Salada de vagem-palito do Emeril Lagasse

sábado, 24 de novembro de 2012

segundo a Wikipedia, Emeril Lagasse é um chef celebridade norte-americano. De verdade, eu não o conhecia até que comecei a assinar a revista Everyday Food, da Martha Stewart, onde ele tem uma coluna fixa.

Essa receita de vagens é dele. Da próxima vez que eu preparar, talvez diminua um pouco o suco de limão e o alho. Mas certamente repetirei. Ela é absolutamente viciante.

Salada de vagem do Emeril
Receita livremente adaptada daqui 

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes: 

Sal grosso e pimenta-do-reino
3 colheres (sopa) de azeite
2 dentes de alho pequenos, picados
1 colher (chá) de raspas de limão, mais 2 colheres (sopa) de suco de limão - usei o nosso limão taiti
600 g de vagem palito-palito ou outra vagem fininha, aparada
1 1/2 cebolas cortadas ao meio, no sentido do comprimento, e depois cortadas em meias-luas (não corte até o fim para que as meias-luas não se separem)

Modo de preparo: 

A receita é rapidíssima, mas é preciso alguns preparativos. Primeiro, é preciso uma panela de água salgada e fervente. Depois, uma tigela cheia de água geladíssima. Uma tigela grande para misturar o molho da salada vai bem. Por último, um grill para as cebolas. Tudo pronto? vamos lá.

Primeiro, afervente as vagens por 2 a 3 minutos, até que fiquem macias, mas ainda verdonas. Retire-as do fogo e dê-lhes um banhjo de água gelada para interromper o cozimento. Escorra-as bem (pode secá-las com um pano de prato limpo ou papel-toalha).

Na tigela grande, adicione o alho, o suco de limão e as raspinhas e o azeite. Adicione as vagens, misture bem e tempere com sal e pimenta. Reserve.

Aqueça o grill, pincele as cebolas com um pouco de azeite e grelhe-as até que fiquem macias e levemente chamuscadas. Separe as camadas de cebola, misture bem à salada e sirva.

Beterraba assada com laranja e tomilho

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Sempre gostei de beterrabas, mas ultimamente, vinha comendo um monte delas meio sem vontade, simplesmente porque elas contêm ferro (e, na minha atual condição de criatura buchuda, todo ferro a mais é bem-vindo).

Essa receitinha da tia Martha devolveu um pouco de alegria às minhas beterrabas. Recomendo que você use uma laranja um pouco mais ácida e perfumada, como a baía. Como usei a lima que tinha em casa, as beterrabas ficaram docinhas e com um cheiro de laranja mais sutil. Mas é uma receita a repetir, com certeza.

 Beterrabas ao molho de laranja e mel
Receita livremente adaptada daqui

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Ingredientes: 

600g de beterrabas lavadas, descascadas e cortadas em pedaços de 2,5 cm
1 fio de azeite de oliva extra-virgem
Sal grosso e pimenta-do-reino moída na hora
1 colher (sopa) de vinagre balsâmico
1 colher (chá) de mel
1/4 xícara de suco de laranja fresco
Zestes de 1 laranja
1 colher (chá) de tomilho seco

Modo de preparo: 

Preaqueça o forno a 220ºC. Acomode as beterrabas em um pedaço grande de papel alumínio. Tempere-as com sal, pimenta e tomilho e regue com azeite. Misture bem e dobre o papel alumínio até formar um pacote bem fechadinho. Leve ao forno até as beterrabas ficarem macias quando espetadas com uma faca (cerca de 45 minutos).

Transfira as beterrabas para uma tigela grande e regue com o vinagre, o mel e o suco de laranja. Cubra com as zestes de laranja, misture delicadamente e sirva morno ou em temperatura ambiente.

Berinjela grelhada com molho caponata

domingo, 18 de novembro de 2012

A simples descrição dessa receita já me ganhou – ‘pense em uma bruschetta, só que com berinjela no lugar do pão’. Não é demais?

A receita é da minha musa Dorie Greenspan e veio em boa hora. Com a casa em reforma e uma barriga que não para de crescer, eu estava precisando mesmo de uma comidinha reconfortante e que não pesasse muito na consciência.

Adaptei a receita aos ingredientes disponíveis em minha confusa despensa, mas recomendo testá-la do jeitinho que a Dorie a preparou.

Berinjela grelhada com molho caponata
Receita livremente adaptada daqui

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Ingredientes:

150g de tomatinhos-uva cortados em oitavos (corte em quartos e parta cada quarto ao meio)
½ cebola branca picadinha
12 azeitonas verdes sem caroço, picadinhas
1 colher (sopa) de orégano seco
1 colher de sopa de alcaparras drenadas, lavadas
1 dente de alho picadinho
2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico
2 colheres (sopa) de azeite extra-virgem de oliva, mais um pouco para pincelar as berinjelas
6 berinjelas pequenas, extremidades aparadas
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo:

Numa tigela média, misture os tomates, a cebola, as azeitonas, o orégano, as alcaparras e o alho. Adicione o vinagre balsâmico e o azeite e misture delicadamente. Tempere com sal e pimernta a gosto e reserve em temperatura ambiente (você pode preparar a caponata com até duas horas de antecedência).

Aqueça o seu grill em fogo médio/alto. Com um descascador de legumes, remova algumas tiras da casca das berinjelas. Corte-as em fatias longitudinais grossas (2,5 cm). Pincele as fatias com azeite e tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto.

Grelhe as fatias de berinjela por 8 minutos de cada lado, até que fiquem ligeiramente chamuscadas e macias quando espetadas com um garfo. Sirva as berinjelas mornas ou em temperatura ambiente, cobertas com a caponata.

Observação final:

Eu gosto do amarguinho da berinjela, mas sei que nem todo mundo é tão fã dele. Assim, recomendo que, após cortar as berinjelas em fatias, você as deixe de molho em água por uns 20 minutos ou mais, ou que as salgue e deixe escorrer por meia hora num escorredor de macarrão.

Salada oriental de pepino à Ottolenghi

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sabe o salmão que eu publiquei ali embaixo? Ele vinha acompanhado de uma salada de pepino, também receita do Ottolenghi.

Não a achei tão boa quanto o salmão - provavelmente, por causa do alho, que achei muito forte. Também não usei todos os ingredientes pedidos (alga nori e folhinhas de coentro - não amo nenhum dos dois, por isso, nunca os tenho em casa). Mas reconheço o seu potencial e cogito a possibilidade de repeti-la, fazendo ajustes ao meu paladar.

Conserva de pepino à Ottolenghi
Receita adaptada da revista da rede de supermercados Waitrose, presente da Valentina :-)

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Ingredientes:

2 pepinos japoneses médios
3/4 de colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de sementes de gergelim (usei gergelim preto)
70 ml de vinagre de arroz (eu usaria menos)
1 1/2 colher (chá) de açúcar
20 g de gengibre fresco descascado e finamente fatiado (eu usei ralado)
2 dentes de alho (da próxima vez, acho que usarei 1/2 dente de alho)
1 colher (sopa) de óleo de girassol
3 folhas de nori cortadas em tirinhas de 1 cm X 2 cm
2 colheres (sopa) de coentro fresco picado

Modo de preparo:

Divida os pepinos ao meio, remova as sementes com o auxílio de uma colherzinha e corte-os em fatias de 0,5 cm.

Acomode o pepino em um escorredor de macarrão, adicione o sal e misture bem - o pepino soltará bastante líquido. Deixe-o assim por 1 a 2 horas.

Enquanto isso, torre as sementes de gergelim em uma frigideira por 1 minuto, até que doure. Deixe esfriar.

Escorra os pepinos, envolva-os em um pano de prato limpo e torça-os suavemente para eliminar qualquer excesso de água. Transfira para uma tigela média.

No pilão, moa o gengibre e o alho até obter uma pasta. Adicione o conteúdo do pilão, o vinagre, o óleo, as sementes de gergelim, a alga nori e o coentro. Misture bem e sirva.

Salmão assado ao molho teriyaki com sementes de coentro

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Estou há dias tentando fazer este post, mas não consigo - a maior parte do dia, não tenho tempo. Quando tenho tempo, a disposição já acabou. Mas não encarem isso como pouco caso com a receita - o peixe é realmente bom.

O autor da receita é Yotam Ottolenghi, um chef israelense de quem eu sempre ouço falar maravilhas aqui e aqui.

Ah, antes que eu me esqueça (tenho andado meio esquecida nos últimos tempos), desculpem pela diminuição da qualidade das fotos deste blog. Estou barriguda e pesada e já me faltam a destreza e a paciência de antes de engravidar. Além de tudo, com a casa em reforma, tenho tido dificuldade de acessar a minha máquina fotográfica.

Salmão com teriyaki e sementes de coentro
Receita adaptada da revista da rede de supermercados Waitrose, presente da Valentina :-)

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Ingredientes:

100 ml de xarope de bordo
200 ml de molho de soja (shoyu)
100 ml de vinho licoroso de arroz (mirin)
150 ml de saquê
20 g de gengibre fresco picado (eu ralei)
1 pimenta dedo-de-moça finamente fatiada (omiti)
2 colheres (sopa) de sementes de coentro
2 colheres (sopa) de óleo de girassol
4 filés de salmão com pele

Modo de preparo:

Em uma panela média, misture o xarope de bordo, 150 ml de molho de soja, o vinho licoroso de arroz, o saquê, o gengibre e a pimenta (se usar). Leve ao fogo baixo e deixe ferver até reduzir pela metade e ficar grosso, semelhante a um xarope - esse é o molho teriyaki! Desligue o fogo e deixe esfriar.

Enquanto isso, numa frigideira, torre as sementes de coentro por um minuto até que soltem seu cheiro. Despeje-as no pilão e triture-as ligeiramente. Reserve.

Numa tigela grande, despeje 1/3 do molho teriyaki, o restante do molho de soja e o óleo de girassol. Misture bem e deite aí os filés de salmão (certifique-se de que eles fiquem bem imersos na marinada). Cubra a tigela com filme plástico e leve à geladeira por, pelo menos, 2 horas (eu deixei de um dia para o outro por esquecimento - ficou bom).

Aqueça o forno a 180ºC. Forre com papel alumínio o fundo de uma assadeira grande, daquelas com grade para assados. Acomode a grade na assadeira e deite os filés de salmão sobre ela, com a pele voltada para baixo (descarte a marinada). Misture as sementes de coentro ao restante do molho teriyaki e pincele essa mistura sobre o peixe. Deixe assar por 12-15 minutos (eu deixei bem mais do que isso porque sou uma grávida medrosa), pincelando com o molho por 2-3 vezes, até que o peixe fique cozido. Retire o salmão do forno e pincele-o com o que tiver sobrado do molho.

Sirva imediatamente com salada de pepino e arroz branco japonês.

Bolo de mel da Rita Lobo

domingo, 21 de outubro de 2012

Não sou uma grávida de muitos desejos alimentares. Um dos poucos que tive até agora foi por bolinho de bacalhau (que não considero plenamente satisfeito - ainda não comi "O" bolinho perfeito). Mas houve uma comidinha das férias - um bolo - que ficou na minha memória. Comi uma microfatia no hotel, no café da manhã. Era a semana de Rosh Hashaná (ano novo judaico) e o bolo, como não podia ser diferente, era de mel. Era tão fofo, tão cheiroso...

Voltei para a minha rotina, mas a vontade de mais um pedaço daquele bolo não me deixava. Fui atrás de receitas, mas só encontrava bolos inspirados no pão de mel, recheados com doce de leite e cobertos com chocolate (que, convenhamos, têm o seu valor, mas não eram bem o que eu queria). Foi quando topei com essa receita no Panelinha, da fada-musa-diva Rita Lobo. É do jeitinho que eu queria: fofíssimo, com uma cor linda e um cheiro de fazer qualquer ser humano (e abelha) perder o juízo. Não é muito doce, dá para comer muitas fatias seguidas. Pena que eu não posso :-P

Levei-o para o trabalho e foi um sucesso. Preparei mais um e mandei para o trabalho do hômi. Outro show.

Convenci você? Então, procure um pote de mel na sua despensa e corra pra cozinha!

Bolo de mel

Receita adaptada daqui

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Ingredientes:

5 ovos
½ xícara (chá) de óleo de canola
1 ¼ de xícara (chá) de mel
¼ colher (chá) de canela + ¼ colher (chá) de pimenta da Jamaica (substituí por 1/2 colher de chá de mix de especiarias para pão de mel, da Bombay)
2 xícara (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
½ xícara (chá) de açúcar

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 150º C (temperatura média). Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma assadeira grande (capacidade para 10 a 12 xícaras) de furo no meio.

Separe as claras das gemas. Passe a farinha e o fermento pela peneira.

Na batedeira, bata as claras em neve. Quando começarem a espumar, junte o açúcar aos poucos, sem parar de bater, até que as claras fiquem firmes.

Em outra tigela da batedeira, junte o óleo, o mel, as gemas e as especiarias. Bata em velocidade alta, até ficar uma mistura fofa. Diminua a velocidade e, aos poucos, junte a farinha com o fermento peneirados. Bata bem, até que a massa fique homogênea.

Coloque metade das claras na massa de mel e continue batendo. Desligue a batedeira e misture a metade restante delicadamente com um espátula, em movimentos circulares, de baixo para cima.

Deite a massa na forma preparada e leve parar assar por 1h15 (esse tempo depende muito do seu forno - faça o teste do palito). Tire do forno e deixe esfriar por 5 minutos antes de desenformar.

Observações finais:

* A receita original da Rita leva nozes picadas. Como eu não gosto muito de nozes, não usei, mas creio que seja uma boa adição. Ela as torra ligeiramente no forno e depois as passa por um pouquinho de farinha antes de adicionar à massa do bolo.


* Não se deixe enganar pelo volume da massa na tigela da batedeira - pode não parecer tanto, mas esse bolo cresce incrivelmente. Da primeira vez que fiz, ele chegou a vazar da forma, que era média (só não fez porcaria no forno porque eu sempre uso uma assadeira de pizza sob as formas para essas eventualidades). Então, forma grande, tá?

Café-style grated carrot salad

sábado, 13 de outubro de 2012

Dia desses, topei com uma foto de uma salada de cenouras que me pareceu deliciosa. Para minha surpresa, era da minha musa baker, Dorie Greenspan.

A salada é besta de tudo, mas fica muito boa. O molho é ótimo e combina lindamente com o sabor adocicado das cenouras.

Caso ache que a coisa está cenourenta demais, substitua parte dela por beterraba ou maçã, raladas no ralo grosso. Se achar que a quantidade de cenouras é que assusta, pode usar só uma ou duas. Mas faça o molho todo, você pode guardá-lo na geladeira e usá-lo para dar uma graça nas saladinhas da semana.

Café-style grated carrot salad
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Ingredientes:

454g de cenoura ralada no ralo grosso (se a cenoura ralada estiver soltando muito líquido, esprema-a com as mãos antes de empregar)
Opcional - Um punhado de uvas-passas gordinhas
Opcional - Um punhado de nozes grosseiramente picadas (usei castanha-de-caju)
Opcional - Salsinha picada

Para o molho:
2 colheres (sopa) de mostarda Dijon
1 colher (sopa) de mel
1/4 de xícara de vinagre de cidra (usei vinagre de arroz, que é o que eu sempre tenho, e diminuí um pouquinho a quantidade)
1/2 xícara de óleo vegetal suave (usei girassol)
Sal e pimenta-do-reino moída na hora, a gosto

Modo de preparo:

Numa tigela grande, misture a cenoura ralada, as passas e as castanhas. Reserve.

Em uma tigela pequena, misture os ingredientes do molho, batendo bem até emulsificar. Prove e acrescente sal e pimenta-do-reino a gosto.

Agora, é só despejar o molho sobre a cenoura, misturar delicadamente até que tudo fique bem temperadinho e transferir para uma saladeira. salpique salsinha por cima e sirva imediatamente.

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