Brownies de amêndoas e tâmaras

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Toda vez que a Páscoa se aproxima, sinto um comichão de preparar coisinhas gostosas para as pessoas queridas. De preferência, com chocolate - hummm, brownies. Mas, e quando essas pessoas evitam lactose, glúten e açúcar, faz o quê? Este foi o desafio desta Páscoa.

Não vou dizer que tudo correu suave na nave. Meu provador oficial, o hômi, deu uma mordida num pedaço do primeiro teste e engoliu com os olhos cheios de água, como quem come um besouro vivo. Ao final, perguntou se podia não comer o resto, e correu para o banheiro para lavar a língua. Não, eu não estou exagerando.

Mas depois de alguns testes, acho que cheguei a um produto final bom de verdade - aprovado até pelo lavador de língua, que comeu todo o pedaço e ainda suspirou: "delícia!".

Então, recapitulemos - é sem glúten; é sem lactose*; é sem açúcar adicionado (só o que já existe no chocolate amargo); é booooom. Bora conhecer?

Brownies de amêndoas e tâmaras

Receita adaptada daqui

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

150 g de tâmaras sem caroço
200 g de chocolate com pelo menos 70% de cacau*, picado
3 ovos
75 g de manteiga de amêndoas* (aquela que eu preparei no post anterior, lembra?)
50 g de farinha de amêndoas*
1/4 de colher (chá) de sal
1 colher (chá) de extrato de baunilha
Chocolate amargo em gotas (quanto baste para decorar a superfície do brownie)

Opcional - se as tâmaras não conseguirem adoçar os brownies suficientemente para o seu paladar, adicione um pouco do adoçante culinário de sua preferência. Eu usei o SweetLift Cook.

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Prepare a assadeira que vai usar: forre uma assadeira de brownies (quadrada, com 20 cm) com papel manteiga, deixando alças dos lados. Ou use uma forma de alumínio descartável, que foi o que eu fiz.

Numa tigelinha, deixe as tâmaras de molho em água bem quente por uns 15 minutos. Enquanto isso, derreta o chocolate em banho-maria. Quando ele estiver líquido e uniforme, apague o fogo e reserve a tigela longe do calor.

Escorra as tâmaras e acomode-as no copo do processador de alimentos. Pulse até obter um purê. Acrescente a manteiga de amêndoas e processe até incorporar. Adicione então os ovos, um a um, batendo bem a cada adição até ficar uniforme.

Raspe as laterais do copo do processador e acrescente o chocolate derretido. Bata até ficar bem misturado. Neste ponto, prove e acrescente o adoçante que desejar, a gosto (se você tem medo de provar massa crua, desculpe por forçá-lo a isso). Pulse até ficar bem misturado.

Despeje a mistura em uma tigela. Adicione então a farinha de amêndoas e o sal, envolvendo delicadamente.

Deite a massa na assadeira preparada, alise bem a superfície e decore com gotas de chocolate a gosto. Asse por 20 a 25 minutos ou até que pareça firme.

Deixe esfriar completamente antes de servir. Se conseguir conter os gulosos, sirva no dia seguinte - ele estará ainda mais gostoso.

Observações finais:

* Se oferecer este brownie a alguém que tem alergia a leite e derivados ou que tem intolerância severa a lactose, certifique-se cuidadosamente de que o seu chocolate não tenha nada-nada-nada de leite. O chocolate que usei, embora não tivesse leite entre os ingredientes, podia conter traços por ser fabricado em local que fabrica chocolate ao leite também.

* Você viu a farinha de amêndoa e a manteiga de amêndoa na lista de ingredientes e pode ter pensado, como eu, que funcionaria com amendoim. Sim, funciona - desde que você adore amendoim, pois o gosto é muito intenso. Com amêndoa, até dá para não fazer o descanso de um dia para o outro. Com amendoim, ele é indispensável, pois o sabor fica mais harmonioso.

* Assim que der, vou testar prepará-los com macadâmias. Se ficar bom, atualizo o post.

* Faça esses brownies mais baixinhos. Ficam mais gostosos de comer. Isto porque são mais densos que brownies de açúcar e manteiga.

* Dá pra ver a textura? Sim, é fudgy! A melhor de todas no mundo dos brownies!

* Já deve dar para imaginar, mas eu reforço - esse é um brownie para paladares adultos. Se os seus convivas não estão acostumados aos sabores mais amargos, não vão gostar nadinha.

Manteiga de amêndoas

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O título desta postagem deveria ser "manteiga de amêndoas - mas pode ser de qualquer castanha". Porque o modo de preparar é basicamente o mesmo para qualquer tipo - castanha-do-pará, castanha-de-caju, avelã, amêndoa, amendoim, pistache, pecã...

Até mesmo a proporção dos ingredientes é parecida: para cada 2 xícaras de castanhas, 1 colher de sopa de óleo vegetal de sabor suave (ou óleo da própria castanha, se você tiver). É opcional adicionar sal e a substância adoçante que você preferir - açúcar comum, mascavo, de coco, calda de agave, mel, xarope de bordo...  Mas acho que vale a pena se você pretende saborear sua manteiga de castanhas pura, num pão ou biscoitinho.

Beth Manos Brickey, a autora da receita, recomenda que se use castanha orgânica, preferencialmente. E que as castanhas passem um período de molho para ficarem mais facilmente digeríveis e saborosas. Mas, calma: antes de jogar as castanhas na água, saiba que você precisará ter um desidratador - esse utensílio que todo mundo tem em casa #sóquenão - ou se preparar para ter o forno ocupado pelas castanhas por 12 a 24 horas em temperatura baixinha, em torno de 60ºC - ah, vá, seu forno doméstico certamente tem essa regulagem de temperatura #sóquenunca. Se você não retirar toda a umidade da castanha, não vai dar certo.

Consegue seguir essa orientação do mundo ideal? Ótimo! Não consegue? Tamo junto, eu também não dei conta de seguir. Eu simplesmente pedi a benção dos deuses da cozinha, tostei minhas castanhas e segui em frente. Mas deixo aqui registradas as recomendações da Beth, pois imagino que deva mesmo fazer diferença.

Ah, importante: "Dá para fazer no meu mini processador?" - hummmmm, só se for uma quantidade muito pequena. O ideal é que seja num processador grande para que as castanhas tenham muito espaço para se movimentar. "Dá pra ser no liquidificador?" - não, a faca do liquidificador fica um pouco acima do fundo do copo e tudo que fica abaixo dela não é triturado.

Manteiga de amêndoas
Receita vista aqui. As amêndoas que você vê na foto - 1 xícara - renderam a manteiga desse potinho.

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Ingredientes:

2-4 xícaras de castanhas de sua preferência (eu usei amêndoas)
1-2 colheres (sopa) de óleo vegetal de sabor suave (como a Beth, usei óleo de coco)

Opcional: 
1 pitada de sal
O que você preferir para adoçar a sua manteiga, na quantidade que lhe apetecer
Especiarias, se gostar

Modo de preparo:

O primeiro passo é tostar as castanhas. Para isso, espalhe-as já descascadas em uma assadeira em uma única camada e leve ao forno a 160ºC por 10 a 15 minutos, vigiando de perto para não deixar queimar.

Depois que as castanhas esfriarem um pouco, acomode-as no copo do processador e triture-as até que fiquem reduzidas a uma farinha uniforme. Dependendo do seu processador, pode levar de 2 a 10 minutos. Coragem, vai valer a pena.

Adicione um pouquinho de óleo - uma colher de chá - e continue processando a farinha de castanhas até que ela fique lisa e cremosa. Interrompa a tarefa periodicamente para raspar as laterais do copo do processador (e para dar um tempo ao pobrezinho!). Se achar que a mistura está pesada, acrescente um pouquinho mais de óleo.

Quando a mistura estiver totalmente cremosa, algo que pode levar até 20 minutos para acontecer, adicione sal e adoçante, misturando e provando até ficar do seu gosto.

Armazene em temperatura ambiente, em um potinho bem fechado.

Observações finais:

* Preparei a manteiga de amêndoas da foto para usar em uma receita em que era importante controlar a quantidade de açúcar, daí não ter adicionado nadica de nada para adoçá-la. Qual receita? Apresento no próximo post ;-)

* Tostar ou não as castanhas é uma escolha pessoal. A ideia de castanha-do-pará tostada me parece esquisita. Quanto às demais castanhas, acho que ficam melhores  se passarem um tempinho no forno - o sabor fica mais interessante.

* Nunca adicione água à manteiga de castanhas, por mais que pareça que vai ajudar a deixá-la mais fluida. Ela vai perder cremosidade e estragar mais rápido.

Pudim de legumes da Lucinha

domingo, 10 de abril de 2016

Esta delícia é figura fácil nas celebrações da minha família. Pudera - é um dos jeitos mais simples e gostosos de servir um montão de legumes. Assado em uma forma de anel, faz bonito em qualquer mesa de festa. E o melhor, é super versátil: dá para fazer com quase todos os legumes que você tenha à mão; dá para fazer com leite vegetal e sem queijo algum, para quem é intolerante à lactose ou alérgico à leite. Ah, ainda é originalmente sem glúten, para a alegria da comunidade celíaca.

Eu nem sei por que não faço mais vezes aqui em casa. Na verdade, eu sei: é porque eu tenho a sorte de ser filha da Lucinha, a dona da receita. Sempre que ela faz, eu dou um jeito de levar um pedaço para casa ;-)

Pudim de legumes
Receita da mamãe :-D

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Ingredientes:

1 cebola grande e dois dentes de alho, picadinhos
1 1/2 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem
1 xícara de cenoura ralada no ralo grosso
1 xícara de chuchu ralado no ralo grosso
1 xícara de abobrinha ralada no ralo grosso
1 xícara de couve-flor ou vagem picadinhas
Sal e pimenta a gosto
1/2 colher (chá) de açúcar
3/4 de xícara de salsinha picadinha
Água suficiente para refogar os legumes (se necessário)
1 xícara de leite
5 colheres (sopa) de maizena
5 ovos ligeiramente batidos
3/4 de xícara de queijo parmesão ralado (ou outro de sua preferência)

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte uma forma de anel com manteiga e polvilhe com farinha de rosca*.

Numa panela grande, derreta a manteiga junto com o azeite. Acrescente a cebola e o alho e refogue até que a cebola fique translúcida. Junte então os legumes, o sal, a pimenta, o açúcar e a salsinha e deixe cozinhar em fogo brando até que os legumes fiquem macios (se achar necessário, acrescente água - a gente nunca acrescenta pois os legumes 'suam' bastante). Desligue o fogo e deixe os legumes esfriarem.

À parte, bata o leite, a maizena, os ovos e o queijo ralado - pode ser no liquidificador ou à mão, com um fouet.

Despeje a mistura líquida aos legumes já frios e misture bem. Despeje na assadeira previamente preparada e leve ao forno por uns 25 minutos, mais ou menos - ou até que o pudim fique firme e com uma bela cor dourada.

Observações finais:

* Não precisa usar forma de anel se não quiser ou não tiver em casa. Os pedaços que aparecem na foto foram de um pudim assado em um refratário oval.

* Faça do seu jeito - use os legumes que preferir. Imagino que alho-poró, milho verde e ervilha fresca possam ser boas pedidas. Beterraba não, a não ser que você não se importe de o pudim ficar cor-de-rosa.

* Se estiver evitando leite ou glúten, não use manteiga ou farinha de rosca. Prefira óleo e uma farinha sem glúten de que goste.

* Contei que um certo menino dessa casa devora bons pedaços desse pudim? :-D

Granola de coco e canela

terça-feira, 5 de abril de 2016

Naquela noite, quando me postei diante da bancada da cozinha, nem pensava em fazer receita nova, só um repeteco de algo que eu faço sempre - a granola do bem. Acontece que a despensa, mãe de boa parte das invencionices que aparecem na minha cozinha, tinha outros planos para mim.

Com o que tinha disponível - aveia, um tiquinho de quinoa em flocos, sementes de abóbora e muitas fitas de coco -, fiz uma outra granola. Que ficou tão gostosa, tão cheia de gruminhos de sabor, que eu achei que merecia ser compartilhada.

Fita de coco caramelizada no forno é vida, amor e glória, gente. Vão por mim ;-)

Granola com fitas de coco
Receita livremente adaptada dessa daqui

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Ingredientes:

3 xícaras de aveia em flocos grossos
1/2 xícara de quinoa em flocos
2 xícaras de fitas de coco desidratadas
2 colheres (chá) de canela em pó
40 g de sementes de abóbora torradas
1/4 de colher (chá) de sal
1/2 xícara de açúcar mascavo
1/4 de xícara de mel
1/2 xícara de óleo de coco

Modo de preparo:

Forre uma assadeira para cookies com papel manteiga, deixando sobras nas pontas. Ligue o forno a 180ºC.

Numa tigela grande, junte a aveia, a quinoa, as fitas de coco, a canela, as sementes e o sal. Misture bem com uma colher de pau e reserve.

Numa panelinha, leve ao fogo o óleo de coco, o mel e o açúcar. Mexa ocasionalmente até que a mistura levante fervura. Apague o fogo e deixe esfriar um pouco. A mistura não ficará homogênea - o óleo de coco ficará separado do restante dos ingredientes.

Com a mistura líquida menos quente, despeje-a sobre os ingredientes secos, misturando bem com a colher de pau até que tudo fique úmido.

Espalhe a granola crua na assadeira preparada, cuidando para deixá-la uniformemente distribuída. Leve ao forno por 30 minutos, revolvendo a mistura com uma colher de pau a cada 10 minutos. Não se esqueça da granola nas bordas da assadeira, pois ela tende a queimar mais rápido. E não se esqueça de deixar tudo espalhadinho de maneira uniforme.

Ao final de meia hora, a granola deve estar dourada e cheirosa. Retire-a do forno e deixe a assadeira esfriar sobre uma grade. De vez em quando, dê uma revolvida nela, para que se solte facilmente do papel manteiga.

Quando ela estiver completamente fria, armazene em potes hermeticamente fechados. Deve durar pelo menos duas semanas.

Bolo de banana com farinha de rosca (quase um repeteco)

quinta-feira, 31 de março de 2016

Cobertura de granola

Outro dia fui a uma reunião de pais na escola dos pequenos. Começou 12h30 e foi bem longa, daquelas para apresentar plano pedagógico, metodologia e o escambau. Como o pessoal da escola não é nada bobo, ofereceu um lanchinho para que os pais conseguissem prestar atenção e não ficassem tão chateados de perder todo o horário de almoço.

O cardápio: café, suco, banana e bolo de banana. Como eu sou a louca ciumenta que quer saber quem são esses bolos que passam pelas bocas dos meus filhos adoro descobrir bolinhos diferentes dos que eu faço, provei um pedaço. Era um bolo bem simples, mas muito gostoso. Pedi a receita, claro. E recebi :-)

Era um bolo de banana com farinha de rosca. Analisei a lista de ingredientes e fui anotando - quero aumentar a quantidade de bananas e usá-las amassadas com um garfo; quero reduzir a quantidade de óleo; acho que o açúcar também pode diminuir um tanto. Reli a receita alterada e tive uma sensação de déjà-vu. Corri para os arquivos do blog e BINGO, a receita da escola tinha ficado quase igual a que eu normalmente faço. o.O

Para não enfrentar narizes torcidos diante do mesmo bolo de sempre, resolvi dividir a massa em três formas pequenas de bolo inglês e fazer coberturas diferentes para cada uma. Na primeira, salpiquei granola caseira; na segunda, misturinha de açúcar e canela e uvas-passas; na última, só a misturinha. Além de fofo, ficou uma delícia!

Provem e vejam que coisinha mais gostosa de se comer com um café fresquinho.

Bolo de banana com farinha de rosca
Receita minimamente adaptada daqui

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Ingredientes:

4 bananas bem maduras (usei prata)
3 ovos
1 e 1/2 xícara (chá) de açúcar (usei mascavo, mas pode ser comum)
1 1/2 xícaras (chá) de farinha de rosca
1/2 xícara (chá) de óleo de canola
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 colheres (chá) de canela

Opcional: as coberturas de sua preferência - pode ser açúcar com canela, granola, rodelas de banana, castanhas picadinhas...

Cobertura de açúcar e canela

Modo de preparo:

Ligue o forno à temperatura de 180ºC. Unte e enfarinhe (com farinha de rosca) as formas que preferir. Se usar formas de alumínio descartáveis, como eu, não será preciso.

Descasque e amasse as bananas num prato, com um garfo, e reserve-as.  Bata os ovos com o açúcar e o óleo (usei tigela, fouet e braço, mas você pode fazer isso usando a batedeira ou o liquidificador).

Junte os demais ingredientes, misture bem e despeje a massa na(s) forma(s) preparada(s). Se quiser, salpique-os com a cobertura de sua preferência. Leve ao forno por uns 25/30 minutos ou até que o bolo passe no teste do palito.

Cobertura de açúcar, canela e passas

Observação final:

Como nem tudo é festa, meus pequenos comeram um ou outro pedaço desse bolo e depois se desinteressaram por completo. :-/

Tapenade de azeitonas verdes

sexta-feira, 18 de março de 2016

Estou de licença-capacitação – curtinha, apenas um mês. E, neste exato momento, eu deveria estar estudando. Mas como encontrar concentração quando os dias são de angústia e apreensão, diante de tudo que vem acontecendo em nosso país?

Resolvi então voltar à cozinha, o lugar onde a magia acontece, onde tudo faz sentido, onde esforço, atenção e boa vontade sempre são recompensados. Quem sabe assim, aninhado entre as panelas, meu coração atormentado se acalme.

Espero que este cantinho possa retornar ao seu tom leve habitual quanto antes. Enquanto esse dia não chega, fiquem com uma receita que faz bonito em lanches ou entradinhas e é ‘bico’ de preparar. O ingrediente principal é daqueles cheios de personalidade, que você ama ou odeia – a azeitona.

A receita é da musa Rita Lobo. Preparem e vejam que fantástico que fica.

TapenadeReceita adaptada daqui

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Ingredientes:

12 castanhas-de-caju torradas, sem sal (a receita original pede nozes, mas não gostamos delas aqui em casa)
1 dente de alho pequeno
¼ de xícara de azeite de oliva extravirgem
1 colher (sopa) de suco de limão
1 colher (chá) de shoyu (molho de soja)
1 xícara de azeitonas verdes em conserva
1 colher (sopa) de alcaparras em conserva
Manjericão fresco a gosto (usei liofilizado – era o que tinha em casa)

Modo de preparo:

Rita Lobo é gente que faz e pica as azeitonas, as alcaparras, as castanhas e o alho à mão, o que garante uma textura mais interessante e um visual rústico bem legal. Mas, como eu sou preguiçosa, fiz no processador de alimentos, e é assim que eu ensinarei.

Coloque as alcaparras e as azeitonas em uma peneira e enxague-as abundantemente com água corrente para remover o líquido da conserva. Escorra e reserve.

No copo do processador (ou de um liquidificador potente), adicione as castanhas, o alho, o azeite, o suco de limão e o shoyu. Bata tudo até ficar bem triturado.

Em seguida, adicione as alcaparras, as azeitonas e o manjericão liofilizado (se usar fresco, pode rasgá-lo e misturá-lo à mão antes de servir). Bata até que fique tudo triturado em pedaços bem miudinhos.

Sirva com torradinhas, pãezinhos, biscoitinhos... também vale adicionar um pouco no preparo de pães recheados. Ou servir uma colher sobre o franguinho grelhado de todo dia para dar uma graça. Ou, ainda, misturar um pouco ao macarrão recém-cozido para fazer as vezes de molho. Decida como usar e depois me conte!

Berinjelas ao vapor à moda vietnamita

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Embora ela ache que seu blog não é digno de saudades, Karen e o seu Kafka na Praia são sempre uma lembrança querida - e uma ótima fonte de receitas gostosas e despretensiosas. Como essas berinjelas fantásticas. Um dos melhores jeitos de comer berinjela que provei nos últimos tempos.

A receita acabou sendo mais adaptada do que eu planejava, pois não tinha todos os ingredientes em casa. Ficou menos bonita, mas não menos gostosa. Faça e conte se não é incrível!

Berinjela ao vapor à moda vietnamita
Receita adaptada daqui. A foto é de celular (a bateria da câmera estava descarregada) e num dia de chuva, então dê um desconto.

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Ingredientes:

3 berinjelas médias
2 colheres (chá) de gengibre em pó (a receita original pede gengibre fresco, mas eu não tinha)
2 dentes de alho descascados
Pimenta dedo de moça sem sementes fatiada a gosto (usei uma)
1/2 cebola média cortada em meias-luas finas (a receita original pede 3 hastes de cebolinha verde picadas)
6 colheres (sopa) de óleo (usei canola)
1 boa pitada de sal
2 colheres (sopa) de nuoc mam (molho de peixe) ou shoyu (usei shoyu)
2 colheres (sopa) de açúcar mascavo
1 colher (sopa) de água

Modo de preparo:

Lave, descasque e pique as berinjelas em fatias de 1 cm e depois corte-as em 4 pedaços. Deixe de molho em água salgada por 10-15 minutos. Escorra e cozinhe no vapor por 15 min.

Soque o alho, a pimenta e o gengibre em um pilão. Em outro recipiente, dissolva o açúcar na água com o molho de peixe/shoyu. Junte ao gengibre, alho e pimenta socados. Misture e reserve.

Em uma panelinha, aqueça o óleo. Coloque a cebola em uma tigela e, sobre ela, derrame o óleo ainda quente. Tempere com a pitada de sal e reserve.

Coloque os pedaços de berinjela ainda quentes em um refratário. Regue com o molho de gengibre e depois com o óleo de cebolinha. Deixe na geladeira por 1-2 horas antes de servir.

Observações finais:

* A receita original pede que se corte a berinjela em fatias mais grossas, mas como minha mastigação está meio abalada, preferi cortar em pedaços menores.

* Penso em reduzir um pouco a quantidade de óleo da próxima vez que preparar a receita.

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