Cuca de coco com curd de maracujá

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Sabe receita sonhada? Receita que, de repente, aparece na cabeça? Esta é uma dessas. Surgiu pouquinho tempo depois que preparei o curd de maracujá, mas não pude executá-la antes por falta de tempo.

É muito simples e rápida de fazer (se você tiver o curd de maracujá prontinho, claro), suja pouca louça... e é realmente um sonho, de tão deliciosa. Pense num bolo de coco fofíssimo, um creme de maracujá sublime, uma farofinha delícia de coco, tudo junto e se complementando. Não gosto muito da expressão, mas "explosão de sabores" cabe bem para descrever.

Se eu fosse você, eu faria, viu. E sem demora.

Cuca de coco com curd de maracujá
Receita adaptada daqui

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:
(para uma assadeira com 37,5 cm X 20 cm)

Streusel (a farofinha)
50 g açúcar
40 g farinha de trigo
40 g de coco fresco ralado*
40 g manteiga gelada

Bolo
200 g de farinha de trigo
50 g de coco fresco ralado*
160 g de açúcar
8 g de fermento
74 g de ovo (usei 2 ovos médios)
50 g de óleo de coco
150 g de leite de coco

230 g de curd de maracujá

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte uma assadeira com 37,5 cm X 20 cm, forre com papel manteiga (deixando 'alças' para fora) e unte levemente o papel.

Comece preparando a farofinha. Coloque todos os ingredientes em uma tigela e, com o garfo ou as mãos, misture tudo até obter... uma farofinha, uai. ;-) Reserve enquanto prepara o resto da receita.

Em uma tigela, misture a farinha, o açúcar, o coco e o fermento com o auxílio de um fouet. Em outra tigela, bata os ovos, o óleo e o leite de coco (com o mesmo fouet). Despeje a mistura líquida sobre a mistura seca e mexa com o fouet até ficar uniforme (fica uma massa mais densa).

Verta a massa na assadeira preparada, espalhe o curd sobre a massa e cubra com a farofa. Asse por 30 minutos ou até que a cuca doure levemente nas bordas e passe no teste do palito.

Espere esfriar, corte em pedaços e sirva.

Cuca de coco com curd de maracujá

Observação final:

Coco ralado fresco faz diferença. Eu ganhei um pacotão da minha mãe, que ela mesma ralou, e o mantenho no freezer, retirando apenas a quantidade que preciso. Mas não se aperte. Se você não tem coco fresco, use coco seco industrializado. Deixe-o de molho por uns 10 minutinhos em um pouco de água quente, escorra bem em uma peneira e use.

Brownies de chocolate de uma tigela só

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Os últimos tempos têm sido corridos e pontuados por problemas de todo tamanho. Tempos assim exigem receitas rápidas, que sujem pouca louça e que sejam matadoras e reconfortantes. Como estes brownies aqui.

Preparei uma noite dessas, depois de colocar os pequenos para dormir e antes de enfrentar os pratos sujos na pia. Ficou pronto num instante - saiu do forno quando eu terminava de lavar a louça. E que delícia ficou: super fudgy, chocolatudo, doce na medida, com casquinha crocante e tudo. A receita, peguei no oráculo. Só podia ser mara, néam ;-)

Brownies de uma tigela sóReceita daqui

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Ingredientes:

150g de manteiga sem sal, temperatura ambiente e picada
150g de chocolate amargo ou meio-amargo, picadinho – usei um com 70% de cacau
1 ¼ xícaras (250g) de açúcar cristal
½ xícara (88g) de açúcar mascavo claro – aperte-o na xícara na hora de medir
3 ovos
1 colher (chá) de extrato de baunilha
1 xícara + 1 colher (sopa) - 150g - de farinha de trigo
¼ colher (chá) de sal

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180°C. Unte levemente com manteiga uma forma quadrada de 20cm, forre-a com papel alumínio deixando sobras em dois lados opostos, formando “alças”, e unte o papel também (eu usei uma assadeira descartável de alumínio com capacidade para 1,5L).

Junte a manteiga e o chocolate em uma tigela grande e leve ao micro-ondas para derreter. No meu micro-ondas, foram necessárias duas sessões de 30 segundos, mais uma de 15 segundos, sempre em potência máxima e com vigorosas misturadas ao final de cada uma. A mistura ficou morna e lisinha.

Com um batedor de arame, misture os açúcares ao chocolate derretido. Junte os ovos, um a um, mexendo bem a cada adição. Junte a baunilha. Peneire a farinha e o sal sobre a mistura e incorpore gentilmente com uma espátula de silicone, mexendo de baixo para cima. Não misture demais. Transfira a massa para a forma preparada e asse por 20-25 minutos ou até que as laterais e o topo estejam sequinhos, mas com o centro ainda úmido.

Deixe esfriar completamente na forma sobre uma gradinha. Corte em quadradinhos para servir.

Os brownies podem ser armazenados em um recipiente hermético em temperatura ambiente por até 1 semana. Aqui em casa, gostamos de guardá-los na geladeira para que fiquem ainda mais densos.

Observação final:

Estou anunciando aqui no final porque a coisa ainda está bem incipiente, mas você, que tem a paciência de me visitar e ler os posts até o fim, merece saber: o blog No Calor do Fogão agora está no Instagram! Lá, vou postar um pouco do dia a dia da minha cozinha. E, eventualmente, umas receitinhas tão bestas que nem vale a pena transformar em post para cá. Espero a sua visita!

Fudge de limão e macadâmias

sábado, 21 de maio de 2016

Em tempos onde o azedume e a amargura imperam, o que a gente pode fazer? Ou se deixar contaminar ou contra-atacar com um doce mais doce do que o doce de batata-doce. Eu sempre vou preferir a segunda opção ;-)

Eu, que sou uma entusiasta do brownie fudgy, vergonhosamente ainda não havia feito o doce cujo nome deu origem ao adjetivo fudgy - o fudge. É um doce de corte beeeeem docinho, como o nosso querido brigadeiro. A textura, para mim, fica entre o doce de leite em tablete e o brigadeiro de enrolar.

O fudge é feito tradicionalmente com açúcar, leite ou creme de leite fresco, um pouquinho de manteiga e um ingrediente que dará o sabor predominante - chocolate, chocolate branco, manteiga de amendoim... E, claro, castanhas, biscoito quebradinho, frutas secas e o que mais você desejar adicionar.

Mas há um jeito bem mais simples de fazer fudge: trocar o creme de leite e o açúcar por leite condensado. Além de ser mais simples preparar, o gosto fica mais parecido com o dos docinhos que a gente tanto gosta.

A receita original deste fudge é do Technicolor Kitchen, o oráculo da comida boa. No entanto, não sei se foi o chocolate que utilizei, mas da primeira vez que preparei, não houve meio de fazer o doce firmar para permitir um corte elegante. Ficou mais para brigadeiro de colher do que para barrinha. :-/

Assim, precisei fazer adaptações para adequar as proporções dos ingredientes ao meu chocolate. E, assim, consegui barrinhas perfeitas :-)

Pessoalmente, acho que eles são doces demais - não consigo comer nem um pedaço inteiro. Mas meus colegas de trabalho A-MA-RAM. De não conseguir sair de perto da bandeja. De comer um pedaço atrás do outro e ainda reservar um terceiro para comer mais tarde. De falar deles por dias seguidos.

Doce demais? Doce na medida? Faça na sua casa e descubra se os fudges são para você ;-)

Fudge de limão e macadâmiaReceita inspirada nessa daqui

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Ingredientes:

530 g de chocolate branco picado (usei as gotas da Callebaut)
1 lata  (395 g) de leite condensado
1 colher (sopa) de sumo de limão tahiti espremido na hora
1 colher (sopa) de raspas de limão tahiti
1 xícara de macadâmias torradas e grosseiramente picadas (as minhas eram levemente salgadas)

Modo de preparo:

Forre uma forma quadrada de 20 cm com papel alumínio, deixando sobrar para fora da forma, formando “alças”. Unte o papel com manteiga e reserve.

Junte o chocolate branco e o leite condensado numa panela de fundo grosso e leve ao fogo baixo, mexendo, até que o chocolate derreta e a mistura fique homogênea. Retire do fogo, adicione as raspas e o suco de limão e misture bem. Acrescente as macadâmias, misture e despeje o creme na forma preparada. Cubra e leve à geladeira por 2 horas ou até firmar.

Com a ajuda das “alças” de papel alumínio, levante o fudge e retire-o da forma. Remova todo o papel alumínio e corte o doce em quadradinhos (eu cortei em 25 pedaços).

Guarde em recipiente hermético, em temperatura ambiente, por até 1 semana, ou no freezer por até 2 meses.

Molho de tahine e missô (para salada)

terça-feira, 17 de maio de 2016

Quem visita este blog deve achar que eu sou uma formiga safada que come açúcar o dia inteiro. Alto lá! Formiga safada sim, mas eu não como açúcar o dia inteiro. Pelo contrário - procuro restringir a comilança de doces ao final de semana (veja bem, procuro, não quer dizer que eu consiga sempre).

Mas sabe o que eu como todo santo dia, geralmente duas vezes ao dia? Salada. Adoro os cheiros, os sabores, o frescor... Quando estou com preguiça, tempero a minha salada direto no prato com azeite, uma fonte de acidez (limão espremido ou algum vinagre) e um toque salgadinho (molho de soja ou sal). Mas, quando estou inspirada, gosto de caprichar nos molhinhos.

 Esta receita saiu do Instagram da Bela Gil. Da primeira vez que a fiz, achei-a muito rala e suave, mas cheia de potencial. Assim, resolvi adaptá-la ao meu gosto. Ficou mais encorpado e saboroso, com um gostinho oriental tão bom! Pra você ter uma ideia, meu pai, que não é muito fã de molhos preparados, provou, gostou e - pasme - 'fez gula', servindo-se uma segunda vez de salada com o molhinho.

Molho para salada com tahine e missô
Receita adaptada daqui.

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Ingredientes:

2 colheres (sopa) de missô branco (pasta salgada e fermentada de soja)
4 colheres (sopa) de tahine (pasta de gergelim)
1 dente de alho pequeno
1/3 de xícara de água
Suco de 1/2 limão tahiti

Modo de preparo: 

Facílimo - bata todos os ingredientes no processador de alimentos ou no liquidificador (eu usei o mini-processador) até obter um molho cremoso e uniforme.

Se quiser mais (ou menos) salgado, altere a quantidade de missô. Se o seu tahine for mais denso, pode ser preciso acrescentar um pouquinho mais de água.

Sirva com a salada crua de sua preferência. Também fica ótimo com legumes cozidos no vapor e grelhados.

Observação final:

Tahine e missô podem ser encontrados em lojas de produtos naturais, em mercadinhos orientais ou na seção de produtos orientais dos supermercados maiores.

Curd de maracujá

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Tenho muitos livros de receita estrangeiros e sigo um número maior ainda de blogs gringos, modos que de vez em quando fico curiosa a respeito de um determinado ingrediente ou iguaria - que gosto tem? Qual é a textura? Será que é tão bom como eu imagino? Às vezes, passo anos com aquela vontade encubada mas, por um motivo ou outro, não a satisfaço. Foi o caso com o curd - um creme de frutas e gemas muito usado na doçaria anglo-saxã.

Nunca havia provado curd de nada e não tinha muita perspectiva de fazê-lo até me ver com muitas gemas na geladeira (duas receitas seguidas que usam apenas claras dão nisso). Como tinha suco de maracujá natural coadinho no freezer, resolvi me aventurar.

Fiquei A-PA-VO-RA-DA. Gente, que trem bom é esse? É delicioso de dar medo. Tão aveludado, tão rico, azedinho na medida... semelhantemente a uma geleia, o curd é doce demais para ser consumido puro - pelo menos, em grandes quantidades. Mas, recheando uma tortinha ou um bolo de sabor mais neutro, ou servido com scones, é dos deuses.

Passionfruit curd
Receita ligeiramente adaptada da rainha-mãe Martha Stewart

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Ingredientes:

8 gemas grandes
1/2 xícara de suco de maracujá natural concentrado*
1 xícara de açúcar
1 pitada de sal
100 g de manteiga sem sal gelada, em pedaços

Modo de preparo:

Coloque uma peneira sobre uma tigela e, nela, despeje as gemas, furando-as delicadamente. Deixe escorrer naturalmente, sem pressionar, para que não passe nenhuma pelinha de gema (é ela que pode deixar o seu curd com cheiro de ovo).

Numa panela de fundo grosso, junte as gemas, o suco de maracujá e o açúcar. Misture com um fouet até combinar.

Leve a panela ao fogo médio a alto e cozinhe o curd por 8 a 10 minutos, mexendo constantemente com uma colher de pau e raspando as laterais da panela sempre que necessário. O curd estará no ponto quando estiver espesso o suficiente para cobrir as costas de uma colher e atingir a temperatura aproximada de 71ºC (meça com um termômetro de leitura instantânea - o meu é este aqui).

Tire a panela do foto. Adicione o sal e a manteiga, um pedaço de cada vez, mexendo até ficar liso e uniforme. Acomode o curd em um pote de vidro e cubra com filme plástico, tomando cuidado para que ele toque toda a superfície do creme (isso evita a formação daquelas pelinhas nojentas). Deixe na geladeira por 1 hora.

A partir desse ponto, você já pode usar o curd como preferir ou, ainda, armazená-lo em potes esterilizados. Segundo li por aí, o curd dura pelo menos uma semana na geladeira, podendo ser congelado por um tempão.

Passionfruit curd na colher

Observação final:

* O suco de maracujá concentrado natural é feito batendo a polpa de maracujá no liquidificador sem a adição de água ou qualquer outro ingrediente. Passe por peneira fina, meça e use. Ou congele em forminhas de gelo e tenha à disposição sempre que precisar.

* Se você preferir, pode usar a polpa do maracujá com sementinha e tudo para fazer o curd. Ao terminar de preparar, fica a seu critério passá-lo por uma peneira ou manter as sementinhas.

Financiers de macadâmias

sábado, 30 de abril de 2016

Há uma frase de Mia Couto (um dos meus escritores preferidos) em "O Fio das Missangas" que ficou muito famosa entre os amantes das panelas: "Cozinhar é um modo de amar os outros". É nisso que acredito fervorosamente. Assim, sempre que percebo que alguém está precisando de um carinho, arranjo um tempinho para correr para a cozinha e preparar alguma coisinha.

Fiz esses bolinhos como um carinho para uma das professoras das crianças. Usei como base uma receita que já havia aparecido aqui e que, por sua vez, tinha sido adaptada do oráculo da comida boa. No lugar das castanhas, utilizei macadâmias. E, como só as tinha inteiras, modifiquei bastante o modo de preparo.

Se quiser, acrescente sobre cada bolinho um pouquinho de geleia de frutas da sua preferência. Dessa vez, deixei sem  - os bolinhos puros são tão deliciosos que senti que não precisavam de mais nada.

Financiers de macadâmia
Receita adaptada daqui

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Ingredientes:

75g de farinha de trigo, peneirada
210g de açúcar de confeiteiro, peneirado
100g de macadâmias levemente tostadas (ou de farinha de macadâmias)
1 pitada de sal
4 claras
180g de manteiga sem sal, derretida
1 colher (chá) de extrato de baunilha

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180°C. Unte com manteiga 10 forminhas caneladas com capacidade para ½ xícara (120ml) de massa cada*.

Se você só encontrou macadâmias inteiras, coloque-as no copo do liquidificador e triture-as. Quando estiverem com consistência de areia grossa, adicione as claras, uma de cada vez, processando bem até uniformizar. Em seguida, adicione a manteiga derretida e o extrato de baunilha e processe até ficar bem homogêneo. A essa altura, suas macadâmias estarão super fininhas.

Numa tigela, combine a farinha de trigo, a pitada de sal e o açúcar de confeiteiro, misturando bem. Adicione então a mistura do processador e misture bem até obter uma massa uniforme,

Divida a massa entre as forminhas preparadas e leve ao forno até que dourem e estejam assadinhos por dentro (faça o teste do palito).

Deixe esfriar nas forminhas por 5 minutos e então desenforme com cuidado. Transfira para uma gradinha e esfriar. Polvilhe com açúcar de confeiteiro antes de servir (opcional).

*usei forminhas de silicone - 6 retangulares (com capacidade para 1/4 de xícara) e 18 bem pequenininhas, que fazem bolinhos do tamanho de uma boa bocada. Gabriel ama bolinhos desse tamanho.

Observação final:

Ensinei a receita como a preparei (e como pretendo prepará-la sempre que só tiver castanhas inteiras à disposição). Mas, se você tem farinha de macadâmias prontinha, o preparo dos bolinhos é ainda mais simples - nem precisa de processador! Basta misturar todos os ingredientes secos em uma tigela, fazer um buraco no centro e nele adicionar as claras, a manteiga e a baunilha, misturando com uma colher de pau até ficar uniforme.

Bolo de limão e sementes de papoula da Hummingbird Bakery

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Este bolo tem uma história curiosa. Já o preparei duas ou três vezes, mas nunca comi um pedacinho sequer – ele sempre é levado inteirinho a alguma confraternização do marido. Voltam elogios rasgados, pedidos de receita... e nenhum farelinho. Mas, pelo que provei da massa crua, da calda e do glacê, ele deve ser realmente bom – tudo é muito gostoso, e o cheiro é de tirar o juízo.

Ah, aproveito o post para perguntar a esse povo sabido que me visita: gente, por que o meu glacê não fica branquinho em contato com o bolo? Achei que fosse porque eu cobria o bolo quente, mas dessa vez, ele estava frio. Tem que ser mais espesso? Mas aí faz como para espalhar? :-/

Bolo de limão e sementes de papoula
Receita minimamente adaptada do livro maravilhoso da Hummingbird Bakery

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Ingredientes:

Para o bolo:
85g de manteiga sem sal
245g de açúcar de confeiteiro
Raspas da casca de 1 1/2 limões (usei as raspas da casca de 1 limão grande)
15g de sementes de papoula (e mais um pouco para decorar)
165ml de leite integral  (usei leite desnatado, era o que eu tinha em casa)
235g de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
3 claras

Para a calda:
Sumo peneirado e as raspas de 1 limão
Açúcar refinado 50g
100 ml de água filtrada

Para o glacê:
Sumo peneirado de 1 limão
250g de açúcar de confeiteiro

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma de anel com 24 cm de diâmetro.

Em uma tigela grande, bata a manteiga, o açúcar, as sementes de papoula e as raspas de limão até ficar cremoso.

Acrescente o leite em três adições, batendo bem até incorporar (não se preocupe se a massa parecer meio talhada, é assim mesmo). Raspe as laterais da tigela com uma espátula de silicone e bata mais um pouco até uniformizar.

Em outra tigela, peneire juntos a farinha, o fermento e o sal. Misture com um fouet e acrescente ao creme de manteiga em três vezes, batendo bem a cada adição e raspando as laterais da tigela até ficar bem homogêneo.

Em uma terceira tigela, bata as claras em neve até formar picos firmes.

Envolva as claras delicadamente à massa até incorporá-las. O movimento tem que ser delicado para que não se perca a leveza das claras em neve.

Despeje na forma e leve ao forno por 30-35 minutos ou até dourar e ficar fofinho ao toque (você o aperta delicadamente e ele ‘empurra de volta’). O teste do palito também pode ser uma boa.

Enquanto o bolo está assando, prepare a calda misturando o açúcar, as raspas de limão e suco em uma panela. Mexa com uma colher de pau até o açúcar dissolver.  Deixe ferver em fogo baixo até que a calda reduza pela metade.

Ao tirar o bolo do forno, perfure-o com uma faca ou palito de churrasco e despeje a calda quente às colheradas. Isto deixará o bolo úmido, com sabor bem pronunciado de limão e, de quebra, com uma casquinha de açúcar na parte inferior. Deixe o bolo esfriar por uns 10 minutos e então desenforme-o em uma gradinha para terminar de esfriar (de verdade, eu deixei esfriar completamente na forma e desenformei já no prato de servir).

Quando o bolo estiver completamente frio, faça o glacê misturando açúcar de confeiteiro e suco de limão. Se precisar, adicione um pouco mais de açúcar ou de água. Com uma colher, distribua a cobertura sobre o bolo, deixando escorrer pelos lados do bolo. Polvilhe com um pouco mais de sementes de papoula.

Observação final:

As receitas da Hummingbird Bakery sujam muita louça, mas são perfeitas. Faça e você vai ver.

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