Pão de semolina e gérmen de trigo

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Este é um pão que eu faço frequentemente aqui em casa. É bem simples, mas faz bonito em sanduíches ou tostadinho, com manteiga ou geleia. A receita é minha e foi inspirada em um pão que o hômi adora - a ‘ciabatta’ do Jamie Oliver (que, de ciabatta, só tem o nome).

Pão de semolina e gérmen de trigo

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Ingredientes:

375 g de farinha de trigo
75 g de semolina de trigo
50 g de gérmen de trigo
1 colher (chá) de sal
3 colheres (chá) de açúcar
1 colher (chá) de fermento biológico seco instantâneo
300 ml de água morna
3 colheres (sopa) de azeite

Modo de preparo:


Misture todos os ingredientes secos (inclusive o fermento) em uma tigela. Faça uma cova no centro e despeje a água ali. Trabalhe a massa com uma colher de pau ou com as mãos até que ela tenha consistência suficiente para ser transferida para a superfície de trabalho. Eu costumo trabalhar essa massa sem adicionar nadinha de farinha, mas se isso fizer você se sentir melhor, enfarinhe levemente a superfície de trabalho antes de começar a sovar.

Quando a massa estiver quase no ponto, afunde-a no centro e despeje uma colher (sopa) de azeite nesta cova. Trabalhe a massa até que o azeite seja absorvido. Repita a operação mais duas vezes. Terminada essa etapa, acomode a massa em uma tigela untada com mais um pouquinho de azeite, cubra com filme plástico. Deixe a massa em local protegido de correntes de ar para que ela cresça até dobrar de volume.

Passada essa etapa, extraia o ar da massa trabalhando-a sobre a superfície de trabalho. Molde-a como preferir (eu recomendo fazer um filão e acomodar em forma de bolo inglês média, untada e enfarinhada). Deixe crescer novamente por uns 40 minutos. Enquanto isso, preaqueça o forno a 180ºC.

Leve o pão ao forno até que ele ganhe uma cor acastanhada e que emita um som oco, ao levar pancadinhas com os dedos. Deixe esfriar sobre uma grade antes de comer.

Receita da mamãe – Bolo da Magda (sem lactose e sem glúten)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Oi, pessoal! As últimas semanas foram meio corridas, por isso não consegui aparecer por essas bandas. Além disso, ultimamente, tenho feito comidinha do dia a dia – nada que mereça fotos e post com receita.

Assim, a receita que estou publicando agora não saiu da minha cozinha, nem foi preparada por mim. Mas a fonte não poderia ser melhor: minha mãe, uma das melhores e mais criativas cozinheiras que já conheci.

Em casa, brincamos dizendo que minha mãe só lê receitas para fazer tudo diferente (eu, confesso, sigo pelo mesmo caminho). Na cozinha dela, não há dificuldade intransponível: intolerância alimentar, implicâncias dos convivas com algum ingrediente, ela tira tudo de letra. Missão dada é missão cumprida.

O bolo deste post nasceu de um desafio desses. Minha mãe receberia a Magda, amiga querida, para um chá. Intolerante a glúten e a lactose, a Magda vivia saudosa de um bolinho. A geladeira não estava das mais promissoras, mas minha mãe não pestanejou. Virou, mexeu e se saiu com esta belezinha da foto.

Eu não estava no chá para ‘filar’ um pedaço, mas vou fazer que nem Silvio Santos e dizer que quem comeu, adorou.

Bolo da Magda

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Ingredientes:

1 maçã média sem casca, em cubos
1 cenoura média em cubos
1/2 xícara de óleo de canola ou girassol
2 ovos
3/4 de xícara de açúcar
Algumas gotas de extrato de baunilha
1 xícara de farinha de arroz
1/2 xícara de farinha de grão-de-bico
1/2 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma de bolo inglês com óleo vegetal e polvilhe-a com um pouquinho de farinha de arroz.

Numa tigela grande, peneire as farinhas e o fermento em pó. Reserve.

No liquidificador, bata a maçã, a cenoura, o óleo, os ovos, o açúcar e o extrato de baunilha até obter um creme homogêneo. Despeje essa mistura sobre os ingredientes secos peneirados e misture delicadamente até que tudo esteja incorporado.

Deite a massa na forma de bolo inglês e leve ao forno até que o bolo passe no teste do palito.

Observação final:

Quer um bolo diferente? Minha mãe recomenda raspas de limão (ela usou limão yuzu um dia desses) ou ½ xícara de nozes picadas (o bolo da foto tem nozes).

Update: Provei o bolo e agora tenho condição de dizer como é! Como os bolos de farinha de arroz que já experimentei, este tem uma textura meio 'arenosa' (mas não se esfarela tão facilmente como outros). O sabor é muito bom - cenoura e maçã se entendem que é uma beleza, e as raspinhas de limão dão aquele charme. Meu veredito: para quem não pode consumir farinhas com glúten, é um bom bolo. Mas, de verdade, a textura que a farinha de arroz confere à massa não me seduz.

Conchiglioni aos três queijos

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Conchiglioni aos três queijos
Depois de provar as alegrias de um Mac' n' Cheese, me apaixonei por essa história de preparar massas ao forno.

Minha última aventura foi preparar conchiglioni com recheio de três queijos, inspirada pela Tatiana, do ótimo Panelaterapia. Como não anotei todas as medidas do que usei, vou me limitar a contar como fiz.

Primeiro, preparei o molho de tomate: numa panela, fritei bacon em cubinhos em sua própria gordura. Em seguida, adicionei cebola e alho picadinhos e refoguei um pouco. Adicionei tomates frescos sem peles ou sementes, sal e um tiquinho de açúcar para corrigir a acidez. Deixei cozinhar por uns 25 minutos, panela aberta. Ao final, somei folhinhas de manjericão fresco e um tiquinho de catchup, para o molho ficar mais vermelhão. Também adicionei um pouco de água para ele não ficar encorpado demais. Reservei.

Feito isso, coloquei água salgada para ferver e nela cozinhei os conchiglioni pela metade do tempo recomendado pelo fabricante. Escorri a massa, passei por água fria (para interromper o cozimento) e escorri de novo. Reservei também.

Preparei então o recheio de queijo. No multiprocessador, processei muçarela, prima donna e gouda (eram os queijos que eu tinha em casa, mas use os que achar melhor). Adicionei tomilho fresco e requeijão cremoso, para dar liga, e pulsei até obter uma pasta.

Com o auxílio de uma colher de chá, recheei cada conchiglione com um pouco da pasta de queijo.

Aí foi só montar o prato para ir ao forno: numa forma refratária, despejei o molho de tomates. Acomodei as conchinhas recheadas, espalhei queijo parmesão ralado por cima e levei ao forno preaquecido a 180ºC por 15 minutos. Ao final, liguei o grill do forno para ajudar o queijo a gratinar.

Ficou bom demais :-D

Bacalhau espiritual à Hernâni Ermida

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Há um tempo, fui ao supermercado e achei lombo de bacalhau dessalgado a um preço acessível. Não resisti e levei para casa. Coitadinho do bacalhau, morou no meu freezer por muitas semanas até que eu me decidisse por uma forma de prepará-lo (eu sou beeem indecisa).

Enfim, cheguei a uma decisão: o bacalhau espiritual à Hernâni Ermida, que a querida Elvira apresentou no começo deste ano. A receita é leve e deliciosa - e se o bacalhau já estiver dessalgado e desfiado, é muito rápida de se preparar. É o tempo de ralar as cenouras e preparar o molho branco.

Bacalhau espiritual à Hernâni Ermida
Receita adaptada
daqui


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Ingredientes (para 6 pessoas):

600 g de bacalhau, dessalgado e desfiado (usei 850 g)
150 g de batata palha (usei 200 g)
400 ml de molho de natas para bacalhau e peixe (usei 400 ml de molho branco temperado com sal e noz-moscada e aromatizado com 1/2 cubinho de caldo de camarão)
250 g de cenoura ralada grosseiramente (usei 300 g)
1 cebola cortada em meias-luas finas
1 dente de alho picado finamente
1 folha de louro
150 ml de azeite
100 g de queijo da Ilha ralado em fios (usei uma mistura de muçarela e parmesão ralados)
1 boa pitada de noz-moscada moída
Sal
Salsa fresca picada q.b. (esqueci completamente)

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 190ºC.

Numa frigideira grande, aqueça o azeite e refogue o alho, a cebola e a folha de louro. Quando a cebola estiver macia, acrescente o bacalhau e a cenoura, tempere com a noz-moscada e mexa delicadamente, por sete minutos, até que os ingredientes fiquem bem misturados.

Adicione então a batata palha e misture bem. Regue com o molho branco e envolva. Corrija o tempero e descarte a folha de louro.

Trasfira o conteúdo da frigideira para uma forma refratária e alise a superfície com uma espátula. Polvilhe com queijo ralado e leve ao forno até dourar.

Retire a forma do forno e deixe esfriar por 5 minutos. Sirva salpicado com salsinha picada, acompanhado de salada mista.

Bacalhau espiritual à Hernâni Ermida

Observação final:


Caso você tenha um multiprocessador encostado na cozinha, esta é uma boa oportunidade de usá-lo: com a lâmina de ralar, preparei as cenouras; com o batedor de massa, deixei bem fininho o bacalhau que havia desfiado grosseiramente. Com a lâmina maior, piquei um pedaço de muçarela que estava implorando para participar da receita.

Antepasto de berinjelas cruas

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Há receitas que têm o efeito de uma pulga atrás da orelha - vira e mexe, você se lembra delas e fica com comichão de correr para a cozinha. E sabe que esse desespero só vai passar quando você puder prová-las.

A última vez que tive esse siricutico foi com um antepasto de berinjela que vi no Pecado da Gula. Diferentemente de tudo que eu já tinha visto, ele levava berinjelas cruas - sim, CRUAS! E, segundo a Akemi, era incrível. E se a Akemi falou, a água parou.

Claro que eu provei, né? E não me arrependi nem um pouquinho. Aliás, já estou contando os minutos para ir para casa fazer a fina e comer antepasto com torradinhas :-)

Mais um antepasto de berinjela
Receita vista aqui

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Ingredientes:

5 berinjelas pequenas (usei 4 japonesas)
5 dentes de alho picados grosseiramente
1 cebola grande em fatias finas (usei 2 pequenas, cortadas em meia-lua)
3 colheres (sopa) de alcaparras picadinhas
1/2 xícara de azeitonas verdes picadas
1/2 xícara de uvas passas escuras e claras (usei só escuras)
1/2 xícara de vinagre (usei vinagre de arroz)
Bastante orégano (devo ter usado 1 1/2 colher de sopa)
Folhas de louro (usei 4)
Sal quanto baste
1 garrafa de bom azeite de oliva extra virgem (usei um pouco menos do que isso)

Modo de preparo:


Descasque as berinjelas e depois corte em rodelas de 0,5 cm. Em seguida, corte em tirinhas finas (como as berinjelas japonesas são compridas e finas, eu as descasquei, dividi em três partes e cortei cada 'cilindro' em tirinhas finas).

Num escorredor, coloque uma camada de berinjelas e polvilhe com bastante sal. Repita a operação até acabar com as berinjelas. Coloque um peso em cima e deixe "chorando" por algumas horas (vai escorrer um líquido bem escuro).

Passado esse período, aqueça uma frigideira e despeje um pouco de azeite. Refogue os alhos e cebola até que eles fiquem macios e transparentes. Junte as alcaparras, as azeitonas, as passas, o vinagre, o orégano e o louro. Refogue em fogo médio por alguns minutos.

Enquanto isso, lave as berinjelas em bastante água corrente. Escorra-as rapidamente e esprema-as dentro de um pano para retirar o excesso de água.

Tire o refogado do fogo e junte as berinjelas. Misture e espere esfriar. Acomode o refogado dentro de um vidro com tampa e cubra generosamente com azeite. Tampe e deixe na geladeira. Está pronto para consumo no dia seguinte.

Observações finais:


Estou fazendo como a Akemi: conservo o antepasto na geladeira, mesmo sabendo que o azeite solidifica e não fica a coisa mais linda do mundo. Basta aquecer uns segundinhos no microondas e ele fica bonito de novo.

Canjica de coco

terça-feira, 26 de julho de 2011

Há apenas duas coisas que eu não gosto em festas juninas: bombinhas e curau - um creme doce feito com milho verde, açúcar e leite. De bombinhas (ou qualquer barulho súbito e forte), acho que nunca vou gostar. Quanto ao curau, sei que aquele que vai mudar minha opinião negativa está esperando por mim em algum lugar.

Entre as minhas comidinhas juninas preferidas, por outro lado, está a canjica. Para quem não conhece, é uma sobremesa preparada com milho branco cozido, leite, açúcar, cravo e canela. Há quem adoce com leite condensado. Também há quem adicione chocolate, amendoim ou coco.

Depois de muitos anos esperando pela chegada das festas ou pela boa vontade dos outros, resolvi fazer canjica em casa. Não é que é fácil? E fica uma delícia!

Canjica de coco
Receita adaptada da embalagem da canjica cristal Yoki


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Ingredientes:

1 pacote de canjica de milho (500 g), deixada de molho de um dia para o outro
1,5 l de água
2 l de leite (usei leite desnatado porque era o que eu tinha, mas recomendo que você use um leite mais gordo para uma canjica mais untuosa)
2 vidros de leite de coco (400 ml, no total)
1 1/2 xícaras de açúcar (sentindo necessidade, acrescente mais açúcar - eu adicionei mais 2 colheres de sopa)
2 paus de canela
3 cravos-da-índia
1 pacote de coco ralado (100 g)

Modo de preparo:

Despreze a água do molho e coloque a canjica em uma panela grande (capacidade para 4 l), de fundo grande, com a água. Leve ao fogo baixo, mexendo de vez em quando para não grudar, por 1h a 1h30, até que o líquido seja absorvido. Junte o leite, o coco ralado, a açúcar, o cravo e a canela e cozinhe por mais 40 minutos a 1 hora. Acrescente o leite de coco e cozinhe por mais 15 minutos ou até que a canjica engrosse ligeiramente. Retire do fogo e deixar amornar. Sirva em tigelinhas com um pouco de canela em pó, se gostar.

Observação final:

Relembrando o que aprendi com os amigos pernambucanos, cabe um esclarecimento: o curau que descrevi no primeiro parágrafo pode ser chamado de canjica, e a canjica que eu preparei pode ser chamada de munguzá.

Mac' n' cheese de quatro queijos

sábado, 23 de julho de 2011

Aconteceu de termos sobras de vários tipos de queijos na nossa geladeira. Aproveitei para preparar mais uma das receitas do livro Panelinha, adaptando-a levemente à minha necessidade.

Ficou incrível. Eu, que sou meio chata com molhos de queijo porque os acho pesados, achei maravilhoso. O hômi, então...

Mac' n' cheese de quatro queijos
Receita adaptada
daqui (ainda não tem? Tenha! Vale a pena)


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Ingredientes:

2 xícaras de macarrão curto (usei penne)
1 caixinha de 200 g de creme de leite
50 ml de leite
2 xícaras de queijos variados ralados no ralo grosso (usei uma mistura de gouda, prima donna e provolone)
Sal e noz-moscada ralada na hora, a gosto
Parmesão ralado para gratinar

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180ºC. Cozinhe o macarrão em água fervente salgada por metade do tempo recomendado na embalagem.

Em outra panela, aqueça o leite e o creme de leite. Tempere com sal e noz-moscada. Acrescente os queijos, misturando bem, e o macarrão escorrido. Mexa até o queijo derreter. Transfira o macarrão para um refratário, polvilhe com parmesão e leve ao forno por 15 minutos. Se quiser, ao final do tempo, use o grill do forno para dourar o queijo. Mas fique de olho, que o processo é rápido.

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