Faça você mesmo - iogurte caseiro

terça-feira, 26 de julho de 2016


Nem estava pensando em publicar este passo a passo aqui - ia deixar só para o Instagram. Mas, como você sabe, eu sou detalhista e gosto de deixar tudo bem explicadinho.

Esta foto aí de cima, como a legenda explica, é a minha iogurteira no momento. Até ganhei de presente uma iogurteira industrializada com caixinha térmica especial, potinhos para porções individuais, termômetro embutido e tudo mais. Mas acabei deixando de lado e optando por um esquema mais tosco rústico prático. E é esse esquema, mais o meu modo de preparo, que eu quero apresentar pra você.

Para preparar 1L de iogurte, você precisa dos seguintes ingredientes:

- 1L de leite - 'Qual leite?' O integral é o que dá os melhores resultados. - 'Saquinho, garrafinha ou caixinha?' Já usei dos três tipos. Na minha opinião, o que faz o iogurte mais cremoso e saboroso é o Leitíssimo. - 'Dá para usar leite desnatado ou semidesnatado?' Que dá, dá. Eu faço para mim por uma questão de necessidade. Mas o resultado é um iogurte meio ralo. Se você também precisa que o seu iogurte seja desnatado, acrescente 2 colheres (sopa) de leite em pó desnatado ao leite, depois de aquecê-lo. E dessore, vale a pena.

- Fermento lácteo - 'Onde encontro isso?'

  • Nos iogurtes industrializados: Certifique-se de que o iogurte seja composto apenas de leite e fermento lácteo. Duas colheres (sopa) já são suficientes para essa quantidade de leite. 
  • Em pacotinhos industrializados: Em lojas de produtos naturais ou na Internet, é possível encontrar fermento lácteo em pacotinhos. Tudo que você precisa fazer é acrescentá-lo ao leite e misturar bem. O meu preferido é da TopTherm (da Aracy, aquela que fala de coisa boa :-D).
  • No iogurte que você acabou de preparar: É isso mesmo. Se você já tem iogurte caseiro pronto, reserve duas colheres (sopa) dele puro para usar como fermento lácteo para a próxima leva. Na minha experiência, isso dá certo por umas cinco levas, mais ou menos. Depois, a consistência não fica tão boa e o sabor fica mais ácido. Neste ponto, é melhor recomeçar do zero com iogurte industrializado ou fermento de pacotinho.

Uau, complexo, né #sóquenão. A lista de equipamentos também é das mais complicadas #atéparece:

- Leiteira com capacidade para mais de 1L e um fouet ou colher comprida para misturar o leite.

- Recipiente(s) para o iogurte - Você pode usar vários potinhos, 1 potão ou 1 jarra, sempre com tampa.

- Termômetro culinário - Interessante, mas não indispensável. Eu tenho mais de um termômetro culinário em casa, por isso, uso. Mas o que você está procurando é deixar o leite a uma temperatura que seja confortável para mergulhar o dedo mindinho por três segundos. Conseguiu? Então, está valendo.

- Iogurteira - O que estou chamando de iogurteira é um local quentinho e protegido onde a mistura de leite e fermento lácteo possa agir e virar iogurte. Se você tem uma caixa térmica própria para isso, vá em frente! Se não, basta uma toalha seca e felpuda (ou uma manta pequena) e uma bolsa térmica ou caixa de isopor com tampa.

Tudo pronto para a a ação? Então, é só despejar o leite na leiteira e levar ao fogo. Já li que é importante deixá-lo ferver porque, além de matar eventuais bactérias, isso muda a estrutura da proteína do leite, favorecendo um resultado mais cremoso. Eu sou impaciente e frequentemente não deixo o leite ferver. Também fica bom.

Agora, espere o leite esfriar até chegar à temperatura de 46ºC (se não tiver termômetro, faça o teste do dedo mindinho). Adicione então o iogurte ou o fermento lácteo e misture suavemente com um fouet ou com a colher comprida. Despeje a mistura no(s) recipiente(s) reservado(s), tampe-o(s), envolva na toalha ou na manta e acomode na caixa/bolsa térmica. Deixe por, pelo menos, 6 horas (se estiver frio, pode deixar por mais tempo - 8 a 10 horas, por exemplo). Depois de pronto, conserve na geladeira.

Se quiser um iogurte grego incrível e sem aditivos químicos, é só despejar o iogurte que você preparou em uma peneira coberta com um tecido fininho ou pano de prato limpo, acomodada sobre uma tigela (eu uso o filtro para café reutilizável da foto). Deixe dessorar por duas horas ou mais, na geladeira.

Dicão para o happy hour: Deixe o iogurte dessorar por 24 horas. Você obterá um produto bem consistente, como um queijo cremoso. Tempere com sal e modele bolinhas com o auxílio de duas colheres de chá. Banhe em um bom azeite, moa pimenta por cima, salpique folhinhas de manjericão fresco e tchanans, você tem um queijinho de iogurte espetáculo para espalhar na torrada ou no pãozinho. Se preferir, faça como o gênio David Lebovitz. que também parece ótimo.

Observação final:

Este post não é publieditorial. Mencionei as marcas que eu efetivamente uso e prefiro.

Pamonha de forno

terça-feira, 19 de julho de 2016

Mais um encontrinho com azamiga. Como uma delas está há anos fora do Brasil, morre de saudade dos sabores da terrinha - saudade que aperta especialmente nesta época do ano. Pensando nela, escolhi uma receita que é a cara das festas juninas. E, pensando na amiga intolerante, eu fiz adaptações para ficar sem lactose (sem glúten, ela originalmente já era).

Foi um sucesso! O preparo não podia ser mais fácil - liquidificador e pronto. E o resultado, que delícia. O sabor é purinho de pamonha, só que com uma textura mais suave, como a de um bolo um pouco mais denso e muito úmido.

A receita é do Panelinha, da deusa Rita Lobo. Credencial melhor não há ;-)

Pamonha de forno
Receita adaptada daqui

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O blog velhinho (ou seja, este aqui) será desativado definitivamente em 31/12/2019.

Ingredientes:

300 g de milho verde congelado (ou 2 xícaras (chá) de milho cru debulhado)
250 mL de leite de coco
2/3 de xícara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de ghee em temperatura ambiente 
2 ovos 
1/4 de xícara (chá) de fubá 
1 colher (sopa) de fermento em pó 
Ghee e fubá para polvilhar 
Canela em pó a gosto para polvilhar (opcional - não usei)

Modo de Preparo:

Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média). Unte com manteiga um refratário pequeno que comporte 1,3 litros (usei uma assadeira de alumínio descartável com capacidade para 1,5 L). Polvilhe com fubá e chacoalhe bem para enfarinhar. Bata sobre a pia para tirar o excesso (se usar assadeira descartável, esse processo é desnecessário).

No liquidificador, bata o milho, o leite de coco, o açúcar e a manteiga, até triturar bem os grãos. Acrescente os ovos e bata apenas para misturar. 

Junte o fubá e o fermento e bata novamente - a consistência é bem líquida, mesmo. Transfira a massa para o refratário preparado e leve ao forno para assar por 45 minutos ou até a superfície começar a dourar. Retire do forno e, se quiser, deixe esfriar. Quente, ele também fica delicioso!

Brownies de chocolate sem glúten

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Recebi algumas amigas em casa uma noite dessas. Como uma delas descobriu-se moderadamente intolerante a glúten e a lactose, preparei um chili con carne, que servi com Doritos Dippas (sabia que eles não têm glúten)? De sobremesa, recorri ao maravilhoso David Lebovitz, de quem sou cada vez mais fã.

Claro que não me decepcionei. Além de super bem explicadas, todas as receitas dele têm resultados divinos, para dizer o mínimo. A única coisa que eu mudaria das próximas vezes em que preparar é usar uma assadeira menor para obter brownies ligeiramente mais altos.

Tem problema com glúten? Faça. Não tem problema com glúten? Faça também. Você não vai se arrepender.

Brownies sem glútenReceita adaptada daqui

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Ingredientes:

85 g de manteiga sem sal
1 pitada de sal
225 g de chocolate amargo picado
150 g de açúcar
2 ovos grandes, à temperatura ambiente
1 colher (sopa) de cacau em pó não adoçado
30 g de amido de milho

Opcional:
135 g de pecãs, tostadas e picadas grosseiramente (não usei)
2 a 3 colheres (sopa) de nibs de cacau

Modo de preparo:

Forre o interior de uma assadeira quadrada com 23 cm com papel alumínio, deixando sobrar alças dos lados. Unte levemente o papel alumínio com manteiga ou spray para untar (usei uma assadeira de alumínio descartável e não precisei fazer nada). Preaqueça o forno a 180ºC.

Numa panela média, em fogo beeeem baixinho, derreta a manteiga seguida do chocolate, mexendo sempre para não queimar. Quando a mistura ficar homogênea, retire do fogo e misture o açúcar. Em seguida, acrescente os ovos, mexendo bem a cada adição.

Peneire o cacau em pó e o amido de milho em uma tigela pequena e adicione-os à mistura de chocolate. Bata a massa vigorosamente durante pelo menos um minuto, até que a massa fique homogênea, não granulada e quase lisinha. Ela vai descolar um pouco das laterais da panela.

Envolva as pecãs e os nibs de cacau, se usar, e verta a mistura na assadeira preparada. Asse por 30 minuto ou até que o brownie pareça firme no centro (toque-o com a mão, de leve, para saber). Cuidado para não assar demais.

Retire do forno e deixe esfriar completamente antes de retirar da assadeira e cortar. Os brownies podem ser armazenados à temperatura ambiente durante até 4 dias. No freezer, duram pelo menos 1 mês.

Brownies sem glúten

Observação final:

- A fase de bater vigorosamente a massa é muito importante. Faça-o por pelo menos 1 minuto como se não houvesse amanhã. Do contrário, há grandes chances de os seus brownies ficarem esfarelando. Se isso ocorrer, nem tudo está perdido - você usá-los como farofinha sobre um sorvete.

- Esqueci de acrescentar os nibs de cacau à massa, acabei espalhando um pouquinho por cima. Os nibs acrescentam crocância, mas não são indispensáveis.

- Usei manteiga sem sal comum e chocolate amargo (70%) nestes brownies. Ficaram inofensivos para quem tem intolerância leve a moderada a lactose. Mas pra intolerâncias mais severas, recomendo usar ghee e chocolate kosher parve.

Faça você mesmo - desmoldante caseiro

terça-feira, 12 de julho de 2016

Como você já deve ter percebido, amo bater um bolinho. E se puder assá-lo em uma forma trabalhada estonteante, melhor ainda. O problema é que eu não tenho muito talento para untar formas. Sempre fica faltando um pedacinho sem manteiga ou sobra farinha acumulada. Já tentei untar com óleo, com manteiga derretida, com ghee... sempre com resultados um tanto pífios.

Estava quase me rendendo aos sprays desmoldantes industrializados até que topei com uma receita de desmoldante caseiro (valeu, Escola de Bolo!). Guardei-a até que, neste fim de semana, surgiu a oportunidade de testar.

A receita é bem simples: óleo de cozinha, margarina (ou gordura vegetal) e farinha de trigo em partes iguais. Combine os ingredientes e bata até obter um creme homogêneo. Pode ser com fouet, com batedeira ou com um garfinho, que foi como eu fiz.

Uma foto publicada por Blog No Calor do Fogão (@blognocalordofogao) em

Para testar o desmoldante, repeti a receita do bolo de banana com gotas de chocolate na forma deusa que ganhei de uma amiga muito querida.


Com um pincel, apliquei o desmoldante caseiro em toda a forma. Gostei da consistência - espalha fácil, não escorre e dá para enxergar se ficou faltando algum espaço sem aplicar. E não precisa polvilhar farinha de trigo.

Ok, você pensa, é fácil de aplicar. Mas funciona bem? Eu respondo com uma imagem.

Uma foto publicada por Blog No Calor do Fogão (@blognocalordofogao) em

Funciona bem demais. O bolo quase escorrega da forma, de tão soltinho que fica. As pequenas falhas que você vê na superfície dele foram causadas por bolhas de ar que restaram na massa (eu esqueci de bater a forma para eliminá-las antes de levar ao forno - shame on me). Se não fosse por elas, o bolo ficaria completamente liso, perfeitinho, sem crosta alguma de farinha.

O veredito: recomendo demais! De agora em diante, não vai mais faltar desmoldante na minha cozinha!

Bolo semi-integral de pera com canela

domingo, 10 de julho de 2016


Chegou o fim do semestre na escolinha das quianças. Para se despedir dos alunos e saudar a chegada das férias, as professoras programaram um piquenique e encomendaram aos pais a comida a ser servida. Fiquei com a missão de levar um bolo sem leite e algumas bananas.

A escolha do bolo já tinha sido feita: queria fazer um de maçã que já apareceu aqui no blog (e, confesso, não sei porque não faço com mais frequência, é tão bom...). Acontece que não havia maçãs suficientes em casa. Mas uma caixa de perinhas ercolini sorriu para mim e a magia aconteceu.

Já que havia começado a mexer na receita, resolvi seguir em frente, diminuindo a quantidade de óleo, trocando metade da farinha comum por integral, diminuindo a quantidade de passas (crianças podem implicar muito com elas) e usando mascavo em vez de açúcar comum.

Não sei como foi a receptividade das crianças ao bolo. Mas levei a forma menor para o trabalho e foi um sucesso - foi chamado de "maravilhoso" e tudo mais. Ele é mesmo muito fofo, perfumado e úmido. Não é muito doce e tem um montão de pedacinhos de pera deliciosos a cada fatia (é surpreendente como as peras, tão modestas ao natural, ficam incríveis em bolo. A ciência um dia há de explicar).

Faça aê para as suas crianças. Ou para a sua criança interior, que ela também há de curtir ;-)


Bolo de pera e canela
Receita adaptada daqui

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Ingredientes:

1 xícara de óleo vegetal (usei canola)
1 1/2 xícaras de farinha de trigo comum
1 1/2 xícaras de farinha de trigo integral
1 colher (sopa) de canela em pó
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (chá) de sal
2 xícaras de açúcar mascavo
3 ovos caipiras grandes
3 xícaras de pera cortada em cubinhos de 1 cm (usei 7 perinhas ercolini. Descartei miolo e sementes, mas mantive as cascas)
1/2 xícara de passas escuras
1 colher (chá) de extrato de baunilha

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma de anel com capacidade para 12 xícaras (eu usei duas formas de alumínio descartáveis de bolo inglês - uma média e uma pequena - e, por isso, não tive que untar nada).

Numa tigela, peneire juntos a farinha, a canela, o bicarbonato de sódio e o sal. Misture delicadamente e reserve.

Usando a batedeira equipada com o batedor em forma de pá, bata óleo, açúcar, extrato de baunilha e ovos em velocidade alta até obter um creme amarelo homogêneo (preferi usar um fouet e a força do braço, pois preparei o bolo tarde da noite e não queria fazer barulho).

Adicione em 3 vezes a mistura de farinha ao conteúdo da tigela, batendo a cada adição até incorporar (aqui, usei uma espátula de silicone e braço, de novo. Fica uma massa bem densa).
Adicione as peras e, se desejar, as passas, misturando delicadamente até distribuí-las bem pela massa.

Despeje a massa na(s) forma(s) preparada(s) e asse até que o bolo passe no teste do palito (levou cerca de 1h).

Retire do forno e deixe esfriar sobre uma gradinha. Desenforme completamente frio. Se puder, guarde o(s) bolo(s) bem embalado(s) em filme plástico e deixe para servir depois de um dia, quando os sabores da pera e da canela já se harmonizaram perfeitamente.

Bolo de chocolate, café e rum

terça-feira, 5 de julho de 2016

Se você chegou a ver este post no dia 1º, desculpe por tê-lo tirado do ar! Eu havia preparado o texto e programado a publicação enquanto aguardava que as fotos fossem tratadas pelo Rodrigo (um amigo do trabalho que arrasa na fotografia - por sinal, são dele as fotos desses posts aqui e aqui). Acabou que a vida aconteceu e o Rô não conseguiu terminar antes de o post ir ao ar. Cuén.

Ah, além de fotógrafo, Rodrigo é um diretor de arte espetacular - as últimas versões do blog foram feitas por ele em parceria com o querido Alan ;-)

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Bolo de chocolate, café e rum_2

Um sucesso escandaloso - esta é uma boa maneira de descrever este bolo. Era para eu o ter preparado no início de junho, para o aniversário do querido D., mas acabei ficando bichada da coluna. O dia festivo passou, mas a intenção se manteve firme e forte. Daí que, no fim do mês, abriu-se uma raríssima janela de tempo livre. Aproveitei para prepará-lo.

É um bolo muito simples de fazer. O maior trabalho é untar a forma, se você optar por usar uma trabalhadona que nem a minha. A principal recomendação que posso fazer é: use os melhores ingredientes possíveis para um resultado excelente. Aposte em um bom café, um chocolate de boa qualidade, um rum bacana e se prepare para ouvir os elogios mais apaixonados de todos os tempos.

Ah, importantíssimo: ESTE NÃO É UM BOLO PRA CRIANÇAS! Ele tem uma quantidade considerável de rum e de café, não sendo recomendável para gente pequena.

A receita é da genial Joy Wilson. Eu a segui o mais fielmente possível, morrendo de medo da quantidade de álcool. Mas tive uma agradável surpresa: embora o cheiro de rum fique muito presente, o bolo não fica com gosto alcoólico. P-E-R-F-E-I-Ç-Ã-O.

Minha recomendação é - faça. Faça logo. Você merece.

Bolo de chocolate, café e rum_1Receita ligeiramente adaptada daqui

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Ingredientes:
(Minha xícara de chá tem 240 ml de capacidade)

Para o bolo:
Manteiga e cacau em pó para a assadeira
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 1/2 colheres (chá) de bicarbonato de sódio
3/4 de colher (chá) de sal
340 g de chocolate meio amargo picado (usei o 70% kosher parve da Callebaut)
300 g de manteiga sem sal, picada
1 xícara (chá) de rum escuro (usei rum claro)
1 1/3 de xícara (chá) de café forte, fresco (usei o Ciocattino da Nespresso)
2 1/4 de xícara (chá) de açúcar
3 ovos grandes ligeiramente batidos
1 1/2 colheres (chá) de extrato de baunilha

Para a calda:
1/2 xícara (chá) de açúcar
1/2 xícara (chá) de água
2 colheres (sopa) de cacau em pó

Modo de preparo:

Ligue o forno a 150ºC. Unte com manteiga uma forma de anel grande (com capacidade para 12 xícaras de massa). Polvilhe com cacau em pó, batendo para retirar o excesso.

Em uma tigela, com o auxílio de um fouet, misture a farinha, o bicarbonato e o sal. Reserve.

Em uma tigela refratária, junte a manteiga e o chocolate e leve ao micro-ondas por 30 segundos para derreter. Misture bem (bem mesmo) e repita o procedimento até que o chocolate e a manteiga formem uma mistura lisa e homogênea (para mim, foram necessárias 3 sessões de 30 segundos e uma de 15 segundos).

Despeje o chocolate derretida na tigela da batedeira e adicione o rum, o café e o açúcar. Misture em velocidade lenta até ficar uniforme. Ainda em velocidade lenta, some a farinha, 1/2 xícara de cada vez, raspando as laterais da tigela sempre que necessário. Por fim, acrescente os ovos e o extrato de baunilha e misture até ficar bem combinado. A massa ficará bem líquida - não se assuste, é assim, mesmo.

Verta a massa na assadeira preparada e leve o bolo para assar na grade central do forno até que ele passe no teste do palito. A Joy indicou 1h50 de tempo de forno; como eu usei uma assadeira um tantinho menor (10 xícaras), meu bolo demorou bem menos para assar - cerca de 1h.

Deixe o bolo esfriar completamente na assadeira, sobre uma gradinha, antes de desenformar.

Prepare a calda: combine os ingredientes em uma panela e leve ao fogo alto até ferver, mexendo regularmente (fique de olho, a mistura sobe quando ferve). Abaixe o fogo e deixe a calda reduzir de volume até a metade, mexendo de vez em quando. A consistência esperada é semelhante àquelas caldas para sorvete industrializadas.

Despeje a calda sobre o bolo - o momento, você define de acordo com o seu gosto. Quando ela está quente, é fluida. Quando está fria, é bem espessa.

Sirva puro, com chantilly ou com uma bola de sorvete de sabor suave. Fica delicioso com café (claro) ou com cerveja escura (tipo stout).

Bolo de chocolate, café e rum_3

Observações finais:

* Use chocolate sem lactose e ghee, no lugar da manteiga, para um bolo lacfree. O meu ficou com um tiquinho de lactose, pois usei manteiga normal. Mas não fez mal aos intolerantes ao meu redor.

* A calda de cacau foi adição minha. Se preferir, faça uma calda simples com rum e açúcar impalpável - 2 a 3 colheres (sopa) de rum para 2 xícaras (chá) de açúcar. Ou, ainda, polvilhe o bolo com uma nuvenzinha de açúcar impalpável.

* Usei duas formas para preparar este bolo: uma com capacidade para 10 xícaras e outra com capacidade para 2 xícaras. O bolo pequeno foi confiscado pelo hômi, que caiu de amores por ele (mesmo com todo o café da massa!).

* Para quem se interessou pela forma, ela é da marca Nordic Ware, modelo Heritage. Não é silicone, é alumínio fundido. A minha foi presente, mas, se eu não me engano, foi comprada na Amazon, num tempo em que o dólar e o IOF eram muuuuuito mais baixos.

Faça você mesmo - Salada no pote

quinta-feira, 30 de junho de 2016


Este não é um post com receita, até porque acredito que saladas quase sempre são circunstanciais - nelas, vai o que dá na feira, na horta, na geladeira, na veneta. O que eu quero é dar uma dica pra você, que está numa correria sem fim, mas não quer abrir mão de uma alimentação leve e saudável. É a salada no pote.

"Grandes coisas, fia", você pensa. Salada no pote é uma ideia tão antiga que até deixou de ser moda. Mas não deixou de ser uma ótima ideia, né. Só que há segredinhos para montá-la e ter um bom resultado, e são eles que eu quero dividir com vocês. Simbora!

1) O pote: Dê preferência a potes com capacidade entre 800 mL e 1 L. O ideal é que eles sejam altos (para que você consiga fazer camadas de ingredientes), que tenham boca larga e que fechem hermeticamente. Um vidro grande desses de palmito em conserva costuma funcionar bem. Eu uso um pote plástico da Lock&Lock, que cabe perfeitamente na minha lancheira e aguenta o tranco de ser jogado de qualquer jeito por aí.

2) A consistência do molho: Para uma salada no pote, a melhor pedida são os molhos mais fluidos. Por quê? Porque assim, eles escorrem e se distribuem melhor pelos ingredientes quando você vira o pote de cabeça para baixo (há quem curta sacudir a salada dentro do pote para fazer isso. Eu acho uma violência com o alimento que você preparou com todo o carinho). Mostarda com mel, vinagrete simples, um pesto ralo... as opções são infinitas.

3)  A escolha dos ingredientes: O ideal é que o pote contenha todos os elementos de uma boa refeição.

  • Proteína animal - Se você consome proteína animal, inclua  a sua preferida. Pode ser frango ou filé grelhado em tirinhas, queijo branco ou muçarela de búfala em cubinhos, atum enlatado em lascas, ovo de codorna cozido... 
  • Fonte de carboidratos - Para saladas de pote, gosto de usar massas curtas cozidas al dente ou croutons. 
  • Leguminosas - Ficam deliciosas em saladas! Minhas prediletas são ervilhas frescas, feijão-verde, feijão-fradinho, grão-de-bico e lentilha. 
  • Legumes - Podem ir grelhados, assados, cozidos ou crus, de acordo com a sua preferência. Meus favoritos para saladas são cenoura, beterraba, tomate, pepino, rabanete, abobrinha, funcho e vagem francesa.
  • Folhas - as que você mais gostar. Eu costumo dar preferência àquelas mais resistentes, como radicchio, repolho branco, endívia e escarola quando sei que a salada precisará aguentar-se por um bom tempo.
  • Bossa - Alguns ingredientes, mesmo em pequena quantidade, podem dar muito charme à saladinha de todo dia. São bons exemplos disso: ervas frescas, azeitonas, frutas frescas ou secas, castanhas ou sementes torradas e bacon frito, bem sequinho e esmigalhado.
4) O tamanho dos ingredientes: Esta é uma dica especialmente importante se você precisa comer direto do pote, como é o meu caso. Os ingredientes devem estar em pedaços grandes o suficiente para serem facilmente apanhados com um garfo - ninguém merece ficar brincando de pescaria enquanto come. Também devem ser pequenos o suficiente pra que caibam na sua boca e não deixem você parecendo um tiranossauro dilacerando uma presa.

5) A sequência de montagem: Salada no pote precisa seguir uma determinada ordem nas camadas para ficar gostosa por mais tempo. Para mim, a sequência ideal de entrada no pote é:

1. Molho
2. Proteína animal
3. Leguminosas
4. Massa curta
5. Legumes cozidos/grelhados
6. Legumes crus
7. Folhas

É importante respeitar a sequência principalmente em relação ao molho (o primeiro a entrar no pote) e aos legumes crus e folhas (os últimos, mantidos bem longe do molho). Por que isso? Porque os molhos, em geral, são salgados e costumam desidratar os vegetais. Se você deixa suas folhinhas de alface ou um pepininho perto do molho, eles soltarão muito líquido, ficarão terrivelmente murchos ficarão com gosto de passados. ECA!

Ah, se usar croutons, minha dica é: deixe-os em uma embalagem separada da salada e acrescente-os somente na hora de comer. Assim, eles se mantêm sequinhos e crocantes.

6) As condições de armazenamento: De um modo geral, saladas não curtem calor. Se elas tiverem que passar algum tempo sem refrigeração - mais do que meia hora, por exemplo - o ideal é carregá-las em bolsas térmicas com gelinhos reutilizáveis próprios para transporte. Eu uso uma bolsa térmica de gel parecida com essa. Ela é ótima! Você a mantém dobradinha no freezer e, quando precisa usar, não tem que colocar gelinho nem nada: as laterais e o fundo já estão congelados. Ela conserva os alimentos como na geladeira por até 5 horas.

E aí, animei você? Então, bora carregar nossas saladinhas por aí e melhorar nossa alimentação, um pote de cada vez!

Observações finais:

- Este não é um post patrocinado (mas bem que podia, né). Eu realmente uso e recomendo os produtos que citei.

- Deu pra ver o que tinha no meu pote? Eu conto. Na sequência: molho de mostarda e shoyu (1 parte de shoyu + 1 parte de mostarda amarela + 2 partes de água + alho granulado + gotinhas de sucralose); frango grelhado em cubinhos; tomate sweet grape (deixo inteiro para ele não soltar líquido); cenoura em tirinhas; coentro e cebolinha; um monte de radicchio. Comi ontem, no jantar.

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