Faça você mesmo - Salada no pote

quinta-feira, 30 de junho de 2016


Este não é um post com receita, até porque acredito que saladas quase sempre são circunstanciais - nelas, vai o que dá na feira, na horta, na geladeira, na veneta. O que eu quero é dar uma dica pra você, que está numa correria sem fim, mas não quer abrir mão de uma alimentação leve e saudável. É a salada no pote.

"Grandes coisas, fia", você pensa. Salada no pote é uma ideia tão antiga que até deixou de ser moda. Mas não deixou de ser uma ótima ideia, né. Só que há segredinhos para montá-la e ter um bom resultado, e são eles que eu quero dividir com vocês. Simbora!

1) O pote: Dê preferência a potes com capacidade entre 800 mL e 1 L. O ideal é que eles sejam altos (para que você consiga fazer camadas de ingredientes), que tenham boca larga e que fechem hermeticamente. Um vidro grande desses de palmito em conserva costuma funcionar bem. Eu uso um pote plástico da Lock&Lock, que cabe perfeitamente na minha lancheira e aguenta o tranco de ser jogado de qualquer jeito por aí.

2) A consistência do molho: Para uma salada no pote, a melhor pedida são os molhos mais fluidos. Por quê? Porque assim, eles escorrem e se distribuem melhor pelos ingredientes quando você vira o pote de cabeça para baixo (há quem curta sacudir a salada dentro do pote para fazer isso. Eu acho uma violência com o alimento que você preparou com todo o carinho). Mostarda com mel, vinagrete simples, um pesto ralo... as opções são infinitas.

3)  A escolha dos ingredientes: O ideal é que o pote contenha todos os elementos de uma boa refeição.

  • Proteína animal - Se você consome proteína animal, inclua  a sua preferida. Pode ser frango ou filé grelhado em tirinhas, queijo branco ou muçarela de búfala em cubinhos, atum enlatado em lascas, ovo de codorna cozido... 
  • Fonte de carboidratos - Para saladas de pote, gosto de usar massas curtas cozidas al dente ou croutons. 
  • Leguminosas - Ficam deliciosas em saladas! Minhas prediletas são ervilhas frescas, feijão-verde, feijão-fradinho, grão-de-bico e lentilha. 
  • Legumes - Podem ir grelhados, assados, cozidos ou crus, de acordo com a sua preferência. Meus favoritos para saladas são cenoura, beterraba, tomate, pepino, rabanete, abobrinha, funcho e vagem francesa.
  • Folhas - as que você mais gostar. Eu costumo dar preferência àquelas mais resistentes, como radicchio, repolho branco, endívia e escarola quando sei que a salada precisará aguentar-se por um bom tempo.
  • Bossa - Alguns ingredientes, mesmo em pequena quantidade, podem dar muito charme à saladinha de todo dia. São bons exemplos disso: ervas frescas, azeitonas, frutas frescas ou secas, castanhas ou sementes torradas e bacon frito, bem sequinho e esmigalhado.
4) O tamanho dos ingredientes: Esta é uma dica especialmente importante se você precisa comer direto do pote, como é o meu caso. Os ingredientes devem estar em pedaços grandes o suficiente para serem facilmente apanhados com um garfo - ninguém merece ficar brincando de pescaria enquanto come. Também devem ser pequenos o suficiente pra que caibam na sua boca e não deixem você parecendo um tiranossauro dilacerando uma presa.

5) A sequência de montagem: Salada no pote precisa seguir uma determinada ordem nas camadas para ficar gostosa por mais tempo. Para mim, a sequência ideal de entrada no pote é:

1. Molho
2. Proteína animal
3. Leguminosas
4. Massa curta
5. Legumes cozidos/grelhados
6. Legumes crus
7. Folhas

É importante respeitar a sequência principalmente em relação ao molho (o primeiro a entrar no pote) e aos legumes crus e folhas (os últimos, mantidos bem longe do molho). Por que isso? Porque os molhos, em geral, são salgados e costumam desidratar os vegetais. Se você deixa suas folhinhas de alface ou um pepininho perto do molho, eles soltarão muito líquido, ficarão terrivelmente murchos ficarão com gosto de passados. ECA!

Ah, se usar croutons, minha dica é: deixe-os em uma embalagem separada da salada e acrescente-os somente na hora de comer. Assim, eles se mantêm sequinhos e crocantes.

6) As condições de armazenamento: De um modo geral, saladas não curtem calor. Se elas tiverem que passar algum tempo sem refrigeração - mais do que meia hora, por exemplo - o ideal é carregá-las em bolsas térmicas com gelinhos reutilizáveis próprios para transporte. Eu uso uma bolsa térmica de gel parecida com essa. Ela é ótima! Você a mantém dobradinha no freezer e, quando precisa usar, não tem que colocar gelinho nem nada: as laterais e o fundo já estão congelados. Ela conserva os alimentos como na geladeira por até 5 horas.

E aí, animei você? Então, bora carregar nossas saladinhas por aí e melhorar nossa alimentação, um pote de cada vez!

Observações finais:

- Este não é um post patrocinado (mas bem que podia, né). Eu realmente uso e recomendo os produtos que citei.

- Deu pra ver o que tinha no meu pote? Eu conto. Na sequência: molho de mostarda e shoyu (1 parte de shoyu + 1 parte de mostarda amarela + 2 partes de água + alho granulado + gotinhas de sucralose); frango grelhado em cubinhos; tomate sweet grape (deixo inteiro para ele não soltar líquido); cenoura em tirinhas; coentro e cebolinha; um monte de radicchio. Comi ontem, no jantar.

Bolo de banana com gotas de chocolate

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Já contei que meu freezer é um ninho de tico-tico, né? Não, não é quente - é pequeno. Pelo menos, para as minhas ambições. Assim, neste fim de semana, precisei criar um pouco de espaço nele para acomodar umas compras. Modos que decidi dar fim no meu ENORME estoque de bananas congeladas e de farinha de rosca (eu guardo no freezer para não ficar rançosa).

Apesar de já ter uma receita cativa de bolo de banana com farinha de rosca, resolvi testar a da Laura Lucia, a simpática autora do blog Só Receitas Simples. Mesmo sem conhecê-la, posso dizer que Laura deve ser uma das pessoas mais pacientes que já conheci - todas as suas receitas são explicadas de forma clara e muuuuito pormenorizada. Melhor ainda: frequentemente, são ilustradas com fotos e recheadas de dicas espertas. Para quem se sente inseguro ao testar receitas novas, é uma ajuda valiosa.

Bolo de banana com gotas de chocolate

Tinha ficado de olho nessa receita por motivos de: 1) adoro bolo de banana com farinha de rosca e muita canela; 2) adoro bolo com pedaços de banana na massa; e 3) chocolate em gotas, gente. Não me decepcionei. É certamente um dos melhores bolos de banana que já fiz. E o melhor: é simplíssimo de preparar - nem precisa de equipamento especial.

No trabalho, o bolo foi embora num instante, entre suspiros e muitos elogios. Aposto que fará sucesso na sua casa também ;-)

Bolo de banana com gotas de chocolate
Receita adaptada daqui

Quer salvar esta receita no Pinterest ou nos seus bookmarks? Encontre-a no novo endereço do blog: nocalordofogao.com.br
O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

Para a massa:
190 g de farinha de rosca*
300 g de açúcar
1 colher (sopa) de canela em pó
1 colher (sopa) de fermento químico em pó
1 pitada de sal
200 g de banana nanica bem madura, descascada (dá duas ou três bananas nanicas)
150 g de óleo vegetal de sabor suave (usei óleo de canola)
3 ovos grandes

Para o recheio:
200 g de bananas nanicas cortadas em cubos (usei banana-prata)
130 g de chocolate meio amargo em gotas (usei um com 70% de cacau)

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte e polvilhe com farinha de trigo uma forma de anel com capacidade para 10 xícaras de massa.

Numa tigela grande, misture os ingredientes secos com o auxílio de um garfo. Reserve.

Em outra tigela, amasse as bananas com o garfo. Junte o óleo e os ovos e bata bem (com o garfo, mesmo) até obter um creme homogêneo.

Verta a mistura líquida sobre os ingredientes secos. Misture delicadamente com uma espátula de silicone até que não haja mais farinha de rosca visível. Adicione as bananas e as gotas de chocolate e envolva delicadamente até distribui-las pela massa.

Despeje a massa na forma preparada e leve ao forno por uns 45 minutos ou até que o bolo passe no teste do palito. Retire-o do forno e deixe esfriar sobre uma grade. Desenforme morno ou frio (eu o preparei à noite e desenformei completamente frio, no dia seguinte).

Bolo de banana com gotas de chocolate
Massa fofinha e úmida, entremeada por pedaços de banana e gotinhas de chocolate. E o perfume, afff.

Observações finais:

* Não utilize farinha de rosca industrializada, não fica a mesma coisa. As padarias costumam vender farinha de rosca de excelente qualidade. E, se você quiser fazer em casa, é moleza (se você morar em lugar com clima mais seco, como eu). Basta deixar o pão que você não vai mais consumir embalado apenas no saco de papel, em temperatura ambiente, até endurecer (uns 2 ou 3 dias). Depois, corte em pedaços e triture no liquidificador ou rale no ralador.

* Como já contei por aqui, estou evitando preparar guloseimas com lactose por conta da intolerância do hômi. Por isso, usei óleo na receita. A forma, untei com ghee.

* Usei chocolate amargo em gotas, mas você pode usar uma barra de chocolate picada em pedacinhos. Não precisa polvilhá-los com farinha - a massa é densa o suficiente para que eles se mantenham bem distribuídos.

Bolo duplo de maçã e especiarias

segunda-feira, 20 de junho de 2016


Eu não ia postar esta receita. Primeiro, porque não fiz uma foto decente sequer: o final de semana foi super corrido e eu só consegui tirar fotos com o celular e em condições nada bonitinhas. Segundo, porque não pude saborear uma fatia (estou em contenção calórica severa), então só tenho alguma ideia de cheiro e textura, mas não de sabor. Terceiro, porque é uma adaptação de uma receita que já está no blog.

Mas o que me fez mudar de ideia foram os elogios rasgados que escutei de todos que o provaram. É tão fofo, tão úmido, tão aromático, tão acolhedor...

Provei um pouquinho da massa crua que ficou na espátula do bolo e confesso que fiquei receosa em relação à doçura. É bem verdade que eu já não como açúcar há algum tempo e posso estar com o paladar mais sensível aos sabores doces. De toda forma, achei que passou um pouquinho da conta para o meu gosto.

Então me lembrei que bolos de maçã gringos em geral usam maçãs mais ácidas, como as verdinhas Granny Smith, e eu preferi usar a maçã que havia em casa, que era gala. Assim, eu recomendo que você use maçãs mais ácidas. Se preferir usar maçãs doces, é melhor adicionar uma quantidade de açúcar menor do que a pedida na receita e provar um pouquinho da massa crua para verificar se já está bom para o seu paladar.

Tudo isto dito, devo acrescentar que só eu achei que o bolo poderia estar doce demais. Quem o comeu, repetiu feliz.


Receita adaptada daqui

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Ingredientes:
(minha xícara medidora tem 240 ml)

Para o bolo: 
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento químico em pó
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1/2 colher (chá) de canela em pó
1/4 de colher (chá) de noz-moscada ralada na hora
1/4 de colher (chá) de gengibre em pó
1/4 de colher (chá) de sal
1/3 de xícara de óleo vegetal de sabor suave (usei canola)
1 1/2 xícaras de açúcar
2 ovos grandes
1 xícara de apple butter* (veja como preparar na observação final)
3 maçãs pequenas, descascadas e raladas
1 xícara de macadâmias picadinhas
1/2 xícara de passas previamente hidratadas em água quente (deixe-as de molho em água quente por uns 20 minutos, escorra bem e utilize na receita)

Para a cobertura, opcional: 
1/3 de xícara de açúcar de confeiteiro (usei açúcar impalpável e ficou um espetáculo)
Cerca de 2 colheres (sopa) de suco de laranja ou limão espremido na hora

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma de anel com capacidade para 12 xícaras. Se preferir, você também pode utilizar 3 assadeiras pequenas para bolo inglês. Eu usei assadeiras descartáveis de alumínio, que não precisam ser untadas ou enfarinhadas.

Numa tigela média, misture a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal e as especiarias e reserve.

Em outra tigela, junte os ovos, o óleo e o açúcar e bata com um fouet até obter um creme liso, claro e espesso (pode fazer na batedeira, se preferir). Adicione a apple butter e, com uma colher de pau, misture até incorporar. Some então as maçãs raladas, mexendo bem. Acrescente os ingredientes secos, misturando até que desapareçam na massa. Por fim, envolva as macadâmias e as passas.

Verta a massa na(s) forma(s) preparada(s), alise a superfície e leve ao forno (na grade central) por cerca de 50 minutos ou até que o bolo passe no teste do palito (dependendo do tipo de assadeira e da potência do forno, esse tempo pode variar muito).

Retire o(s) bolo(s) do forno e deixe que ele(s) esfrie(m) sobre uma grade antes de desenformar. Sirva em temperatura ambiente. Aliás, se puder, quando o bolo estiver frio, embrulhe-o em plástico filme deixe-o quietinho, em temperatura ambiente, de um dia para o outro. Esse descanso vai fazer com que os sabores se harmonizem ainda mais.

Quando o bolo estiver completamente frio, prepare a cobertura: coloque o açúcar de confeiteiro em uma tigelinha e vá adicionando o suco de laranja ou de limão aos poucos, mexendo bem até obter uma mistura lisa e uniforme - densa, mas que escorra da colher. Espalhe a cobertura sobre o bolo e deixe secar em temperatura ambiente antes de servir.

O bolo se conserva bem por até 4 dias em temperatura ambiente ou por até 2 meses no freezer.

Observação final:

Fazer apple butter é moleza. Numa panela de fundo grosso, junte 450 g de maçãs picadas (sem cascas ou sementes, por favor), 1 colher (sopa) de mel, uma pitada de sal e 1/2 colher (chá) de especiarias a seu gosto (eu usei 1/2 colher de especiarias para pão de mel da Bombay). Misture bem e leve ao fogo médio até que ferva. Abaixe o fogo e deixe cozinhar em panela semitampada, mexendo ocasionalmente só para não grudar.

Quando as maçãs estiverem bem cozidas, amasse-as com um esmagador de batatas (ou com uma colher de pau, se você for paciente) e deixe apurar mais um pouco até que a apple butter adquira um tom acastanhado e fique cremosa e consistente. Se quiser, passe-a no processador de alimentos para uma textura mais uniforme. Eu prefiro mais pedaçuda.

Bolo de chocolate festivo (sem lactose)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Há algum tempo, o hômi descobriu algo ligeiramente trágico para alguém que ama molhos cremosos, queijos e sobremesas lácteas - intolerância à lactose. Começou este ano e foi preciso que ele perdesse 6 kg (e um tanto de vitalidade) para que começasse a levar o problema mais a sério.

Por conta disso, acabei adaptando algumas das receitas que mais gostamos a esta realidade. Foi o caso deste bolo. Usei como referência a minha receita preferida de bolo de chocolate. Das primeiras vezes que fiz, foi na assadeira de bolo inglês, como na receita original. Mas, no aniversário do hômi, resolvi arriscar e transformá-la em um bolo de festa. Deu muito certo - tão certo que eu repeti a dose no meu aniversário. Ficou um bolo muito fofo, muito úmido, chocolatudo até não poder mais e que não pesou no estômago.

Ah, vale uma consideração importante: o chocolate sem lactose que uso tem 70% de teor de cacau - é amargo e intenso, podendo não agradar aos paladares mais infantis. Se fizer este bolo para crianças, recomendo utilizar um chocolate mais doce na massa (ou, mesmo, suprimir o chocolate) e, eventualmente, adoçar mais a ganache.

Se eu fosse você, fazia esse bolinho pra logo. Quem não tem problema com lactose vai adorar. Mas quem tem... bom, esses vão se fartar e jurar amor eterno a você ;-)

Bolo de chocolate festivo sem lactoseReceita do bolo e da calda adaptadas desta daqui. Receita da ganache adaptada desta daqui.

Ingredientes: 

Para a massa:
125 ml de café forte passado na hora
45 g de cacau em pó (100% cacau)
2 ovos
80 ml de leite de coco integral
150 g de óleo vegetal de sabor neutro (costumo usar óleo de coco porque acho saboroso)
225 g de açúcar cristal
200 g de farinha de trigo
10 g de fermento químico
1 pitada de sal
150 g de chocolate amargo sem lactose em gotas ou picadinho (eu uso o Kosher Parve da Callebaut)

Para a calda:
50 g de açúcar
60 ml de água
7 g de cacau em pó

Para a ganache:
140 g de chocolate amargo sem lactose picadinho
120 ml de leite de coco integral
45 ml de calda de agave

Bolo de chocolate festivo sem lactose

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte com óleo ou creme vegetal sem lactose duas formas redondas com 20 cm de diâmetro. Forre-as com papel manteiga e unte o papel também. Reserve.

Numa tigelinha, misture o café quente e o cacau em pó até dissolver. Reserve.

No liquidificador, junte ovos, leite de coco, óleo e açúcar. Bata por cerca de 2 a 3 minutos ou até ficar homogêneo. Adicione então a mistura de cacau dissolvido ao liquidificador e continue batendo por mais 2 a 3 minutos.

Numa tigela grande, misture a farinha de trigo, o fermento químico e a pitada de sal. Acrescente a mistura batida no liquidificador, mexendo para deixar bem homogêneo.

Divida a massa de bolo igualmente entre as duas assadeiras preparadas. Sobre cada uma delas espalhe uniformemente metade do chocolate picadinho ou em gotas.

Leve os bolos para assar até que eles passem no teste do palito (no meu forno dá uns 40 a 50 minutos). Retire as assadeiras do forno e coloque-as sobre uma grade para esfriar.

Feito isso, combine os ingredientes da calda em uma panelinha e leve ao fogo, mexendo ocasionalmente. Deixe que a calda ferva por uns 5 minutos. Em seguida, desligue o fogo. A intenção é deixá-la um pouco mais fluida para umedecer o bolo.

Em seguida, prepare a ganache: em uma panelinha, misture bem o leite de coco e a calda de agave. Leve ao fogo até aquecer bem (mas não deixe ferver). Desligue o fogo e adicione o chocolate picadinho. Deixe quieto por 5 minutos e então misture com um fouet até fica sedoso e uniforme. Deixe chegar à temperatura ambiente antes de usar.

Com os bolos já em temperatura ambiente, é hora e começar a montagem: no prato de servir, desenforme um dos bolos com a parte do fundo para cima. Com o auxílio de uma colher (ou pincel), distribua um pouco de calda sobre toda a superfície do bolo. Cubra com pouco menos da metade da ganache, cuidando para que ela fique uniformemente distribuída.

Com cuidado, disponha o segundo bolo em cima do primeiro, também com a parte do fundo para cima. Distribua calda sobre a superfície e cubra com o restante da ganache, deixando bem coberto e nivelado. Decore com frutas, coco ralado ou raspas de chocolate sem lactose.

Observação final:

Você deve estar se perguntando - com leite de coco e óleo de coco, fica com gosto de coco? É bem sutil - tanto que você só consegue perceber se souber previamente que há coco ali.

Cuca de coco com curd de maracujá

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Sabe receita sonhada? Receita que, de repente, aparece na cabeça? Esta é uma dessas. Surgiu pouquinho tempo depois que preparei o curd de maracujá, mas não pude executá-la antes por falta de tempo.

É muito simples e rápida de fazer (se você tiver o curd de maracujá prontinho, claro), suja pouca louça... e é realmente um sonho, de tão deliciosa. Pense num bolo de coco fofíssimo, um creme de maracujá sublime, uma farofinha delícia de coco, tudo junto e se complementando. Não gosto muito da expressão, mas "explosão de sabores" cabe bem para descrever.

Se eu fosse você, eu faria, viu. E sem demora.

Cuca de coco com curd de maracujá
Receita adaptada daqui

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Ingredientes:
(para uma assadeira com 37,5 cm X 20 cm)

Streusel (a farofinha)
50 g açúcar
40 g farinha de trigo
40 g de coco fresco ralado*
40 g manteiga gelada

Bolo
200 g de farinha de trigo
50 g de coco fresco ralado*
160 g de açúcar
8 g de fermento
74 g de ovo (usei 2 ovos médios)
50 g de óleo de coco
150 g de leite de coco

230 g de curd de maracujá

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte uma assadeira com 37,5 cm X 20 cm, forre com papel manteiga (deixando 'alças' para fora) e unte levemente o papel.

Comece preparando a farofinha. Coloque todos os ingredientes em uma tigela e, com o garfo ou as mãos, misture tudo até obter... uma farofinha, uai. ;-) Reserve enquanto prepara o resto da receita.

Em uma tigela, misture a farinha, o açúcar, o coco e o fermento com o auxílio de um fouet. Em outra tigela, bata os ovos, o óleo e o leite de coco (com o mesmo fouet). Despeje a mistura líquida sobre a mistura seca e mexa com o fouet até ficar uniforme (fica uma massa mais densa).

Verta a massa na assadeira preparada, espalhe o curd sobre a massa e cubra com a farofa. Asse por 30 minutos ou até que a cuca doure levemente nas bordas e passe no teste do palito.

Espere esfriar, corte em pedaços e sirva.

Cuca de coco com curd de maracujá

Observação final:

Coco ralado fresco faz diferença. Eu ganhei um pacotão da minha mãe, que ela mesma ralou, e o mantenho no freezer, retirando apenas a quantidade que preciso. Mas não se aperte. Se você não tem coco fresco, use coco seco industrializado. Deixe-o de molho por uns 10 minutinhos em um pouco de água quente, escorra bem em uma peneira e use.

Brownies de chocolate de uma tigela só

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Os últimos tempos têm sido corridos e pontuados por problemas de todo tamanho. Tempos assim exigem receitas rápidas, que sujem pouca louça e que sejam matadoras e reconfortantes. Como estes brownies aqui.

Preparei uma noite dessas, depois de colocar os pequenos para dormir e antes de enfrentar os pratos sujos na pia. Ficou pronto num instante - saiu do forno quando eu terminava de lavar a louça. E que delícia ficou: super fudgy, chocolatudo, doce na medida, com casquinha crocante e tudo. A receita, peguei no oráculo. Só podia ser mara, néam ;-)

Brownies de uma tigela sóReceita daqui

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Ingredientes:

150g de manteiga sem sal, temperatura ambiente e picada
150g de chocolate amargo ou meio-amargo, picadinho – usei um com 70% de cacau
1 ¼ xícaras (250g) de açúcar cristal
½ xícara (88g) de açúcar mascavo claro – aperte-o na xícara na hora de medir
3 ovos
1 colher (chá) de extrato de baunilha
1 xícara + 1 colher (sopa) - 150g - de farinha de trigo
¼ colher (chá) de sal

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180°C. Unte levemente com manteiga uma forma quadrada de 20cm, forre-a com papel alumínio deixando sobras em dois lados opostos, formando “alças”, e unte o papel também (eu usei uma assadeira descartável de alumínio com capacidade para 1,5L).

Junte a manteiga e o chocolate em uma tigela grande e leve ao micro-ondas para derreter. No meu micro-ondas, foram necessárias duas sessões de 30 segundos, mais uma de 15 segundos, sempre em potência máxima e com vigorosas misturadas ao final de cada uma. A mistura ficou morna e lisinha.

Com um batedor de arame, misture os açúcares ao chocolate derretido. Junte os ovos, um a um, mexendo bem a cada adição. Junte a baunilha. Peneire a farinha e o sal sobre a mistura e incorpore gentilmente com uma espátula de silicone, mexendo de baixo para cima. Não misture demais. Transfira a massa para a forma preparada e asse por 20-25 minutos ou até que as laterais e o topo estejam sequinhos, mas com o centro ainda úmido.

Deixe esfriar completamente na forma sobre uma gradinha. Corte em quadradinhos para servir.

Os brownies podem ser armazenados em um recipiente hermético em temperatura ambiente por até 1 semana. Aqui em casa, gostamos de guardá-los na geladeira para que fiquem ainda mais densos.

Observação final:

Estou anunciando aqui no final porque a coisa ainda está bem incipiente, mas você, que tem a paciência de me visitar e ler os posts até o fim, merece saber: o blog No Calor do Fogão agora está no Instagram! Lá, vou postar um pouco do dia a dia da minha cozinha. E, eventualmente, umas receitinhas tão bestas que nem vale a pena transformar em post para cá. Espero a sua visita!

Fudge de limão e macadâmias

sábado, 21 de maio de 2016

Em tempos onde o azedume e a amargura imperam, o que a gente pode fazer? Ou se deixar contaminar ou contra-atacar com um doce mais doce do que o doce de batata-doce. Eu sempre vou preferir a segunda opção ;-)

Eu, que sou uma entusiasta do brownie fudgy, vergonhosamente ainda não havia feito o doce cujo nome deu origem ao adjetivo fudgy - o fudge. É um doce de corte beeeeem docinho, como o nosso querido brigadeiro. A textura, para mim, fica entre o doce de leite em tablete e o brigadeiro de enrolar.

O fudge é feito tradicionalmente com açúcar, leite ou creme de leite fresco, um pouquinho de manteiga e um ingrediente que dará o sabor predominante - chocolate, chocolate branco, manteiga de amendoim... E, claro, castanhas, biscoito quebradinho, frutas secas e o que mais você desejar adicionar.

Mas há um jeito bem mais simples de fazer fudge: trocar o creme de leite e o açúcar por leite condensado. Além de ser mais simples preparar, o gosto fica mais parecido com o dos docinhos que a gente tanto gosta.

A receita original deste fudge é do Technicolor Kitchen, o oráculo da comida boa. No entanto, não sei se foi o chocolate que utilizei, mas da primeira vez que preparei, não houve meio de fazer o doce firmar para permitir um corte elegante. Ficou mais para brigadeiro de colher do que para barrinha. :-/

Assim, precisei fazer adaptações para adequar as proporções dos ingredientes ao meu chocolate. E, assim, consegui barrinhas perfeitas :-)

Pessoalmente, acho que eles são doces demais - não consigo comer nem um pedaço inteiro. Mas meus colegas de trabalho A-MA-RAM. De não conseguir sair de perto da bandeja. De comer um pedaço atrás do outro e ainda reservar um terceiro para comer mais tarde. De falar deles por dias seguidos.

Doce demais? Doce na medida? Faça na sua casa e descubra se os fudges são para você ;-)

Fudge de limão e macadâmiaReceita inspirada nessa daqui

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Ingredientes:

530 g de chocolate branco picado (usei as gotas da Callebaut)
1 lata  (395 g) de leite condensado
1 colher (sopa) de sumo de limão tahiti espremido na hora
1 colher (sopa) de raspas de limão tahiti
1 xícara de macadâmias torradas e grosseiramente picadas (as minhas eram levemente salgadas)

Modo de preparo:

Forre uma forma quadrada de 20 cm com papel alumínio, deixando sobrar para fora da forma, formando “alças”. Unte o papel com manteiga e reserve.

Junte o chocolate branco e o leite condensado numa panela de fundo grosso e leve ao fogo baixo, mexendo, até que o chocolate derreta e a mistura fique homogênea. Retire do fogo, adicione as raspas e o suco de limão e misture bem. Acrescente as macadâmias, misture e despeje o creme na forma preparada. Cubra e leve à geladeira por 2 horas ou até firmar.

Com a ajuda das “alças” de papel alumínio, levante o fudge e retire-o da forma. Remova todo o papel alumínio e corte o doce em quadradinhos (eu cortei em 25 pedaços).

Guarde em recipiente hermético, em temperatura ambiente, por até 1 semana, ou no freezer por até 2 meses.

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