Faça você mesmo - desmoldante caseiro

terça-feira, 12 de julho de 2016

Como você já deve ter percebido, amo bater um bolinho. E se puder assá-lo em uma forma trabalhada estonteante, melhor ainda. O problema é que eu não tenho muito talento para untar formas. Sempre fica faltando um pedacinho sem manteiga ou sobra farinha acumulada. Já tentei untar com óleo, com manteiga derretida, com ghee... sempre com resultados um tanto pífios.

Estava quase me rendendo aos sprays desmoldantes industrializados até que topei com uma receita de desmoldante caseiro (valeu, Escola de Bolo!). Guardei-a até que, neste fim de semana, surgiu a oportunidade de testar.

A receita é bem simples: óleo de cozinha, margarina (ou gordura vegetal) e farinha de trigo em partes iguais. Combine os ingredientes e bata até obter um creme homogêneo. Pode ser com fouet, com batedeira ou com um garfinho, que foi como eu fiz.

Uma foto publicada por Blog No Calor do Fogão (@blognocalordofogao) em

Para testar o desmoldante, repeti a receita do bolo de banana com gotas de chocolate na forma deusa que ganhei de uma amiga muito querida.


Com um pincel, apliquei o desmoldante caseiro em toda a forma. Gostei da consistência - espalha fácil, não escorre e dá para enxergar se ficou faltando algum espaço sem aplicar. E não precisa polvilhar farinha de trigo.

Ok, você pensa, é fácil de aplicar. Mas funciona bem? Eu respondo com uma imagem.

Uma foto publicada por Blog No Calor do Fogão (@blognocalordofogao) em

Funciona bem demais. O bolo quase escorrega da forma, de tão soltinho que fica. As pequenas falhas que você vê na superfície dele foram causadas por bolhas de ar que restaram na massa (eu esqueci de bater a forma para eliminá-las antes de levar ao forno - shame on me). Se não fosse por elas, o bolo ficaria completamente liso, perfeitinho, sem crosta alguma de farinha.

O veredito: recomendo demais! De agora em diante, não vai mais faltar desmoldante na minha cozinha!

Bolo semi-integral de pera com canela

domingo, 10 de julho de 2016


Chegou o fim do semestre na escolinha das quianças. Para se despedir dos alunos e saudar a chegada das férias, as professoras programaram um piquenique e encomendaram aos pais a comida a ser servida. Fiquei com a missão de levar um bolo sem leite e algumas bananas.

A escolha do bolo já tinha sido feita: queria fazer um de maçã que já apareceu aqui no blog (e, confesso, não sei porque não faço com mais frequência, é tão bom...). Acontece que não havia maçãs suficientes em casa. Mas uma caixa de perinhas ercolini sorriu para mim e a magia aconteceu.

Já que havia começado a mexer na receita, resolvi seguir em frente, diminuindo a quantidade de óleo, trocando metade da farinha comum por integral, diminuindo a quantidade de passas (crianças podem implicar muito com elas) e usando mascavo em vez de açúcar comum.

Não sei como foi a receptividade das crianças ao bolo. Mas levei a forma menor para o trabalho e foi um sucesso - foi chamado de "maravilhoso" e tudo mais. Ele é mesmo muito fofo, perfumado e úmido. Não é muito doce e tem um montão de pedacinhos de pera deliciosos a cada fatia (é surpreendente como as peras, tão modestas ao natural, ficam incríveis em bolo. A ciência um dia há de explicar).

Faça aê para as suas crianças. Ou para a sua criança interior, que ela também há de curtir ;-)


Bolo de pera e canela
Receita adaptada daqui

Quer salvar esta receita no Pinterest ou nos seus bookmarks? Encontre-a no novo endereço do blog: nocalordofogao.com.br
O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

1 xícara de óleo vegetal (usei canola)
1 1/2 xícaras de farinha de trigo comum
1 1/2 xícaras de farinha de trigo integral
1 colher (sopa) de canela em pó
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (chá) de sal
2 xícaras de açúcar mascavo
3 ovos caipiras grandes
3 xícaras de pera cortada em cubinhos de 1 cm (usei 7 perinhas ercolini. Descartei miolo e sementes, mas mantive as cascas)
1/2 xícara de passas escuras
1 colher (chá) de extrato de baunilha

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma de anel com capacidade para 12 xícaras (eu usei duas formas de alumínio descartáveis de bolo inglês - uma média e uma pequena - e, por isso, não tive que untar nada).

Numa tigela, peneire juntos a farinha, a canela, o bicarbonato de sódio e o sal. Misture delicadamente e reserve.

Usando a batedeira equipada com o batedor em forma de pá, bata óleo, açúcar, extrato de baunilha e ovos em velocidade alta até obter um creme amarelo homogêneo (preferi usar um fouet e a força do braço, pois preparei o bolo tarde da noite e não queria fazer barulho).

Adicione em 3 vezes a mistura de farinha ao conteúdo da tigela, batendo a cada adição até incorporar (aqui, usei uma espátula de silicone e braço, de novo. Fica uma massa bem densa).
Adicione as peras e, se desejar, as passas, misturando delicadamente até distribuí-las bem pela massa.

Despeje a massa na(s) forma(s) preparada(s) e asse até que o bolo passe no teste do palito (levou cerca de 1h).

Retire do forno e deixe esfriar sobre uma gradinha. Desenforme completamente frio. Se puder, guarde o(s) bolo(s) bem embalado(s) em filme plástico e deixe para servir depois de um dia, quando os sabores da pera e da canela já se harmonizaram perfeitamente.

Bolo de chocolate, café e rum

terça-feira, 5 de julho de 2016

Se você chegou a ver este post no dia 1º, desculpe por tê-lo tirado do ar! Eu havia preparado o texto e programado a publicação enquanto aguardava que as fotos fossem tratadas pelo Rodrigo (um amigo do trabalho que arrasa na fotografia - por sinal, são dele as fotos desses posts aqui e aqui). Acabou que a vida aconteceu e o Rô não conseguiu terminar antes de o post ir ao ar. Cuén.

Ah, além de fotógrafo, Rodrigo é um diretor de arte espetacular - as últimas versões do blog foram feitas por ele em parceria com o querido Alan ;-)

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Bolo de chocolate, café e rum_2

Um sucesso escandaloso - esta é uma boa maneira de descrever este bolo. Era para eu o ter preparado no início de junho, para o aniversário do querido D., mas acabei ficando bichada da coluna. O dia festivo passou, mas a intenção se manteve firme e forte. Daí que, no fim do mês, abriu-se uma raríssima janela de tempo livre. Aproveitei para prepará-lo.

É um bolo muito simples de fazer. O maior trabalho é untar a forma, se você optar por usar uma trabalhadona que nem a minha. A principal recomendação que posso fazer é: use os melhores ingredientes possíveis para um resultado excelente. Aposte em um bom café, um chocolate de boa qualidade, um rum bacana e se prepare para ouvir os elogios mais apaixonados de todos os tempos.

Ah, importantíssimo: ESTE NÃO É UM BOLO PRA CRIANÇAS! Ele tem uma quantidade considerável de rum e de café, não sendo recomendável para gente pequena.

A receita é da genial Joy Wilson. Eu a segui o mais fielmente possível, morrendo de medo da quantidade de álcool. Mas tive uma agradável surpresa: embora o cheiro de rum fique muito presente, o bolo não fica com gosto alcoólico. P-E-R-F-E-I-Ç-Ã-O.

Minha recomendação é - faça. Faça logo. Você merece.

Bolo de chocolate, café e rum_1Receita ligeiramente adaptada daqui

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:
(Minha xícara de chá tem 240 ml de capacidade)

Para o bolo:
Manteiga e cacau em pó para a assadeira
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 1/2 colheres (chá) de bicarbonato de sódio
3/4 de colher (chá) de sal
340 g de chocolate meio amargo picado (usei o 70% kosher parve da Callebaut)
300 g de manteiga sem sal, picada
1 xícara (chá) de rum escuro (usei rum claro)
1 1/3 de xícara (chá) de café forte, fresco (usei o Ciocattino da Nespresso)
2 1/4 de xícara (chá) de açúcar
3 ovos grandes ligeiramente batidos
1 1/2 colheres (chá) de extrato de baunilha

Para a calda:
1/2 xícara (chá) de açúcar
1/2 xícara (chá) de água
2 colheres (sopa) de cacau em pó

Modo de preparo:

Ligue o forno a 150ºC. Unte com manteiga uma forma de anel grande (com capacidade para 12 xícaras de massa). Polvilhe com cacau em pó, batendo para retirar o excesso.

Em uma tigela, com o auxílio de um fouet, misture a farinha, o bicarbonato e o sal. Reserve.

Em uma tigela refratária, junte a manteiga e o chocolate e leve ao micro-ondas por 30 segundos para derreter. Misture bem (bem mesmo) e repita o procedimento até que o chocolate e a manteiga formem uma mistura lisa e homogênea (para mim, foram necessárias 3 sessões de 30 segundos e uma de 15 segundos).

Despeje o chocolate derretida na tigela da batedeira e adicione o rum, o café e o açúcar. Misture em velocidade lenta até ficar uniforme. Ainda em velocidade lenta, some a farinha, 1/2 xícara de cada vez, raspando as laterais da tigela sempre que necessário. Por fim, acrescente os ovos e o extrato de baunilha e misture até ficar bem combinado. A massa ficará bem líquida - não se assuste, é assim, mesmo.

Verta a massa na assadeira preparada e leve o bolo para assar na grade central do forno até que ele passe no teste do palito. A Joy indicou 1h50 de tempo de forno; como eu usei uma assadeira um tantinho menor (10 xícaras), meu bolo demorou bem menos para assar - cerca de 1h.

Deixe o bolo esfriar completamente na assadeira, sobre uma gradinha, antes de desenformar.

Prepare a calda: combine os ingredientes em uma panela e leve ao fogo alto até ferver, mexendo regularmente (fique de olho, a mistura sobe quando ferve). Abaixe o fogo e deixe a calda reduzir de volume até a metade, mexendo de vez em quando. A consistência esperada é semelhante àquelas caldas para sorvete industrializadas.

Despeje a calda sobre o bolo - o momento, você define de acordo com o seu gosto. Quando ela está quente, é fluida. Quando está fria, é bem espessa.

Sirva puro, com chantilly ou com uma bola de sorvete de sabor suave. Fica delicioso com café (claro) ou com cerveja escura (tipo stout).

Bolo de chocolate, café e rum_3

Observações finais:

* Use chocolate sem lactose e ghee, no lugar da manteiga, para um bolo lacfree. O meu ficou com um tiquinho de lactose, pois usei manteiga normal. Mas não fez mal aos intolerantes ao meu redor.

* A calda de cacau foi adição minha. Se preferir, faça uma calda simples com rum e açúcar impalpável - 2 a 3 colheres (sopa) de rum para 2 xícaras (chá) de açúcar. Ou, ainda, polvilhe o bolo com uma nuvenzinha de açúcar impalpável.

* Usei duas formas para preparar este bolo: uma com capacidade para 10 xícaras e outra com capacidade para 2 xícaras. O bolo pequeno foi confiscado pelo hômi, que caiu de amores por ele (mesmo com todo o café da massa!).

* Para quem se interessou pela forma, ela é da marca Nordic Ware, modelo Heritage. Não é silicone, é alumínio fundido. A minha foi presente, mas, se eu não me engano, foi comprada na Amazon, num tempo em que o dólar e o IOF eram muuuuuito mais baixos.

Faça você mesmo - Salada no pote

quinta-feira, 30 de junho de 2016


Este não é um post com receita, até porque acredito que saladas quase sempre são circunstanciais - nelas, vai o que dá na feira, na horta, na geladeira, na veneta. O que eu quero é dar uma dica pra você, que está numa correria sem fim, mas não quer abrir mão de uma alimentação leve e saudável. É a salada no pote.

"Grandes coisas, fia", você pensa. Salada no pote é uma ideia tão antiga que até deixou de ser moda. Mas não deixou de ser uma ótima ideia, né. Só que há segredinhos para montá-la e ter um bom resultado, e são eles que eu quero dividir com vocês. Simbora!

1) O pote: Dê preferência a potes com capacidade entre 800 mL e 1 L. O ideal é que eles sejam altos (para que você consiga fazer camadas de ingredientes), que tenham boca larga e que fechem hermeticamente. Um vidro grande desses de palmito em conserva costuma funcionar bem. Eu uso um pote plástico da Lock&Lock, que cabe perfeitamente na minha lancheira e aguenta o tranco de ser jogado de qualquer jeito por aí.

2) A consistência do molho: Para uma salada no pote, a melhor pedida são os molhos mais fluidos. Por quê? Porque assim, eles escorrem e se distribuem melhor pelos ingredientes quando você vira o pote de cabeça para baixo (há quem curta sacudir a salada dentro do pote para fazer isso. Eu acho uma violência com o alimento que você preparou com todo o carinho). Mostarda com mel, vinagrete simples, um pesto ralo... as opções são infinitas.

3)  A escolha dos ingredientes: O ideal é que o pote contenha todos os elementos de uma boa refeição.

  • Proteína animal - Se você consome proteína animal, inclua  a sua preferida. Pode ser frango ou filé grelhado em tirinhas, queijo branco ou muçarela de búfala em cubinhos, atum enlatado em lascas, ovo de codorna cozido... 
  • Fonte de carboidratos - Para saladas de pote, gosto de usar massas curtas cozidas al dente ou croutons. 
  • Leguminosas - Ficam deliciosas em saladas! Minhas prediletas são ervilhas frescas, feijão-verde, feijão-fradinho, grão-de-bico e lentilha. 
  • Legumes - Podem ir grelhados, assados, cozidos ou crus, de acordo com a sua preferência. Meus favoritos para saladas são cenoura, beterraba, tomate, pepino, rabanete, abobrinha, funcho e vagem francesa.
  • Folhas - as que você mais gostar. Eu costumo dar preferência àquelas mais resistentes, como radicchio, repolho branco, endívia e escarola quando sei que a salada precisará aguentar-se por um bom tempo.
  • Bossa - Alguns ingredientes, mesmo em pequena quantidade, podem dar muito charme à saladinha de todo dia. São bons exemplos disso: ervas frescas, azeitonas, frutas frescas ou secas, castanhas ou sementes torradas e bacon frito, bem sequinho e esmigalhado.
4) O tamanho dos ingredientes: Esta é uma dica especialmente importante se você precisa comer direto do pote, como é o meu caso. Os ingredientes devem estar em pedaços grandes o suficiente para serem facilmente apanhados com um garfo - ninguém merece ficar brincando de pescaria enquanto come. Também devem ser pequenos o suficiente pra que caibam na sua boca e não deixem você parecendo um tiranossauro dilacerando uma presa.

5) A sequência de montagem: Salada no pote precisa seguir uma determinada ordem nas camadas para ficar gostosa por mais tempo. Para mim, a sequência ideal de entrada no pote é:

1. Molho
2. Proteína animal
3. Leguminosas
4. Massa curta
5. Legumes cozidos/grelhados
6. Legumes crus
7. Folhas

É importante respeitar a sequência principalmente em relação ao molho (o primeiro a entrar no pote) e aos legumes crus e folhas (os últimos, mantidos bem longe do molho). Por que isso? Porque os molhos, em geral, são salgados e costumam desidratar os vegetais. Se você deixa suas folhinhas de alface ou um pepininho perto do molho, eles soltarão muito líquido, ficarão terrivelmente murchos ficarão com gosto de passados. ECA!

Ah, se usar croutons, minha dica é: deixe-os em uma embalagem separada da salada e acrescente-os somente na hora de comer. Assim, eles se mantêm sequinhos e crocantes.

6) As condições de armazenamento: De um modo geral, saladas não curtem calor. Se elas tiverem que passar algum tempo sem refrigeração - mais do que meia hora, por exemplo - o ideal é carregá-las em bolsas térmicas com gelinhos reutilizáveis próprios para transporte. Eu uso uma bolsa térmica de gel parecida com essa. Ela é ótima! Você a mantém dobradinha no freezer e, quando precisa usar, não tem que colocar gelinho nem nada: as laterais e o fundo já estão congelados. Ela conserva os alimentos como na geladeira por até 5 horas.

E aí, animei você? Então, bora carregar nossas saladinhas por aí e melhorar nossa alimentação, um pote de cada vez!

Observações finais:

- Este não é um post patrocinado (mas bem que podia, né). Eu realmente uso e recomendo os produtos que citei.

- Deu pra ver o que tinha no meu pote? Eu conto. Na sequência: molho de mostarda e shoyu (1 parte de shoyu + 1 parte de mostarda amarela + 2 partes de água + alho granulado + gotinhas de sucralose); frango grelhado em cubinhos; tomate sweet grape (deixo inteiro para ele não soltar líquido); cenoura em tirinhas; coentro e cebolinha; um monte de radicchio. Comi ontem, no jantar.

Bolo de banana com gotas de chocolate

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Já contei que meu freezer é um ninho de tico-tico, né? Não, não é quente - é pequeno. Pelo menos, para as minhas ambições. Assim, neste fim de semana, precisei criar um pouco de espaço nele para acomodar umas compras. Modos que decidi dar fim no meu ENORME estoque de bananas congeladas e de farinha de rosca (eu guardo no freezer para não ficar rançosa).

Apesar de já ter uma receita cativa de bolo de banana com farinha de rosca, resolvi testar a da Laura Lucia, a simpática autora do blog Só Receitas Simples. Mesmo sem conhecê-la, posso dizer que Laura deve ser uma das pessoas mais pacientes que já conheci - todas as suas receitas são explicadas de forma clara e muuuuito pormenorizada. Melhor ainda: frequentemente, são ilustradas com fotos e recheadas de dicas espertas. Para quem se sente inseguro ao testar receitas novas, é uma ajuda valiosa.

Bolo de banana com gotas de chocolate

Tinha ficado de olho nessa receita por motivos de: 1) adoro bolo de banana com farinha de rosca e muita canela; 2) adoro bolo com pedaços de banana na massa; e 3) chocolate em gotas, gente. Não me decepcionei. É certamente um dos melhores bolos de banana que já fiz. E o melhor: é simplíssimo de preparar - nem precisa de equipamento especial.

No trabalho, o bolo foi embora num instante, entre suspiros e muitos elogios. Aposto que fará sucesso na sua casa também ;-)

Bolo de banana com gotas de chocolate
Receita adaptada daqui

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Ingredientes:

Para a massa:
190 g de farinha de rosca*
300 g de açúcar
1 colher (sopa) de canela em pó
1 colher (sopa) de fermento químico em pó
1 pitada de sal
200 g de banana nanica bem madura, descascada (dá duas ou três bananas nanicas)
150 g de óleo vegetal de sabor suave (usei óleo de canola)
3 ovos grandes

Para o recheio:
200 g de bananas nanicas cortadas em cubos (usei banana-prata)
130 g de chocolate meio amargo em gotas (usei um com 70% de cacau)

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte e polvilhe com farinha de trigo uma forma de anel com capacidade para 10 xícaras de massa.

Numa tigela grande, misture os ingredientes secos com o auxílio de um garfo. Reserve.

Em outra tigela, amasse as bananas com o garfo. Junte o óleo e os ovos e bata bem (com o garfo, mesmo) até obter um creme homogêneo.

Verta a mistura líquida sobre os ingredientes secos. Misture delicadamente com uma espátula de silicone até que não haja mais farinha de rosca visível. Adicione as bananas e as gotas de chocolate e envolva delicadamente até distribui-las pela massa.

Despeje a massa na forma preparada e leve ao forno por uns 45 minutos ou até que o bolo passe no teste do palito. Retire-o do forno e deixe esfriar sobre uma grade. Desenforme morno ou frio (eu o preparei à noite e desenformei completamente frio, no dia seguinte).

Bolo de banana com gotas de chocolate
Massa fofinha e úmida, entremeada por pedaços de banana e gotinhas de chocolate. E o perfume, afff.

Observações finais:

* Não utilize farinha de rosca industrializada, não fica a mesma coisa. As padarias costumam vender farinha de rosca de excelente qualidade. E, se você quiser fazer em casa, é moleza (se você morar em lugar com clima mais seco, como eu). Basta deixar o pão que você não vai mais consumir embalado apenas no saco de papel, em temperatura ambiente, até endurecer (uns 2 ou 3 dias). Depois, corte em pedaços e triture no liquidificador ou rale no ralador.

* Como já contei por aqui, estou evitando preparar guloseimas com lactose por conta da intolerância do hômi. Por isso, usei óleo na receita. A forma, untei com ghee.

* Usei chocolate amargo em gotas, mas você pode usar uma barra de chocolate picada em pedacinhos. Não precisa polvilhá-los com farinha - a massa é densa o suficiente para que eles se mantenham bem distribuídos.

Bolo duplo de maçã e especiarias

segunda-feira, 20 de junho de 2016


Eu não ia postar esta receita. Primeiro, porque não fiz uma foto decente sequer: o final de semana foi super corrido e eu só consegui tirar fotos com o celular e em condições nada bonitinhas. Segundo, porque não pude saborear uma fatia (estou em contenção calórica severa), então só tenho alguma ideia de cheiro e textura, mas não de sabor. Terceiro, porque é uma adaptação de uma receita que já está no blog.

Mas o que me fez mudar de ideia foram os elogios rasgados que escutei de todos que o provaram. É tão fofo, tão úmido, tão aromático, tão acolhedor...

Provei um pouquinho da massa crua que ficou na espátula do bolo e confesso que fiquei receosa em relação à doçura. É bem verdade que eu já não como açúcar há algum tempo e posso estar com o paladar mais sensível aos sabores doces. De toda forma, achei que passou um pouquinho da conta para o meu gosto.

Então me lembrei que bolos de maçã gringos em geral usam maçãs mais ácidas, como as verdinhas Granny Smith, e eu preferi usar a maçã que havia em casa, que era gala. Assim, eu recomendo que você use maçãs mais ácidas. Se preferir usar maçãs doces, é melhor adicionar uma quantidade de açúcar menor do que a pedida na receita e provar um pouquinho da massa crua para verificar se já está bom para o seu paladar.

Tudo isto dito, devo acrescentar que só eu achei que o bolo poderia estar doce demais. Quem o comeu, repetiu feliz.


Receita adaptada daqui

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Ingredientes:
(minha xícara medidora tem 240 ml)

Para o bolo: 
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento químico em pó
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1/2 colher (chá) de canela em pó
1/4 de colher (chá) de noz-moscada ralada na hora
1/4 de colher (chá) de gengibre em pó
1/4 de colher (chá) de sal
1/3 de xícara de óleo vegetal de sabor suave (usei canola)
1 1/2 xícaras de açúcar
2 ovos grandes
1 xícara de apple butter* (veja como preparar na observação final)
3 maçãs pequenas, descascadas e raladas
1 xícara de macadâmias picadinhas
1/2 xícara de passas previamente hidratadas em água quente (deixe-as de molho em água quente por uns 20 minutos, escorra bem e utilize na receita)

Para a cobertura, opcional: 
1/3 de xícara de açúcar de confeiteiro (usei açúcar impalpável e ficou um espetáculo)
Cerca de 2 colheres (sopa) de suco de laranja ou limão espremido na hora

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma de anel com capacidade para 12 xícaras. Se preferir, você também pode utilizar 3 assadeiras pequenas para bolo inglês. Eu usei assadeiras descartáveis de alumínio, que não precisam ser untadas ou enfarinhadas.

Numa tigela média, misture a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal e as especiarias e reserve.

Em outra tigela, junte os ovos, o óleo e o açúcar e bata com um fouet até obter um creme liso, claro e espesso (pode fazer na batedeira, se preferir). Adicione a apple butter e, com uma colher de pau, misture até incorporar. Some então as maçãs raladas, mexendo bem. Acrescente os ingredientes secos, misturando até que desapareçam na massa. Por fim, envolva as macadâmias e as passas.

Verta a massa na(s) forma(s) preparada(s), alise a superfície e leve ao forno (na grade central) por cerca de 50 minutos ou até que o bolo passe no teste do palito (dependendo do tipo de assadeira e da potência do forno, esse tempo pode variar muito).

Retire o(s) bolo(s) do forno e deixe que ele(s) esfrie(m) sobre uma grade antes de desenformar. Sirva em temperatura ambiente. Aliás, se puder, quando o bolo estiver frio, embrulhe-o em plástico filme deixe-o quietinho, em temperatura ambiente, de um dia para o outro. Esse descanso vai fazer com que os sabores se harmonizem ainda mais.

Quando o bolo estiver completamente frio, prepare a cobertura: coloque o açúcar de confeiteiro em uma tigelinha e vá adicionando o suco de laranja ou de limão aos poucos, mexendo bem até obter uma mistura lisa e uniforme - densa, mas que escorra da colher. Espalhe a cobertura sobre o bolo e deixe secar em temperatura ambiente antes de servir.

O bolo se conserva bem por até 4 dias em temperatura ambiente ou por até 2 meses no freezer.

Observação final:

Fazer apple butter é moleza. Numa panela de fundo grosso, junte 450 g de maçãs picadas (sem cascas ou sementes, por favor), 1 colher (sopa) de mel, uma pitada de sal e 1/2 colher (chá) de especiarias a seu gosto (eu usei 1/2 colher de especiarias para pão de mel da Bombay). Misture bem e leve ao fogo médio até que ferva. Abaixe o fogo e deixe cozinhar em panela semitampada, mexendo ocasionalmente só para não grudar.

Quando as maçãs estiverem bem cozidas, amasse-as com um esmagador de batatas (ou com uma colher de pau, se você for paciente) e deixe apurar mais um pouco até que a apple butter adquira um tom acastanhado e fique cremosa e consistente. Se quiser, passe-a no processador de alimentos para uma textura mais uniforme. Eu prefiro mais pedaçuda.

Bolo de chocolate festivo (sem lactose)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Há algum tempo, o hômi descobriu algo ligeiramente trágico para alguém que ama molhos cremosos, queijos e sobremesas lácteas - intolerância à lactose. Começou este ano e foi preciso que ele perdesse 6 kg (e um tanto de vitalidade) para que começasse a levar o problema mais a sério.

Por conta disso, acabei adaptando algumas das receitas que mais gostamos a esta realidade. Foi o caso deste bolo. Usei como referência a minha receita preferida de bolo de chocolate. Das primeiras vezes que fiz, foi na assadeira de bolo inglês, como na receita original. Mas, no aniversário do hômi, resolvi arriscar e transformá-la em um bolo de festa. Deu muito certo - tão certo que eu repeti a dose no meu aniversário. Ficou um bolo muito fofo, muito úmido, chocolatudo até não poder mais e que não pesou no estômago.

Ah, vale uma consideração importante: o chocolate sem lactose que uso tem 70% de teor de cacau - é amargo e intenso, podendo não agradar aos paladares mais infantis. Se fizer este bolo para crianças, recomendo utilizar um chocolate mais doce na massa (ou, mesmo, suprimir o chocolate) e, eventualmente, adoçar mais a ganache.

Se eu fosse você, fazia esse bolinho pra logo. Quem não tem problema com lactose vai adorar. Mas quem tem... bom, esses vão se fartar e jurar amor eterno a você ;-)

Bolo de chocolate festivo sem lactoseReceita do bolo e da calda adaptadas desta daqui. Receita da ganache adaptada desta daqui.

Ingredientes: 

Para a massa:
125 ml de café forte passado na hora
45 g de cacau em pó (100% cacau)
2 ovos
80 ml de leite de coco integral
150 g de óleo vegetal de sabor neutro (costumo usar óleo de coco porque acho saboroso)
225 g de açúcar cristal
200 g de farinha de trigo
10 g de fermento químico
1 pitada de sal
150 g de chocolate amargo sem lactose em gotas ou picadinho (eu uso o Kosher Parve da Callebaut)

Para a calda:
50 g de açúcar
60 ml de água
7 g de cacau em pó

Para a ganache:
140 g de chocolate amargo sem lactose picadinho
120 ml de leite de coco integral
45 ml de calda de agave

Bolo de chocolate festivo sem lactose

Modo de preparo:

Ligue o forno a 180ºC. Unte com óleo ou creme vegetal sem lactose duas formas redondas com 20 cm de diâmetro. Forre-as com papel manteiga e unte o papel também. Reserve.

Numa tigelinha, misture o café quente e o cacau em pó até dissolver. Reserve.

No liquidificador, junte ovos, leite de coco, óleo e açúcar. Bata por cerca de 2 a 3 minutos ou até ficar homogêneo. Adicione então a mistura de cacau dissolvido ao liquidificador e continue batendo por mais 2 a 3 minutos.

Numa tigela grande, misture a farinha de trigo, o fermento químico e a pitada de sal. Acrescente a mistura batida no liquidificador, mexendo para deixar bem homogêneo.

Divida a massa de bolo igualmente entre as duas assadeiras preparadas. Sobre cada uma delas espalhe uniformemente metade do chocolate picadinho ou em gotas.

Leve os bolos para assar até que eles passem no teste do palito (no meu forno dá uns 40 a 50 minutos). Retire as assadeiras do forno e coloque-as sobre uma grade para esfriar.

Feito isso, combine os ingredientes da calda em uma panelinha e leve ao fogo, mexendo ocasionalmente. Deixe que a calda ferva por uns 5 minutos. Em seguida, desligue o fogo. A intenção é deixá-la um pouco mais fluida para umedecer o bolo.

Em seguida, prepare a ganache: em uma panelinha, misture bem o leite de coco e a calda de agave. Leve ao fogo até aquecer bem (mas não deixe ferver). Desligue o fogo e adicione o chocolate picadinho. Deixe quieto por 5 minutos e então misture com um fouet até fica sedoso e uniforme. Deixe chegar à temperatura ambiente antes de usar.

Com os bolos já em temperatura ambiente, é hora e começar a montagem: no prato de servir, desenforme um dos bolos com a parte do fundo para cima. Com o auxílio de uma colher (ou pincel), distribua um pouco de calda sobre toda a superfície do bolo. Cubra com pouco menos da metade da ganache, cuidando para que ela fique uniformemente distribuída.

Com cuidado, disponha o segundo bolo em cima do primeiro, também com a parte do fundo para cima. Distribua calda sobre a superfície e cubra com o restante da ganache, deixando bem coberto e nivelado. Decore com frutas, coco ralado ou raspas de chocolate sem lactose.

Observação final:

Você deve estar se perguntando - com leite de coco e óleo de coco, fica com gosto de coco? É bem sutil - tanto que você só consegue perceber se souber previamente que há coco ali.

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