (eu usei uma colher de sopa para me ajudar nessa tarefa). Leve ao forno por cerca de 1 hora e 15 minutos (faça o teste do palito). Deixe a assadeira esfriando sobre uma grade.

Bolo de maçã antes do caramelo

Enquanto o bolo esfria, prepare o caramelo: combine todos os ingredientes numa panelinha e leve ao fogo até ferver, mexendo algumas vezes para que não queimem. Deixe ferver por uns 5 minutos e então remova do fogo.

Com uma faquinha pontuda, faça furos em toda a superfície do bolo e regue-o com o caramelo, aos poucos, para que a cobertura seja absorvida.

Deixe o bolo esfriar completamente sobre uma gradinha antes de desenformar – caso contrário, pode grudar (passe uma faquinha ao redor do bolo, dentro da assadeira, para ajudar). E não se preocupe: a casquinha de caramelo aguenta ser desenformada sem grandes prejuízos.

Bolos de maçã (um com, outro sem caramelo)

Salada de berinjela assada

domingo, 10 de abril de 2011

No final de semana, fui à minha mercearia japonesa preferida e encontrei berinjelas japonesas (que não são muito comuns em Brasília). Não tive dúvidas: levei uma porção delas para casa.

De volta ao lar, fucei a internet furiosamente até encontrar a receita que me pareceu aproveitar bem o potencial de berinjelinhas tão fofinhas. Veio do Chucrute com Salsicha, da Fer, e não tinha como não ser incrível.

Fiz algumas adaptações. Como o meu pé de manjericão anda muito infeliz, preferi não tirar folhinhas dele e trocar por tomilho, da horta da minha mãe. Também não tinha pinoles e preferi não substituir por outra castanha. E, revisando a receita agora, vi que esqueci de usar o vinagre balsâmico.

Ainda hei de fazer a receita original. Mas devo dizer que desse jeito ficou bom demais!

Salada de berinjelas assadas
Receita adaptada daqui

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Ingredientes:

3 berinjelas japonesas médias
1 dente de alho picadinho
1 fio de azeite
Sal grosso e flocos de pimenta vermelha a gosto
1 cebola branca pequena
1/2 colher (sopa) de vinagre de vinho (usei branco)
1 punhado de alcaparras (se usar aquelas em conserva salgada, lave-as e enxague-as antes de usar para retirar o excesso de sal)
1 punhado de pinoles levemente tostados (eu não tinha)
1 punhado de folhas de manjericão (usei tomilho)
1/2 colher (sopa) de vinagre balsâmico (eita, esqueci de usar!)

Modo de preparo:

Lave as berinjelas e corte-as em rodelas na diagonal. Coloque-as numa tigela e tempere-as com um fio de azeite, sal, pimenta em flocos e um dente de alho picadinho.

Distribua as rodelas numa vasilha de vidro refratário e leve ao forno preaquecido a 190ºC por 20 minutos, girando a assadeira na metade do tempo.

Enquanto isso, descasque a cebola e corte-a em meias-luas fininhas. Mergulhe-as em água fervente por 20 segundos, escorra em uma peneira e tempere com o vinagre. Reserve.

Depois que a berinjela estiver pronta, tire-a do forno e deixe que esfrie um pouco antes de misturá-la às cebolas, às alcaparras, aos pinoles (que eu não tinha) e ao manjericão (que eu troquei por tomilho). Tempere com o vinagre balsâmico (esqueci), deixe descansar por 30 minutos para o sabor apurar e sirva com um fio de azeite por cima.

Kohaku Namasu da Marisa (conserva de nabo e cenoura)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Há algum tempo eu contei para vocês do meu gosto por nabo em conserva, e do profundo desgosto que ele causa no hômi cada vez que ele abre a geladeira. Cheguei a fazer uma trégua em nome da saúde do meu casamento, mas um dia desses não resisti e testei uma nova receita, que vi no Delícia, da Marisa Ono.

Aliás, sobre a Marisa, valem algumas observações, caso vocês ainda não a conheçam: primeiro, ela é uma referência na blogosfera em culinária japonesa e em comida boa, de um modo geral; segundo, ela é produtora do alho negro, ingrediente que tem arrancado suspiros nos restaurantes mais badalados do Brasil; terceiro, que eu saiba, nós não somos parentes, apesar de termos o mesmo sobrenome (mas eu adoraria ser).

A conserva é deliciosa, muito suave e crocante. Como toda conserva de nabo, tem aquele cheiro característico. Mas nada que um pote plástico hermeticamente fechado, guardado dentro de um saco plástico bem amarrado, não possam resolver.

Kohaku Namasu da Marisa
Receita adaptada daqui

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Ingredientes:

1 nabo japonês médio
3 cenouras médias
1 boa pitada de sal

Para o sambaizu:

1 1/2 colher (sopa) de saquê mirin ou açúcar (estava sem mirin e usei saquê kirin e açúcar)
1/2 xícara de vinagre de arroz
2 colheres (sopa) de shoyu
2/3 de xícara de dashi (estava sem ingredientes para dashi em casa, por isso usei 2/3 de xícara de água, mais 1 colher de chá de molho de peixe)

Modo de preparo:

Lave bem os legumes com uma escovinha e retire a camada superficial deles com o descascador de legumes. Aproveite o embalo e, com o próprio descascador, faça fitas não muito longas com os legumes.

Acomode as fitas num recipiente grande, adicione uma boa pitada de sal e misture com as mãos para que ele se espalhe bem. Deixe descansar por 15 minutos para soltar líquido (e ficar flexível, sem perder a crocância).

Enquanto isso, prepare o sambaizu: numa panelinha, misture todos os ingredientes dele e leve ao fogo até ferver.

Agora é só espremer a cenoura e o nabo com as mãos, para que eles soltem o máximo de líquido possível, acomodá-los em um pote ou tigela e despejar um pouco do sambaizu, misturando delicadamente.

Segundo a Marisa, pode ser consumido depois de meia hora de descanso, mas eu fiz como ela e esperei até o dia seguinte para comer.

Observações finais:

* O sambaizu pode ser guardado na geladeira por alguns dias. Assim, se sobrar um pouco dele dessa receita, você pode aproveitá-lo em outras conservas no mesmo estilo.

* Marisa, se você chegar a ler este post, espero sinceramente que as adaptações que eu fiz não tenham sido muito hereges. Não tinha todos os ingredientes à mão e tive que improvisar :-/

Salada de pepino e cebolas

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Minha memória não é muito detalhista. Guardo impressões gerais, conceitos, ideias. Mas para que eu registre minúcias, é preciso que eu as leia ou que as escreva.

Isto faz de mim alguém que não se lembra das palavras ditas em uma briga, que esquece um caminho que percorreu e que se lamenta por não ter anotado como a ba-chan faz salada de pepino.

Eu me lembro de pepinos crocantes; de um tempero suave, que combinava salgado, azedo e doce. Será que havia ervas? Já não me recordo mais.

Tentando recriar essa salada perdida em minha memória, fiquei pensando, com um aperto no peito - quantas lembranças da minha ba-chan eu já perdi? Quanto me resta para lembrar?

Salada de pepino

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Ingredientes:

2 pepinos japoneses
1 colher (chá) de sal
1 cebola pequena
Orégano seco
De acordo com o seu paladar: Azeite (ou outro óleo vegetal), vinagre de arroz (ou qualquer vinagre branco) e açúcar (e mais sal, se for o caso)

Modo de preparo:

Lave bem os pepinos e corte fora as pontinhas, esfregando-as nas extremidades cortadas (minha avó faz assim para que os pepinos não fiquem amargos).

Com um descascador de legumes, tire algumas tiras da casca dos pepinos. Corte-os em rodelas de 2 mm. Num escorredor de macarrão, adicione os pepinos e o sal, misturando bem com as mãos. Deixe o escorredor sossegado sobre um prato para que o pepino solte líquido e fique mais flexível, mas sem perder a crocância.

Enquanto isso, descasque e corte a cebola em meias-luas fininhas.

Depois de 15 minutos de descanso, é hora de escorrer o pepino. Pressione-o contra as paredes do escorredor de macarrão para que ele solte mais líquido.

Numa tigela, adicione o pepino drenado e as cebolas e tempere a gosto com o azeite, o vinagre e o açúcar. Vá com calma, adicionando pequenas quantidades e misturando até que esteja do seu agrado. Se achar que os pepinos não têm todo o sal de que você precisa, adicione mais um pouquinho.

Para dar uma graça, coloquei um pouquinho de orégano seco na minha salada. Se não quiser, nem precisa colocar.

Observação final:

Não se espante, a salada é muito simples de fazer, eu é que sou prolixa.

Hummus da Camil

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Minha casa não tem freezer - só o que vem em cima da geladeira, que é bem pequeno. Assim, não é sempre que dá para cozinhar e congelar feijões, grãos-de-bico, lentilhas e outras adoráveis leguminosas.

Por causa disso, frequentemente, lanço mão de grãos cozidos em lata. E, pasmem, em caixinhas Tetra Pak.

Esta receita saiu de uma embalagem de grão-de-bico da Camil. Complementei com alguns ingredientes que já tinha visto em outras receitas de hummus. Ficou ótimo e levou cinco minutos para ficar pronto.

Hommus
Receita adaptada da caixinha de grão-de-bico Camil


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Ingredientes:

1 embalagem de grão-de-bico Camil (dá quase 250 g de grão-de-bico cozido)
6 colheres (sopa) do líquido do grão-de-bico*
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de tahine

Meus acréscimos:
1 colher (sopa) de suco de limão, uma pitada de cominho, 1 dente de alho picado e sal (a gosto).

Modo de preparo:

No copo do liquidificador (ou do processador de alimentos), coloque todos os ingredientes e bata até ficar macio e cremoso. Tchanã! Sirva com um fio de azeite e pão sírio quentinho e seja feliz.

Observações finais:

*A quantidade de líquido do grão-de-bico a ser utilizada vai depender de quanto suco de limão você adicionar. Assim, recomendo que você comece com 3 colheres de sopa e vá acrescentando um pouco mais conforme a necessidade.

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